Notas iniciais
Notas do capítulo Muuuuuuuuuuuuuito bem,todos preparados para o capítulo 4?! Segurem os corações pois está bombástico! Não víamos a hora de posta-lo para vocês! Alexia. Obrigado todo mundo que está acompanhando a fic, por todos os reviews e elogios. Espero que gostem desse 4º e POLÊMICO capítulo! Deixem a opinião de vocês, é muito importante. Beijos a todos, Paulete, opa... Paulo

Meu coração voltou a bater forte e meus olhos arregalados foram se estreitando enquanto olhei seu rosto de expressão arrependida, eu levantei o dedo e respirei tomando coragem para expulsá-lo dali naquele segundo, mas fui interrompida.

– Oh, minha santa do glitter sagrado! Ai... Que susto! Edward? Imaginei você aqui muitas vezes, mas não dessa forma. Você é um pecado maior ainda de perto! Mas... FORA! — Paulete disse histericamente, praticamente dando em cima de Edward e depois esbravejando.

Eu o entendia afinal, passei semanas quase tendo colapsos nervosos quando Edward sorria para mim ou me tocava de alguma forma. Mas eu não queria que ele se envolvesse mais.

“Não pense nisso Bella, simplesmente não pense. Ele mentiu para você. A verdade é que ele é um mentiroso... Mas ainda continua sendo o Edward.” Meus pensamentos me inundavam.

– Hmmm... Edward esse é o Paulo, Paulo esse é o... Você sabe.

– Gostoso traidor, saquei. Escuta aqui, isso tudo que você aparenta, por mais que chame muita à atenção... — Paulete se perdeu nas palavras enquanto olhava pra Edward e sacudiu a cabeça de um lado para o outro, como quem tenta espantar os pensamentos pecaminosos. – Não te dá o direito de mentir para a Isadorapinto, escutou? Apronte com ela de novo, Trakinas de Limão, que não respondo por mim.

Ah, droga! Ele disse meu “apelido” na frente de Edward. Corei.

– Trakinas de limão? — Edward perguntou com uma sobrancelha arqueada o olhando.

– Uma das coisas mais gostosas que já existiu, ainda não entendo como aquela fábrica dos infernos foi capaz de encerrar a produção desse sabor... — Paulo disse indignado e levantando suas mãos em protesto.

– Eca Paulete, aquilo era horrível. – Reclamei e me arrependi de ter aberto a boca para um assunto tão banal.

– Ah, cale a boca Bella. Era dos Deuses... Menos azeda que você nesse momento. — Ele olhou pra cima, sonhador. E depois para mim.

– Ok, muito bem, acho que está na hora de você ir cuidar da própria vida. – eu lhe disse.

Paulete rolou os olhos e voltou a olhar para Edward, em seguida para mim.

– Conversem crianças, nada de se comerem no sofá da sala enquanto estou em casa.

Ouvi a risada baixa de Edward e o olhei feio.

– Se tranque e só saia quando eu lhe chamar. — Eu ralhei para Paulete.

– Ok Isadorapinto, você e o Trakinas, comportem-se.

Paulete foi corredor adentro levando as sacolas de compras enquanto cantava alguma música que eu desconhecia.

Segurei a vontade de rir e me lembrei de quem estava ao meu lado.

Olhei-o e suspirei.

– O que você quer Sr. Cullen?

– Há um minuto, eu era Edward. — resmungou.

Botei as compras que ainda segurava em cima da mesa de centro da sala e sentei-me no sofá.

– Há alguns dias atrás, você era alguém completamente diferente aos meus olhos. Fale logo de uma vez e depois apenas vá embora. — Disse sem olhá-lo. Não sei se seria capaz de ser dura como ele merecia olhando em seus maravilhosos olhos claros e olhando sua expressão de quase dor. Era melhor não arriscar.

– Bella... Mesmo que não queira me ver nunca mais depois disso, eu preciso explicar porque não te contei antes... Eu preciso te dizer que...

– Poupe-me de suas desculpas, apenas me deixe em paz, fique com a sua noiva, cuide dos seus negócios e da sua vida, que a minha já está fodida o suficiente. — Eu enrolava os dedos de minhas mãos, uns nos outros, nervosas e me recusava a olhá-lo.

– A culpa é minha, não é? — Perguntou.

– O que?

– Você ter sido demitida. — Pela primeira vez desde que o notei dentro de minha casa, olhei em seus olhos fixamente e me permiti avaliá-lo.

Ele estava pálido e com uma aparência, mesmo que linda, cansada e neste momento sofrida.

– Eu realmente sinto muito pelo que fiz... Não era minha intenção mentir para você, eu ia te contar, eu apenas não consigo pensar claramente quando estou com você. Acabo me esquecendo daquela insuportável. Do lado obscuro da minha vida.

Pisquei algumas vezes e reprimi o sorriso que queria se formar. Ele chama a noiva de insuportável! Mas ainda assim, era noiva dele.

– Não importa mais, eu perdi meu emprego. Amanhã vou atrás de outro. Em todos esses anos aprendi a ser forte e independente, seguirei minha vida e você deveria fazer o mesmo.

– Trabalhe comigo.

– O que?! — Perguntei de olhos arregalados e quase gritando.

Ouvi o barulho de panelas caindo no chão vindo da cozinha, Paulete com certeza ele estava ouvindo a conversa e se chocou tanto quando eu com a proposta, a diferença, é que como sempre, ele não era discreto.

– Eu, bem... Você seria muito bem vinda à minha empresa... Poderia aprender a função de secretária com Mary.

Bufei e neguei com a cabeça repetidamente.

– Não. Edward, não tenho a mínima experiência com essas coisas, existem pessoas muito mais qualificadas para isso e não seria justo tirar a vaga de alguém. Eu me viro. E, aliás, sua noiva não gostaria nada disso. — Disse com simplicidade.

Minha barreira estava ruindo, eu não conseguia olhá-lo, ver sinceridade em seus olhos e continuar distante. Ele se importava comigo de verdade, queria me ajudar.

Eu me recusava a ser secretária de alguém, pessoas fazem cursos, faculdade para conseguir uma vaga em uma empresa tão disputada, eu não me meteria nessa de ‘graça’. Não era justo. Talvez um pouco, admito. Eu só sabia fazer uma coisa; Ser garçonete.

Pensei em Paulete, ele estava desempregado por hora, mesmo possuindo um grande talento, as empresas já tinham seus trabalhadores e Paulo estava esperando sua chance, Alice — irmã de Edward — queria conhecê-lo. Poderia ser um belo começo.

Pensei em meu apartamento que Paulo ajudou-me a comprar e mobiliar com o dinheiro de sua família adotiva... Eu o devia tanto, não podia ficar desempregada, precisava ajudar e fazer algo.

–Ok. Eu aceito! — Disse balançando a cabeça afirmativamente. — MAS... — Disse alto, interrompendo Edward de falar- Como copeira, faço o café para todos na empresa e sirvo o que mais precisarem. SÓ isso, entendeu? –Levantei as sobrancelhas em desafio.

Edward iria protestar, mas minha carranca o intimidou e acabou por sorrir de canto e assentir calmamente com a cabeça.

–Tudo bem, eu só quero ajudá-la, faça o que achar melhor. Cuide da lanchonete toda se isso fizer você se sentir melhor. Ah, e se você se lembra, sobre Alice... Acha que ela gostaria de conhecer o Paulo?

Mais barulhos de panelas caindo vieram da cozinha.

***

Edward queria ficar mais e continuar a conversar comigo sobre o que houve entre nós dois. Não permiti.

Não queria saber a história dele e de Sophia, o fato era que ele estava noivo, então gostava pelo menos um pouco dela.

Ele me dera uma grande chance, assim como à Paulete. Querendo ou não, Edward já estava em minha vida.

Mais que porra Isabella, já era. Essa era eu tentando ser forte e durona? Fracassei.

– E então Isadorapinto, como foi com o Trakinas de Limão?

Bati no sofá ao meu lado, pedindo sua presença perto de mim.

– Como se você não soubesse! Eu percebi...

Ele fez biquinho me ignorando e estimulou com a mão para que eu começasse a lhe contar.

– Bem... Ele me ofereceu um emprego de secretária... — Comecei e Paulete já se preparava para falar, quando pus meu dedo em seus lábios. — Mas eu recusei. Não é justo.

– Queria discordar, mas você está certa... — Ele disse e suspirou dramaticamente depois.

– Hmmm... Serei copeira da empresa, farei o café que ele tanto gosta e servirei os demais de lá com outras funcionárias.

Paulo arqueou suas sobrancelhas e virou seu corpo todo em minha direção com um sorrisinho zombeteiro nos lábios.

– Algo me diz que vai rolar sexo no trabalho, lálálá.- Ele bateu palmas e riu alto.

Arregalei os olhos e bati em seu braço, usando uma força mínima.

–Não viaje, Paulo.

Mandei um beijinho para Xana, que pulou em meu colo em segundos, fazendo Paulo espirrar, por conta de seus pelos.

– Os pelos da xana ainda vão me matar, alergia grita!

A gata miou como se entendesse o que Paulo dizia e esfregou o rabo bem embaixo de seu nariz, ele espirrou e eu ri.

– E você ainda precisa liberar os seus hormônios! – ele disse rindo. -Espero sinceramente que depois que o Trakinas de Limão, te pegar de jeito você melhore com esse humor.

Abri a boca em protesto, mas não disse nada, apenas lhe atirei uma almoçada, ele desviou e fez com ela acertasse a gata.

***

Paulete e eu olhávamos para o enorme prédio assustados, uma coisa é passar por ele na rua, outra é estar prestes a adentrá-lo.

O nome ‘The Cullens’ se destacava e o prédio todo de vidro, chamava bastante atenção.

Ainda bem que Paulete tinha cuidado de nossas vestimentas e mesmo sobre meus protestos, eu estava vestida adequadamente. Agora eu o agradecia.

Não estava acostumada com aquilo tudo, meias calças, saltos, saias lápis, blusas sociais... Mas não ficará nada mal, as roupas se adequavam a mim e me senti poderosa. Optei pelo cabelo solto que me deu um ar mais velho ainda. Eu me sentia bonita.

–Você é um puto sortudo, nos vestiu direitinho! — Ralhei para ele, enquanto entravámos na empresa lado a lado.

– Sou experiente, sua vadia, agora vá lá e fale com aquela biscate vara pau que está nos olhando com desprezo. Diga que quer ver Edward Cullen.

Paulo me acompanhou e seguíamos até o balcão redondo e luxuoso, onde uma mulher de aproximadamente trinta e sete anos estava. Era loira e tinha olhos claros, realmente, nos olhava com tanto desprezo que era notável de longe.

– Shiiiu, é a secretária dele, Mary, acho que ela não gosta muito de mim...

– Mary? O que é isso? Um nome? Ou a versão inglês de Maria do Socorro e se acha que combina mais com ela, aposto que se diz Mary Help, se achando a boazuda.

Engasguei com a risada que tentei conter.

– Olhe aquelas rugas, consigo ver dessa distância.

O belisquei no momento em que vi que ela vinha em nossa direção.

– Vocês dois devem ser Bella e Paulete, certo? Edward me avisou que viriam.

Concordei e tentei sorrir.

– Paulo, você não é íntima comigo, portando, apenas Paulo.

Ele iria me envergonhar em que proporção? Pisei em seu pé, ele não disfarçou e gritou me olhando com reprovação, Mary arregalou os olhos e deu sinal com a mão, virando-se e indicando a grande porta à esquerda.

– Podem entrar, queridos convidados. – ela sorriu ironicamente e se virou para voltar ao seu balcão.

Paulete me olhou com a sobrancelha levantada e eu ri, enquanto Mary seguia de volta ele levantou o dedo do meio e fez uma careta, eu me virei e ri enquanto ele a imitava com uma vozinha fina. Quando me virei de frente para a porta do escritório de Edward levei um susto, ele estava parado encostado na porta que agora estava aberta, olhando para o dedo levantado de Paulete e segurando o riso, corei de vergonha, Paulete abaixou o dedo e sorriu o cumprimentando como se nada tivesse acontecido.

A conversa foi produtiva, os detalhes dos cargos se ajeitaram e passamos o dia conhecendo a empresa, que era gigantesca, rodeada de janelas de vidros que proporcionavam grandes vistas de Nova York, eu estava tímida e preocupada, eu sabia que “a conversa” viria em breve, mas não sabia exatamente quando, minhas mãos estavam suadas e tudo que eu implorava agora, era um pouco de sorte.

***

Paulo pov.

Respirei fundo e arrumei a postura enquanto a grande porta de vidro se abria automaticamente, desejei boa sorte à Bella e sai em direção ao lado da Loira do Socorro, meu primeiro e oficial dia de trabalho seria vigiado por ela, palmas para a minha infelicidade.

– Já era hora. – ela olhou no relógio e me encarou.

– Bom dia pra você também, Xuxa velha. – e revirei os olhos.

– Mais respeito comigo, pode ter certeza que estou tão desapontada quanto você por termos que conviver todos os dias juntos.

Sorri em resposta ao seu desapontamento.

Subimos até o último andar, onde ficava a sessão de criações da empresa, quando passei pela porta meus olhos brilharam com o que viram, se o paraíso existisse, com certeza era ali, deixei Mary pra trás e rodopiei a grande sala colorida pegando um vestido preto longo com brilhos que refletiam as inúmeras luzes fluorescentes da enorme sala, fui até a próxima arara onde havia centenas de casacos pendurados.

– Largue isso, e não mexa em nada, ainda não está pronto! – esbravejou a voz de Mary atrás de mim.

– Então eu vou terminá-lo.

– Não, não vai, é uma das grandes apostas da próxima coleção e não vai ficar nas mãos de um novato como você.

– Oh, estou realmente ofendido com seu comentário. – eu ri ironicamente – Mas confie em meu talento, é melhor do que lidar com aquelas papeladas como você faz.

– Sou muito boa no que faço. – ela parou em minha frente com a mão na cintura e a outra estendida esperando que eu lhe desse o vestido ainda não terminado.

– E eu também, portanto, não me subestime. – soltei um sorriso ameaçador e Mary bufou virando as costas e saindo.

O resto do dia passou rápido, conheci alguns criadores e alguns modelos. Algumas vezes em que sai dali trombei com Bella pelos corredores e trocávamos conversas rápidas. Aproveitei e lhe roubei o seu café em uma dessas rápidas visitas que ela me fazia quando trazia algum recado, não seria fácil. Mary vinha me vigiar e me dar bronca durante esse tempo, nós dois nos acertaríamos com o tempo, era isso que eu esperava pelo menos, talvez eu estivesse pegando um pouco pesado, mas eu iria melhorar, ou pelo menos tentaria.

Já no apartamento, depois que saímos para jantar e comemorar, Bella recostou em meu ombro no grande sofá e terminou de me contar como foi o seu dia, fiz o mesmo, as coisas estavam indo aparentemente bem, a diferença era que eu estava extremamente cansado, olhei o relógio que já marcava tarde da noite e me obriguei a ir dormir, o próximo dia esperava para acontecer.

Edward pov.

Encaminhávamos para o terceiro dia em que eu tinha Bella comigo aqui na empresa, e eu precisava fazer algo.

– Mary, por favor, peça um café. E cale a porcaria da boca, sua língua não fica dormente não? — Disse irritado passando as mãos pelos cabelos.

– Estava tão bom sem o maldito vício, eu sei o que é isso. Tá louquinho para dar em cima da nova copeira – ela riu — Isabella que dê jeito em seu mau humor, tadinha da menina, te aguentar não é para qualquer um.

– Ela não é qualquer uma Mary... Deixa pra lá, eu mesmo vou pegar, aproveite e chame Alice na minha sala.

– Ok, ao menos seja rápido, você tem uma reunião em meia hora. — Piscou e riu.

Rolei os olhos e sai, andando em direção ao elevador que ficava logo à frente de minha sala.

Subi alguns andares e sorri imaginando Isabella trabalhando ali.

Exigi que ela não usasse uniforme. As secretárias não usam e ela ficaria em constante comunicação com muitas pessoas da empresa, servindo-lhe o que pedissem. Não era necessário. Ok.... Eu confesso, vê-la de vestido justo tirara minha sanidade.

Bella estava logo na entrada do andar, parece que estava indo em direção ao elevador, segurava uma bandeja com uma xícara grande e um café quentinho lá dentro. Logo reconheci o maravilhoso cheiro.

Olhei-a e quase perdi a compostura, seus olhos fitavam-me meio arregalados, pela surpresa de me ver ali. Seus cabelos estavam soltos e um fio caia exatamente em frente ao seu olho. Suas bochechas estavam coradas e seus grandes olhos chocolates me hipnotizaram. Seus lábios avermelhados em um biquinho simplesmente encantador.

Sem dizer uma palavra, aproximei-me mais dela e lentamente levei minha mão ao seu rosto, afastando a mexa de seus olhos e botando atrás de sua orelha. A bandeja em suas mãos tremeu e botei minha mão contra a dela, para que não caísse.

– Ah... Eu... Hãm... Estava indo levar um café pra você. — Disse e corou novamente.

– Eu preciso mesmo, além do mais... Estou com saudade do seu café e de você.

Bella pov.

– Edward...Por favor — Pedi e rezei para que ele parasse de me olhar daquela forma. Meu olhar caiu para seus lábios e suspirei, eu os queria nos meus.

Isabella ele é noivo. N-o-i-v-o. Lembre-se disso.

Minha consciência gritava, mas meu corpo não queria obedecer, meu desejo por ele só crescia.

A bandeja tremia em minhas mãos e era constrangedor o barulho que fazia, bufei e virei às costas para ele, levando a bandeja até o balcão, no meio do corredor.

Edward veio andando atrás de mim e o peguei passando as mãos no cabelo nervosamente.

– Vai querer algo além do café? — Perguntei controlando minha respiração que estava acelerada.

Virei-me para olhá-lo e arfei. Ele estava tão próximo que mais alguns centímetros e nos beijaríamos.

– Sim... Eu quero você, Bella. — Seu hálito quente atingiu meu rosto em cheio, fiquei tonta e mais hipnotizada ainda.

Aqueles lábios vermelhos... Ali, esperando para serem beijados, aqueles cabelos rebeldes, esperando para serem puxados...

– Edward, não. Você é comprometido. — Sussurrei e fechei os olhos, eu não conseguia afastá-lo e muito menos olha-lo e manter o controle.

– Sophia não me desperta um terço do que você faz comigo Isabella, eu gosto de você, do seu jeito, de sua simplicidade, sua beleza e como pensa nos outros ao fazer as coisas. Apenas... Dê-me uma chance.

Senti seus dedos escovando minha bochecha e abri os olhos.

Foda-se, já estou no inferno que abrace o diado! E que diabo maravilhoso.

Em segundos minha boca estava na dele, meu corpo todo se arrepiou. Nunca beijar um cara fora assim!

Eu não conseguia me segurar e nem ele, o beijo estava cada vez mais frenético.

Seus braços enrolaram-se em minha cintura, colando meu corpo ao dele, minhas mãos voaram para suas costas, arranhando sua pele contra o terno levemente, para logo depois subirem até o cabelo e finalmente ter os fios macios em meus dedos.

Sua língua explorava minha boca e eu soltava pequenos gemidos, suas mãos me apertavam e quando seus dentes entraram em contato com o meu lábio, dando mordidinhas, foi o meu fim.

Aqui jaz uma calcinha seca.

O ar se fez necessário e nos separamos arfantes, sem descolar nossos corpos em momento algum.

Eu o olhava tão profundamente que ali tive certeza de que não poderíamos ficar separados.

– Bella, eu...- Ele começou.

– Cale a boca — Eu sorri e juntei meus lábios nos dele novamente, onde ele também sorria.

Suas mãos enfiaram-se entre meus cabelos castanhos e perdi a noção de espaço quando seus beijos saíram de seus lábios e seguiram para meu rosto, descendo para o meu pescoço.

Desiquilibrada andei para trás, até estar encurralada na parede do corredor.

Deus do céu, estamos em um corredor!

Sua boca trabalhava em meu pescoço e suas mordidas faziam-me gemer cada vez mais.

Foda-se o corredor.

Minhas mãos abriam os botões de seu terno quando ouvimos uma tosse totalmente fingida e exagerada.

Nos separamos assustados e bati com a cabeça na parede, arregalando os olhos e olhando para Paulete que segurava o riso.

– Então, o corredor tem câmeras. Desculpe interromper o pega de vocês, mas Alice está lhe esperando Edward.

Passei as mãos pelos cabelos e segurei a vontade de não exibir meu lindo dedo do meio para Paulo, empata foda!

Respirei fundo e andei até a porta de onde era a lanchonete, pegando um novo café para Edward.

Ele me olhava e sorria, eu não conseguia não sorrir de volta.

– Muito bem, depois vocês continuam.

Segurei a pequena bandeja branca em minhas mãos e levei o café para Edward.

– Posso te levar para casa no termino do horário? — Perguntou e experimentou do café, sorrindo e lambendo os lábios em seguida.

Até isso era erótico! Eu não conseguia responder.

– Claro, ela vai! – Paulo respondeu e o agradeci mentalmente.

***

Minha conversa com Paulete fora longa, ele havia se dado muito bem com Alice Cullen.

Ele seria gerente de design, onde trabalharia diretamente com ela, cuidando de coleções, novos lançamentos e novos projetos. Um cargo importante e que eu sabia que ele conseguiria.

Claro, que ele não perdeu a chance de falar sobre o ocorrido no corredor. Ele estava feliz por mim e apenas perguntou o que eu pretendia fazer.

Eu ainda não sabia, mas só tinha uma certeza. Não poderia ficar longe de Edward Cullen.

***

O final do expediente chegou e fui encontrar Edward em sua sala.

O mesmo estava bebendo o café que o levará a alguns minutos atrás e sorriu a me ver entrar.

– Onde está Mary? — Perguntei.

– Foi embora mais cedo, precisava cuidar de alguns documentos para que eu possa assinar amanhã. — Edward pegou seus pertences e me chamou com o dedo para fora da sala.

Andamos até o estacionamento da empresa e ele olhava-me o tempo todo. Bem parece que eu estava aprovada no quesito “Seduzir Edward Cullen”.

Um Volvo prata estava à frente e era um dos poucos carros que ainda tinha no estacionamento.

Ele abriu a porta para mim e agradeci com um murmúrio.

Ao entrar no carro, ele não o ligou como eu esperava.

– O que foi?

– Vai me deixar falar agora? Eu realmente quero me explicar.

Levantei meu rosto de minhas pernas e olhei para seu rosto. Eu não podia correr, não tinha como evitar a atração que Edward e eu tínhamos.

– Tudo bem, fale.

Ele virou o corpo em minha direção e pegou minhas mãos que estavam em cima de minhas coxas.

– Eu realmente sinto muito pelo que lhe fiz, não foi minha intenção enganá-la e sinceramente... Quando estou com você, Sophia é a última pessoa que vem na minha mente. Eu não a escolhi e não a pedi em noivado... Ela foi escolhida por meu pai e eu tive que aceitar. Sophia sabe lidar com a mídia, é rica, bonita e possuiu pais influenciadores dentro do mercado de trabalho. Ela tem esperanças que eu há ame algum dia, mas não posso! Não consigo olhar para ela e sentir... O que sinto, por exemplo, por você. Bella, você me tira o ar, mexe com meus pensamentos, muda minhas ações e me faz rever certos princípios. Eu realmente não consigo ficar longe... E tudo que não queria era magoá-la, porque eu gosto de você. Muito.

Meus olhos encheram-se de lágrimas e as forcei a não deslizar por minhas bochechas.

– Eu... — respirei fundo e empinei o queixo — Lhe dou uma chance. — sorri e me aproximei de seu rosto lentamente, até estarmos finalmente com os lábios colados mais uma vez.

Paulete pov.

Saí da empresa sozinho, Edward iria levar Bella embora. No caminho de volta estacionei em frente à loja de Starbucks e entrei, lá permaneci alguns minutos na fila até que pudesse pagar a conta e sair. Quando finalmente voltava pro carro, algo do outro lado da rua me chamou a atenção, havia um rapaz de estatura alta, moreno, a camiseta branca contornando os músculos do corpo que mesmo a distância era possíveis de serem vistos, apesar dos meus instintos, algo falou mais alto que eu conhecia aquele belo rapaz do outro lado, não conseguia ver seu rosto enquanto ele andava e então resolvi o seguir disfarçadamente para ver se era quem eu imaginava, atravessei a rua a pé e dei rápidos passos, ele virou a esquina e eu fiz o mesmo, ainda alguns passos atrás, as paredes de tijolos eram altas, típicas do bairro industrial, a tarde já se acabava e o sol já não se fazia mais tão claro, quando ele virou a esquina novamente eu pensei em gritar ou simplesmente voltar para o carro e ir embora, mas preferi tentar um pouco mais.

Maldita seja minha curiosidade.

Quando virei à esquina, vi apenas um beco sem saída e a rua continuava apenas longa para a esquerda, mas eu não o vi mais, não havia carros ali, apenas algumas luzes dos postes que já começavam a se acender, as altas paredes encobriam os últimos raios de luz do dia o suficiente para o ambiente parecer estranho, atravessei olhando para os lados, mas eu havia o perdido de vista, droga! Tudo isso para nada!

Segui em direção à única rua que me tiraria do beco, quando ouvi um barulho de alguém, um grito. Corri. E quando virei à esquina, faróis vieram em minha direção seguido por um barulho de pneus que cantavam no chão, senti uma batida e o resto de Starbucks caiu no chão, derrubando a bebida na minha perna e me fazendo sentir uma queimação, meu coração se acelerou com o susto, e minha última lembrança foi que despenquei no chão de frente para os faróis altos que se aproximavam mais.

Notas finais
Notas finais do capítulo SERÁ QUE PAULETE ESTÁ VIVO? QUEM ERA A PESSOA MISTERIOSA? E O CARRO? NÃO PERCAM O PRÓXIMO CAPÍTULO! Para quem não viu o vestido da Bella é esse: http://www.polyvore.com/wont_give_up-isabella_cap%C3%ADtulo/set?id=57121553 Estamos realmente felizes e muito gratos pelo apoio de todos vocês.A cada capítulo novos leitores aparecem e vários comentários chegam. Continuem assim!Isso dá um gás ótimo para escrever e um expectativa muito grande. Queríamos agradecer á duas pessoas especiais: Carol Stew e Shaininha que recomendaram a fanfic! E olha gente,SUCESSO,Em 3 capítulos temos 108 comentários,vocês são demais.Obrigada mesmo. Próximo capítulo dia 1° de setembro. Venham falar com agente no twitter! @lexiifreitas @aTROLLado e @bruh_machado Beijos, Alexia.