I don't know if I could love again...
2 Capitulo 1
Bem vindos a Lin’s High School, uma lugar extremamente chato, onde só existe falsidade, não digo por dizer e a pura verdade é o lugar onde você pensa que tem amigos e os mesmos te apunhalam pelas costas, já vi muito disso acontecer nesses 6 messes que estou aqui.
Olho ao redor e as mesmas coisas o grupo dos “populares”, os marombados ou se quiser time de futebol, os góticos e nerds e os invisíveis, bem eu não me encaixo em nenhuma das categorias acima, nem em invisíveis, eu até tentei, mas para minha infelicidade a garota mais ridícula da escola tem algo contra minha pessoa, então o que eu faço minha especialidade ignorar, e adivinhe quem me espera em frente ao meu carro a própria Camila Del Monte, ela era bonita era morena e seus olhos verdes se destacavam, ela vestia um vestido e saltos. Deus saltos? Todas as vezes que a vejo me pergunto se ela se veste para ir a escola ou a um desfile de moda, eu pego meus óculos escuros e passo direto por ela e sua gangue.
–Bom Dia Rivelle! – Ela disse com a voz cheia de sarcasmo, como odeio essa garota.
Eu simplesmente a ignorei.
E continuei o meu caminho direito para a sala onde eu teria Literatura com algum professor que eu não fiz a mínima questão de decorar o nome.
Entrei e me sentei no meu lugar ultima cadeira onde não tinha ninguém para sentar ao meu lado. E coloquei meus fones de ouvido. Eu apenas via a boca do professor se mexer nada além disso, ele falava; falava; até que alguém adentrou a sala uma garota com os cabelos castanhos ela olhou para o professor e me pareceu que eles estavam tendo uma pequena conversa e depois o professor apontou para mim e eu levantei uma sobrancelha, a menina veio em minha direção e sentou ao meu lado, o que desencadeou inúmeros murmúrios na sala, eu a ignorei ou tentei o perfume dela estava mexendo com os meus sentidos. Mas o que está acontecendo comigo! Os olhos dela era de um azul tão profundo que por alguns estantes pensei estar encarando o mar depois de alguns estantes via a garota mexer a boca diversas vezes até ela se emputecer e levantar a mão e puxar um dos meus fones.
–Não é educado ouvir musica enquanto alguém fala com você. – Ela disse terminando a frase com um grande sorriso. Quem ela pensa que é!
Eu somente suspirei.
–Não vai me responder?- Ela perguntou.
–Porque você não deixa de ser irritante e cala a boca!- Sim eu sou uma pessoa extremamente sutil não?
Ela me olhou espantada.
–Eu só estava tentando ser gentil.- Ela abaixou a cabeça, legal eu a magoei. Não eu... Eu não posso... Eu não quero...
–Eu não pedi para você ser gentil, estou apenas pedindo para calar a boca, ou é muito difícil.
–Não é não, por que você é tão gentil todo o tempo?– Ela perguntou sarcástica.
–Gentileza é meu nome do meio. – Eu sorri com ironia.
–Percebesse. — Menina irritante!
–Eu me chamo Elizabeth, mas pode me chamar de Liz.
–Elizabeth... – Eu sorri, mas meu sorriso se desfez eu não posso... Não eu não quero amar alguém eu não quero sofrer de novo.
–Marcela Rivelle. – Eu disse sem expressar nenhuma emoção.
Ela sorriu e o sinal tocou.
Eu levantei tão depressa que quase tropecei nos meus próprios pés, fui para minha próxima aula. Por que ela tinha de ser tão linda? Por que seus olhos pareciam me hipnotizar? Como ela conseguiu mexer comigo dessa forma se só a vi uma vez? Droga!
As aulas se arrastavam tudo o que aqueles professores tentavam ensinar eu já sabia, eu não a vi em lugar algum talvez seja melhor assim, seria injusto com ela; ela não merece estar perto de alguém tão problemática quanto eu. Mas eu não consigo tirar ela da minha cabeça, eu ainda me perguntava se tudo poderia ser diferente se eu fosse como antes...
Soltei um suspiro longo e pesado, acho que a pessoa que eu fui antes eu nunca conseguiria voltar a ser. Sentei em baixo de uma arvore e coloquei meus fones de ouvido.
Como sempre depois das aulas entrei no meu carro, e dirigi até o cemitério, eu sei pode parecer mórbido, mas de alguma forma e como se eu precisasse disso.
[...]
Eu me encontrava em frente as três lapides, minha mãe, meu pai e minha irmãzinha, eles foram enterrados na nossa cidade natal, onde eu moro com meu Tio, venho aqui todos os dias depois do acidente, não pude me despedir, meu Tio disse que não havia possibilidade de esperar que eu acordasse, já que a batida foi tão grande que me deixo em coma por duas semanas. Nesse meio tempo meu Tio organizou tudo, o enterro, a minha mudança para sua casa, a matricula na escola, tudo.
Eu tinha três flores diferentes em minhas mãos, minha irmã sempre adorou tulipas; tulipas vermelhas, bom esse gosto dela por tulipas surgiu depois que ela leu um livro onde pelo que me lembre dizia que significava: Amor eterno. Me abaixei e depositei a tulipa em seu tumulo onde dizia.
“ Micaella Rivelle – Filha e Irmã amada”
As outras duas flores que eu tinha nas mãos, eram as preferidas de meus pais, rosas sim meus pais sempre foram tradicionais ou até mesmo clichês, minha mãe amava aquela flor, pois meu pai a pediu em casamento, com um anel dentro de uma rosa.
Me abaixei e depositei as rosas em cima de cada lapide, onde dizia.
“ Ricardo Rivelle – Filho, Irmão e Pai amado”
“ Isabella Rivelle- Filha e Mãe amada”
Voltei a minha posição original, ainda encarando as lapides.
Eu sinto muita falta de vocês... – Eu murmurei deixando as lagrimas correrem livremente sobre minha face.
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