I Won't Give Up
35 Sedução Quase Perfeita
Notas iniciais
Acordei na cama sozinha e suspirei abraçando o travesseiro de Oliver, que mais uma vez correu de mim, como tem feito a mais de uma semana, ou melhor, desde que Nyssa me deu a ideia de seduzir Oliver e QUASE deu certo.
FLASHBACK ON
Estava esperando Oliver chegar em casa da ronda. Sorri para mim mesma ao ver tudo o que consegui montar com o braço na tipoia, velas, um jantar, vinho. Tudo.
Mandei Connor para ficar com o Roy hoje, já que a Laurel está com a Thea no hospital para passar a noite e eu passei o dia lá, contando tudo o que está acontecendo enquanto ela está dormindo. Me recuso a acreditar que ela está fazendo mais do que dormir naquela cama.
Sou tirada dos meus devaneios pelo barulho da chave na porta. Estava na cozinha terminando de colocar o chocolate em cima do bolo, ouço seus passos atrás de mim e sinto o calor do seu corpo nas minhas costas. Prendi a respiração quando seus lábios trilharam caminho no meu ombro e sua barba arranhar minha pele levemente.
— Fiz o jantar. – Disse, ou melhor, suspirei.
— Fez? – Ele pergunta meio divertido.
— Mais ou menos. – Disse com um pequeno sorriso. – Nyssa e Connor me ajudaram. A sobremesa fui apenas eu que fiz.
Me virei para ele e fiquei na ponta dos pés para colar nossos lábios. Oliver sorri e me beija levemente, tento aprofundar o beijo e assim que o beijo toma um rumo diferente, ele separa nossos lábios.
— Não podemos fazer isso loirinha. Posso acabar te machucando.
Começo a ficar com raiva dele sempre me afastar. Respiro fundo e dou um sorriso doce para ele.
— Vamos jantar então. – Mostro a mesa e nos sentamos para jantar.
(...)
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Estou sentada ao lado de Oliver no sofá enquanto passa um filme qualquer na TV. Minhas pernas estão em seu colo e vejo sua mão descansando na minha coxa. Me mexo e vejo Oliver endurecer levemente quando me aproximo ainda mais dele.
Me levanto e paro na frente de Oliver que engole em seco.
— O que houve?
— Cansei de você me afastar. – Disse e me sentei no seu colo. – Agora nós vamos fazer amor, por que eu preciso sentir você.
Tirei a camisa do meu pijama e vi seus olhos escurecerem de desejo.
— Loirinha... – Me olha em busca de hesitação. Não vê nenhuma e me beija com paixão.
Arranco a tipoia do meu braço e o coloco devagar ao redor de seu pescoço. Oliver começa a beijar meu pescoço e deslizar a mão pela minha perna até que seu celular toca. Gemo irritada.
— Não atenda. – Peço. – Deixa que ligam depois.
Oliver me deita e vem por cima de mim beijando meu pescoço e descendo. Suspiro e passo minhas unhas por suas costas por causa das sensações intensas. Quando suas mãos estão retirando meus shorts, um vento surge e então...
— Eu sinto muito gente. – Barry grita e há outro vento.
— Oh Deus. – Suspiro envergonhada ao mesmo tempo que Oliver resmunga. — Foda-se.
Ele se levanta rápido e veste a camisa do meu pijama em mim, olha para garantir que estou devidamente coberta, chama alto.
— Barry! — Em menos de um segundo, Barry aparece novamente tão vermelho quanto seu uniforme. – É bom não ter visto nada que não deveria.
Com a ameaça de Oliver, ele começa a gaguejar, o que me faz ficar ainda mais envergonhada.
— E-e-eu não... Nunca olharia. – Olha para mim. – Você é como minha irmã Fel. Nunca olharia.
Assinto vermelha e Oliver pigarreia.
— Qual a razão dos infernos que você não me ligou ao invés de simplesmente entrar?
— Eu liguei. Você não atendeu e eu precisava falar com vocês.
— Sobre? – Perguntei enquanto colocava a tipoia de volta no lugar.
— A Thea. – Com essas palavras, Oliver congela. – O Cisco conseguiu terminar o soro e precisamos de você para ver se vai funcionar. Se der certo os testes que o Cisco e a Caitlin montaram, vou injetar na Thea hoje ainda.
Oliver ainda não reagiu e vi que seus olhos estavam cheios de água de imaginar ver sua irmãzinha bem outra vez. Minha garganta aperta com lágrimas não derramadas.
— Amor. – Chamo e seus olhos vêm a mim. – Temos que trocar de roupa e ir para Central.
Minhas palavras parecem tirá-lo de transe e ele corre para o quarto. Dou um sorriso para Barry.
— 5 minutos Barr, não vamos demorar.
Subo e troco de roupa, coloco um vestido e desço novamente. Barry se aproxima de mim e em um piscar de olhos, estamos na Star Labs. Vejo Caitlin animada sorrindo para mim, sorrio de volta. Oliver é levado por Barry e Cisco para uma sala.
— Como estão as coisas com você e com o Barry? – Pergunto a ela que me dá um sorriso triste.
— Ótimo, se não contar a mulher que ele amou a vida toda e não o amou enfim resolver que o ama e o quer, agora que estamos juntos. – Diz com um sorriso triste.
Tento procurar uma forma de animar Caitlin enquanto Oliver faz os testes.
(...)
— O que está fazendo? – Pergunta Oliver a Cisco.
— Vou injetar um vírus na amostra do seu sangue e injetar o soro que fiz para ver se ele vai curar ou não. – Com um suspiro ele se afasta da mesa. – Temos que esperar alguns minutos.
Oliver e eu vamos sentar na outra sala para esperar o resultado. Ele me puxa para seu colo.
— Vai ficar tudo bem amor. – Sussurro para ele que me aperta de volta.
— Eu sei.
Ficamos assim por alguns minutos até que Cisco vem gritando e sorrindo.
— Deu certo – Grita e sorri para nós. – O soro acabou com o vírus, mas... deu uma melhorada nas suas células, não como o Barry, apenas uma pequena aceleração, quase não notável.
Ela apenas vai ficar com reflexos mais rápidos.
Oliver sorri como se acabasse de ganhar o melhor presente do mundo.
— Não importa. Ela vai acordar, não vai? – Pergunta tenso.
— Sim. – Caitlin responde sorrindo. – Ela vai, mas não colocamos sangue suficiente do Barry para que a recuperação seja 100%. Nesse caso, ela vai acordar e vai ter uma recuperação pouquíssima mais rápida que o normal.
— Isso é bom o suficiente para mim.
Bocejo de sono e me apoio ainda mais em Oliver.
— Vou levar vocês de volta e vou para o hospital. – E então em um piscar de olhos, estamos de volta a casa. Mais precisamente, no quarto.
Me arrasto para a cama e vejo que Oliver está trocando o peso de uma perna para a outra.
— O que foi? – Pergunto sonolenta.
— Nada. – Responde rápido. – Vou ligar para o Dig, Roy, Nyssa e dar as boas notícias.
— Claro. – Respondo quase dormindo. – Te amo.
— Eu também loirinha.
Então eu durmo.
FLASHBACK OFF
Olhei ao redor do quarto e sorri para mim mesma. Hoje ele não me escapa.
Algumas velas acesas no quarto, uma lingerie verde esmeralda e sem a maldita tipoia finalmente, meu braço ainda dói, nada que não possa lidar.
— Felicity? – Oliver me chama entrando no apartamento. – Loirinha? — Seus passos vêm em direção ao quarto. – Dig me disse que estava se sentindo mal e veio para casa.
Ele congela ao me ver na cama. Seus olhos correm pelo meu corpo e o vejo engolir em seco.
— Oi amor. – Digo com um sorriso.
— O... que... o que... o que está usando? – Gagueja e comemoro mentalmente a sua reação.
— Estava me sentindo muito sufocada e resolvi respirar um pouco. – Respondo e fico de joelhos em frente a ele.
— Porra. – Oliver sussurra antes de se aproximar. – Eu não quero te machucar e preciso que melhore logo.
— A única forma de me machucar é se afastar de mim mais uma vez Oliver. – Começo a desabotoar os botões da sua camisa. – Não faça isso, por favor.
Suas mãos foram para a minha cintura e seus dedos trilharam desenhos lá.
— Baby, tem certeza? – Pergunta hesitante.
— Sim, sim, sim. – Sussurro e logo sua boca está na minha.
Oliver deita de costas e traz meu corpo por cima do seu. Gemo de dor no nosso beijo e ele nos separa.
— Felicity...
— Por favor Oliver, por favor... – Imploro.
Com um suspiro ele volta a me beijar. No momento em que as roupas de Oliver estão saindo, o meu telefone toca. Desde o dia que Barry apareceu, colocamos uma música para cada um. Estava tocando “I'd Come For You”, o quer dizer, Connor.
Atendi rapidamente e preocupada, já que ele não liga a não ser para emergências.
— Mãe. – Meu coração ainda pula uma batida quando ouço ele me chamar assim. – Estou com febre e vomitando, a tia Nys disse que não iria atender ela. Pode vir me buscar com o papai?
A frustração é logo substituída por amor e preocupação.
— Claro que sim querido. 5 minutos estamos saindo.
Desligo e olho para Oliver.
— Connor está doente e precisamos ir buscá-lo.
Oliver pula da cama e em um instante está com a calça fechada e abotoando a camisa de volta.
— Então coloque uma roupa e vamos. – Não demoro e estou vestida, caminhando para a porta, posso jurar que o ouvi falar. – Não aconteceu porque Felicity ainda não está bem, quando for para acontecer, nada vai atrapalhar.
“Você só pode estar brincando comigo”. Penso olhando para suas costas.
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