Notas iniciais
Oi, seus lindos !! Foi mal pela demora... Bom, eu ia postar amanhã, mas como eu sou boazinha, estou postando hoje. Não precisam agradecer... Capítulo não revisado, então desculpa se tiver erros. Espero que gostem !!

Saí do banheiro e fui em direção à minha cama, colocando a roupa suja em cima da mesma. Andei em direção ao grande guarda roupa, abrindo uma das gavetas, e pegando uma calça preta e uma blusa bege. Coloco a cueca branca, e logo depois, as roupas separadas. Passo a mão no meu cabelo molhado, não demorando em escutar um barulho no andar de baixo. Fico confuso na mesma hora, pois pensei que meu pai fosse demorar mais para chegar da reunião viking. Caminho até a porta, e abro a mesma, andando pelo corredor, e indo para a escada, pegando só o final da conversa.

—... ele nos deu muito tempo.- é a voz do meu pai.

—Eu sei. Eu estava lá, esqueceu?- agora, é o Bocão que fala.

Desço as escadas, sentindo a apreensão na voz de ambos. Eles parecem escutar os meus passos, pois param de conversar.

—Pai? Já chegou?- pergunto, me aproximando do homem grande.

—Err. Sim Hiccup. Hoje a reunião foi rápida e objetiva.- fala, sorrindo e abandonando o tom de voz de antes.

Meu pai e Bocão trocam um olhar rápido e um tanto suspeito.

—Está tudo bem? Vocês estão agindo estranho.- falo, arqueando as sobrancelhas, e começando a ficar preocupado.

—Está filho, é só que eu e Bocão estamos muito ocupados com as coisas da vila.- explica, andando até a cozinha.

—Stoico, eu tenho que ir.- fala Bocão, andando até a porta.

—Tudo bem. Depois nós conversamos.- meu pai responde.

E depois disso, ele vai embora. Dou de ombros, indo até o cômodo onde o outro está. Encontro meu pai tomando um copo de água, com a mão na cintura.

—Está tudo bem mesmo, pai?- pergunto outra vez.

—Está filho.- responde, e essa segunda afirmação, me deixa um pouco aliviado e despreocupado.- Como está o treino?

—Está ótimo. Alcis já nos ensinou bastante golpes.- falo, sorrindo.

—Alcis?- pergunta confuso.

—É. Ele está substituindo Bocão, faz mais ou menos quatro semanas.- explico.

—Ah! E como está o seu namoro?- pergunta, sorrindo de lado.

—Oh! Está ótimo.- digo sobre meu falso namoro. A verdade é que eu e Astrid nunca mais conversamos depois do dia em que ela falou que fingiria ser minha namorada.

—Que bom. Estava pensando; vamos marcar um dia para ela vir aqui em casa?- falou com um sorriso mostrando os dentes.

—Ahn... Claro! Eu irei avisar para ela.- digo, sorrindo nervoso.

—Ótimo! Bom, agora eu tenho que ir. Preciso resolver algumas coisas.- fala, e seu olhar se torna apreensivo novamente, e quando ele percebe que eu notei a volta do mesmo, dá um sorriso, tentando disfarçar.

—Pai, eu preciso me preocupar com essas coisas?- pergunto, arqueando as sobrancelhas.

—Não. Não é nada que eu e os líderes não possamos resolver.- diz se aproximando, e me abraça, o que me deixa realmente confuso.

—Então... Tudo bem.- digo, retribuindo o abraço.

Ele se afasta e sorri, antes de andar até a saída.

—Vá para a cama cedo!- grita, e sai fechando a porta fortemente, o que faz com que eu encolha meus ombros por causa do barulho.

Arqueio as sobrancelhas, antes de ir em direção à escada. Subo para meu quarto, a fim de fazer o que meu pai mandou. Deito na cama, afastando as roupas deixadas na mesma antes de eu descer. Passo o grande cobertor pelo meu corpo, e começo a encarar o teto. Logo me vejo tendo o mesmo pensamento que venho tendo há alguns dias. Estou com muita saudade de Jack. Mesmo vendo-o todos os dias, sinto falta de conversar com ele, sinto falta de passar a tarde com ele, sinto falta do seu sorriso carinhoso, sinto falta de deitar ao seu lado e ficar admirando o céu. Não sei quando tempo eu ainda irei aguentar. Preciso voltar a falar com ele, nem que para isso, eu tenha que pedir desculpas. Com esse pensamento, adormeço.

[...]

Ando até as grandes portas marrons, que estão abertas, já podendo escutar as vozes que vêm do campo de treinamento. Por alguma razão, acordei atrasado hoje. Talvez por ter ficado até tarde pensando; não sei ao certo. Entro, e a primeira coisa que vejo, é Melequento paparicando Astrid, o que não me incomoda tanto mais. Logo me lembro do assunto que meu pai e eu falamos no dia passado sobre a loira ir a um jantar em nossa casa, o que me faz andar até a menina, para avisá-la o quanto antes. Avisto Jack encostado em uma parede, perto do banco, e nem noto quando paro de prestar atenção para onde estou andando. E é assim que eu esbarro neles.

—Ei! Por que você não experimenta olhar para frente?- Astrid exclama, com raiva.

—É! Por que você não experimenta?!- Melequento repete, fazendo Astrid e eu rodarmos os olhos.

—Melequento, para de me imitar, e sai daqui.- a loira ordena impaciente.

Ele tenta pronunciar algo, mas para, ao ver o olhar de Astrid. Ele me encara, me acusando pela reação da garota, e dá de ombros, batendo o pé, e esmurrando o ar.

—Sabe, ele gosta de você.- digo, sorrindo de lado, e olhando para o garoto que se distancia.

—Quê que você quer?- pergunta, logo depois de rodar os olhos.

—Bom, meu pai mandou eu te convidar para um jantar lá em casa.- falei, agora olhando para a loira.

—O que? É óbvio que eu não vou!- falou, e estava para dar meia volta, quando eu agarrei seu braço, a impedindo.

—Nós somos namorados, lembra?- perguntei, arqueando as sobrancelhas e dando um sorrisinho.

Ela se soltou de mim, e pareceu lembrar-se. Suspirou, antes de olhar novamente para meu rosto.

—E quando vai ser?- pergunta.

—Isso, nós ainda não decidimos. Mas te aviso quando formos decidir.- falei, dando um sorriso vitorioso, e me afastando da loira, que tinha um olhar raivoso.

Caminho até o banco, a fim de sentar, para esperar Alcis chegar. Olho para Jack, que está perto, e o grisalho demora um pouco para retribuir a atenção. Naquele momento, fico com uma vontade imensa de chamá-lo para sentar-se ao meu lado, mas não é preciso, pois o mesmo caminha até o banco e o faz. É estranho ver o jeito como ele me olha, pois eu não vejo esse gesto há quatro semanas, e sinceramente, estava achando que nunca mais veria.

—O que foi aquilo?- pergunta, encostando as costas na parede.

—Bom, foi eu convidando minha falsa namorada para jantar lá em casa.- falei, dando um risinho no final. Não sei o porquê, mas senti a necessidade de falar a palavra falsa. Vi Jack ficar um pouco surpreso.

—Falsa namorada?- perguntou, confuso e com o cenho franzido.

—É q...

—Aquecimento em duplas, vikings!- gritou, adentrando o campo de treinamento.

—Depois nós falamos.- digo, levantando, vendo o grisalho fazer o mesmo.

Todos vão em direção à armas, e assim, eu e Jack fazemos nosso aquecimento, que é tipo uma luta. Estava pensando que a aula seria somente isso, quando escutei a voz de Alcis, fazendo com que parássemos de lutar.

—Muito bem, aprendizes. Hoje, nossa aula será um pouco diferente e interessante.- fala, esfregando as mãos.

Caminha até o centro do campo de treinamento, deixando Perna de Peixe sozinho.

—Nesse treino, vocês irão lutar para nós!- informa com os braços abertos, e com um sorriso no rosto. Arqueei as sobrancelhas, confuso, assim como todos ali.

—Bom, eu sei que vocês não entenderam, então explicarei melhor.- limpa a garganta, antes de continuar.- Como será? Simples; as duplas irão lutar no centro do campo, e os outros irão ficar vendo. Isso será uma demonstração do que aprendemos nessas quatro semanas em que estive aqui.- termina de falar, sorrindo.

Ouvi vários murmúrios animados, mas minha reação não foi exagerada dessa forma, apesar de ter gostado um pouco da ideia. Nessas últimas quatro semanas, acabei por gostar de lutar. Talvez o motivo seja porque eu precisava aprender esta habilidade para poder lutar com o Jack, ou talvez porque eu sempre tive esse gosto por lutas.

—Nessa primeira demonstração, serão três fases. A primeira tem como objetivo, desarmar o seu adversário. A segunda; o que está sem arma irá lutar com o que o desarmou, pois isso servirá como um tipo de treino, caso chegue um dia em que você tenha que lutar desarmado. E finalmente a terceira; vocês irão lutar sem armas.- diz, fazendo com que se escute mais exclamações.

Bom, a primeira fase é fácil, tendo em mente que no primeiro dia, eu já havia conseguido realizar. A segunda, nem tanto, pois tanto eu, como Jack sabemos desarmar como ninguém ali. E a terceira também é fácil. Parece que a minha dupla pensa o mesmo que eu, pela cara que ele fez.

—Então, como estou louco para ver as habilidades dos dois, a primeira dupla a se apresentar será...- mãos são levantadas, e escuto Melequento gritar para que ele e Cabeça-Dura sejam os primeiros. Alcis olha para os dois e faz que não com a cabeça, e então olha para mim e o garoto grisalho ao meu lado.- Jack e o filho do chefe.

Por alguma razão, eu já sabia que nós seríamos os primeiros. Ouvi lamentos da parte de Melequento e de sua dupla. Não estava tão animado para esta luta. Sei lá... nós só iríamos fazer o que estamos fazendo desde que esse instrutor chegou, que é há quatro semanas. Para quê que eu estaria ansioso? Ao contrário de mim, Jack parece bastante animado; talvez porque agora todos irão ver a nossa luta, ou porque ele quer me dar uma surra em público. Vi os outros se aproximarem do banco, outros apenas ficaram encostados à parede, do outro lado do campo de treinamento. Alcis ficou parado no mesmo lugar, talvez ele se faria de algum tipo de juiz para a nossa luta e a das outras duplas. Andei até o centro do campo, vendo Jack fazer o mesmo.

—Finalmente, huh?- perguntou Alcis, sorrindo.

—Pois é.- respondi, sorrindo que nem ele.

—Tem alguma coisa que os dois não entenderam?- perguntou, colocando as mãos na cintura.

—Não.- respondi por mim.

—Também não.- fala Jack.

—Então vamos começar?- pergunta se distanciando um pouco de nós.

Assentimos e viramos um para o outro. Começamos com o nosso ritual de sempre. Andamos em forma de círculo, observando o que o outro irá fazer, e quem irá atacar primeiro. Olho para a espada do grisalho, sabendo que a qualquer momento ela poderá vir em minha direção, mas ele não é o primeiro a atacar, tendo em consideração que três segundos depois, eu o faço. Ele se defende com a sua arma, e assim, começamos a nossa luta. Já começo a por em prática o golpe de desarmar, falhando em todas as tentativas. Defendo-me com o escudo de um golpe, e tento novamente desarmar o meu adversário. Jack também usa o golpe algumas vezes, até que funciona. Olho estático minha espada no chão, não podendo evitar pensar decepcionado que era para que eu o desarmasse primeiro. Viro meu olhar novamente para cima, e vejo o sorriso convencido do grisalho, que recebe palmas de nossa "plateia".

—Lutou bem.- digo, sendo realmente sincero.

—Você também, Hiccup.- fala, e ainda é estranho não escutar meu apelido saindo de sua boca, apesar de fazer um bom tempo que isso acontece.

Ele sorri para mim e eu retribuo com um sorriso sem mostrar os dentes.

—Uau... Com certeza é a melhor luta de aprendizes que eu já vi.- fala Alcis, se aproximando.

Não respondemos.

—Agora vem a segunda fase. Vocês irão lutar até eu mandar parar. Filho do chefe... boa sorte.- fala sugestivo, e pega a minha espada no chão.

—Vai ser moleza.- respondo irônico, e olhando para Jack, que levanta uma de suas sobrancelhas.

—Ah é?- pergunta, também irônico.

—H-hurum.- respondo.

Sem mais demora, ele vem em minha direção, me atacando com sua espada. Defendo-me com o escudo, pensando em como aquela luta será longa. Ele é rápido em me atingir, ferindo meus braços e meus ombros, e a dor já é costumeira, chegando a quase não ser nada. Com o escudo em frente ao meu corpo, empurro Jack, fazendo-o se afastar um pouco e abaixar a sua arma. Com a brecha que ele deu, lanço o escudo com força total em sua mão, que automaticamente solta a espada. Sorrio largo e convencido para o grisalho que está surpreso. Parece que agora estamos quites. Sabendo qual é a próxima fase, Jack joga seu escudo no chão, não dando tempo para que Alcis pense em comentar algo, e já começamos a lutar sem nada, apenas com nossos punhos. Já estava bastante acostumado com lutas sem espadas ou escudos. Essa forma de combate é a que eu mais gosto, e sinto que os treinos são bons mesmo, pois estou realmente muito habilidoso, exatamente como Jack. Dava socos em seu estômago, me esquivando quando ele fazia o mesmo comigo. Já sentia a minha respiração no limite do ofegante, quando escutei a voz de Alcis.

—Já podem parar.- disse, andando até nós.

Soltei um suspiro, realmente cansado e agradecido por essa frase finalmente ter saído de sua boca.

—Filho do chefe, aquela técnica foi extremamente inteligente e perfeita. Está de parabéns, viking.- falou, sorrindo largo para mim, que retribui.

—Muito obrigado.- respondi.

—A luta de vocês foi realmente interessante, e mostrou que vocês sabem mesmo tudo o que aprendemos aqui nessas quatro semanas.- anunciou.- A próxima dupla será eu e o gordinho.

Perna de Peixe se aproximou e eu fui em direção ao banco, sendo seguido pelo grisalho.

[...]

—E então?- perguntou.

—E então o que?- respondi, parando de cortar a futura lenha.

—O que aconteceu entre você e Astrid?- falou, também parando de fazer o trabalho. Lembrei que eu iria contar para ele hoje de manhã, mas fomos interrompidos.

—Bom, meu pai queria que eu e ela namorássemos. E quando eu fui falar com ela sobre o assunto, ela falou que não queria, mas que faria o favor de fingir, já que meu pai ficaria muito decepcionado. Então... Estamos fingindo.- falei, não mencionando a parte do beijo, já que foi por causa disso que estamos brigados.

Jack revelou um semblante um tanto surpreso e contente, mas ambos bem escondidos.

—Puxa... que história de amor!- falou soltando um risinho irônico, e voltando a cortar a madeira.

—Ah! Cala a boca!- gritei sorrindo, escutando a gargalhada de Jack.

Pelos deuses! Como é bom escutar esse som novamente! Sei que foram só semanas, mas parece que faz um século que não escuto sua risada contagiosa; essa que eu tanto gosto, e que me faz rir também. Perece que naquele momento, estávamos bem. Nesse momento, não existia mais raiva e a lembrança de uma briga. Estava um clima bom, e eu não conseguia parar de sorrir, e de olhar para o grisalho. Estava com tanta saudade desses momentos ao lado de Jack, que dói não falar em voz alta. As palavras saíram de minha boca, antes mesmo de eu pensar em pronunciá-las.

—Jack.- chamei, meio que sussurrando, e torcendo para que o mesmo estivesse escutado.

—Hum?- respondeu, parando de fazer o que estava fazendo, e me olhando.

—Sinto sua falta.

Notas finais
Bom, como amanhã eu estou ficando mais velha... espero que vocês me dê um bom presente( comentários ). Senão não irei postar. Beijo, e amo vocês...