I n s a n e
5 Chapter 4
"Mas, ouvi algo que ao mesmo tempo, me deu forças e , me deixou incrivelmente intrigada."
Eu ouvi a voz do meu irmão. Meu irmão supostamente morto. Que havia desaparecido no meu aniversário de 12 anos, após 4 anos foi declarado como morto, pois não conseguiram achar o corpo dele e nem mesmo o algum vestígio do assassino/sequestrador. Hoje, provavelmente, faria 6 anos que ele desaparecerá.
— Oneesan! — Ouvi a fina e a fofa voz do meu irmão. A voizinha que eu desejei tanto ouvir novamente. — Oneesan! Vamos Brincar? — Novamente a voz ecoou pelo corredor.
Já de pé e quase totalmente recuperada, comecei a andar em direção da voz do meu irmão.
— Hayashi? Cadê você, pirralho?— Pensei enquanto começava a correr pelos corredores, e sentindo as lágrimas se formando em meus olhos.
— Oneesaan!!! — Um distorcido e agudo grito soou pelos corredores. E imediatamente, eu paralisei. — Oneesan! Socorro! Ele vai me machucar!
— Ele? Quem é ele?— Corri o mais rápido possível. — Por favor, Hayashi... Por favor, esteja vivo!
Quando finalmente cheguei na sala em que o som estava sendo emitido, respirei fundo e entrei na sala. Olhei em volta, nada.
— Não acredito que era mais um truque desse lugar de merda!— Pensei revoltada.
— Onessan? — Uma voz chorosa ecoou atrás de mim. — Oneesan, é você? — Meu corpo congelou por completo, e eu senti uma onda de sentimentos. Lentamente, me virei e pude ver meu irmão. Infelizmente, não era a imagem que eu esperava... Hayashi estava largado no chão e com os seus membros (Como as pernas e braços.), brutalmente decepados. O sangue escorria e se espalhava pelo chão, e sua pele estava em um tom muito, muito pálido.
— Hayashi... — Sussurrei, não dei importância de que eu estava conseguindo falar, apenas me ajoelhei e senti as lágrimas se formarem cada vez mais em meus olhos. — O que fizeram com você, pirralho?
— Oneesan... E-Eu estava com saudades. — Ele sorriu fraco e impotente. — O que está fazendo aqui? Veio me ver? — A tristeza e a dor tomaram controle total sobre mim. Meu irmão mais novo estava ali, quase morrendo, perdendo sangue e ainda sim, pensou que eu estava ali... apenas pra visita-lo.
— E-Eu... Eu vim sim te ver, pirralho. — Sussurrei e fingi um sorriso. — Eu tava com m-m-muitas saudades também... P-Por onde você andou, seu doidinho?
— Uma m-moça bonita me trouxe para cá, mas depois um moço grande, feio, forte e muito muito assustad-dor, tentou tirar a minha vida, m-m-mas eu f-fui b-bem valente, e m-me defendi s-s-sozin-nho. — Ele falava com dificuldade, pois começará a cuspir sangue. Fechei os olhos e tentei manter a calma. — P-Por que v-você tá c-chorando, O-O-Oneesan?
— Nada não... E-Eu só caí no caminho pra cá e me machuquei. — Forcei outro sorriso.
— Ele realmente não faz ideia alguma do que está acontecendo com ele, não é? — Pensei e voltei a dar atenção para Hayashi.
— O que você andou fa... — Comecei a falar, mas não terminei, pois percebi que ele não estava mais respirando. — Não... Não, não, não, não, não... — Comecei a chorar muito, e o pânico me domou por completo. — P-Por favor, Hayashi... Não. — Me inclinei e abracei o corpo frio, sem vida e terrivelmente melado de sangue.
Antes que eu pudesse tentar fazer qualquer coisa com o pequeno e morto corpo de Hayashi, ouvi pesados passados vindos para minha direção. Olhei para a porta e vi uma silhueta alta e robusta. Imediatamente, corri para me esconder.
A silhueta se transformou em um homem extremamente grande e forte, assim que entrou no cômodo pude ver que levava com si, um facão enorme e que pingava sangue... provavelmente do meu irmão.
— Filho da Puta!— Me ajeitei para quando eu estivesse pronta, pulasse nas costas dele e vingasse Hayashi. Ele andou envolta do corpo do meu irmão e deu uma discreta risada.
Não demorou muito pra que ele se virasse para mim, e quando eu tive a oportunidade pulei em suas costas.
— SEU DESGRAÇADO! — Gritei enquanto tentava machucar ele, mas ele me impediu e jogou-me brutalmente no chão. Assustada, rastejei lentamente para trás.
— Então você é a Novata? — Ele caminhava lentamente em minha direção, limpando o facão em seu avental que parecia estar mais sujo que o próprio facão. — Shizuko Kanashiro, certo? — Ele chegava cada vez mais perto de mim. — Oh! Ele era seu irmão! — Ele riu cruelmente. — Hayashi Kanashiro... O garotinho da carne macia... — Ele apontou o facão em minha direção. — Agora vamos ver se SUA carne é macia, princesinha!
Tentei correr, mas o que eu senti foi apenas uma dor extremamente aguda na minha perna direita.
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