Notas iniciais
Oi pessoas !! Desculpe se demorei, é só que eu estou viciada numa banda e eu não conseguia parar de escutá-los, por isso eu não estava escrevendo. Mas o vício já está passando; ou não... Esse capítulo não tem memória. Por que ? Porque eu não tava afim de fazer... Capítulo não revisado, desculpa pelos erros... Espero que gostem !!

—E aí, filho do chefe? Ele te escolheu.- falou o homem grande, como se eu não tivesse ouvido.

—Eu já ouvi.- falei, encarando o menino que me escolheu.

Talvez parando agora para pensar, eu não deveria querer Jack como dupla. Ele pode me dar uma bela de uma surra! Eu já brinquei com ele de guerra de bolas de neve, e ele é super habilidoso... Mas agora não posso voltar atrás, pois foi o instrutor que falou para a gente ficar juntos, e ele não parece do tipo que muda de ideia.

—Jack, pode ir lá pegar uma arma e um escudo.- falou o professor, apontando para onde as armas ficam.

O grisalho faz que sim com a cabeça, e faz o que o homem falou. Olho de relance Perna de Peixe caminhado até o instrutor cabisbaixo; talvez esteja com medo, pois sabe que agora sua dupla será ele. Observo quando Jack pega um escudo verde com a mão esquerda, e uma espada com a mão direita. Se antes eu levaria uma bela de uma surra, agora eu estou morto! Ele me olha com um mínimo sorriso no rosto, enquanto volta para o centro de treinamento, como se soubesse o que eu pensei, ou como se soubesse que eu não tenho chances contra ele. Assumo uma pose indiferente, querendo provar para ele e para mim, que suas provocações não funcionam mais, mas é óbvio que é uma mentira.

—Opa, opa! Boa escolha, Jack.- elogia o professor, se aproximando do grisalho.

—Também achei.- fala, erguendo as sobrancelhas e sorrindo, enquanto me olha.

—Só que sua dupla não pode lutar com você só com uma faca, porque é injusto.- diz, só que dessa vez me olhando.

—Tem certeza? Aposto que ele consegue.- responde o grisalho, irônico.

—Bom, isso eu queria ver. Mas é melhor não correr o risco, não é?- fala o instrutor, e confesso que me senti aliviado.- Filho do chefe, vá pegar uma espada.

Faço que sim com a cabeça para o professor, e então sorrio satisfeito, mostrando os dentes, para Jack, dando a entender que sua tentativa de lutar comigo, sendo que estou indefeso, falhou. Caminho até o lugar onde ficam as armas, desviando o olhar do grisalho, e elevando um pouco a cabeça. Jogo a faca no chão, e pego com a mão esquerda, uma espada. Assim que pego o objeto mortal, vejo que até é bem fácil de manusear, pois pensei que seria difícil que nem o martelo. Olho para a lâmina, podendo enxergar meus olhos verdes, antes de dar de ombros, e voltar para o centro do campo de treinamento. Fico do lado do professor, assim como eu estava antes de pegar a arma, e espero por alguma ordem do homem.

—Eu sinceramente queria ver a luta de vocês, mas eu tenho que dar uma surra no gordinho ali.- fala, indicando Perna de Peixe.

Me pergunto porque ele quer ver a nossa luta. Só por que estamos usando espadas, ao invés de martelos, ou facas? Ou por que o Jack é novato, e como ele disse, os novatos têm privilégios? Não sei qual dos dois é o motivo pelo qual ele quer assistir a nossa luta, só sei que estou aliviado por ele estar ocupado com o "gordinho", pois, sinceramente, não sei o que poderá acontecer comigo nesse contra-contra, e acho que não quero que o treinador veja.

—Poxa, que pena.- digo, fazendo bico, fingindo me sentir realmente frustrado.

—Concordo, filho do chefe.- fala.

Desvia o olhar de mim, e observa a turma, colocando as mãos na cintura.

—Então, vikings? Vocês precisam de uma pausa, ou podemos continuar lutando?- pergunta, aumentando o tom de voz, para que todos ouçam.

—O que? Não precisa.- Astrid fala, indiferente.

—É. Descansar é para os fracos.- Melequento fala. Óbvio que ele iria ir na onda de Astrid, pois ele é obcecado por ela. Aposto que ele queria sim descansar, pois estou vendo a sua respiração pesada. Se ela sugerisse que todos se jogassem de um penhasco, ele seria o primeiro.

—Então tá.- ele fala por fim, e anda em direção à Perna de Peixe.

Outra vez vejo os outros começarem a lutar, o que me alerta a fazer o mesmo. Viro meu olhar lentamente para a minha dupla, e sinceramente, dessa vez, não serei eu que irei ir para cima, e começar a luta.

—Já podem começar!- escutei o treinador, e sabia que ele havia falado para nós em especial.

Eu e Jack nos mexemos na mesma hora, só que não na direção um do outro. Começamos a andar em forma de círculo, eu para a direita e ele para a esquerda. Aos poucos, fomos nos aproximando, o suficiente para estarmos apenas poucos metros de distância um do outro. Ficava atento aos seus movimentos, para saber quando ele iria me atacar, e parece que ele fazia o mesmo em relação a mim. Não entendi o porquê, mas o grisalho à minha frente deu um sorriso de lado, antes de movimentar sua espada em minha direção. Por sorte, fui rápido ao colocar o escudo em frente ao meu corpo, e pude finalmente sentir o impacto do golpe de Jack, que com certeza não foi fraco, fazendo com que o meu pensamento sobre ele ser habilidoso, estivesse certo.

—Então, magrelo.- fez ênfase na última palavra, tirando a arma de perto de mim, e sorrindo irônico.- Você fez com que eu ficasse surpreso.

—Com o que?- pergunto arqueando as sobrancelhas, e lançando minha arma contra o corpo do menino, que também se defende.

—Pensei que sua dupla seria a loirinha.- fala e na última palavra, ele olha em outra direção, e suponho eu, ele está olhando para Astrid. Seu sorriso continua em seu rosto.

Urgh! Ele é muito irritante! Ele sabe muito bem que Astrid jamais faria dupla comigo, mesmo se fossemos namorados, por que ele não para de me encher o saco? Passei a espada em seu braço, forte o suficiente para logo se ver um corte no mesmo. Não foi muito profundo, nem grande, mas vi o lugar começar a sangrar. Jack pareceu surpreso, enquanto encarava a ferida, mas ao invés de ficar com raiva, como eu pensei que ele ficaria, o grisalho sorriu para mim, como se dissesse: Não sabia que você era bom. Sorri para ele também, e arqueei as sobrancelhas antes de abrir minha boca para responder à sua provocação.

—Quem escolheu as duplas foi o treinador, então eu não pude fazer nada. Mas com certeza eu estaria com ela, se não fosse esse pequeno problema.- respondi sorrindo de lado.

—Ah. Entendi.- fala, desviando seu olhar, e se torna mais sério.

Vi uma pitada de mágoa se formando em seu rosto, bem parecida da de ontem, quando eu fui em sua casa, só que a de ontem, estava mais evidente, e em mais quantidade. Senti um aperto no coração, e tive muita, muita vontade de chegar perto dele, e fazer com que seu sorriso voltasse, apesar de ser o sorriso que me irrita. Estava para fazer isso, mas sua fala me interrompeu.

—De qualquer forma, o treinador fez uma escolha sensata.- ele fala, e sorri irônico novamente, mas não é como antes.

—Por que?- pergunto, levantando a sobrancelha direita.

—Porque você iria levar uma bela surra.- responde, soltando um risinho. Cerro os meus olhos, o encarando.

—Cala a sua boca, Jack!- falo, antes de atacá-lo.

—Não mesmo, Hiccup!- responde, desviando do meu golpe.

—Como é que você consegue ser tão irritante?!- pergunto, enquanto lutamos.

—Não posso fazer nada se a verdade te irrita!- responde debochado, o que me tira mais do sério.

—Ai! Já falei para você calar a boca!- falo, sentindo dor no ponto onde sua espada toca meu ombro.

—Pena que você não manda em mim!- responde, jogando o seu escudo sobre mim.

Me protejo, e escuto o barulho alto do impacto do escudo com o chão, olhando para o objeto logo depois. Na mesma hora, acho a coisa mais idiota do mundo para se fazer em uma luta, mas dois segundos depois, faço o mesmo no garoto grisalho. Escutamos o mesmo barulho de antes, e então olhamos para o chão, antes de Jack avançar em mim. Agora estamos os dois sem escudo, o que é muito perigoso. Mas parece que nem para mim, nem para Jack, isso importa, só queremos descontar a nossa raiva, acumulada desde ontem. A única coisa que eu fazia agora, era desviar de seus golpes, atacá-lo e ignorar a dor. Não sei o quê que rolou, mas eu fiz alguma coisa com a minha arma na arma de Jack, que fez com que ele soltasse a sua espada, e observasse enquanto ela caia no chão, com um som mais alto que o escudo. Rapidamente, instalei a minha espada perto do pescoço do grisalho, impedindo que ele se abaixasse, e pegasse a sua. Dei um sorriso maligno por alguns segundos, e também joguei minha arma no chão, fazendo com que ficássemos quites, e continuássemos com a luta. Levantamos nossos punhos, e começando a nos atacar com a mesma velocidade de antes; muito rápido. Socos eram dados em nossos rostos e em nossas barrigas, e sinceramente, não sabia que eu era capaz de lutar assim. Com a minha atenção no que estávamos fazendo, não saquei o que estava acontecendo ao redor, até que escutei a voz do treinador, bem próximo de nós.

—Eu mandei vocês pararem!!- gritou. Olhamos para ele, e nos afastamos. Vejo a rodinha feita perto de nós.

Ahn? Agora percebo que estávamos muito envolvidos em nossa luta, pois acho que o professor estava falando com a gente fazia um bom tempo. Minha respiração estava muito ofegante, e agora com a trégua, já podia sentir as dores em diversos lugares de meu corpo.

—Pelos deuses! Vocês são surdos, ou só estavam fazendo teste?- continuou gritando, realmente bravo.

—Eu vim aqui para ensinar combate corpo a corpo, para se algum inimigo se manifestar, vocês saberem se defender, e os dois estão agindo como se já estivessem em uma guerra?!!- continuou, com o mesmo timbre de voz de antes.

Ele olhava decepcionado para nós dois. Talvez estivesse falando tudo isso para que nos sentíssemos envergonhados, mas não, eu não estava envergonhado.

—Os que estão aqui não são os nossos inimigos, os nossos inimigos estão por aí, à espreita, e podem aparecer a qualquer momento, e vocês tem que reconhecer quem realmente eles são.- falou abaixando um pouco o tom de voz.

Do quê ele está falando? Inimigos? Nós não temos inimigos há séculos! Isso é impossível. Não... Ele está falando isso para nos fazer ficar com a consciência pesada, só isso.

—Fim de aula, vikings. Vejo vocês amanhã.- falou, colocando as mãos na cintura.

Os outros começam a andar até o lugar onde ficam as armas, para guardar as suas. Pego meu escudo no chão e a minha espada, e caminho para o mesmo lugar onde todos estão. Coloco-os no seu devido lugar e caminho até a saída, colocando minhas mãos nos lugares onde dói.

—Ei, vocês dois aí.- escuto a voz grossa do treinador, e não sei porque, mas acho que é comigo.

Viro para onde a voz vem, e vejo que é mesmo para mim, e, para Jack.

—Acho melhor os dois irem à enfermaria. Os vikings que trabalham lá vão ficar felizes de cuidar de ferimentos de guerra, já que faz um bom tempo que eles não o fazem.- fala.

Estou para dar a volta e me encaminhar para o lugar que ele falou, até que percebi que o treinador não terminou.

—Espero que o que aconteceu aqui nunca mais aconteça. E para garantir que nunca mais ocorra...- dá uma pausa, e já sei que não vou gostar do que ele irá falar.- Vocês vão treinar, ou fazer qualquer outra coisa, comigo depois do almoço, todos os dias. Assim vêem se aprendem a conviver, pelo menos, como aliados.

—É o quê?!- eu e Jack falamos na mesma hora.

—Isso mesmo que vocês escutaram. E sejam gratos por eu não ter escolhido coisa pior.- fala, e faz um gesto com as mãos, dando a entender que estamos liberados.

Solto um suspiro, conformado, pois sei que ele não irá mudar de ideia sobre esse castigo. Caminho até a enfermagem, sabendo que eu sozinho não conseguirei cuidar de meus machucados. Sinto que Jack está indo para o mesmo lugar que eu, mas não ouso olhar para trás para poder confirmar. Logo estou à porta do local, já podendo ver as pessoas responsáveis pelo estabelecimento. Elas nos olham aterrorizadas, talvez eu esteja mais machucado que o imaginado.

—Finalmente pacientes que estão realmente feridos. Geralmente recebemos pessoas que se queimam por causa de panelas.- fala uma mulher, e dar um risinho nasal.

—Quem será o primeiro?- pergunta alternando o olhar entre mim e Jack.

Eu e ele trocamos olhares, acho que com dúvida de quem poderá ir na frente. Caminho até uma cadeira e me sento, querendo dizer que ele poder ir.

Aguardo pacientemente, enquanto passo minhas mãos pelo meu corpo, afim de ver quais lugares estão afetados, quando escuto passos. Percebo que é Jack. Seu rosto tem poucos curativos, e em seu braço, há um faixa, talvez por causa do corte que dei nele.

—A tia está te chamando.- fala, e caminha até a saída.

Me olha antes de sair definitivamente dali. Levanto as sobrancelhas, por causa do que ele fez, e vou até a sala onde deve estar a tia.

[...]

Abro a grande porta de madeira, e entro no campo de treinamento, vendo que obviamente, sou o primeiro a chegar. Caminho até o banco, me sentando assim que chego ao mesmo. Ainda posso sentir dores pelo meu corpo, apesar de serem poucas, mas mesmo assim, é um incômodo. Sei que as dores que eu estou sentindo, Jack nem chega perto de tê-las, pois a mulher falou que eu me machuquei mais que ele, e posso ver que realmente é verdade, pois me lembro dos poucos curativos em seu rosto. Não demora muito para escutar alguém se aproximando da porta. Penso que talvez seja o treinador, mas desvio meu olhar, quando vejo que é o grisalho. Observo de relance, que ele se encosta-se a uma parede perto da entrada, e coloca sua perna dobrada, também encostada à parede. Ele está usando um blusão azul, com uma calça marrom, e suas mãos estão nos bolsos do blusão. Logo o treinador chega, e sorri quando olha para nós. Ele anda até uma porta pequena que fica dentro do campo de treinamento, na qual eu sempre tive vontade de entrar e ver o que tem lá. Entra curvando as costas, por ser muito grande, e logo depois, tira um balde de madeira de lá. Fico confuso na mesma hora, inda mais depois que ele tira um esfregão.

—Então vikings, essa será a atividade de hoje.- fala, olhando para nós e sorri logo depois.- Vocês vão limpar o campo de treinamento.

—O quê? Mas o piso é de cimento. Não tem lógica fazer isso.- falo, levantando.

—Eu sei, mas é que eu estava sem criatividade.- fala, irônico.- É para fazer isso sem reclamações.

A última frase, é dita com voz de comando, indicando que ele não está brincando. O homem grande caminha até a saída.

—Tem mais esfregões lá dentro. E tem uma torneira bem ali.- aponta para perto da porta da qual foi tirado o balde, e dá de ombros.- Tentem não se sujar muito.

Sai dando risada. Suspiro, passando minhas mãos pelo meu cabelo. Era só o quê faltava. Adianto-me, pois quero começar logo, para poder terminar o mais antes possível. Pego o balde começando a enchê-lo de água, vendo que Jack também se aproxima. Ele pega um esfregão, e espera eu terminar de preencher o balde de água. Assim que vejo que está transbordando, começo a jogar o conteúdo no chão. Faço isso por um bom tempo, até ver que todos os espaços do campo de treinamento estão molhados. Solto o balde em qualquer lugar, e pego um esfregão, vendo que Jack já começou a limpar o chão. Trabalhamos em silêncio, e é realmente chato. Me vejo desejando que o grisalho o quebre, nem que seja para me xingar. Não demora muito para ele o fazer.

—Fico feliz por você.- fala, sem desviar o olhar do chão.

—Como assim?- pergunto, parando de esfregar.

—Fico feliz por você finalmente ter tido coragem de pedir a loirinha em namoro.- fala, e me olha. Fico surpreso, pois não sabia que ele iria ficar sabendo, quer dizer, não tão rápido.

—Jack, por favor, não me provoca.- falo, realmente cassado disso.

—Quem disse que eu estou te provocando? Eu estou apenas te dando os parabéns. Não era isso que você queria, desde sempre?- responde, fazendo com que eu fique confuso.

Demora um pouco para que eu responda, por estar pensando.

—Talvez eu não a queira mais, e queira outra pessoa.- respondo, e me surpreendo. De onde isso saiu?

Notas finais
Hic se descobrindo... Não irei postar se não tiver comentários. Beijo e amo vocês...