Notas iniciais
Tudo certo com vocês? Eu estava super ansioso pra esse capítulo chegar logo, e finalmente vocês vão poder conferir, espero que gostem e DEIXEM REVIEW AQUI NO NYAH, afinal, EU NÃO TENHO MAIS TWITTER,vocês vão me encontrar só em outras redes sociais, qualquer coisa perguntem pras meninas;) ( @lexiifreitas e @bruh_machado )Divirtam-se!

(Cap. 5) Balada boa.

Forcei-me a abrir os olhos, minha visão era escura e embaçada, eu estava estendido no chão, tentei levantar e minha cabeça doía, mesmo assim com um pouco de esforço me pus de pé, olhei para o lado e vi o carro – um camaro amarelo – estava com a porta do motorista aberta e os faróis ainda ligados, estreitei os olhos e não vi ninguém através do vidro.

Senti um toque em meu ombro e um arrepio subiu pela minha espinha, virei-me assustado para ver quem era, ele era de estatura pouco mais alta que a minha, pele morena e cabelo negro como a noite que já havia chego, os olhos estreitos me fitando enquanto eu analisava e descia admirando os músculos de seu corpo sob a camiseta branca e o jeans que usava.

– Você está bem? – o moço misterioso me perguntou.

Avaliei-me fisicamente e mentalmente antes de responder.

– Sim... Mas quem é você? E porque quase tentou me matar?

– Eu? Não, na verdade, vi o que aconteceu com você, por acaso estava me seguindo?

– Na verdade... Estava, me desculpe, mas achei que conhecia você de algum lugar, alguém que eu não via há muito tempo.

– E agora me olhando, tirou sua dúvida?

O fitei.

– Estou confuso.

– Jacob. – ele hesitou — Jacob Black.

– Jacob?! – minha boca se abriu. – O mesmo Jacob que...

– Sim! Quanto tempo, não é mesmo? O destino parece que nos pregou mais uma peça, bom ver você de novo.

Ele riu e eu me desconcertei, como era possível que ele tivesse ficado tão... tão... – faltavam argumentos para caracterizá-lo.

– Mas esse carro é seu? – perguntei.

– Não.

– Então de quem é? Quem quase tentou me matar? Me diga porque eu quero...

– Minha mãe.

– O que? Então também é seu, tecnicamente, e onde ela está? Porque meu assunto com ela será bem diferente.

Virando o beco e vindo em nossa direção, uma mulher caminhava com um copo de água na mão, analisei-a, desde o salto que batia no concreto da rua fazendo um tec-tec irritante, e subindo para o seu rosto, para minha surpresa.

– Vaca velha! Foi você?! – ela parou ali com a expressão culpada e olhos arregalados, era Mary.

– Acalme-se, foi um acidente, eu juro que eu não te vi, eu estava seguindo meu filho e você entrou na frente do carro rapidamente, não consegui frear a tempo.

A raiva impedia que eu processasse o que ela dizia.

– Você quase me matou! – eu a acusei.

– Quase... Mas não matei, poupe meu arrependimento. – ela parecia bufar.

Me controlei para não pular em seu pescoço, olhei para Jacob parado ao meu lado para tentar distrair meus maus pensamentos. Ela pegou o celular no bolso e se afastou enquanto discava alguns números.

– Porque ela está te seguindo? – perguntei a ele, confuso com a ideia.

– Digamos que ela desconfia que eu esteja fazendo algo errado nesses últimos tempos...

– E você está?

– Conhecendo a visão que ela tem, digamos que sim.

Antes que eu pudesse perguntar mais alguma coisa, ela virou a esquina vindo nos encontrar novamente, dessa vez, Bella e Edward a seguiam, Bella acelerou os passos vindo em minha direção.

– Ah meu Deus, está tudo bem com você?

– Estou bem. – afirmei — Acho que foi só um susto.

Bella olhou para o lado e viu Jacob, para a minha surpresa, ela o reconheceu, confesso que me envergonhei por ter sido o único mais desligado do vínculo que criamos quando estávamos no orfanato há longos anos atrás.

Eu fiquei encostado na frente do camaro amarelo de Mary enquanto eles conversavam por um longo tempo, Edward, assim como todos, se ofereceu para me levar ao hospital, mas eu recusei, eu estava completamente bem agora, recomposto, mas ainda olhava Mary de cara emburrada e ela desviava o olhar sem jeito.

A noite estava fria e nuvens encobriam a estrelas no céu, só estávamos nós no local.

– Aqui está meu telefone. – disse Jacob me entregando um pedaço de papel cortado com um número, e outro papel para Bella. – Acho que temos muito que conversar, se quiserem, podemos marcar algo nesse fim de semana, o que acham?

– Claro! – respondi de imediato, olhei-o e pensamentos pervertidos me inundaram, Bella concordou.

– Vamos pra casa? – Mary disse à Jacob, ele concordou, se despediu de nós e entrou no banco do passageiro. – E você, — ela agora se dirigia a mim – Novamente peço desculpas, juro que não foi minha intenção.

Apenas balancei a cabeça, eu poderia culpá-la disso todos os dias, ou poderíamos conversar em outro momento, mas agora eu estava exausto e só precisava ir embora daquele local.

Bella dirigiu meu carro e fomos para o apartamento, Edward nos acompanhou até lá para certificar de que ficaríamos bem, desci do carro e enquanto subíamos pelo elevador observei o meu reflexo, eu estava desarrumado e havia esquecido algo no beco: minha sanidade. Meus pensamentos sobre Jacob subiam como o elevador, e o meu maior medo era despencar numa decepção.

Edward POV

Cheguei à empresa cedo, sabia que Bella ainda não havia chegado, mas não conseguia mais ficar em casa, a vontade de vê-la era maior.

Bella havia me dado uma segunda chance, um segundo voto de confiança, e eu faria de tudo para não decepcioná-la novamente, faria com que nós déssemos certo.

Subi para a minha sala com a aura mais leve e feliz que já tive na vida, o sorriso em meus lábios parecia ter vontade própria, como se quisesse ser emoldurado lá.

Eu não sabia exatamente que horas eram, mas sabia que logo Mary chegaria com minha pauta do dia... E foi nesse momento que ela adentrou a sala.

– Ouvi os funcionários dizendo que havia chegado cedo. — disse ela indiferentemente com as pastas nas mãos.

– Bom dia pra você também Mary. – disse pegando as pastas que ela me entregava.

Ela cruzou os braços de frente para mim e ficou olhando os papéis que eu remexia.

– Temos um problema. — disse ela calmamente enquanto eu analisava uma maldita revista que estampava a minha foto na capa.

– Que diabos é isso?! – rosnei enquanto lia a manchete.

– Isso é o que eu chamo de ‘estamos ferrados’. Não sei como conseguiram isso, mas conseguiram, eles são realmente uns filhos da puta. Seu pai não vai gostar de saber que seu filho está tendo um affair com uma copeira e que isso pode, provavelmente, prejudicar a empresa!

– Que droga, Mary! Você realmente sabe melhorar a situação! – disse entre dentes enquanto procurava por mais notícias com meu nome nelas.

– Só estou sendo realista. Você já sabe que está fodido, eu só estou aqui para relembrar.

– Mary, cale a boca... — fui interrompido pelo som do telefone tocando. Eu e Mary ficamos tensos encarando o aparelho até que depois de um tempo eu a olhei, ela suspirou e o pegou.

– The Cullens, escritório do Sr. Cullen, quem gostaria de falar? – ela olhou para mim esperando a resposta do outro lado da linha. – Senhorita Dannver... — falou pausadamente de olhos arregalados. — Em que posso ajudá-la? Oh, Edward? – arqueou uma sobrancelha enquanto eu sinalizava um ‘não’ freneticamente. – Desculpe senhorita, mas ele não chegou ainda... Tudo bem, eu o aviso. — terminou, desligando o telefone. — É, você realmente está fodido. – disse ela fazendo uma cara de ‘pois é’ enquanto eu gemia.

***

A manhã se passou com a porcaria do telefone tocando sem parar, ora sendo alguém da imprensa, ora sendo Sophia querendo as minhas explicações. Há essas horas, Mary já berrava e xingava quem quer que tenha inventado o telefone e eu estava com a cabeça pronta para explodir.

– Edward! — ouvi a voz estrondosa de meu pai entrar em no escritório. — O que isso significa? — disse Carlisle, jogando a revista com raiva em cima da mesa.

– Pai, acalme-se, não tem porque ficar nervoso. — tentei ser passível.

– Como não Edward? O que é isso? Um caso com a copeira? Onde é que você está com a cabeça para fazer isso com a sua família? – esbravejou ele.

– Não estou fazendo nada com ninguém! E para ser sincero, estou com muito trabalho para cuidar pai, então se me der licença, eu lhe agradeço.

–Tudo bem Edward, sei que vai ajeitar toda essa história e nos manter instável. — disse duramente, como um lembrete. Ele saiu da sala rapidamente e eu me sentia cada vez mais pisando em areia movediça.

Ao mesmo tempo em que minha cabeça estava ponto de explodir, eu me preocupava se Sophia largaria sua viagem para vir atrás de mim. Meu celular ficou desligado, e o som do telefone tocando era a sinfonia desconcertada mais irritante durante todo o dia.

***

Bella POV

O dia tinha chegado ao fim e tudo o que eu havia conseguido era trocar algumas palavras com Edward quando ia a sua sala levar o café. Estava uma correria na empresa e eu não sabia o porquê, tentei perguntar para alguns funcionários, mas nada consegui. Tudo o que eu sabia era que estava deixando todos muito nervosos.

Depois de me encontrar com Paulete para irmos em bora, o doido me arrastou para o shopping e me levou a uma loja de lingerie e me fez pegar uma peça mais absurda que a outra.

– Paulete, eu realmente não sei por que compramos todas essas coisas. — eu disse, olhando para as várias sacolas que ele me obrigou a comprar.

– Ô bicha burra, é claro que sabe! — disse revirando os olhos. – É para aproveitar com o trakinas de limão. — disse fazendo uma cara maliciosa e dando uma piscadela.

– Paulo! — o reprovei indignada. –Eu não vou usar essas coisas exageradas, eu nem estou em forma para usá-las! Elas são muito ousadas e tem coisas que prefiro esconder...

–ISADORAPINTO! Toda santa mulher tem celulite, isso não é motivo para se envergonhar, o homem deve amar a mulher como ela é, a perfeição não existe, mas se aprimora.

Olhei-o espantada.

– Paulete... Está virando homem? — disse de olhos arregalados.

– O QUÊ?! Homem eu nunca deixei de ser, é só que, você sabe! E não, sua loca! Xô,xô,xô! — disse esfregando os braços sofregamente. — Eu só disse a verdade sua vaca louca, da próxima vez, eu te deixo com a tua depressão feminista!

– Ok. Desculpe, você sabe que eu te amo. — disse batendo os cílios teatralmente.

– Rumft... Não tem como eu ficar bravo com você ISADORAPINTO. — disse ele desfazendo a careta zangada e me abraçando, retribui o abraço rindo.

– Bom, já fizemos as nossas compras, é melhor irmos agora. Está ficando tarde.

– Sim, mas antes vamos à banca, porque quero comprar minhas revistas. — disse fazendo um biquinho e se virando rumo a banca de jornais.

Enquanto ele entrava para procurar as ‘suas’ tais revistas, fiquei olhando as que estavam do lado de fora e foi quando eu vi o rosto de Edward estampado em uma delas. Peguei a revista e meus olhos petrificaram nas grandes letras destacadas na capa que diziam que ele estava tendo um affair com a copeira da empresa. Ou seja, eu.

Corei e senti que estava suando frio, eu me negava acreditar que aquilo estivesse acontecendo.

***

Depois da tarde turbulenta, muita coisa ainda estava confusa pra mim, eu não havia conseguido muitos esclarecimentos, e a noite já havia chego, junto com ela, toda a empolgação – que eu não tinha – ao contrário de Paulete.

– Não, não, não! Nem pensar que eu vou ficar aqui em plena sexta-feira com os bofes escândalos soltos por aí e você com esse astral de bruxa velha. Nós vamos sair! — disse Paulete decidido batendo o pé no chão.

– Paulete, eu realmente não estou afim de sair hoje. — disse sem animo sentando no sofá.

– Bella, só porque você apareceu em uma revista não quer dizer que pode ficar chata! — irritou-se ele fazendo um biquinho.

– É justamente por isso, Paulete! Isso pode trazer problemas para Edward e bom... Ele ainda é noivo, não é?

– Bellinha, você tem que parar de ficar triste com essas coisas. — disse sentando do meu lado e colocando as minhas mãos nas suas. – Isso é a rotina de Edward, esse povo recalcado da mídia sempre vai fazer de uma coisa pequena, parecer uma coisa grande, sempre vão distorcer os fatos, a verdade. Então, já que você será a próxima Sra. Cullen terá que se acostumar com isso! — disse ele apertando as minhas bochechas e dando tapinhas nelas. Suspirei, ele tinha razão.

– Tudo bem, vamos. Acho que preciso mesmo sair para me divertir. Vai que você acha um bofe escândalo, não é mesmo?

– Acho brilhante! -disse com os olhos brilhando e dando palminhas de animação.

– Você é mesmo um tarado! — disse rindo. Ele se postou ao meu lado, me lançou um olhar sedutor e deu um tapinha em minha bunda.

– Sempre. — disse e saiu rebolando até seu quarto, me deixando gargalhando na sala.

Paulete escolheu nossas roupas e como sempre, ele acertou em tudo.

Ele escolheu para mim uma saia preta acima dos joelhos, com um detalhe puxado para o lado e uma blusa brilhante de mangas longas, na cor nude. Acompanhou com sapatos de salto alto brilhantes e uma bolsa de mão também nude. Olhava-me no espelho e sorria olhando a roupa.

– Assim eu vou ficar mal acostumada, sabia? E vou começar a gastar em roupas o dinheiro que eu não tenho. — falei enquanto Paulete terminava de me maquiar e fazer meu cabelo.

– Pelo amor Bella, pare de reclamar! Você está muito gata... –disse bagunçando meus cabelos. — E sexy.

– Não era para me deixar bonita e não descabelada? — arqueei uma sobrancelha. Ele suspirou irritado e me virou pro espelho. — Ok. Eu retiro o que eu disse.

– Sabe, você tem que confiar mais em mim. Não tenho culpa se você tem problemas com a moda.

– Você sabe que confio, mais do que qualquer outra pessoa.

– Você não vai me fazer chorar agora Isabella, temos uma festa para ir e temos que arrasar! — disse piscando os olhos rapidamente e empinando o nariz me fazendo rir.

Pegamos o carro e fomos para a boate, tinha muita gente do lado de fora e era quase desanimador, mas Paulete conseguiu com que entrássemos numa boa.

Meus olhos se arregalaram com o tamanho do lugar, de fora não parecia tão grande. Estava abarrotado de gente e a música alta contagiava qualquer um.

Paulo sorriu e nos guiou até uma mesa lateral, onde uma mulher de cabelos curtos e lisos estava, assim como também, outras mulheres.

Eu o segui sem dizer nada e suspirando ao ver a alegria das pessoas. Eu queria entrar no clima, mas não conseguia.

A situação de Edward me preocupava, ele é noivo, é visado pela mídia e tem um patrimônio a zelar. Seu caso comigo podia atrapalhá-lo muito.

– Bella, por favor, levante esse astral, não pense na revista, esqueça-se do mundo por pelo menos algumas horas. — Paulo segurava minhas mãos e vi em seus olhos, que ele não aguentava me ver daquele jeito.

Suspirei e prometi a mim mesma que iria tentar me divertir.

– Vou tentar, prometo. — Larguei suas mãos e beijei meus dois dedos, em sinal de promessa.

Levantei minha cabeça e percebi que a mulher de cabelos curtos me olhava intensamente e sorrindo. Eu a conhecia de algum lugar...

Para minha surpresa a mulher levantou e sentou-se ao meu lado.

– Você é a Isabella, estou certa? – Sua voz suave combinava perfeitamente com a sua fisionomia.

– Sim — Sorri amigável e estendi minha mão a qual ela aceitou prontamente.

– Sou Alice, irmã do Edward — Meus olhos se arregalaram e minha boca ficou seca. Por isso eu a conhecia! — É um prazer conhecê-la. Ele fala de você o tempo todo!

Eu sorri automaticamente com o pensamento de Edward pensando e falando sobre mim para outras pessoas.

– Ah, é um prazer conhecê-la também e muito obrigada pela chance que deu ao meu amigo.

– Chance? Não largo mais ele, se depender de mim trabalharemos juntos por muitos anos, as ideias de Paulo são tão surpreendentes!

– É bom saber disso – eu ri – Ele merece.

– Assim como você também merece uma chance Isabella... — Ela disse mais calmamente.

– Chance de que? — Arqueei as sobrancelhas.

Uma nova música tocava e ouvi o grito de Paulo animadíssimo.

– De fazer meu irmão feliz, aquela noiva dele não presta... Ninguém acredita em mim! — Disse frustrada, aproximando-se mais, para que a música não atrapalhasse nossa conversa. — Eu vejo como ele fala de você... Os olhos brilham, um sorriso bobo aparece. Está apaixonado.

Fiquei paralisada com as palavras de Alice, Edward apaixonado por mim? Isso seria mesmo capaz? Um empresário de sucesso, lindo, bem sucedido... As mulheres tiram as calcinhas ao menor olhar dele, poderia ter qualquer uma. Porque me escolheria?

– Sei o que está pensando, ele diz que você é diferente... E se depender de mim vocês terão um final feliz!

Isso era um claro sinal de apoio da parte de Alice. Eu que sempre pensei que sua família seria totalmente contra algum possível relacionamento entre nós dois.

– Obrigada Alice, eu também quero que dê tudo certo... Só tenho medo de atrapalhá-lo.

– Besteira, você está fazendo exatamente o contrário.

Olhei-a bem e sorri. Ela conseguira melhorar meu humor e também me deixar mais calma.

– Um outro detalhe é que você é bem mais bonita que aquela maluca, vai fundo garota, meu irmão está de quatro por você. — Piscou e riu e eu acompanhei.

Alice não saíra mais do meu lado e começamos a conversar sobre variados assuntos, tínhamos gostos parecidos e mais uma vez eu estava surpreendida como alguém tão rica e fina poderia ser tão legal. A primeira vez que eu pude conversar com ela tão bem. Não havia um sinal de falta de humildade. Ela me olhava de igual para igual.

Vi de canto, Paulo saindo da mesa e indo atender seu telefone. Dei de ombros.

– Ah, nem fala eu ri tanto das fotos que saíram de vocês dois. — Alice continuou a falar, e eu ria e a respondia animada. Eu gostava dela. — Queria ser uma mosquinha para ver a cara da pirada!

Senti uma mão em um ombro e Paulete estava com um sorriso.

– Edward está vindo pra cá! — Disse para Alice e eu.

Uma alegria enorme me tomou. Agora eu estava ansiosa.

– Porque ele não me ligou? – perguntei.

– Olhe seu celular. – ele me fitou com reprovação.

Tentei ligá-lo e nada, bateria descarregada.

***

Alice me arrastou para a pista de dança e rimos quando olhares masculinos se voltaram para nós.

Bebemos e em meio a conversar até que senti uma mão deslizar por minha cintura. Eu me preparava para dar um soco no cara atrevido quando senti seu cheiro característico. Edward.

Virei-me e lá estava ele, com um sorriso de tirar o fôlego, o rosto meio ocultado pela escuridão do lugar.

– Finalmente lhe achei. — Ele se aproximou, colando seu corpo ao meu e cheirando meu pescoço. — Estava com saudades.

Tremi e gemi baixinho quando ele começou a morder meu pescoço levemente.

– V-você... Está bem? — Perguntei falando alto e perto de seu ouvido para que a música não atrapalhasse. Suas mãos fortes apertavam minha cintura e seu quadril começou a se movimentar com o meu no ritmo da música. Eu estava em chamas.

– Estou ótimo, acompanhado da mulher mais deliciosa e linda da boate.

Sorri e o afastei um pouco, para logo depois puxá-lo para mim. Juntando nossos lábios.

A música mudou e nos movimentávamos mais rápido, hora se beijando ou trocando carinhos.

Ouvi a cantoria de Paulete e ri, sabia que conhecia aquele som de algum lugar. Toda semana ele perturbava nossa vizinha, dona Gilda com essa música.

– Bellaaaaaaaaaaaaa, é a música da Xanaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! – ele gritava tão alto que atraia olhares de quase todas as pessoas em volta, se aproximou e puxou Alice para dançar com ele. Edward e eu ríamos.

Eu sorria sem parar e Edward me acompanhava, jogamos as mãos pro alto continuando a dançar juntos.

***

Depois de algumas horas estávamos exaustos e sentados na mesa. As amigas de Alice haviam ido em bora e o papo rolava solto entre nós quatro.

Até que Paulete sentiu a necessidade de beber, segundo ele, estava sóbrio demais.

Paulete pov.

Levantei-me e fui atrás de bebida para todos, estava tentando gravar o que cada um pediu para não errar em nada, quando o vi.

Ombros largos e fortes assim como seus braços. Uma camisa preta e colada escondia o resto do monumento. Calças Jeans meio justas nas pernas e nas coxas e na bunda mais apertada... Esqueci de como se respirava.

Preparei-me para ver o rosto que deveria ser glorioso. Então ele virou e eu arquejei, só poderia ser o destino.

Jacob estava bebendo um drink de morango e arregalou os olhos quando me viu, sorrindo logo em seguida.

– Paulo! — Disse alto para que eu ouvisse além da música.

– Jacob, uau... — Falei e me aproximei abraçando-o demoradamente. E ele retribuiu na mesma intensidade.

Levantei os braços como se estivesse curtindo a música, mas na verdade eu estava agradecendo pelo destino ter nos unido ali.

– Veio curtir a noite? E aí, ficou tudo bem depois de minha mãe quase te matar acidentalmente? – Quase torci o nariz com ele chamando a Xuxa velha de mãe, mas eu não podia fazer nada.

– Estou novo em folha! Está sozinho? – Perguntei apoiando-me em seu ombro para chegar perto de seu ouvido.

– Estou! Meus amigos resolveram ficar em casa hoje e você?

– Com a Bella, e mais um pessoal!

Pedi a bebida e Jacob me esperou pacientemente, ajudando-me a segurar todos os copos e levar para mesa.

Bella estava agarrada no trakinas de limão, mas assim que viu Jacob saiu dos braços dele e levantou para recebê-lo.

Os dois se animaram em uma conversa e vi Edward torcendo o nariz para a cena. Ele sabia quem era Jacob, mas pareceu não gostar da ideia de Bella com outro homem.

Jacob volta e meia virava-se para me olhar e minutos depois pediu licença para ir ao banheiro.

Lancei um olhar para Bella – aquele de quando eu iria colocar um plano em ação – e ela me retribuiu com um olhar de dúvidas, pude ler seus lábios dizerem “Não. Pense bem.” Eu ri e a ignorei partindo pro meu plano.

Observei Jacob indo em direção ao banheiro masculino e o segui, não estava cheio, silencioso o bastante, dei uma olhada em meu cabelo e ajeitei a gola da camisa, ele deveria estar em uma das cabines, esperei disfarçando no espelho enquanto lavava demoradamente minha mão sem ao menos ter feito xixi, era só uma tática.

Ouvi a porta dele abrindo e rezei para não quebrar nenhuma parte do meu corpo enquanto fingia escorregar a cair “acidentalmente” no chão sujo e frio do banheiro. Eca. O barulho foi enorme. Jacob arregalou os olhos, preocupado, enquanto eu fingia um gemido de dor e permanecia ali, ele deu dois passos rápidos e me estendeu a mão – ainda não lavada. – os músculos se contraiam em sua camisa branca colada, estava tudo caminhando como o esperado.

– Você está bem? – ele perguntou com ar de preocupação.

– Não. – menti – Ah, que horror! Preciso ir embora logo, me sinto como se eu fosse desmaiar. – exagerei um pouco, talvez objetivo demais.

– Quer que eu te leve? – ele parecia sincero ao querer me ajudar.

As coisas estavam saindo melhor do que eu pensava.

– Por favor?! Acho que não consigo dirigir, mas pegue as chaves do carro com a Bella, está bem?

– Não precisa, estou com meu carro, acho que não devemos atrapalhá-la, eu já estava mesmo indo embora, posso te deixar no apartamento.

– Tão... Gentil. – agradeci, agora já em pé, me apoiando na parede. Drama era fundamental.

Saímos do banheiro, eu estava com a mão na cabeça como se houvesse a possibilidade de haver um galo ali em alguns minutos, Bella nos viu e veio até nós.

– Você está bem, Paulete? – ela parecia preocupada, mas ela sabia, ou quase, que era armação minha.

Jacob explicou a ela o que havia acontecido e se despediu dizendo que eu ia com ele, ele avançou para a porta onde eu logo o seguiria.

– ISSO? Isso era o seu plano! Você é um cafajeste! – ela tentava esconder o riso – Tenho pena de Jacob.

– Sei disso, até logo, Bella... ou melhor... Atrase um pouquinho. – soltei um riso e me virei indo para a porta e saindo da fumaça e música abafada daquele local.

Não demorou muito para que chegássemos ao apartamento e ele me acompanhou até lá dentro para se certificar de que estaria tudo bem, fechei a porta atrás de nós e ele se sentou no sofá grande e branco que ocupava a maior parte da sala.

– Belo apartamento, vocês estão morando aqui há muito tempo? – ele perguntou

– Obrigado, eu mesmo quem decorei, digamos que já faz alguns anos sim, Bella é como minha irmã, não me vejo sem ela, e foi bom você ter aparecido, sentimos sua falta... Está tão... Diferente. – era mais do que uma observação, era um elogio.

Ele riu e concordou.

– Talvez, parte corporal? Apenas meu emprego de treinador da equipe de natação, mas ainda sou a mesma pessoa, foi bom reencontrar vocês dois também.

– Treinador? Interessante, vamos lhe visitar um dia desses.

– Por favor – ele disse, avançou para a cozinha e se sentou em uma das banquetas apoiando o braço no balcão.

– Quer alguma coisa? – perguntei ao chegar na cozinha, do outro lado do balcão.

– Talvez uma água... Você... – O quê? Meu coração disparou e meus olhos se arregalaram agora dentro da geladeira que estava com a porta aberta, olhei pra trás em choque, quase derrubando a jarra d’água. – Você... Tem um gato?!

Ah, era isso. Meu coração desacelerou. Percebi um riso malicioso em seus lábios grossos.

– Sim, na verdade uma gata, Xana. Mas o nome soa um pouco demais então às vezes a chamo de Xaninha, ou Xaninha Xoxota de Mel, acha exagerado?

– Acho! – ele riu. – Não gosto.

– Não gosta de Xana? – deixei que ele interpretasse a pergunta como quisesse.

– Não! Não gosto muito de gatos.

Hm. Interessante.

– Desde quando tem Xana? — ele me perguntou e eu assustei quase derramando a água que colocava nos copos.

– Desde que vim morar com a Bella, no começo era mais fácil, mas aí os pelos, é... Xana me dá alergia...

– Pois a doe. – ele sugeriu

– Não! É minha Xana, minha única ligação com... Isso, não posso abandoná-la. – fiz cara de dó.

Ele riu da minha resposta e eu ri junto.

– Você continua o mesmo, e com o mesmo bom humor.

– É, talvez. — concordei – Um pouco mais gostoso, admito. – me engrandeci.

– É, belo corpo também.

Uau. Ponto pra mim!

– Usa anabolizantes? – ele me perguntou levantando uma sobrancelha.

– Sim, como é nome mesmo, começa com “S”...

– “Stronger Body”? – ele sugeriu a opção.

– SEXO. – eu lhe respondi e ele riu engasgando com o gole d’água. – É claro que não uso, sou contra isso, e você?

– Também não, horas na academia e meu emprego me resultam nisso, estou bem.

E estava mesmo, um calor correu pelo meu corpo ao olhá-lo de novo.

De três coisas eu estava convicto. Primeira, Jacob evoluirá e estava gostoso pra caralho. Segunda, havia uma parte dele -e eu não sabia que poder essa parte tinha — que não gostava de Xana. E terceira, eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonado por ele... E claro, I wanna see your peacock.

Ele colocou o copo vazio em cima do balcão e voltou para o sofá, colocando uma almofada no colo, estaria escondendo uma excitação? Balancei a cabeça para minha ideia pervertida demais e fui me juntar a ele sentando ao seu lado e ligando a tv, “Vamos Falar de Sexo” estava sendo exibido, fingi não olhar e deixei naquele canal mesmo, em baixo volume. Ele olhou pra tv e disfarçou mexendo no cesto de revistas ao seu lado. Droga! Ele iria encontrar... Tarde demais. Ele tirou uma revista gay do monte e a observou, eu o olhei assustado.

– Ei, coloque isso lá, ou vai querer olhá-la também? – e parti pra cima dele para tirar a revista de suas mãos, ele riu e levantou o braço com a revista, apoiei uma mão em seu peito – forte – e me joguei pra cima para tentar tirar da mão dele, sem sucesso, ouvi um barulho, eu havia pisado em Xana, tirei o pé rápido e assustado, mas, cai no colo de Jacob, minha mão forçou “naquilo” sobre o jeans dele, ele franziu a testa, meio vesgo talvez. – Me desculpe! – pedi preocupado.

– Não, tudo bem! Está bem pra você? – ele me perguntou e vi o mesmo riso pervertido em seus lábios, ele me encarava e eu o olhava, ele continuava sentado, e eu deitado com parte do troco em seu colo. Se eu estava bem? Melhor impossível! Seu rosto foi se abaixando, custei a acreditar no que ele ia fazer, meu coração pareceu parar, coloquei uma mão em seu abdômen sobre a camisa, sua respiração foi chegando mais perto e eu me arrepiei, plano perfeito. Seria agora, fechei os olhos.

Um barulho de passos me fez abrir os olhos novamente, senti a fechadura mexer e me coloquei de pé olhando pra porta. Ah, Não! Droga! Bella havia chegado... E estragado tudo.

Notas finais
Eu espero que tenham lido as notas inicias, Paulo NÃO tem mais twitter por isso qualquer comentário agora é comigo e com a Bru. ( @lexiifreitas e @bruh_machdo ) Ah, mas nós três temos ask http://ask.fm/lexiifreitas / http://ask.fm/PauloBueno / http://ask.fm/Ibeliveinrobsten Deixem muitos comentários para gente por aqui,ajuda muito a escrever os próximos capítulos hehe' E agradecemos por todos que estamos recebendo ♥ Até o dia 8! Com mais um capítulo polemico. haha Beijos.