I want you...hungry.

30 I can't imagine anything better


Notas iniciais
Nota 1: UAU, eita que vocês realmente gostaram do mood quente das apaixonadas, hein? Que delícia. Nota 2: Quero voltar a agradecer às queridas que postaram recomendações aqui, tava relendo e fiquei super alegre. Beijos Aimee, Pâmela, Kris e Isa ♥♥♥♥ Nota 3: Capítulo ainda explícito.

Os olhos se sugavam com a força descomunal de uma tempestade de verão, ébrios, ansiavam por toda uma vida juntos. Clara absorvia de Marina o amor que transmitia, não sabia como ela era antes de se conhecerem, na verdade sabia pouco, mas tinha certeza que experimentava e dominava de sua integridade agora.

Entregar-se por inteiro já não era mais uma opção, tornou-se impreterível. Como se a alma doesse com menos, com a metade, com o pouco.

A cabeça apoiada lateralmente em uma das mãos acenou escorregando pelas costas da mesma em um sim delicado, charmoso, parecia uma bichana que deslizava em seus próprios movimentos, ronronando um olhar quente, com o fluxo sinuoso.

A expressão no rosto da morena era tão linda que Marina voltou a emocionar-se, agora sem o choro urgente.

Sentiu vontade de ouvir uma música em especial. Com o corpo nu, desenhando pela luz do dia que dançava nas grandes cortinas procurou Nightcall no seu dispositivo enquanto era observada por olhos apaixonados e tinha sua câmera pendida no pescoço perfeito.

Deixou a mesma melodia que uma semana atrás tocava ritmando sentimentos novos e assustadores envolver o ambiente.

Clara, pensou entregando com o olhar, agora minha Clara.

Parecia um conto, uma história escrita para corações que por necessidade precisavam encontrar nas linhas o amor, mas não era. Era sua realidade, era o que o destino havia preparado para ela, aos poucos tudo começava a fazer sentindo. Seu passado se revelava diante dos olhos com concordância. Só podia agradecer.

Levou o objeto preferido aos olhos e delicadamente disparou a primeira foto

–Você pensa em tudo, Marina – Suspirou com os lábios sorrindo enquanto era capturada – Até na música, é linda, é forte.

–Claro que eu penso em tudo – A boca desenhava as palavras por detrás do objeto – Sabe por quê? – Respirou fundo sorrindo – Porque essas fotos vão ser as mais lindas da minha vida.

–Que responsabilidade – A voz veio rouca e febril.

–Ah, pára, até parece que você não sabe como é... Até parece que você nunca se entregou pra mim – Os olhos rasgados agora não se escondiam.

–É só fingir que a câmera não esta aqui, e você vai se soltando – Era sedutora falando – Eu vou te propor umas coisas e você vai sentindo, ta? – Marina definitivamente era fatal – Vamos sentindo juntas...

–Ta – Soltou o ar a morena

–Aqui – Entregou para a namorada um elástico de cabelo – Faz um coque, bem no alto e vem comigo – A fotógrafa chamou.

Caminharam até a sala anexa do ambiente, a da lareira, sorriram. Marina levou consigo um vestido transparente que estava na arara de roupas separadas para a sessão. Lembraram juntas que ali se beijaram pela primeira vez. A verdade é que jamais haviam esquecido.

A fotógrafa a guiava por um caminho sensual, as ordens saiam firmes e apaixonadas. Viu Clara seguir o ritmo sem que precisasse ser mais impelida. O que veio a seguir foi uma mulher segura e embriagada, o prazer envolvia cada centímetro de todo seu corpo.

–Isso, Clarinha, maravilhosa – Derreteu-se quando viu o corpo nu se contorcer no chão por movimentos certeiros – Não to pegando seu rosto, serão somente pedaços seus agora, o corpo, a expressão que ele tem – Sorriu enquanto o capturador estalava com cada foto.

Pegou o vestido e pediu delicadamente para a mulher o usar, foi atendida e a posicionou na larga janela que dava para o jardim onde tirou provavelmente as melhores de todas as fotos.

O dia estava lindo, a luz parecia pintada à mão. Queria fazer parte daquele momento. Voltou a pedir para a morena se desnudar e buscou na sala principal o tripé.

Sem explicar o que fariam, Marina estabeleceu o objeto virado para o dia — Vou coordenar de dez em dez segundos – Arrumava a programação da câmera – Pronto – Juntou-se a amada.

–O que temos que fazer? – Clara sussurrou rouca com o coração acelerado só pela proximidade.

–Amar – Respondeu o sorriso faceiro

Estavam bem perto do objeto, estavam perto uma da outra, queria pele, queria toque, queria proximidade, contato.

As mãos tocaram a pele do corpo exposto da outra, passearam pelos rostos, ombros e colos que se pretendiam. O beijo aconteceu sem pressa, aproveitar do toque leve também fazia parte do instinto delas.

A língua da fotógrafa atravessou a barreira delicadamente passeando nos lábios finos da amada que a recebeu com gosto em sua boca.

–O seu gosto – Clara sussurrou – o seu sabor – Gemeu sem conseguir continuar.

–Você gosta, é? – Conhecia a resposta, mas desejava ouvi-la mais uma vez.

–Amo – Sussurrou rouca por entre o beijo calmo – Não conseguiria mais viver sem – Sorriu com os lábios de Marina grudados nos seus.

–Quer me chupar? – Devolveu o sorriso de lábios colados.

–Inteira – A morena respondeu com um gemido seguido por uma lambida na boca da mulher que a provocava.

–Você merece? – A fotógrafa continuava com as provocações, as mãos subiam acompanhadas de unhas curtas pelas costas douradas

–E eu tenho como não merecer? – Clara a puxou para si em um apertou carnal, os sexos voltaram a se encontrar e sentiu as garras de Marina cravarem na pele nua. Levou a boca ofegante ao ouvido da namorada e estabeleceu

–Eu te chupo a hora que eu quiser, ta entendendo? – Foi direta – Eu sempre vou ser merecedora do seu sabor.

–A hora que você quiser? – Os olhos felinos estavam delirantes.

–Sim – Veio rouca – Se estivermos em um jantar e eu quiser, encontraremos algum lugar pra isso. Em uma exposição, em uma festa, em um parque, em um museu. A hora que eu quiser... –Terminou ouvindo a fotógrafa gemer somente com as suas palavras.

–Hummm – Fez charme – Será, hein?

–Não duvide de mim, Marina – Clara estava sedenta, os olhos queimavam em brasas – Vem aqui – Terminou puxando o corpo nu e alvo pela mão.

Agora Marina quem era dirigida de volta para a sala onde todo aquele jogo havia começado. Não sabia ao certo o que Clara queria, mas tinha certeza que teria, estava se sentindo dominada pela mulher de pele dourada e cabelos presos em um coque que agora se desmanchava em mechas.

–Minha vez – O sorriso característico e largo da assistente se abriu no rosto bem desenhado – Senta – Apontou para o amplo móvel de madeira.

O corpo esguio e delicado da fotógrafa se posicionou na beira da mesa, com as pernas penduradas e elegantemente cruzadas. No rosto a expressão de um animal que desafiava seu dono.

–Tá escondendo o que – Clara perguntou enquanto aproximava ainda mais a cadeira de onde se encontrava a mulher – Abre pra mim, Marina? – O sorriso pedinte era devasso.

Viu a fotógrafa desenhar no rosto uma expressão instigante, mas permaneceu na mesma posição, os olhos cerrados e encapuzados podiam queimar de tão quentes.

–Abre – Repetiu rouca – Ou eu vou ter que fazer isso pra você? – Era firme e não muito delicada.

–Bem melhor – Marina a seduzia ainda mais – Prefiro assim.

–Você gosta, né? Que eu mande em você, gosta de ser minha mulher, minha puta – Clara a fitava debaixo mordendo os lábios, as mãos grudadas na cadeira seguravam todos os sentidos para não avançar na figura que agora se exibia na sua frente.

–Mais do que qualquer um no mundo possa imaginar – Marina respondeu.

–Ainda bem que não podem imaginar, não aguentariam tamanha pressão – A morena estava certa e logo no final da frase voltou a sorrir descontroladamente – Era isso que você tava escondendo? – Observava o sexo da fotógrafa lambuzado de prazer

–Tava só adiando o inevitável – Brincou de volta.

–Marina – Clara suspirou – Sabe o dia que escreveu que eu estava dentro de você, mesmo estando longe.

–Uhum – Assentiu sentindo o ar escapar dos pulmões e o sexo pulsar, já sabia o que viria a seguir.

–Faz pra mim – Os olhos da morena fitavam sem trégua o olhar rasgado da amada – Se fode pra mim, vai... – Sentia o rosto queimar.

Não teve mais espaço para nada, o sexo aberto da famosa fotógrafa precisava ser tocado, estava enlouquecendo com todo aquele jogo inebriante, sentia sua intimidade apertar em pulsos que chegavam a doer, deliciosamente.

Os dedos desceram com certa urgência pelo ventre liso e nu, alcançaram a entrada encharcada espalhando o líquido lubrificante por toda a região. Tocou no pequeno ponto de prazer rígido soltando sem querer um gemido soprado e leve.

–Mete – Clara ordenou com a voz embargada, sentia o corpo explodir em delírios com a imagem que via.

De uma vez, foi assim que dois dos dedos esguios entraram no sexo perfeitamente desenhado. O gemido agora saiu alto, primoroso e com um fundo rouco que a voz de Marina também possuía.

–Assim amor, mais fundo vai – Clara não conseguia mais segurar os gemidos, e os dedos, que desceram vagarosamente para seu sexo – Mais forte, mete Marina, assim – O empenho da fotógrafa era surreal, ela se comia sem trégua com uma vontade enlouquecedora estocadas fortes e rápidas faziam o barulho do sexo molhado ecoar pela sala.

A cena dos dedos entrando fundo passava a meio metro de sua cabeça fazendo seu mundo girar, o sexo engolia esfomeado os dois esguios pontos de prazer, os envolvia com gosto quando o corpo comandante de todos aqueles movimentos apresentou o primeiro e pequeno espasmo.

–Para! – A morena ordenou com pressa e foi prontamente atendida – Quem vai te fazer gozar sou eu, deliciosa — Aproximou-se ainda mais – Me dá? – Olhou os dedos extremamente lambuzados que agora repousavam em uma das coxas brancas.

Chupou cada um deles com a fome de vinte leoas, o sabor, aquele gosto, tornou-se o maior de seus vícios.

–Vem cá, vem – Ouviu Marina sussurrar de cima enquanto levava sua cabeça ainda de olhos fechados para o centro de seu sexo – Chupa aqui – Proferiu com uma rebolada inicial na boca que tanto a desejava.

O encontro foi explosivo, a fotógrafa não poderia estar mais molhada, o prazer daquele jogo era tamanho que sentia o líquido literalmente escorrer para a superfície sob si.

Clara a sugava com contato macio, mas com a vontade feroz. Sentia a mulher entregue literalmente rebolar em sua boca, com os pés apoiados nos braços da cadeira onde a assistente sentava.

Sugava sua entrada, seu clitóris era engolido sem medo, a língua quente e macia passeava por sua pele de forma precisa quando mais uma vez viu o orgasmo aproximar-se.

Clara levantou em um só movimento penetrando no prazer molhado três dedos de uma única vez. Ouviu o gemido desprender-se solto dos lábios perfeitos que pediram quase em silêncio, se não fosse o som fraco que sairia

–Me beija – Foram as últimas palavras que Marina conseguiu dizer

A morena a comia magnificamente com os três dedos apertados formando um ‘objeto’ perfeito para o prazer, o ponto superior e interno da fotógrafa era o alvo certeiro de uma posição que ajudava muito para isso.

O beijo improrrogável dividia espaço com gemidos cada vez mais presentes, e com línguas que lambiam acetinadas o que encontravam pela frente.

A chefe rebolava como uma mundana nos dedos que a fodiam, os querendo cada vez mais fazendo Clara gemer descompassadamente. O sexo apertou com força o que o comia, os braços que apoiavam na mesa vacilaram, mas foi salva pela morena que a agarrou fazendo com que as costas não despencasse na mesa sob si. O corpo soltou espasmos fortes e rígidos, os gemidos saíram com os lábios perfeitamente grudados.

–Eu... – Tentou – ... To gozando – Terminou agarrando agora o pescoço da namorada com todas as suas forças, então veio, arrebatador.

A respiração ofegante e os corpos moles entregavam que aquilo havia sido extremamente e exaustivamente maravilhoso. Se abraçaram ainda mais apertado com a vontade eminente de entrarem de corpo e alma na mulher à frente. Faziam sempre o máximo possível para isso.

–Que delícia meu amor – Clara beijou o rosto branco e suado da namorada – Que delicia te ver assim.

–Eu tenho a impressão que todos dessa casa ouviram isso, você me faz descontrolar Clarinha, assim não vale! – Brincou com o rosto afundado no pescoço suado e cheiroso da mulher amada.

–Não? Sei! – Devolveu sorrindo – Eu amo ver o seu descontrole, Marina Meirelles – Fez uma voz propositalmente séria.

–Descontrolada eu vou ficar quando ver as fotos que fiz hoje.

Já fazia ideia do que a esperava e mal podia se moderar para finalmente descobrir. Tinha razão, seria algo de outro mundo

–Mas se eu não comer – Pausou a morena com uma risada sorrateiramente safada – Comida, não vou conseguir estar viva para ver essa sua obra, eu estou fa min ta – O rosto se contorceu em um falso desespero.

–Vamos então, vamos almoçar Clarinha, porque realmente você me faz gastar todas as minhas energias – Sorriu

Pegaram na arara roupões que sempre estavam dispostos ali, vestiram e saíram em direção a cozinha.

Marina caminhava na frente com um andar belo e alinhado, não era novidade a elegância daquela mulher. Clara seguia logo atrás observando a amada com olhos apaixonados e teve naquela momento uma grande certeza

–Amor – Chamou com a voz típica fazendo Marina se virar

–Oi meu amor – Sorriu abraçando de leve o corpo dourado

–Essa semana – Pausou –Essa semana eu quero oferecer um jantar pra você e... – Sorriu nervosa – E pra minha família. Quero apresentar minha namorada para aqueles que amo, que são a minha base – Sentia-se emocionada com a força descoberta dentro de si – Você... Você aceita o meu convite? – E então viu no rosto alvo o reflexo de sua alegria, os desenhos mais lindo se formaram constituindo tudo o que aquele convite representava para a mulher da sua vida.

–Claro, minha futura esposa — Respondeu sem pensar o que o coração já não conseguia segurar.

Notas finais
E ai amadinhos?