I don't know if I could love again...
1 Prólogo
– Já chegamos. – Essa já era a vigésima vez que minha irmãzinha Micaella perguntava a mesma coisa ela se parecia comigo tinha os cabelos loiros escuros como os meus a diferença eram os nossos olhos enquanto Mica tinha olhos azuis como os da minha mãe, eu tinha os olhos verdes como os do meu pai.
–Ainda não filha. – Meu pai respondeu calmamente.
–É ainda não pirralha, tenha paciência. – Eu disse dando um peteleco em sua testa e vendo ela ficar emburrada.
–Mãe a Marcela tá implicando comigo! – A pirralha gritou, sim Micaella sabe ser irritante quando quer.
–Ella, por favor, para de implicar com a sua irmã.- Minha mãe disse me encarando seria, ou menos tentando me encarar seria.
–Mãe a pirralha é muito chata! — Eu resmunguei.
Mamãe só sorriu e virou para frente. Serio só isso? É surpreendente como minha mãe tem tanta paciência
–Ella? – Micaella chamou.
–Fala pirralha. — A respondi
–Nada não.
Eu suspirei tentando manter a calma e Micaella bocejou e se aconchegou em mim, eu beijei sua testa, sim ela é uma pirralha chata e implicante, mas ela é minha irmãzinha é eu a amo.
–Boa Noite Mica.
–Boa Noite Ella.
Então tudo aconteceu, ouvi minha mãe gritar:
–Cuidado!
Uma luz que me cegou por alguns segundos e depois a dor, lembro-me de abrir meus olhos mais uma vez e ver o rosto da minha irmã coberto de sangue.
–Micaella! – Eu gritei, olhei para os lados e me vi no meu quarto, fechei os olhos e as lagrimas rolaram, deixei meu corpo cair sobre a cama tentando controlar minha respiração, não era pesadelo aquilo havia acontecido. Eu tinha perdido tudo...
Batidas na porta me tiram de meus devaneios.
–Entra. – Eu disse simplesmente.
–Eu só vim avisar que tenho que sair mais cedo hoje, deixei dinheiro em cima da mesa e...- Meu Tio era sempre assim, ele não falava muito, mas se dava muito bem com meu pai, e nós tratávamos assim de uma jeito muito formal de acordo com a nossa empregada Marie.
–Tudo bem Tio eu me viro. – Dei um meio sorriso. Como eu já havia dito antes eu tento não atrapalhar a vida dele
–Certo... Então eu vou indo, tchau. — Ele se despediu e se retirou do quarto fechando a porta
–Tchau.
Eu me levantei fiz minha higiene matinal e coloquei uma roupa qualquer uma calça Jens, uma camiseta e meus all- stars e me olhei no espelho. Peguei meu celular e coloquei os fones de ouvido e por ultimo peguei a minha mochila. Passei na cozinha peguei o dinheiro que meu Tio deixou para mim, mas não pude deixar de notar um bilhete, agora sei o por que de Marie não estar em casa, no papel dizia “ Fui ao mercado comprar algumas coisa, volto logo” – Peguei meu celular e me dirigi em direção a porta, chamei o elevador e me encostei na parede enquanto esperava, eu morava na cobertura de um dos condomínios mais caros daquela cidade, meu bisavó era dono de uma empresa responsável por construções civis, que ia desde pequenas casas, até grandes prédios comerciais, isso tudo foi passado para meu avó que continuou com o negocio... O responsável por tudo aquilo era o meu pai, mas com a morte dele meu Tio assumiu tudo, já que eu só posso administrar todo o meu dinheiro quando for maior de idade, mas eu não me importo meu Tio mesmo que não sejamos próximos sei que ele é uma boa pessoa e vai continuar o legado da família assim como meu pai queria.
Entrei no elevado e fui até o térreo onde ficava a garagem, e entrei no meu carro.
–É mais um dia de escola. – Suspirei.
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