I Won't Give Up

36 Arrependimento/O Fim De Nós/Bebê


Notas iniciais
Hey amores, esse vai ser definitivamente o maior cap até agora é também o mais exaustivo de escrever e olhem que foi pensando nele e no que acontece a seguir que comecei a escrever a fic. Levei um bom tempo para conseguir escrever esse, por que foi muita coisa para expressar enquanto escrevia e sinto muito se alguém achar que está cansativo, foi necessário escrever esse momento por inteiro. Como já há um grande spoiler no nome do cap, posso dizer que doeu colocar em palavras e que no momento em que escrevia chorei rios, vocês vão querer me matar, mas como disse, foi necessário. Vou tentar ao máximo não demorar para postar o proximo, e vou dar um pequeno aviso, pela razão de que devo isso a vocês. Estou me sentindo mal e então o cap vai ser triste, e o próximo também. Para quem é muito emocional como eu, sinto muito pelas lágrimas que vão derramar lendo. Desculpem pelos erros, não estou muito bem. Boa leitura!!

Estava na minha mesa na empresa olhando a vista de Starling pela janela e pensando na merda que eu fiz na minha vida a alguns meses. Suspiro enquanto espero ele vir para me dar o próximo passo do plano.

Vejo ele entrar no meu escritório com dois seguranças como sempre examinar tudo.

— Vamos direto ao assunto. – Peço para que possa dar um fim nisso.

— Preciso que ameace Felicity Smoak para que ela deixe Oliver Queen. Minha paciência está se esgotando e a quero. – Diz se sentando na minha frente. – Palmer, você tem uma semana ou irei agir e pessoas saíram machucadas.

— Não posso fazer isso. Não posso machucar pessoas por coisas que talvez, apenas talvez não pudesse ser evitada. Isso é errado. – Respondo para ele.

— Errado foi ele trazer aqueles soldados para a cidade em busca de ser reconhecido como herói. – Diz e se inclina por cima da mesa. Ele não tinha dito que era alguém que queria vingança? – Isso custou a vida da sua Ana. Fazê-lo sofrer não é nada a ter seu amor tirado de você.

“Mas ela não foi meu grande amor. Nyssa é e machucar Felicity, significa machucá-la.”

Fico chocado ao perceber meus pensamentos. Sacudo minha cabeça para dar minha atenção a ele.

— Não vou mais participar disso. Não vou me sentir bem com o sofrimento dos dois. Isso vai matá-la, se afastar dele eu quero dizer. Talvez não seja a melhor alternativa separar os dois. Não posso fazer isso, pensei que poderia e não posso. Desisto de todo esse plano, ele não me vale de nada mais, não é quem eu sou nem quem eu fui antes dela morrer. A Ana estaria envergonhada pelas coisas que pensei e ia fazer.

A expressão de Carl muda para ódio puro e ele se levanta dando um tapa na mesa.

— Você não pode mudar de ideia. Me deu sua palavra de que ia me ajudar, não ache que vai me parar. Sua ajuda não faz a mínima diferença, lembre-se de algo. – Diz me olhando nos olhos. – Se atrapalhar meus planos eu vou te matar, antes eu vou fazer uma pequena tortura.

— Faça o que quiser, não vou me meter. – Minto e ele caminha para fora da minha sala. Antes de sair ele se vira para mim.

— Felicity Smoak é minha. Oliver Queen quer algo que é meu e eu não vou deixar. Ninguém vai me impedir de ter algo que sempre foi para ser meu. Ela só não sabe disso ainda. Se alguém se colocar no meu caminho eu vou matar, seja quem for.

Com essas palavras, entendi que o olhar que vi antes não era proteção e sim obsessão, loucura. Pela primeira vez desde o nosso acordo senti medo, medo por todos que signifiquem uma pedra no caminho dele.

(...)

Crio coragem e caminho para o escritório de Felicity. Paro na porta e vejo ela trabalhando e falando com alguém no telefone e um sorriso no rosto. Quando me vê na porta, sussurra um ‘eu te amo’ e desliga.

— Em que posso te ajudar Ray? – Pergunta com um pequeno sorriso.

— Algo sério Felicity e preciso que me dê tempo para explicar. – Vejo que ela assente ansiosa e sorri hesitante para mim.

— Claro.

Em um súbito momento de coragem, desabafo.

— Eu sei que Oliver Queen é o arqueiro. – Ela abre a boca para negar e eu me adianto. – Não tente mentir, eu sei de tudo. Oliver Queen, John Diggle, Sara e Laurel Lance, Thea Queen e Roy Harper. Sei de absolutamente tudo, nem tente me enganar, você não vai conseguir.

— Como você soube? – Pergunta em voz baixa.

Ignoro sua pergunta e seguro suas mãos por cima da mesa.

— O que eu vou te contar aqui pode me matar. – Com o começo, ela engole em seco e fica pálida. – Há um homem que sabe a identidade de Oliver e foi ele que me contou. Ele me contou algo e como eu estava cego de raiva, aceitei seu acordo maluco. Um mês depois de Ana morrer ele apareceu na minha casa e me ofereceu a chance de me vingar e como um tolo eu aceitei. Os papeis da compra da QC são falsos, a empresa ainda é dos Queens. – Olho para ela que parece estar tentando entender por que eu fiz isso. – Esse homem, Carl, ele quer te separar de Oliver e eu estava ajudando ele. O jantar, o beijo, tudo isso foi armado.

— Como pôde? – Perguntou puxando suas mãos para longe de mim e magoada. – Você não faz ideia de como me doeu quando Oliver teve que ir embora e Ray? Apesar de que se ainda estivéssemos juntos ele não teria mudado de ideia, ele teria lutado para voltar, eu quase morri de tristeza. Você não podia fazer isso, brincar com a vida das pessoas por que você quer e acha que pode.

Me levantei e me aproximei dela sentindo um remorso que parece que vai me engolir a qualquer momento.

— Eu estou muito arrependido. Nyssa me mostrou o quanto é bom amar e ser amado. Mudei de ideia e vim aqui pedir ajuda. Preciso que me ajude a impedir algo muito ruim de acontecer com você. Sei que não tem motivos para acreditar e confiar em mim, mas preciso que faça. Me ajude a pará-lo. Eu amo a Nyssa e se ela souber nunca vai me perdoar. – Vejo seu olhar amolecer um pouco com minhas palavras.

— Qual a razão de ele querer me separar de Oliver?

Hesito sem saber em compartilhar essa notícia. Opto pela honestidade.

— Ele está obcecado por você. Seus olhos brilham com loucura quando fala de você e de como ele vai cuidar de você quando te levar de Starling. – Vejo que Felicity está branca como um papel. A guio para uma cadeira. – Sente-se aqui. Sinto muito por tudo Felicity. Se você soubesse como o arrependimento está me comendo por dentro.

Ela me olha com um sorriso triste.

— Fazemos coisas estupidas por amor Ray. — O amor, ele nos faz estúpidos. Me descreva esse Carl e vamos trabalhar.

Nos sentamos e começo a descrever tudo que posso sobre ele.

(...)

P.O.V. FELICITY

Ray e eu passamos algumas horas tentando achar algo sobre esse Carl e descobrimos que ele usava a identidade de um soldado morto na segunda guerra mundial e que ele usa um aparelho que lança ondas eletromagnéticas que causa interferência nas câmeras num raio de 500m dele.

Oliver me ligou mais cedo e dei a desculpa de que tinha trabalho acumulado e que seria só hoje que ficaria até mais tarde.

Quando meus olhos já estão cansados, resolvo ir embora. Me despeço de Ray e caminho para o estacionamento. Entro no carro sentindo uma sensação de que algo ruim vai acontecer e faço o caminho para casa. Na esquina perto de casa, vejo um cara ser atropelado. Desço do carro e vou ver se ele está bem. Assim que me abaixo para vê-lo, sinto uma picada no pescoço e apago.

(...)

Acordo com uma dor de cabeça assassina, tento me levantar e me dou conta de que estou amarrada a uma cadeira. Olho ao redor enquanto as lembranças invadem minha mente. As palavras de Ray, a sensação de algo ruim, o homem sendo atropelado. Vejo a sombra de alguém sentado a poucos metros de mim.

— Quem... quem é você? – Pergunto tentando superar o medo.

— Eu, minha linda Felicity? – O homem responde ainda sem sair do escuro. – Sou seu noivo. O homem da sua vida, eu vou te tirar dessa vida horrível que está vivendo. – Responde e eu engasgo com suas palavras.

— Não. Não, você não pode fazer isso, estou feliz aqui. – Digo sentindo as lagrimas se juntarem e começarem a descer como rios pelo meu rosto. – Por favor, eu não quero ir embora de Starling. Me deixe ir. Eu paro de tentar descobrir quem você é.

Então ele se aproxima de mim e vejo seu rosto, ele deve estar em torno da idade de Oliver e Dig. Tem olhos verdes e cabelos castanhos, mas não me é familiar.

— Não meu amor, você não é feliz aqui, apenas pensa que é. – Diz e acaricia minha bochecha. – Eu vou te mostrar o que é ser feliz quando estivermos longe daqui. Quando o único trabalho que vai ter vai ser na cama comigo, me fazendo feliz. – Ao imaginar suas palavras, sinto uma vontade imensa de vomitar, que luto para ignorar. – Vamos ter muitos filhos e ser muito felizes.

— Não, eu já tenho uma família, já tenho filho e sou mais que muito feliz aqui onde estou, trabalhando na Palmer Technologies e ajudando o arqueiro a noite. – Explico para ele que nega ficando de cara feia e se afastando de mim, perco a minha mente começando a gritar. – EU AMO OLIVER QUEEN! NÃO VOU ABANDONAR A MINHA FAMILIA POR SEU AMOR DOENTIO POR MIM!

Com um movimento rápido, ele vem até mim e dá um tapa tão forte que derruba a cadeira.

— CALE-SE! – Ele grita. – Você vai sim abandonar o Queen e sabe por quê? – Pergunta, mas não espera resposta, levanta a minha cadeira e começa a falar. – Eu vou matar todos que ele ama, um a um e no final vou dizer a razão e ele vai te culpar.

— Não ele não vai. – Digo e vejo que ele sorri friamente para mim.

— Vou começar matando Caitlin Snow, Francisco Ramon, Joe e Iris West, Lyla Diggle, depois Sara Diggle, John Diggle, Laurel Lance, Quentin Lance, Nyssa Al Ghul, Roy Harper, Thea Queen e por último, Connor Hawke Queen. – Diz com um sorriso que se tornou cruel. – Então vou me apresentar e contar o motivo de tanta matança. Acha mesmo que ele vai te perdoar depois de perder o seu filho amado?

Reflito sobre as suas palavras e uma nova onda de lagrimas me atinge, o que o faz rir. Um homem aparece numa porta e faz um sinal, que faz o sorriso ser limpo de sua boca.

— Parece que o arqueiro achou meu esconderijo. – Diz e se agacha na minha frente. – Se não quiser ser a causadora de tanta dor, termine isso. Você tem até a sexta feira. Eu sempre soube que Ray iria te contar, no momento em que ele me disse que havia desistido do plano. Não vou matá-lo, ele me deu a oportunidade que eu precisava.

Dá um selinho nos meus lábios e sai rapidamente da sala me deixando num breu completo e livre para chorar com muitos soluços.

Ouço passos e em instantes Oliver está entrando na sala com Roy logo atrás.

— Loirinha. – Chama e posso ouvir alivio em sua voz, o que me faz chorar ainda mais. – Eu estou aqui baby. – Diz enquanto corta as cortas e me puxa para seus braços. – Vamos para casa.

Abraço seu pescoço enquanto ele me leva para fora e para a Verdant. Ele sussurra palavras de conforto e o fato de que eu não dei uma palavra todo o caminho faz com que ele fique tenso. Chegamos na cave e Connor vem correndo até mim e me abraça apertado. Luto contra mais lágrimas.

— Eu fiquei tão preocupado mãe. – Diz ainda sem me soltar. – Você não chegou em casa e aí descobrimos que seu carro estava abandonado num estacionamento no Glaides. – Então ele baixa a voz para continuar. – O papai quase surtou, foi o tio John que fez ele se concentrar.

Abraço ele apertado sentindo uma vontade imensa de chorar e me esconder com ele, para não nos separarem.

(...)

Estou sentada na minha cadeira com todos ao meu redor como se esperassem que eu surtasse, o que estou lutando muito para não fazer. Falei a eles tudo que eu fiz no dia, menos a parte sobre Ray e menti sobre o que Carl, ou seja lá qual for o seu nome falou.

— Não há nada sobre ele que se lembre Lis? – Thea perguntou.

— Não, estávamos no escuro e ele todo o tempo só falou de destruir o arqueiro. – Minto. – Não vi nada.

— Loirinha, nada mais? – Uma dor corta meu coração ao ouvir o amor em suas palavras.

— Não. – Digo engolindo as lágrimas. – Preciso de um banho e cama. 'Para chorar minha dor'.

— Vamos para casa. – Oliver diz se aproximando, dou um passo atrás e vejo todos surpresos.

— Eu quero ficar sozinha. – Peço. – Amanhã eu vou no seu apartamento e conversamos.

— Não. – Ele diz e sei que o momento chegou, ele não vai me deixar ir. – Vamos para casa e lá você vai descansar, eu vou cuidar de você é vamos passar por isso.

Por um segundo, posso jurar que ouvi meu coração se quebrar em milhões de pedacinhos minúsculos.

— Eu preciso ficar sozinha e pensar. – Vejo Oliver se preparando para responder, e dou o golpe final. — Não há nada mais para mim Oliver, não vou viver num mundo que pode me matar, não vou viver pensando que vou acordar e saber que está morto, me recuso a viver esta vida. Quero mais, PRECISO de mais.

Com minhas palavras todos se olham, e começam a subir para a boate.

— Sem a maldita chance. – Oliver diz para mim e vai andando para a frente até que eu estou com as costas apoiadas na parede. – No hospital, a meses atrás te disse que se eu um dia tivesse você, não te deixaria ir e você aceitou. – Vejo que ele está começando a se quebrar. – Não pode me deixar agora, nem ao Connor. Nós te amamos. Não pode nos dar um pouco de felicidade e depois pegá-la e levar embora.

Meus olhos enchem de lágrimas e olho em seus olhos que refletem os meus com lagrimas também.

— Pensei que podia viver essa vida e não posso. Me recuso a viver minha vida com medo, pensando que você pode não voltar, que vou ter que cuidar de Connor sozinha, não sou capaz disso. Se um dia tivermos filhos, vou virar mãe solteira. – Vejo que minhas palavras estão apenas machucando ele. 'Mais algumas Felicity. Você precisa proteger todos eles'.— Não quero mais um nós, ao menos não com você.

Espero que ele se afaste, mas sua atitude me surpreende.

Oliver bate com as mãos na parede ao lado da minha cabeça e grita.

— Não vou desistir de nós. – Dessa vez as lágrimas descem mesmo sem permissão. – Eu te amo Felicity Meghan Smoak e não vou deixar você me deixar. Somos uma família, Connor, você e eu e se um dia tivermos filhos, vou apenas ter mais motivos para voltar vivo e bem para casa.

Balanço a cabeça negando, para ele e para não me deixar cair nessa e desistir de tudo.

— Não. – Sussurro. – Quero uma vida normal.

Antes que ele tenha uma resposta, caminho para a escada e quase caio quando vejo Connor sentado lá chorando em silêncio. Tento falar algo, mas minha boca não se move, ele desce correndo e vai direto para Oliver. Subo como um robô e vou até Nyssa.

— Preciso que me leve para casa. – Minha boca amarga com essas palavras e minha mente traz o apartamento de Oliver.

Sem uma palavra ela me leva para o carro e para meu antigo apartamento.

(...)

1 SEMANA DEPOIS

Depois que saímos da Verdant semana passada, tudo que fiz foi chorar e chorar. Na primeira noite, Nyssa me ajudou a tomar banho em meio as minhas lágrimas e quando deitamos e ela me abraçou, chorei até dormir. E tem sido assim sempre.

Nesses últimos dias, resolvi que ia passar uns dias com minha mãe em Vegas.

Estou olhando para o nada, quando ouço a porta abrir e um suspiro cansado que já sei que é de Nyssa. Ela se senta ao meu lado e segura minhas mãos nas suas.

— Quando você vai me contar a real razão de terminar com o Oliver? – Pergunta e fico tensa.

— Não há real razão. Apenas que não posso viver essa vida. – Respondo tentando ser evasiva.

— Felicity. – Repreende. – Me dê um pouco de crédito, não sou estúpida. Houve algo.

— Não houve nada. – Quase grito entrando em pânico. – Não houve nada.

Nys está perdendo a paciência e fica em pé na minha frente.

— Precisa confiar em mim, — Pede suavemente. – Me conte o que for, eu vou te ajudar.

Como aconteceu toda essa semana, sempre que minto, parece que um caroço cresce na minha garganta.

— Não há nada para contar. – Digo em voz baixa olhando para meus dedos se torcendo nervosamente.

— Sua última chance. – Nys diz. Continuo olhando para minhas mãos e ela vai para o quarto.

Sinto lágrimas descerem pelas minhas bochechas.

Ela volta com uma mochila nas costas e vai caminhando para a porta, me sinto desesperada e me levanto rapidamente.

— Não vá. – Peço, ou melhor, imploro.

— Então me conte qual a razão do fim de você e Oliver. – Pede e vejo que está tão desesperada como eu.

Mais lágrimas descem quando eu nego levemente com a cabeça.

— Pensei que você era minha melhor amiga. — Ela me diz quase gritando.

— Você é. — Digo engolindo as lágrimas.

— Não, parece que não. — Diz e caminha para a porta com sua mochila. — Se eu fosse, me contaria o motivo que está arrumando suas malas para ir embora. Que maldita história é essa de ir passar dias com sua mãe, você ama aqui, Starling. Sua vida está aqui.

— Eu não posso contar, porque não há o que contar. – Com minhas palavras, Nyssa sai pela porta e o som que a porta faz quando bate e me deixa aqui sozinha com meus pensamentos e meus demônios, é incrivelmente alto.

Olho ao redor sentindo todas as mentiras que contei para Oliver, Dig, todos que vieram aqui me convencer a desistir da ideia de terminar com Oliver, começarem a me sufocar até que mal consigo respirar. Corro até o banheiro e vomito tudo que almocei com muita insistência de Thea que veio me ver. Isso é algo que tem acontecido muito.

Quando consigo parar, volto para a sala e vejo todas as fotos que tiramos ao longo dos meses enfeitando as paredes e começo a jogar uma a uma no chão vendo o vidro quebrar. Vou até a cozinha e procuro tudo que pode ser quebrado e arremesso no chão. Quando não há mais o que quebrar no apartamento, me encolho no chão e choro, choro por minha vida que virou de cabeça para baixo por que esse homem está obcecado por mim.

(...)

Não sei quanto tempo chorei sentada no corredor. Me levanto devagar tentando não pisar nos cacos de vidro, o que é quase impossível. Tiro minha camisa e limpo o chão até meu quarto. Calço um chinelo, visto outra blusa e vou até a sala procurar minha foto favorita.

Acho que ela embaixo de vários cacos de vidro. Tento pegar e um deles corta minha mão. Puxo ela rapidamente e olho o corte, que está saindo muito sangue. Me repreendo por ser tão lerda e me cortar enquanto pegava a foto. Pego minha bolsa, enrolo um pano de prato na mão, chamo um táxi e desço para a rua.

(...)

Estou sentada na emergência esperando o médico vir me dar alta. Vejo que ele caminha para mim com um sorriso. Estou sem forças até mesmo pra retribuir.

— Tenho boas notícias Srta. Smoak. – Diz animado. – Seu exame de HCG deu positivo. Parabéns mamãe.

— Claro, obrigada. – Falo e então a ficha cai do que ele falou. – Como é que é? – Pergunto gritando.

— Você está grávida. – Repete. – 14 semanas para ser mais preciso.

Tento não entrar em pânico, mas isso não está funcionando.

— Isso não é possível. Tomo pílulas e não esqueci de uma. – O Dr. Hart olha para mim, realmente olha para mim e seu sorriso diminui.

— A Srta esteve aqui meses atrás com um pancada na cabeça e anemia. Passei remédios para tratar dos dois problemas e os remédios de anemia interferem nos seus níveis de hormônio. Provavelmente afetou a eficácia das suas pílulas e então a gravidez.

— Não. – Olho para ele e começo a chorar. – Não posso ser mãe, não agora que minha vida está uma bagunça.

Meio sem jeito, o Dr me abraça e tenta me confortar.

— O pai deve te ajudar. Conte para ele e lidem com isso juntos. – Então ele me faz uma pergunta fácil. – Você quer esse bebê?

Sem um momento de hesitação, respondo que 'Sim'.

Nunca iria desistir de um pedaço de nós dois, do nosso amor.

— Então não há nada que seja difícil o bastante. – Diz e me entrega a minha alta. – Quero ver você daqui a uma semana para começarmos o pré-natal. Isso não é normal, mas espero que o pai venha para ver o ultrassom.

Assinto agradecida e caminho para fora do hospital me sentindo esperançosa.

(...)

Estou num táxi a caminho para o apartamento de Oliver. Não sei se é a escolha certa, mas se eu precisava de uma razão para lutar por nós, esse bebê é mais que suficiente. Enquanto fazemos o caminho, penso nos sintomas que ignorei essas semanas. Cansaço excessivo, enjoos, muita fome, seios maiores e sensíveis, emoções a flor da pele e um desejo excessivo por Oliver.

Desço na frente do prédio, agradeço ao taxista e saio sorrindo e entro no prédio. Aberto o botão do elevador e quando ele abre há uma picada no meu pescoço e deslizo na inconsciência.

(...)

Abro os olhos e vejo um teto branco. Levanto devagar sentindo minha cabeça latejar. Olho ao redor e me deparo com um quarto luxuoso, só que sem janelas. As lembranças da noite anterior assaltam minha mente, antes que eu tenha qualquer atitude a porta é aberta e Carl entra com um terno preto.

— Que bom que acordou meu amor. – Diz com um sorriso e analisa meu corpo. – Sabia que ia ficar linda em você.

Olho para meu corpo e vejo que estou numa camisola de seda preta curtíssima. Puxo os lençóis, também de seda até o meu pescoço.

— Onde estou? – Pergunto com medo.

— Na nossa casa. – Responde como se tivesse feito a pergunta mais tola do mundo. – Não queria sair de Starling, não saímos, mas nunca vai saber onde estamos.

— Eu não quero ficar aqui. – Peço. – Me deixe ir, por favor.

Seu rosto se contorce em uma careta e ele se aproxima perigosamente de mim.

— Eu vou te ensinar a me amar. – Acaricia meu rosto e dá alguns passos atrás. – Vou mandar um vestido. Esteja pronta para o jantar.

Sem esperar uma resposta, sai do quarto e me deixa sozinha.

Me enrolo numa bola e acaricio minha barriga que agora posso ver uma pequena elevação, deixo as lágrimas de tristeza se derramarem enquanto penso em como vou sair daqui.

(...)

Me olho no espelho e estou linda com a roupa que ele mandou. Queria que estivesse arrumada para Oliver.

https://www.polyvore.com/dinner/set?id=192805095

Um guarda abre a porta e faz sinal para que eu saia. Caminho até onde meu carcereiro está e me deparo com uma sala linda, mas novamente sem janelas.

Me sento na sua frente e antes de qualquer coisa, faço a pergunta que me atormenta a muito tempo.

— Quem é você? Quem é você de verdade?

Na verdade não espero uma resposta dele, mas me surpreendo.

— Damien Darhk. – Reponde. – E antes que pergunte mais ainda, tenho certeza que já ouviu falar da H. I. V. E. – Espera um momento até que faço a ligação, o irmão de Dig e o pistoleiro. Quando vê que eu entendi, continua. – Exatamente, mas eu não diria que ele está morto, mas isso vou explicar depois. Agora vamos jantar. Se você se comportar, te conto um pouco de história.

Tomo uma decisão rápida. 'Primeiro vou aprender tudo o que puder sobre ele e então dou um jeito de escapar daqui'. Assinto concordando e rezo para que não me arrependa da minha decisão.

Notas finais
E então?? É, eu sei. Na série Damien não é alguém novo, mas pensei em colocar alguns fatos da 4 temporada na fic, como diz na descrição, usarei momentos da série na fic. O próximo cap vai ser narrado por Oliver e vai mostrar como ele está lidando com isso e como é importante ter família. Sinto informar que a fic está quase na reta final!! Beijokas!!