I want you...hungry.
14 A falling star fell from your heart and landed in my eyes
Notas iniciais
Marina segurava com firmeza e desejo os cabelos de Clara, os movimentos depositados na morena eram definidos e potentes, mas dessa vez femininos, sensuais, até mesmo elegantes. Diferente de tudo que já havia vivido.
Clara olhava para frente e o corpo estava sendo atingido por uma força crescente, entrando em combustão, as batidas se aceleravam e seu coração seguia o mesmo ritmo.
O movimento contínuo trazia até seu alcance o cheiro inebriante da fotógrafa.
Apertou os olhos com força e respirou fundo, tentou puxar Marina para si com uma das mãos esticadas para trás o máximo que conseguiu, a queria mais perto, queria seu cheiro mais perto.
A fotógrafa soltou de seus cabelos, a mãos passearam com desejo pelas costas douradas, agora com mais força, as unhas deixaram a marca de um caminho preciso até os quadris que estavam à sua frente. Marina delirava, olhava-a por cima com desejo, agarrou com firmeza por eles. Clara sentia o brinquedo ir cada vez mais fundo, em um momento de insanidade ansiava por mais.
Como quem lesse seus pensamentos, a fotógrafa a colava em seu corpo. Clara olhou para trás e encontrou os olhos ciganos, dominados por deleites. Os seus também estavam, Marina enxergava neles todo o prazer de uma vida.
Viu o rosto dourado ganhar uma expressão solta, a boca se abriu levemente, os olhos estavam bêbados e dessa vez não era o vinho, tinha certeza. Os gemidos que saiam enquanto a fitava assumiam que o gozo estava perto, as mãos nos quadris dominaram os movimentos e comandavam o ritmo.
Os cabelos agora caiam sobre a pele queimada da assistente, tampou levemente seus olhos. Marina queria enxergá-los, queria olhá-la, mas ao mesmo tempo via à sua frente a figura mais sexy que poderia conhecer.
Aproveitou um pouco a imagem que Clara refletia e então com movimentos delirantes afastou os cabelos limpando o rosto da morena, liberando o tão agraciado semblante. A cada entrada os gemidos saiam por entre os lábios separados, o corpo começou a se contorcer em um tesão alucinógeno.
Aproveitando a boca que gemia e estava ligeiramente aberta, Marina enfiou dois de seus dedos que foram prontamente chupados eroticamente por Clara.
Tinha direção certa e de uma forma precisa passeava agora com eles pelo delicado clitóris rígido de excitação. Era muito além do que a assistente aguentaria sentir, a cabeça desmoronou no colchão, a face colada no lençol abafava agora os gemidos do gozo que se aproximava ainda mais, a bunda estava sensualmente empinada.
–Fode a sua vadia, Marina. Ahh que delícia. Me toca assim, sua gostosa – Dizia em um desespero encantador.
Marina sentia seu corpo suar, estava quente, estava louca, estava desesperadamente fascinada pelo prazer que proporcionava a aquela mulher, a mulher que havia modificado sua vida no momento em que a viu.
Viu os braços dourados se esticarem e agarrarem na cama enquanto o rosto continuava afundado no colchão, as duas já não tinham ar, o nirvana foi tão caótico que pareciam ter esquecido de respirar, ou não conseguiram mesmo.
O corpo de Clara desabou no colchão levando Marina consigo. Estava agora deitada sobre o corpo firme, deliciosamente suadas, pensaram sem saber de forma conjunta em como aquilo era bom.
A fotógrafa tirou o brinquedo com delicadeza de dentro da morena, se livrou da cinta com agilidade e voltou para a posição aconchegante.
Afastou os cabelos que estavam grudados no rosto da assistente e a beijou com ternura. Ela sorriu.
–Marina – Disse com a voz carregada de carinho
–Oi minha linda – Respondeu a fotógrafa baixinho em seu ouvido depositando um beijo
–Sabe, depois de sentir isso, eu só consigo pensar em uma coisa – Continuou com a cabeça deitada de lado e os olhos fechados
–Me conta – Pediu Marina sorrindo
–Eu quero fazer amor com você assim todos os dias da minha vida – Disse em um tom rouco sem medir o que a cabeça pensou e o coração despejou.
Um raio pareceu atingir o corpo de Marina, sentiu um calor percorrê-lo, os olhos encheram de lágrimas de forma momentânea. Ela quase não se reconhecia mais, não nesse sentido. Apertou o corpo sob si em um abraço tenro , colou seu rosto no lindo rosto dourado da assistente e sentiu a lágrima descer.
Clara estava sorrindo, aquele contato era bom, sentiu então uma gota quente caminhar pela sua face, era um choro de entrega da fotógrafa que sentia escorrer. Seu coração só conseguiu ficar feliz, esqueceu naquele momento que no mundo havia também os problemas
Pela primeira vez Marina pediu com todas as palavras
–Fica comigo, Clara. – Tinha certeza na voz – Então fica comigo — Terminou calma.
Clara virou com todo aquele seu jeito de quem perdia a delicadeza as vezes, mas que dava para a morena um charme único, estava agora deitada com a fotógrafa sobre si e virada para ela.
Segurou no rosto perfeito que a fitava, os olhos vermelhos, mas tinham esperança e não estavam tristes. Fez um carinho singelo, passeou com os dedos pelas sobrancelhas bem desenhadas, pelo nariz, pela pintinha do canto da boca, pelos lábios e respondeu perguntando
–Me espera? –
–Eu já disse que sim – Sorriu Marina
–E eu te disse que vou atrás da minha felicidade, onde ela estiver – Sorriu também com ternura – Você me faz feliz, eu sou alegre com você. Não vou deixar isso escapar por entre os meus dedos.
Marina a beijou e foi retribuída com um afeto transbordante. Ficaram deitadas e abraçadas por um longo tempo. A fotógrafa então sentiu sede e esticou os braços para pegar uma das taças de vinho, tomou um gole e percebeu que estava sendo observada por olhos castanhos curiosos.
Olhou pra Clara que tinha um olhar pidão. Nem precisavam falar para se comunicarem, como mágica elas já se liam e se conheciam, independente do tempo que haviam se cruzado nesse mundo.
–Você gostou né, Bandida? – Marina pronunciou em um tom de brincadeira
–Eu a do rei – Disse a morena pausadamente e com a voz baixa deitada na cama
A fotógrafa então levou a taça à boca mais uma vez pegando para si aquele líquido delicioso, encostou nos lábios da assistente dando-a de beber. Sem que desgrudassem Clara engoliu e se beijaram com as línguas apaixonadas.
–Eu te sinto tão minha, tão entregue – Marina disse quando saiu do beijo
–Eu também me sinto assim, como jamais me senti na vida – Falou séria e rouca – Você me trás mil sensações novas, Marina.
–E quero trazer muito mais – Sorriu – Quero ver você experimentar a vida, do meu lado.
Clara sorriu com a ideia, ficava radiante em pensar nisso.
–Às vezes sentia que não estava mais na idade de mudar, sabe? – Suspirou.
–Sempre é tempo para mudanças, sempre é tempo para viver coisas novas. Eu já te falei isso, confia em você – Disse a chefe continuando
–Sabe, como se fosse um jogo... Pensa em coisas que já teve vontade de fazer na vida, mas nunca fez. Pode ser qualquer coisa, por mais boba que seja. Da adolescência, da idade adulta ou até mesmo da infância. O que você acha? – Propôs Marina – Vai, pensa em uma e me fala.
Clara deu uma risadinha e fez cara de pensativa, estava tentando buscar em suas lembranças algo que representasse uma transgressão. Abriu um sorriso extremamente largo e acanhado que virou uma risada quase histérica. Tinha algo na cabeça.
Marina não aguentou, acabou sendo contagiada pelo riso
–O que você pensou, Clarinha? – Perguntou tentando se concentrar
A morena continuava rindo, a face estava vermelha e notava-se que tinha muita vergonha em dizer seus pensamentos.
–Vai, me fala – Pediu fazendo cócegas de brincadeira.
A assistente tentou se acalmar e respirou para falar
–Hummm, eu nunca – Voltou a rir envergonhada – Eu nunca fumei sabe – Pausou ainda rindo – Maconha – Terminou em um sussurro quase inaudível.
Marinou soltou uma gargalhada sincera o que deixou Clara com uma cara curiosa, apesar de estar segurando o riso.
–Tá rindo de mim porque, bandida! – Exclamou apertando Marina
–Você nunca fumou um baseado, Clarinha? Não acredito! – Respondeu Marina entre sorrisos.
–Nunca, deveria ter fumado? – Perguntou Clara com uma cara de interrogação.
–Ah, dever... Dever, não! Mas é uma experiência bem gostosa, acho que você adoraria. – Terminou com uma feição malandra de quem estava tento uma ideia.
–Na verdade, eu adoraria! Adoraria te ver chapada. – Terminou.
Clara voltou a rir e disse
–É, quem sabe um dia, no futuro. – Tentou se fazer de despercebida.
–O futuro é agora, Senhora Fernandes ! – Constatou Marina levantando da cama com direção certa.
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