Notas iniciais
GENTE, MIN DISGULPA Quase dois meses sem atualizar a fic e eu mereço a morte, eu sei. Mas de início eu estava sem ideias, e depois as aulas voltaram e eu fiquei perdida na vida. Não abandonei a fic! Nem pretendo. Só não sei se vou poder cumprir a promessa de postar uma vez por semana, pq tá uma correria gigante. Talvez eu demore pouco mais de uma semana, mas os capítulos serão entregues. Espero que ainda estejam comigo 3 Vamos lá ♥

‘’A Câmara Secreta foi aberta. Inimigos do herdeiro, cuidado.’’

Dippet havia ficado tão estupefato com a situação que após ler aquelas palavras horríveis na parede, ordenou que todos voltassem a seus dormitórios junto de seus monitores. Havia um animal dilacerado no chão, gemendo de dor. A frase havia sido escrita com o sangue do animal.

Hermione encarou aquilo como um aviso. Riddle havia começado a agir e logo os nascidos trouxas sofreriam com sua crueldade. Dippet havia recrutado todos os professores para revistar o castelo, mas a castanha sabia que seria totalmente inútil. Riddle com toda a certeza estava se divertindo muito com a situação, pensou.

Mesmo fugindo do rapaz há alguns dias, sabia que uma hora ou outra teria que encará-lo de frente.

– Eu vou dizer a vocês: Não sei se quero ficar aqui com um monstro à solta. – disse Alana.

– E você acha que alguém aqui está feliz por ter sabe-se lá Merlin o que passeando pelo castelo? Estamos todos com medo. – disse Septimus – Mas eu ainda acredito na segurança de Hogwarts.

– Eu creio que tudo ficará bem. – Hermione respondeu simplesmente – Mas, por hora, tomemos cuidado. – pediu.

– Você veio do futuro. Nunca ouviu falar dessa tal Câmara Secreta? – perguntou Alana.

– Você sabe que não posso falar. É perigoso. Não sei como exatamente eu estou interferindo aqui.

A Granger estava confusa. Ela sabia que queria impedir Voldemort, mas não sabia as consequências de sua interferência no passado. Ela sabia a localização da Câmara, sabia do Basilisco e sabia que poderia mata-lo com a espada de Griffyndor. Isso evitaria que Gina fosse possuída e quase morta pela lembrança de Tom cinquenta anos depois. Mas era suicídio tentar matar o Basilisco. Não que ela não tivesse coragem pra isso, mas concordava que Harry tinha tido muita sorte em Fawkes ter ido salvá-lo do veneno ou de não ter sido engolido pela cobra antes disso. Definitivamente ir atrás do Basilisco estava fora de cogitação, poderia estragar tudo acabando petrificada ou morta. Ela seguiria com o plano de se aproximar de Tom Riddle, ainda tinha seus métodos e algo lhe dizia que em breve ele mesmo viria a seu encontro. Lord Voldemort não esqueceria tão facilmente o fato de ela ter se infiltrado em uma de suas reuniões.

Ao pensar em Tom, se lembrou do sonho que teve antes de tudo acontecer. Esperava não voltar a tê-lo novamente, pois isso a perturbava seriamente. O beijo dele era algo que ela definitivamente não esperava provar um dia. O maior problema foi ter se entregado às sensações que Tom a provocou no instante em que seus lábios se tocaram. A grifinória com certeza tinha talento pra se meter em problemas. E beijar Lord Voldemort com certeza estava no topo da lista de problemas em que ela tinha se metido.

~~~*~~~

Sentado elegantemente na poltrona de seu quarto estava Tom, olhando para seus comensais com o ar de superioridade que sempre ostentava. Reconhecia que talvez tivesse agido impulsivamente ao reabrir a Câmara, mas estava furioso. E não era só pela Granger, mas também pelo fato de que enquanto ele não parava de pensar nela nem um segundo sequer, os sangues ruins estavam perambulando pelo castelo como se fossem dignos de portar uma varinha. Aquela garota estava fazendo-o perder o foco e aquilo em nada lhe agradava.

– Milorde, devo dizer que apesar da surpresa, estou muito feliz pelo senhor ter tomado a decisão de reabrir a Câmara. – disse Dorea Black – Murta será mesmo a primeira?

– Sim. Mas antes preciso ver o impacto que isso causou em Dippet. Vai ser divertido ver o velho desesperado. – disse Riddle.

– Estou com a lista completa dos sangue-ruins, milorde. – Jenny entregou os pergaminhos a Tom – Como vamos atrair Murta até o Basilisco?

– Olívia Hornby. – suspirou impaciente. Ainda não havia perdoado a garota por seu descuido com a Granger – Você só precisa dar um motivo pra que ela persiga Murta.

– Quando? – perguntou Jenny.

– Eu lhe direi em breve. Por hora vocês estão dispensados. – disse – Abraxás, não se esqueça do que lhe pedi.

– Não me esquecerei, milorde. Inclusive, farei isso ainda hoje. – sorriu malicioso.

– Poupe-me dos detalhes. Apenas faça o que ordenei. – disse Tom enquanto Abraxás se retirava.

~~~*~~~

No dia seguinte tudo estava quieto, quieto demais. Os professores não queriam render assunto em relação a noite anterior, Dippet havia se calado e Hermione notou que até mesmo Dumbledore estava apreensivo. Os alunos se sentiam desconfortáveis. Menos um, é claro. O idiota sentado a apenas alguns passos de distância da mesma.

Era incrível a capacidade de dissimular do rapaz. Hermione se perguntava se ele sempre fora daquele jeito, mesmo quando pequeno. Ela sabia que Tom era fruto de um amor falso, mas não imaginava que isso poderia trazer algo tão cruel ao mundo. Nada abalava a casca de pedra de Tom.

A professora Sprout explicava algo acerca do visgo-do-diabo e Hermione fazia algumas anotações que achou pertinente, já que sabia muito sobre a maldita planta que quase havia matado ela, Harry e Ron no primeiro ano. Sorriu ao lembrar. Aquilo era algo tão distante no momento. Mas era impossível não lembrar de Harry e Ron, sem associar a imagem deles a Voldemort. Isso fez com que a castanha levasse o olhar até onde Tom estava. O rapaz parecia incrivelmente concentrado no que fazia. Anotava tudo o que a professora Sprout falava sem perder uma única palavra. Hermione se sentiu mal por não fazer o mesmo. Quando Hermione Granger, a rata de biblioteca, se distrairia em uma aula? Algo estava muito errado. De repente à castanha começou a reparar nos movimentos de Tom. Nos traços do rosto do rapaz, em como suas costas subiam e desciam com sua respiração leve, em como seu cabelo estava incrivelmente penteado naquela manhã. Logo ela viu o rapaz dar um sorriso de canto e arrancar um pedaço de pergaminho, escrevendo algo nele, amassando e jogando na direção da castanha, que prontamente o agarrou, abrindo-o em seguida.

‘’Eu sei que sou incrivelmente bonito, mas você poderia ao menos disfarçar, Granger.

Acho que deveríamos nos encontrar na Sala Precisa essa tarde. Acho que já está mais do que na hora de nós dois terminarmos esse trabalho. Acho que estou mais do que preparado para conjurar o feitiço.’’

Hermione corou violentamente ao ler a primeira linha do bilhete, e Tom percebeu, dando um sorriso cafajeste de onde estava. Hermione não sabia o que estava acontecendo com ela. Observar Tom Riddle? Ou melhor, a beleza de Tom Riddle? Que diabos estava acontecendo ali? Virou o pergaminho e rapidamente escreveu uma resposta, devolvendo-o ao dono.

‘’Você está tendo alucinações, Tom. E tire esse sorriso idiota do rosto.

Sim, acredito que devemos terminar isso logo. Detesto ter que fazer as coisas de última hora. Escrevi o que fiz durante o meu processo de aprendizado do feitiço pra você dar uma olhada, espero que te ajude.

As 14:00 está bem pra você?’’

O rapaz alargou o sorriso ao ler a primeira linha. Apenas para provocar a garota, é claro. Ele a viu encarando-o por vários minutos. Sabia que era bonito, mas ser encarado pela Granger era algo que inflava um pouco seu ego, já que ela até então, era a única garota que fugia dele. É claro que por trás disso havia algo mais, mas mesmo assim algo dentro dele adorava o perigo que a garota oferecia. Ele apenas deu um aceno como confirmação para a garota. Também já estava de saco cheio de ter que treinar o maldito feitiço. Até agora não havia resultado em nada.

Do outro lado da sala Jennifer Bulstrode observava atentamente. Não estava nem um pouquinho satisfeita com o que estava vendo. Tom nunca sorria. Nunca. Como a Granger podia muda-lo tanto? A garota definitivamente era um empecilho em sua vida. Enquanto ela estivesse em seu caminho, ela não recuperaria Tom, nem a confiança dele. E nisso ela já estava trabalhando, Granger em breve conheceria a fúria da Bulstrode. Aprenderia que ninguém se metia no caminho de Jennifer Bulstrode e sairia ilesa.

~~~*~~~

Hermione decidiu ir até a biblioteca após a aula. Precisava ficar em meio aos livros e se afundar em algum para não enlouquecer com sua realidade deprimente. Estava andando em círculos. Estava desesperada por alguns instantes de paz, mas sabia que isso seria impossível em meio à loucura de 1944. Mesmo se estivesse na maior biblioteca do universo.

O mundo trouxa estava em plena Segunda Guerra Mundial e Grindelwald conquistava cada vez mais territórios no mundo bruxo. Hermione sentia que ficaria louca a qualquer momento. Sabia de tanta coisa e não podia compartilhar nada! Poderia alertar Dippet sobre a morte de Murta, queria interferir na Guerra trouxa mas tinha consciência de que seria totalmente imprudente de sua parte. Por alguns instantes pensou sobre a guerra. Faltava pouco mais de um ano pra que ela acabasse com a derrota de Hitler, e pouco mais de um ano para a batalha entre Dumbledore e Grindelwald. Queria tanto poder alertar o professor sobre isso. Mas sabia que não seria necessário, Dumbledore venceria a batalha e os nazistas mesmo trazendo muitas mortes, perderiam a guerra.

A castanha percebeu que não conseguiria se concentrar e então decidiu ir até seu dormitório descansar um pouco até seu encontro com Riddle. Talvez fosse disso que ela precisasse mesmo, descanso. Eram muitas informações pra uma cabeça só e ela já estava perdida entre elas.

Os corredores do castelo estavam vazios. Os que não estavam em aula estavam no Salão Principal ou no campo de quadribol assistindo ao treino da Corvinal.

– Granger! – Bulstrode gritou.

– Olá. – girou o tronco para trás e encarou a morena.

– Eu realmente gostaria de saber qual é a sua. Você pensa que eu não vi você trocando bilhetinhos com o meu namorado? – perguntou rispidamente.

– Se eu disser que não era nada você não acreditaria, então pense o que quiser. Eu definitivamente não me importo. Mas acho que você deveria estar tendo essa conversa com ele, não comigo. Afinal, como você mesma disse, ele é seu namorado. – sorriu ironicamente.

– Você sempre tem uma resposta pra tudo não é mesmo? – um sorriso macabro brincava nos lábios da Bulstrode – Vamos ver se vai continuar assim depois que eu acabar com você.

– O que v... – começou Hermione.

Silêncio! – Avery apontava a varinha na direção de Hermione – Petrificus Totalus! – à castanha agora estava jogada ao chão.

– Engraçado como eu penso já ter visto esse filme antes. Não é mesmo, Granger? Ah é, você não pode falar. – a Bulstrode cuspiu no rosto da castanha – Eu vou te ensinar, grifinória nojenta, que ninguém se mete no caminho de uma Sonserina e fica por isso mesmo.

Avery e Jennifer colocaram o feitiço da desilusão sobre eles mesmos e Hermione, levando-a em direção a Floresta Proibida. Black e Lestrange estavam de prontidão junto a Greyback, que para colocar as mãos em Hermione.

Haviam cercado a área com feitiços para que ninguém os descobrisse ali. Avery amarrou Hermione em uma das árvores e retirou o feitiço da mesma, que agora estava apavorada.

– O que vocês pensam que estão fazendo? – Hermione disse temerosa.

– Isso é seu troco por se meter onde não deve. – disse Avery.

– Você não deveria ter me petrificado, muito menos se infiltrado numa de nossas reuniões. Na verdade você nem deveria ter aparecido aqui, viajante. Desde que chegou, só tem atrapalhado. – Jennifer dizia com a raiva estampada nos olhos.

– Você é rancorosa mesmo, não é? Isso foi há dias, garota! Abstraia isso e me solte. Tenho mais o que fazer. – cuspiu Granger.

– Nem mesmo nessa situação você se cala. Pois bem, cansei de brincadeiras. Agora você vai me conhecer. Na verdade, vai conhecer todos nós. – sorriu Bulstrode – Façam fila, todos poderão brincar com ela. Mas primeiro: — Crúcio!

A maldição atingiu Hermione em cheio, era impossível não gritar. A dor era insuportável. Logo as lembranças Belatriz Lestrange a torturando invadiram sua mente. Definitivamente não queria passar por aquilo de novo, mas não havia nada que pudesse fazer. Sua varinha havia ficado junto com suas coisas no meio do corredor em que a Bulstrode a havia derrubado. Não havia nada que pudesse fazer a não ser gritar. A dor era horrível, nada, nada no mundo se comparava a aquilo. E o pior, ninguém poderia ouvi-la, ela estava totalmente perdida. A Bulstrode cessou o feitiço enquanto caminhava até ela e deu vários chutes seguidos no estômago da castanha.

– Isso é pra você aprender que não deve mexer com seus superiores. – outro chute – Nem se meter com o namorado de uma. Crúcio!

~~~*~~~

Tom não aguentava mais esperar pela Granger. Quem ela pensava que era para deixa-lo plantado esperando por ela? Já eram 15:00 e nada da Granger aparecer, só podia ser brincadeira. Resolveu procurar por ela, achava aquilo muito estranho. Hermione não parecia do tipo que se atrasava, na verdade não era mesmo do tipo que se atrasava. Aquilo fez com que sua curiosidade se aguçasse. Resolveu ir atrás da garota.

Andava calmamente pelos corredores vazios do castelo, um pouco irritado por ter ficado plantado à espera da castanha. Lord Voldemort não podia ficar plantado esperando por alguém daquela maneira. A garota gostava de desafiá-lo. Grifinória abusada, pensou ele. Isso só fazia com que ele ficasse mais intrigado pela moça. Ao mesmo tempo em que ela demonstrava teme-lo, ela ia atrás dele, o encarava... Nada fazia sentido naquela garota. Ela era totalmente misteriosa. E ele com certeza estava disposto a desvendar qualquer mistério que envolvesse Hermione Granger.

– Riddle, você viu Abraxás? – perguntou Price, afobada.

– Estava no salão comunal há uma hora. – respondeu – E a senhorita pode me dizer onde encontro a senhorita Granger?

– Não vejo Hermione desde a aula de Herbologia. Ela havia me dito que iria para a biblioteca, depois disso não a vi mais. – explicou – Vocês andam muito próximos ultimamente, não? – perguntou Alana com um sorriso questionador.

– Obrigado pela informação, senhorita Price. – Tom segurou o impulso de sorrir de volta. Alana ia realmente direto ao ponto.

– Isso foi um sim. De nada, senhor Riddle. – brincou ela se retirando do local.

Tom caminhou pelos corredores até a Biblioteca. Nada da Granger. Onde diabos essa criatura estava? Ela não tinha cara de que assistiria ao treino da Corvinal, então ele não tinha mais lugares para procura-la. Era como se ela tivesse sumido do mapa. E aquilo não o agradou nem um pouco. O sumiço repentino da castanha não era conveniente no momento. Não sabia o que ela estava tramando e aquilo o deixava louco. Com a Câmara reaberta poderiam achar que ela teria sido levada pelo monstro e isso não seria nada viável. Apenas os nascidos-trouxas seriam atacados. Jamais os sangues-puros.

Estava pronto para ir até o banheiro feminino, único lugar que ainda não tinha procurado, quando avistou alguns livros e uma varinha ao chão no meio do corredor. Se aproximou em passos ligeiros quando percebeu que a varinha pertencia a Hermione.

– Droga, Granger. – bufou Tom – Quando encontrar você, vou pregar essa varinha no seu corpo.

O rapaz analisou bem os livros jogados no chão. Ninguém da escola, por mais desleixado que fosse largaria os livros daquele jeito no corredor, muito menos a varinha. Algo estava muito errado. Muito errado mesmo.

– Onde você se meteu Hermione?

~~~*~~~

Hermione já não tinha mais forças pra gritar. Seu rosto corpo inteiro sangrava, havia recebido uma carga grande da maldição Cruciatus, fora a quantidade de chutes, socos e tapas que a Bulstrode havia lhe dado.

Estava perdida e com certeza seria morta. Mais uma maldição daquela e com certeza ela enlouqueceria. Tremia muito e sentia seu corpo dolorido, soluçava de tanto chorar.

– Vamos mata-la? – perguntou Avery.

– Nós não. Vou dar esse gostinho a Greyback. – respondeu a Bulstrode.

– Por favor... Me deixem ir. – implorou Hermione.

– Por favor? – Jenny riu alto. – Me poupe, Granger. Não tenho piedade de quem me desafia. Greyback, ela é toda sua.

O lobisomem rapidamente se foi em direção a Granger e desamarrou as cordas. A garota imediatamente caiu no chão e gritou de dor, devido aos ferimentos. Chorava incessantemente.

– Por favor, me deixa ir embora. – implorava.

– Adoro quando elas imploram por misericórdia. – riu Greyback – Eu vou rasgar você bem lentamente. Pedacinho por pedacinho. – disse passando a língua entre os lábios.

– Não. Por favor. – Hermione tentou se mexer mas o lobisomem agarrou sua perna e a apertou com força fazendo com que ela se engasgasse no próprio choro. – Me solta!

– Você é minha presa. – ele disse próximo ao ouvido dela – E eu sou obrigado a dizer que adoro brincar com a minha comida. – ele segurou nos cabelos da mesma. – Me deixem a sós com ela. A não ser que queiram ver o show.

– Você vai... Credo! – disse a Black. – Com certeza eu não quero ver isso. E quando acabar, a mate sem misericórdia.

– Posso confiar em você, James? – perguntou Bulstrode.

– Quando eu terminar, não vai sobrar nenhum pedacinho de carne pra contar história. – garantiu.

– Ótimo. Podemos ir. – sorriu satisfeita se retirando em seguida pra fora do escudo não sem antes ouvir um grito da Granger. – Ele vai acabar com ela.

– Acabar com ela quem? – Riddle encarava os comensais com uma cara nada amigável.

– M- milorde, como? – perguntou Avery.

– Como estou vendo vocês? – assentiu o comensal – Vocês são péssimos com esse feitiço. – ele observou os comensais desfazerem o mesmo – Agora me respondam. Quem vai acabar com quem?

– Não é nada. – respondeu Bulstrode prontamente.

– É claro que não é nada. – sorriu assassino – Sabe Jennifer, minha parceira, a senhorita Granger sumiu, de repente e não foi até o meu encontro. Procurei por ela por todos os cantos do castelo e não a encontrei. Mas aí percebi que também não via vocês desde cedo. Quando encontrei essa porcaria de varinha no chão, perto da biblioteca. – ele ergueu a varinha de Hermione e os comensais estremeceram – Então vocês vão me dizer ou não onde ela está? Pode ser do jeito difícil. – ele sacou a própria varinha – Quem vai ser o primeiro? Você Avery? Tudo bem. Crúcio! – Avery estava gritando e se contorcendo ao chão. – Posso fazer isso o dia todo.

– Está logo ali. Nós trouxemos ela pra cá. – disse Avery em meio a gritos.

– Levem-me até ela, ou eu mato todos vocês aqui mesmo. – ameaçou.

– Mas que droga! O que você tanto vê nessa maldita garota? – gritou Jenny.

– Eu mandei me levar até ela, Jennifer... – disse em tom ameaçador e a garota estremeceu. Indo em passos duros até a parte coberta por feitiços.

Finite! – acenou a varinha e Tom se enfureceu com o que viu.

O grito que Hermione deu foi desesperador. O lobisomem tentava a todo custo rasgar as roupas da garota enquanto a prensava na árvore, beijando o pescoço da mesma. Ela se debatia nos braços dele e implorava pra que ele não lhe fizesse nada. A fúria tomou conta de Riddle que imediatamente foi até o lobisomem.

Estupore! – gritou. – Crúcio! – Greyback gritava no chão – Nunca mais vai tocar em um fio de cabelo dela sequer. Nunca mais! – gritou.

– Tom... – Hermione abraçava o próprio corpo e chorava muito. – Para com isso.

– Você está louca? Eu vou mata-lo! – disse convicto.

– Não, não faz isso. Só me tira daqui. Por favor, me tira daqui. – pediu em desespero.

– Bulstrode, Lestrange, Black, Avery... Vejo vocês mais tarde aqui nessa mesma floresta. Vocês querem ver o meu lado furioso em ação? Pois bem, vejamos se poderão lidar com ele. – disse descontrolado – E você, criatura nojenta, considere-se sortudo. Nunca mais apareça na minha frente, porque eu te matarei sem misericórdia.

Tom foi até Hermione e retirou sua capa, passando pelos ombros da garota que agora tinha as vestes rasgadas.

– Vem. – ele a pegou no colo, como fez no dia em que a conheceu – Você está segura comigo.

Ela nada disse. Estava abalada demais pra dizer qualquer coisa. Tom Riddle não era exatamente seu cavaleiro de armadura reluzente, mas a havia salvado de um destino terrível, e pelo menos naquele momento ela estava grata.

Tom colocou o feitiço da desilusão sobre os dois para que pudessem passar pelo castelo sem serem vistos. Ele levou Hermione até a Sala Precisa, onde a depositou em uma cama que ele julgou ser necessária. Os olhos de Hermione estavam inchados e ela ainda chorava muito. Tom não sabia o que fazer, só sabia que aquilo o estava incomodando demais. Ver a garota naquele estado estava acabando com ele.

– Hermione. – começou.

– Eu pensei que eu nunca mais fosse passar por isso. – interrompeu ela – Essa maldição...

– Você tinha sido torturada antes? – perguntou cauteloso.

– Sim. Você se lembra de como eu cheguei aqui? – Tom acenou com a cabeça – Eu fui torturada quase até a morte. Nunca pensei que fosse ter que passar por isso novamente. – ela tentava secar as lágrimas.

– Ei. – ele se sentou na cama, de frente pra garota. – Eu prometo que eles nunca mais vão encostar um dedo sequer em você. Eu não vou deixar. – afirmou.

– Se não fosse por você... – Tom colocou o indicador nos lábios da mesma.

– Shh... Deixa eu cuidar de você. – disse baixo e ela assentiu.

Tom murmurou alguns encantamentos para que os machucados da castanha sumissem. Aquilo não acabaria com a dor, mas ela não tinha mais marcas pelo corpo.

– Tome um banho, vista-se. Vai lhe fazer bem. – disse colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha da castanha. – Você precisa descansar.

Hermione tinha os olhos presos no rapaz a sua frente. Ele não parecia Voldemort, parecia um garoto normal. Ele a havia salvado da morte, curado seus ferimentos e estava ali, mesmo de um jeito torto, consolando-a.

– Obrigada, Tom. – disse sincera. – Te devo uma. – riu em meio às lágrimas.

– Eu não sou a melhor pessoa pra consolar você, Hermione. – disse – Mas quero que saiba que eles pagarão pelo que fizeram.

– Não faça nada. – pediu – Eles não vão fazer mais nada comigo, tenho certeza.

– Como você pode ter tanta certeza? – perguntou irritado.

– Eles viram que você me protegeu, não seriam loucos. – disse como se fosse óbvio. De uma maneira tão natural que fez com que Tom se aproximasse mais dela.

– Sim, eu protegi você. E nem eu sei por que fiz isso. Tecnicamente nós nos odiamos. – disse olhando nos olhos da castanha.

– Eu não sei mais o que pensar de você. – respondeu sincera – Eu jurava que você me deixaria morrer sem remorsos e, no entanto você me salvou.

– Não posso ficar sem minha parceira de trabalho. – disse divertido.

– Nem vem, não foi só porque sou uma ótima aluna. Você é brilhante. – se arrependeu imediatamente de dizer isso – Enfim, obrigada.

– Você tem razão, não foi só por isso. – ele estava ainda mais próximo e Hermione já sentia o hálito quente do rapaz batendo em seu rosto e ela podia jurar que ele iria beijá-la novamente. Não se afastou. Ela estava tão frágil e ele tão ridiculamente bonito a sua frente que ela não desviaria de seu beijo. Ele levou uma das mãos até o rosto da castanha e seus lábios roçaram nos dela – É melhor não. – sussurrou.

– Por quê? – perguntou no mesmo tom.

– Porque eu beijo mal. – sorriu malicioso, lembrando-se do comentário da castanha sobre seu beijo.

– Rancoroso. – ela segurou o sorriso. Seu maxilar ainda doía. – Não foi tão ruim assim.

– Eu sei que você gostou. – ele roçou novamente os lábios nos dela e ela entreabriu os lábios – Mas não é o momento. – ele tornou a passar o indicador nos lábios dela e beijou seu rosto, levantando-se em seguida. – Quando você melhorar.

– Eu não vou implorar pra você me beijar, Riddle. – disse.

– Isso foi um desafio? – perguntou divertido.

– Foi uma constatação. – disse se levantando e observando a gargalhada de Riddle.

– Sendo assim. Temos uma trégua? Somos amigos? – ele estendeu a mão.

– Amizade eu acho algo muito forte. Mas sim, temos uma trégua. Dessa vez, de verdade. – disse sorrindo de lado – E, por favor, não faça nada aos seus amigos, seguidores, ou seja lá como você os chama.

– Por que protege-los? – perguntou – Eles quase mataram você!

– Porque eu mesma vou me vingar deles. – disse Hermione e os olhos de Riddle brilharam como nunca brilharam antes. Ela era maravilhosa.

Notas finais
Gostaram? Me cotem tudinho nos reviews!