I don't know if I could love again...
3 Capitulo 3
–Ella acorda! – Minha irmãzinha me chamava.
–Vá embora Mica.
–Não hoje é seu aniversario, eu quero ser a primeira a te dar os parabéns então acorda. – Eu sorri para a insistência dela.
–Oi pirralha eu disse abrindo os olhos. – E ela sorriu largo.
–Feliz Aniversario Ella!!! – Ela gritou e pulou em cima de mim, me abraçando.
–Obrigado Mica.
–Espera eu tenho uma coisa para você, toma. – Ela disse me entregando um pequeno embrulho.
Eu abri era um cordão com um pingente do infinito.
–Obrigado.
–Que bom que você gostou, isso significa o quanto eu te amo irmã, mesmo que as vezes você não pareça gostar muito de mim. Eu te amo! – Meus olhos se encheram de água, eu a abracei.
–Eu te amo piralha.
Então eu ouvi um barulho irritante fez com que eu acordasse.
Olhei para o despertador. Era um sonho, sim era um sonho minha irmã tá morta. Levantei e coloquei a mão no pescoço, e senti o cordão finalmente sei quem me deu ele e o porque de eu nunca consegui tira-lo.
[...]
Quando eu penso que nada mais possa me abalar, eu vejo Liz com aqueles idiotas amigos da Dell Monte, acho que não é novidade, eu pensei que por um momento era ela diferente acho que me enganei.
–Bom dia Rivelle! – Dell Monte disse, mas dessa vez ela me barrou junto a sua guange.
Eu apenas a encarei e olhei direto para Liz, seu cabelos estavam presos e alguns fios de seus cabelos caiam em sua face ela estava linda, mas por alguma razão seus olhos transpareciam tristeza.
–Ah, não Rivelle você não vai me responder e a educação que seus pais te deram, mesmo que eles estejam mortos... Opss. – Ela disse tapando a própria boca com a mão.
–Me deixa em paz ok. – Eu disse empurrando as garotas que estavam na minha frente, mas por alguma razão eu olhei para traz vi toda a gague a Dell Monte rindo, menos ela, Liz.
Eu caminhei em direção a minha sala onde começaria aula de sociologia, me sentei sozinha como sempre até ela aparecer, havia muitos lugares vagos, mas ela veio ao meu encontro.
–Eu sinto muito... Pelos seus pais.
–Não precisa ter pena de mim... Já me acostumei com as piadinhas da Dell Monte.
–Eu...
Eu a encarei; seus olhos azuis, azuis como o mar. Como essa garota pode mexe tanto comigo? – Eu me perguntava.
–Marcella? – Ela me chamou.
–Sim – Eu disse deixando com que um sorriso se formasse em minha face.
–Eu...Eu... Queria que você soubesse...
–Não diga nada, tá tudo bem já me acostumei com tudo isso que você já viu. – Dito isso ela se virou para frente e prestou a atenção na aula e eu bem... Prestei a atenção nela, mesmo que eu quisesse não conseguia parar de olhar para ela.
[..]
–Vamos logo Marcella! Venha para a quadra! – A professora de educação física me chamava essa uma das poucas aulas que eu gostava, mas dessa vez eu queria só observar, pois ela estava lá, usando apenas um short muito curto e uma camiseta, eu poderia ficar ali para sempre e não cansaria de admira-la.
–Rivelle!
–Ok, mas serio mesmo Joana, vai me fazer jogar com essas garotas que não deve nem saber onde acertar a bola. – Eu disse me levantando, e vendo os muitos olhares mortais que me foram lançados.
–Tire esse maldito casaco logo. – Ela disse, puxei o casaco e com ele a minha camiseta foi até antes dos meus seios, deixando minha barriga a monstra, vi Liz me encarar ou melhor me devorar com os olhos e depois que olhei para ela, a mesma abaixou a cabeça, meu corpo era bonito eu sempre malhei era uma forma de descarregar toda a minha frustação joguei a minha calça longe, ficando só de short.
–Pronto satisfeita? – Perguntei a professora.
–Muito.
Comecei a me dirigi para o outro lado da quadra. Mas, Joana segurou meu braço.
–O que foi? – Perguntei confusa.
–Você vai jogar desse lado. — Joana disse.
–O que?! – Eu e Camila dissemos ao mesmo tempo
–Eu não vou jogar com ela! – Dell Monte exclamou. – Pela primeira vez acho que eu e ela concordamos em algo.
–Não foi uma pergunta foi uma afirmação senhoritas Rivelle e Dell Monte.
–Que seja...- Suspirei.
–E melhor jogar direito Rivelle eu odeio perder. – Ela disse perto de mim, fui até ela, ela era apenas centímetros mais baixa que eu, sussurrei em seu ouvido.
–Melhor você jogar direito, pois para mim ganhar não é tudo e só a única coisa que importa. – Eu disse tão perto que vi ela se arrepiar, eu sorri de lado e me posicionei na quadra.
[...]
Eu tinha de admitir Eu e Dell Monte no mesmo time, era um massacre eu tinha uma mira mortal e ela uma agilidade invejável.
–Cinco minutos para acabar.
–Camila!- Eu chamei e acho que por um momento tive a impressão que ela sorriu para mim.
–Passa a bola. – Mas antes dela fazer isso Liz foi para cima dela arrancado a bola de sua mão, mas Dell Monte não deixou ser tão fácil assim, ela olhou para uma de suas colegas que colocou o pé na frente de Liz fazendo, ela rolar na quadra e gritar de dor.
Meus olhos se arregalaram e meu corpo agiu sem minha permissão era como se um imã me puxasse para ela, e quando me dei conta estava ajoelhada do lado dela e com Del Monte me lançando olhares mortais.
–Tudo bem?- Perguntei tentando não demostrar preocupação.
–Ai, minha perna, tá doendo Marcella. – Ela choramingou e meu coração se partiu.
–Elizabeth você está bem? – Joana perguntou.
E em resposta Liz gemeu mais alto.
–Temos que levar ela para enfermaria!- Eu disse desesperada.
–Não dá não tem ninguém aqui para ficar com as alunas.
–Você não pode deixar simplesmente ela morrendo de dor! – Eu gritei ainda encarando Liz.
–Rivelle leve ela até a enfermaria. Você consegue andar Liz?
–Sim. – Ela disse e me encarou.
Eu fui até ela e passei meus braços por sua cintura.
–No 3.- Eu disse
–1...2...3. – Quando terminei de contar levantei Liz, e ela se equilibrou em uma perna só.
Quando Liz deu o primeiro passo, Gemeu de dor e paramos, e fitei seus olhos azuis entristecidos, eu tinha que fazer alguma coisa não aguentava mais ver minha pequena daquele jeito, então uma ideia me atingiu.
–Quanto você pesa? – Eu perguntei.
–O que? – Ela respondeu surpresa.
–Quanto você pesa? – Eu perguntei de novo.
–Eu... Acho que é 60, mas por qu... – Antes que ela pudesse terminar eu a peguei no colo e com o susto ela soltou um gritinho e enlaçou meu pescoço.
–Ficou Maluca!- ela gritou.
–Provavelmente- maluca por você completei mentalmente. – Tem certeza que pesa 60?
–O que você quer dizer com isso. –Ela me lançou um olhar mortal.
–Nada... Segura firme ou vai cair.- eu disse me preparando para correr.
–O que você...
Então eu comecei a correr, era único jeito dela não sentir dor e de eu poder carrega-la até a enfermaria.
–Marcella!!!!!!!!!- Ela gritou.
Mas, mesmo assim ela não soltou meu pescoço apenas me abraçou mais forte, e apoio a cabeça em meu peito, senti seu nariz rosar em meu pescoço...
–Abra a porta, por favor?- Eu pedi, a enfermaria não era muito longe.
Ela me olhou suor escorria por minha testa, ela passou a mão em meu rosto e eu fechei os olhos apreciando seu toque... – Se ficasse assim provavelmente a beijaria.
–Por favor, abra a porta.– Pedi mais uma vez .Eu entrei com ela na enfermaria e uma mulher de meia idade nós encarou surpresa, e disse.
–Essa não é uma cena que se vê todo o dia. – Dito isso Liz abraçou mais meu pescoço e escondeu seu rosto em meu peito, eu nem precisa vê-la para saber que a mesma estava corada com o comentário da senhora.
Adentrei mais a enfermaria e coloquei Liz em uma das macas, mas antes que eu pudesse sair algo agarrou meu pulso, senti a mão hesitar mas, não me soltou, não precisava olhar para saber de quem era aquela mão... Liz.
–Marcella... Não vai não... – Ela sussurrou. – Fica aqui comigo.
Minhas mãos se fecharão em punhos.
Eu estava em um conflito interno comigo mesma, um lado meu queria estar a seu lado, mas o outro continuava a temer a aproximação de alguém, alguém que pudesse me fazer sofrer de novo, alguém que me fizesse amar novamente.
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