I Wont Give Up
6 Mar em chamas.
Notas iniciais
(Cap. 6) Mar em chamas.
Bella POV.
Depois do plano de armação que Paulete fez para cima do Jacob e os dois terem ido para casa. Eu, Alice e Edward ficamos conversando, os dois realmente tinham uma química ótima de irmãos. Edward não parou de me tocar desde que chegou, quando não estávamos nos beijando ou dançando, ele sempre olhava para mim com ternura, fazendo Alice nos achar grandes melosos apaixonados e nos fazer rir disso.
Depois de um tempo resolvemos ir embora da boate cheia e fiquei surpresa quando Edward me convidou para ir a sua casa. O problema mesmo foi quando colocamos nossos pés para fora da boate... Havia um rebuliço de fotógrafos nos marcando em closes e certamente, no dia seguinte já estariam nas bancas de jornais. Desanimada e preocupada com aquilo, apenas pedi para que Edward me levasse para casa.
Depois de nos despedirmos com um grande beijo que me tirou o ar, subi para o meu apartamento cansada e cheia de pensamentos. Foi ai que descobri que tinha esquecido de algo importante...
– Oh meu Deus! Ok. Eu nunca estive aqui, já estou indo embora! — disse já me voltando para a porta. O olhar de Paulete me dizia que eu havia estragado alguma coisa importante e que com certeza mais tarde iria me matar.
– Indo embora pra onde sua louca?!Você mora aqui! — ele me fuzilava com os olhos. Senti um arrepio na espinha imaginando o que viria depois.
– Tudo bem Bella, relaxa. Eu já estava indo embora, é tarde. — disse Jacob se levantando do sofá com um sorriso, ele estava achando a situação engraçada... Minha morte não seria engraçada!
– Oh não, por favor, fique. Eu estava indo pra casa de Edward, eu só vim... — tentei pensar em alguma coisa rápido para me livrar da cova. — Só vim pegar meu travesseiro! É! Isso! Sebe, eu não durmo bem sem meu travesseiro, ele tem... Algo... Especial, podem continuar... O que quer que estivessem fazendo. — engoli em seco terminando de cavar minha cova.
Jacob riu e Paulete estava vermelho me olhando com uma cara de ‘que porra de história é essa?’. É, eu definitivamente estava morta.
– Não, sério Bells. Eu preciso ir. — disse Jacob sorrindo, colocando uma mão em meu ombro. Sorri de volta, há muito tempo não me chamavam de Bells.
– Tudo bem, mas agora você já sabe onde moramos. Venha nos visitar mais! — disse-lhe o abraçando.
– Pode deixar. — disse retribuindo o abraço e se virando para Paulete que estava com um biquinho triste.
– É para vir mesmo! Se não, vou atrás de você! — disse Paulete abraçando Jacob... Exageradamente. Segurei a vontade de rir.
– Sei que vai. — disse indo para a porta. — Boa noite, pessoal.
– Boa noite, Jacob. — murmurei antes de fechar a porta.
– Ai Minha Nossa Senhora Dos Bofes Escandalosos!- disse Paulete desabando no sofá.
– Me conte tudo! — fui empolgada pro seu lado.
– Contar? Contar o quê?! Você chegou bem na hora que eu faria algo para ‘contar’! — disse se virando irritado para mim e me jogando uma almofada. — Eu já estava até vendo os fogos de artifício e escutando os sinos tocarem... — disse sonhador imaginando cenas invisíveis. — E ai você chegou para estragar o sonho da plebeia! — me tacou outra almofada com força.
– Ai, isso daqui virou uma guerra de almofadas agora? Porque eu acho que estou perdendo. — Suspirei derrotada. — Desculpe, eu me esqueci completamente que você e Jacob estavam aqui.
– O que aconteceu? O senhor gostoso trakinas de limão não conseguiu dar jeito em você? — ele me conhecia bem e sabia quando as coisas não estavam em seus devidos lugares.
– Ele me convidou para ir à casa dele e eu aceitei, mas quando saímos da boate um bando de paparazzis nos cercou e eu achei melhor vir embora. — Seus olhos brilhantes passaram para um rosto carrancudo.
– Aquele bando de urubus pobres... — falou entre dentes estreitando os olhos.
– Mais uma capa de revista... — suspirei tristemente me esparramando no sofá. Xana que estava por perto veio para o meu colo e comecei a lhe fazer carinho, passando meus dedos entre os pelos da Xana.
– Bem, ânimo! Porque eu tenho um super, hiper, mega bafo para contar! — disse animado novamente com seus olhos brilhando.
– O que você fez com o pobre do Jacob? — disse soltando um riso, Paulete sempre sabia como me animar.
– Bom, você chegou bem na hora que eu ia fazer alguma coisa com ele né, mas tudo bem. — falou rapidamente e depois respirou fundo me olhando fascinado. — Eu acho que o Jacob é gay! — solto rápido.
– O que? — me engasguei sentando rápido e quase derrubando Xana do meu colo.
– É isso mesmo que você ouviu, tivemos uma conversa bem estranha e eu fiquei desconfiado, e bem quando eu ia tirar as minhas dúvidas... Você chegou! — ele iria ficar me lembrando disso até a minha morte.
– Ai meu Deus... — falei pausadamente ainda não acreditando. — É agora que você não larga mais dele! — explodi em uma gargalhada e ele começou a rir junto comigo.
– Nunca mais!
Edward POV.
Ouvi o barulho da porta e olhei no relógio que marcava oito e meia da manhã, quem raios estaria em minha porta a essa hora?! Pelo amor de Deus, era sábado!
Irritado com as batidas insistentes, levantei já pronto para descer os cachorros em quem quer que estivesse na porta. As batidas não paravam, mas que porra era aquela?
– Já vai! — gritei irritado, abrindo a porta com um baque.
– O que é isso Edward? — Sophia bateu com uma revista em meu peito e entrou no apartamento. Olhei a revista e claro, estava com uma foto minha e de Bella saindo da boate. — Eu estou tentando falar com você há dois dias e você não me atende! Tenho que ficar falando com aquela Mary enquanto você e sua vadia se divertem as minhas custas! O que está achando? Eu viajo e você fica curtindo sua piranha?
– Não a chame assim! — me ofendi com a sua referência a Bella. -Ninguém está se divertindo à custa de ninguém.
– Você está defendendo aquela puta? Edward, sou a sua noiva. Você me deve explicações! Você NÃO pode ficar de casinhos por ai... Ainda mais públicos e pra onde vai a minha reputação? E a da empresa? Eu não basto pra você?
– Sophia, nós temos muito que conversar então se acalme! — disse já me irritando.
– ME ACALMAR? Você me trai, eu estou esperando há dias você dar sinal de vida e quando eu venho aqui disposta a esquecer de tudo e continuar nosso relacionamento na santa paz, você defende essa piranha... Olha bem pra mim Edward, eu sou a sua mulher.
– Eu ia te procurar, Sophia eu não quero mais nada com você. Chega de noivado, de amor falso... Isso nunca foi real. NUNCA! — Se passaram alguns segundos com Sophia absorvendo as minhas palavras até ela vir correndo em minha direção e começar a bater.
– Você. Não. Vai. Me. Deixar! — ela berrava entre os socos que dava em meu peito.
– Sophia! Pare com isso! — Gritei segurando seus pulsos. E como um sopro de bom senso tinha passado repentinamente por ela, ela se recompôs.
– Oh Edward! Me desculpe, me desculpe! Oh meu amor, eu te amo tanto! Tudo bem, nós vamos dar uma volta nisso tudo e voltarmos a ser unidos como éramos, vai dar tudo certo, aquela vadia não pode nos afastar, ela não pode... — disse me abraçando e me beijando o meu peito onde havia batido. O que havia acontecido com ela? Perdeu os sentidos, o amor próprio? — É sexo que você quer? Tudo bem, podemos transar quantas vezes por dia você quiser e...
A interrompi, afastando seu corpo do meu.
– Sophia, você é uma ótima mulher, pode arranjar todos os homens que quiser, mas... Eu nunca te amei e eu sei que você sabe disso, não é burra. Sabe que nosso noivado era à base de nossos pais, que era tudo arranjado, que era apenas para manter as aparências... Desculpe-me por te ter feito perder tanto tempo comigo e com esse noivado “falso”. — Disse tirando seus braços das minhas costas e olhando em seus olhos. — Eu finalmente achei alguém certa para mim e você também irá achar o seu. — Eu a entendia, afinal errei com ela também por não ter lhe contado sobre Bella e por não ter terminado isso antes que começasse. Eu a devia.
– Não, Edward... Não! Você não pode fazer isso comigo, com a gente! Ela é só mais uma vadiazinha, você sabe disso, nós vamos ficar juntos meu amor, eu te amo. — disse pálida, voltando a me abraçar. Ela não chorava, nem esperneava, apenas olhava tudo com calma como se fosse uma grande loucura da minha cabeça, ela estava com um físico de... Louca?
– Sophia... Você está bem? Quer que eu à leve para casa? — em todo esse tempo que ficamos juntos, ela nunca havia ficado assim antes, não era de seu feitio se comportar como uma louca carente. Sophia era uma mulher forte, que aparentava poder e segurança.
– O quê? Não, eu estou bem, eu só... — disse piscando os olhos confusa. — Tenho hora marcada no cabelereiro, te vejo depois amor. — pegou sua bolsa, me beijou de leve nos lábios e saiu como se nada tivesse acontecido.
Depois de muito pensar sobre a sanidade mental de Sophia e se ela realmente havia entendido que nós não éramos mais noivos. Resolvi ligar para Bella, sabia que ela havia ficado preocupada com as fotos que saíram, era uma bobagem da parte dela, mas isso mostrava ainda mais que ela era diferente das demais. Ela gostava de mim, não do status ou da conta bancária que eu tinha. Sorri me lembrando do comentário de Alice na noite passada de eu ser um ‘apaixonado babão’, ela tinha razão. Eu estava apaixonado... E mais feliz do que nunca!
– Alô? — uma voz masculina atendeu o telefone.
– Paulo? É o Edward.
– Ah. Oi trakinas de limão, como vai? — ri do apelido que me deu.
– Bem, e você? — ouve um barulho estranho do outro lado da linha e xingamentos, pareciam disputar o telefone. Ri, imaginando a cena.
– Edward? É a Bella. — disse ela meio sem fôlego.
– Desculpe, mas o Edward vai ter que ficar pra próxima. Aqui é o Ricardão, às suas ordens senhorita. — falei com a voz sexy me segurando para não rir. Podia ver Bella ficando vermelha de vergonha do outro lado.
– Edward... — murmurou baixo. — Está tudo bem? Eu vi a revista e...
– Está tudo bem, Bella. Esqueça isso, não se preocupe, é bobagem sua. Eu quero mesmo é gritar pros quatro cantos do mundo que estamos juntos! — ri.
Eu estava mesmo me comportando como um adolescente apaixonado.
– E... Estamos? — perguntou baixo.
– Nós vamos passar o dia juntos. Não aceito ‘não’ como resposta, é sim ou sim. Se arrume, que logo estarei em sua casa para pegá-la. — desliguei antes que ela pudesse negar, pegando as minhas chaves.
Bella POV.
Fiquei olhando para o telefone em minhas mãos por uns dois minutos até Paulete começar a sacudir meus ombros.
– Anda ISADORAPINTO! O que foi que ele disse?!
Eu ainda não conseguia responder, estava paralisada. Paulete parou de me sacudir e me olhou zangado.
– AIII! Ficou louco de vez?! Assim você me quebra! — falei chateada massageando o lado do meu rosto que Paulete havia me dado um tapa.
– Ninguém mandou ficar me matando de curiosidade. — disse dando de ombros. — O que o gostosão disse? — o olhei apavorada.
– Edward está vindo para cá, agora! — Paulete pulou da cama como se alguém tivesse lhe dado um choque.
– Ahhhhhhhhhhhhhhhhh! — gritamos apavorados e depois começamos a pular de alegria na cama como duas crianças. Hora de procurar um psiquiatra, somos bipolares.
– Vamos ISADORAPINTO! Vamos te deixar uma galinha bonita! — disse já empolgado me puxando para o closet. Estaquei no caminho.
– Galinha? — perguntei fazendo uma careta.
– Sim. O pinto é do Edward minha filha, queria que eu dissesse o quê? ‘Franga bonita’? Tudo bem franga, vamos rápido porque o seu pinto já está chegando pra vocês irem fazer um monte de pintinhos juntos, agora... Vamos!
***
Minhas mãos tremiam conforme Edward me guiava para algum lugar desconhecido.
– Você está maravilhosa... Amei o azul em sua pele. — Ele disse beijando-me quando paramos o carro.
Eu havia pensando o mesmo quando me arrumara, aquele vestido azul se destacava em minha pele pálida.
Saímos do carro e o vento quente da noite contra o meu rosto me fez sorrir.
Ele pegou minha mão e juntos fomos a um cais.
– Uma vez você me disse que tinha vontade de ficar em alto mar por um tempo... Bem, se você quiser, posso lhe dar isso por dois dias. — Ele riu.
– Oh meu Deus... Não pode estar falando sério. — Arregalei os olhos e continuei a andar.
Um iate branco estava ancorado no pequeno cais.
– Você faz umas coisas que... — Não terminei de falar e o abracei beijando seu pescoço. – Obrigada por tudo isso.
– Não precisa agradecer minha Bella, curtirei tanto quanto você. Teremos paz em alto mar.
– Tudo que precisamos...
Ele pegou minha mão e em meio a risos subimos no iate. Onde ele me mostrou cada cantinho do lugar.
Eu não havia me enganado, era tudo maravilhoso e a noite quente e estrelada só ajudava.
Paz, silêncio e apenas nós dois.
– Nunca me disse que sabia navegar.
Larguei minha bolsa de mão no barco, assim como os saltos. Eu olhava enquanto Edward trabalhava para nos tirar da costa.
– Eu fui aprendendo com o tempo... Meu pai tem esse iate há alguns anos e sempre foi amante de barcos. Quando fui ficando mais velho comecei a observá-lo e tomei interesse pela coisa. Ele acabou me ensinando. – Deu de ombros e sorriu.
Sua blusa branca estava com botões abertos, os cabelos bagunçados pelo vento. Os lábios vermelhos e os olhos verdes escuros.
Seria uma miragem?
– Vai ficar só olhando? Vem, vamos navegar. — Eu gargalhei e fui a sua direção, assumindo o ‘volante’ e sentindo seu corpo colado ao meu atrás.
O motor era silencioso e logo estávamos longe da costa. Meus braços cansaram de tentar comandar aquela coisa e me sentei para espera-lo.
Conversávamos todo o tempo e sorrisos eram constantes. Ele estava se entregando a mim, contando cada detalhe de sua rotina, sua infância e de sua personalidade.
Em algum momento nós paramos e segundo ele, era naquele ponto que ficaríamos até de manhã.
A noite continuava quente e agradeci por meu vestido ser largo, eu estava confortável.
– Agora podemos relaxar totalmente, está com fome? – Perguntou me abraçando de lado e beijando minha bochecha lentamente.
– Estou, o que teremos pro jantar? — Perguntei brincalhona.
– Isso que vamos descobrir — Suspirou dramaticamente e puxou minha mão para a parte debaixo do iate.
A cozinha não era apertada e cabia nós dois ali perfeitamente.
Havia comida pronta, era só esquentar. Mas optamos por duas caixas de lasanha de peito de peru.
– Sou viciado nelas, eu confesso.
– Ah! Eu sabia, vi seus olhos brilhando quando abri o congelador. –Eu ri e ele me acompanhou.
Com pratos feitos e vinho em mãos, fomos pro lado de fora. Olhar o mar enquanto comíamos.
Peguei os pratos sujos e os levei até a cozinha, lavando- os e guardando. Na volta levei a taça de vinho e vodka, como Edwrad havia pedido.
– Eu espero que não esteja tentando me embebedar...
Edward gargalhou e levantou, ajudando-me a pegar as garrafas e as botar em um suporte que ficava do nosso lado.
Deitar na parte de cima do iate era estranho, mas maravilhosamente bom.
– Apenas um pouco, eu tomei um drink outro dia e lembrei de você...
Ele se levantou, levando a vodka com ele e entrando no que acreditei onde seria ter o mini bar. Minutos depois voltou com uma bebida vermelha e com pedaços de morango dentro e preso no lado do copo.
Eu aceitei de bom grado e provei do liquido e me surpreendi. Era doce e senti o forte gosto de morango e leite condensado. Nem parecia haver álcool ali!
– Nossa! Isso é delicioso... — Eu disse para logo em seguida beber mais.
– Seu cheiro e seu gosto me lembra morangos... Que por acaso é a minha fruta preferida.
Ele se abaixou e eu o puxei pelo pescoço para perto. Seus lábios quentes e macios tocaram-se aos meus e eu estremeci. O gosto do drink com o gosto dele era demais.
– Eu concordo... É delicioso. — Murmurou contra meus lábios.
Mais arrepios vieram e o balançar do barco era reconfortante. Mas a noite estava esfriando e Edward sentiu o mesmo que eu.
– Está ficando frio... Acho melhor entrarmos, não quero você doente.
– Tem razão.
Pegamos as garrafas e chinelos e entramos. Estava bem mais quente e suspirei aliviada e confortável.
Sentei na cama enquanto Edward guardava a garrafa de vodka e pegava duas taças para nós de vinho, já que havíamos esquecido as outras lá em cima.
– Você é resistente a álcool. Tem certeza que não está tonta? — Perguntou levemente preocupado.
– Não. — Eu ri — Paulo sempre me empurra bebida nas festas e demoro bastante a sentir alguma coisa.
Ele sorriu e estendeu uma taça cheia até a metade com vinho.
Dali para frente foram só risadas e muita conversa. Estávamos deitados lado a lado e a garrafa de vinho já tinha chegado ao fim. Eu me sentia normal, assim como ele. Mas para garantir, começamos a beber um pouco de água.
– Muito bem, perguntas e respostas. Você começa. — Ele disse e eu ri, imaginando uma boa pergunta.
– Hum... Primeiro beijo? — Perguntei com uma cara travessa e tomei um gole de água.
– Foi aos treze, uma amiga da minha irmã estava lá em casa e eu era todo apaixonadinho por ela, até que minha irmã saiu e a garota me agarrou. — Ele riu e deu de ombros. – Foi estranho, eu não tinha ideia do que fazer.
Eu ri com ele e peguei sua mão, brincando com seus dedos.
– Lembra do nome dela? – perguntei rindo.
– Claudia. – ele riu. – Não tenho boas lembranças com esse nome.
Eu ri com ele.
– Sua vez.
– Maior loucura que já fez?
– Fiquei bêbada em uma festa que Paulo me levou e fiz uma tatuagem.
Edward arregalou os olhos e mudou de posição na cama.
– Não! Sério?! Eu quero ver! — Ele se aproximou de mim e eu apoiei minha taça de água no criado mudo.
Virei de costas para ele e levantei o cabelo, expondo minha nuca onde havia três estrelas coloridas tatuadas, uma do lado da outra.
– São lindas... Pelo menos escolheu um bom desenho. — Ele riu.
Senti sua respiração em minha nuca e meus pelos se arrepiaram.
Seus dedos acariciaram a tatuagem e depois desceram pela lateral do meu corpo.
Eu arfei e fechei os olhos ao senti sua boca em meu pescoço, beijando, mordendo e chupando levemente.
O desejo dentro de mim gritou.
Edward foi me virando aos poucos, até que estávamos frente a frente.
Olhei para cada centímetro de seu rosto e acariciei sua bochecha com meus dedos.
Ele me beijou e soltei um pequeno gemido com o calor de nossos corpos colados.
– Você me enlouquece... — Ele sussurrou e sua boca descolou-se da minha para logo depois explorar meu pescoço. – Seu cheiro me tenta... É tão delicioso...
Aos poucos eu estava deitada e ele em cima de mim. Fechei os olhos e senti o leve balançar do barco, estava tudo perfeito.
Beijei-o novamente e não segurei meu desejo que veio a seguir.
Minha mão se infiltrou por baixo de sua blusa e gemi quando ele mordeu meu lábio inferior.
Suas mãos tateavam o zíper de meu vestido e logo achou a ponta, abrindo meu vestido pela lateral.
Afastou-se brevemente e puxou o resto da roupa por minhas pernas, beijando minha pele exposta.
Sua língua acompanhava seus lábios e eu me sentia em êxtase. Minha pele se arrepiava e eu me contorcia conforme as carícias aumentavam.
Obriguei-me a abrir os olhos. Sorrindo passei sua camisa por sua cabeça e arranhei seu peitoral conforme meu sutiã era tirado.
Naquele momento, Edward era tudo que eu precisava, sua pele com a minha causava uma sensação única e de completo tesão. Suas mãos grandes apertavam minhas coxas e meus gemidos baixos pareciam só o instigar mais.
Sua boca desceu de meu pescoço para meus seios e gemi ao sentir sua língua molhada e quente em minha pele delicada.
Suas mãos apertaram meus montes e Edward chupou fortemente o bico do seio direito, fazendo-me gritar de prazer.
Oh Deus, era tão bom...
Minhas mãos desceram para o cós de sua calça e a paciência já estava se acabando, eu o queria logo.
Inconscientemente eu roçava uma coxa na outra a procura de um alívio. Ele percebeu e com uma das mãos separou minhas coxas, tocando-me sobre o tecido fino da calcinha.
– Edward... Oh...
– Você quer ser minha, Bella? — Sussurrou e mordeu meu lábio levemente em seguida.
– Sim... Sou toda sua.
Eu agradeci mentalmente por termos acendido algumas velas pelo quarto, eu podia ver cada centímetro de seu corpo escultural.
Abaixei sua calça junto com a boxer e arfei ao ver o tamanho de seu membro, que logo estaria dentro de mim. Era grande, grosso e estava completamente duro.
– E adivinhe? Eu também sou seu... Somente seu.
Minha mente paralisou por um momento e eu sorri satisfeita com suas palavras.
Nesse momento não existia, mídia, Sophia, impressa e falatório. Só havia eu e ele e o amor que nutríamos um pelo outro.
Como que para confirmar meus pensamentos, ele pegou minha mão e botou em seu peito, senti cada palpitação de seu coração rápido.
– Sente? Ele é todo seu... Mulher nenhuma faz o que você faz comigo Bella. Eu te amo.
Edward pov.
As palavras saíram com naturalidade, como se fossem óbvias. E na verdade, eram.
Eu amava Bella mais que a mim mesmo e por esse motivo, tudo que queria era fazê-la feliz.
– Ah Edward... Eu também te amo — Ela sussurrou em meu ouvido e logo depois mordeu minha orelha.
Sorrimos um para o outro e a tomei em um beijo enlouquecedor.
Não daria mais para resistir.
Fechei os olhos e senti o gosto doce em meus lábios.
Bella arranhou minhas costas levemente enquanto eu tirava sua calcinha e acariciava sua intimidade, estava completamente pronta pra mim.
Deslizei dois dedos para dentro dela e abafei um grito seu com um beijo.
Tão apertada e quente...
– Edward... Não me torture. — Pediu em meio a um arquejo.
Eu ri e levei os dedos aos lábios, sentindo seu gosto absurdamente maravilhoso.
– Porra, Bella!
– Vem, Edward...
Eu rosnei e apertei sua coxa, pincelando meu membro em sua entrada.
Nós gemíamos e não pude mais esperar. Empurrei-me para dentro dela e quase gritei ao sentir seu centro molhado e apertando abrindo-se para me receber.
– Edward... Oh...
Bella segurou em meus ombros e me empurrou, ficando em cima de mim.
Suguei seus seios e ela puxou meu cabelo. Aumentei a velocidade das estocadas conforme ela pedia e gritava por mim. Tê-la cavalgando sobre meu membro era mais do que minha imaginação um dia fora capaz de pensar. Era glorioso.
– Assim, Edward... — Rebolou e eu gemi apertando sua bunda.
Suas unhas curtas arranharam meu peitoral e deslizei minhas mãos para seus quadris, ajudando-a nos movimentos.
A cada estocada seu corpo se contorcia e ela ia à loucura, assim como eu.
Bella procurou por meus lábios e prontamente a atendi, gemendo mais ainda ao sentir seu gosto de morangos em minha língua.
– Tão deliciosa, Isabella...
Segurando em seus quadris, botei-a de lado e segurei sua perna para cima.
Bella gemia descontrolada e eu beijava seu rosto gemendo e sussurrando coisas desconexas.
– Edward! — Gritou e apertou a pele de meu pescoço beijando meus lábios.
Minha língua explorou sua boca e quando ela mordeu meu lábio inferior, eu não aguentei.
– Venha comigo, amor... — disse e beijei-a mais uma vez. Ela tremeu e gemeu alto quando chegou ao êxtase. Apertei sua cintura sentindo meu prazer derramar-se dentro dela.
– Maravilhosa — Sussurrei e beijei sua bochecha.
Sai de dentro dela e soltei sua perna rindo e cheirando sua pele que agora tinha meu cheiro.
– Minha.
Bella pov.
Eu olhava para seu rosto sem realmente acreditar que ele era meu, somente meu. Minha mente mal conseguia formular pensamentos completos... O que acabara de acontecer?
Ele se levantou, mandou-me um beijo e foi ao banheiro.
Relaxei maravilhada sobre a cama branca, grande e macia, esta que pareceu me prender.
As lembranças me inundaram... De como tudo aconteceu... E sorri maravilhada.
Quem diria que uma simples manhã de trabalho servindo mais um cliente resultaria nisso. Um amor.
Edward voltou e me pegou no colo, apertando meu corpo contra o seu.
– Você só pode estar brincando! — Exclamei olhando para a banheira média de hidromassagem a minha frente.
Ele riu e delicadamente me ajudou a entrar na banheira.
A água quente me relaxou de imediato e soltei um gemido de satisfação.
Edward riu e entrou na banheira comigo, puxando-me para perto dele. Minha cabeça em seu ombro.
– Bella... Eu não estava blefando... Sou apenas seu. – Ele disse e beijou meu cabelo, apertando minha mão por debaixo da água.
– Rompeu mesmo com Sophia? – Perguntei um tanto surpresa.
Eu acreditava em Edward e sabia que ele romperia com ela, mas não pensara ser tão rápido... E isso me agradava demais.
– Ela veio tirar satisfações e deixei claro que não quero nada com ela... E que nem nunca quis, apenas tivemos algumas noites, antes de te conhecer -Explicou e acariciou minha cintura com seu polegar.
Aquele simples toque, me arrepiou.
– Não importa mais. — Dei de ombros. — Agora você tem a mim.
– E sou o homem mais feliz do mundo por isso. — Ele disse e em seguida selou seus lábios nos meus.
***
Ao acordar de manhã, eu me sentia dolorida. Talvez fosse por estar muito tempo sem sexo e meu corpo desacostumou... Bem, logo voltaria ao normal.
Edward dormia como um anjo ao meu lado, seus lábios faziam um sorriso inconsciente. Parecia estar tendo um sonho bom.
Com toda a delicadeza que pude, levantei- me e em meio de alguns tropeços, estava no banheiro sem acordá-lo.
Fiz minha higiene matinal dentro do possível e fui atrás de algo para vestir.
Pensei em botar meu vestido de novo, mas o dia estava lindo e bem quente.
Fuxiquei algumas gavetas que havia no quarto e achei um biquíni novinho em folha, botei-o e sequestrei uma camisa de Edward.
Respirando fundo e de bom humor, subi a escada que dava a parte de cima do iate, fui para a cozinha e lá preparei nosso café da manhã.
Era tão bom estar em alto mar, apenas a natureza, o silêncio e nós dois.
Enquanto terminava de preparar a bandeja de café da manhã para, senti dois braços fortes envolvendo minha cintura.
– Bom dia, amor... — Sussurrou em meu ouvido e beijou minha bochecha.
– Você quase me mata de susto! — Eu ri e dei-lhe um selinho. — Bom dia...
– Hmmm, o que preparou ai?
– Algumas coisinhas que achei por aqui... — Ele beijava meu pescoço e apertava minha cintura. Difícil raciocinar assim.
– Vamos comer lá fora... A propósito, amei você com a minha camisa. — Ele sorriu e deu uma boa olhada em minha bunda.
A partir daí as mãos de Edward não saiam mais de perto de mim, nós comíamos, conversávamos bobeiras, riamos e nos tocávamos o tempo todo. Edward estava se segurando para não perder o controle, mas quando tirei sua camisa, ficando apenas com o biquíni azul que achará dentro da gaveta, foi o fim.
Nosso dia foi maravilhoso, em meio a passeios, descobertas, alguns mergulhos, sexo e muitas risadas. Mas infelizmente na manhã seguinte estaríamos voltam à costa e tínhamos que nos preparar para os problemas que viriam.
Ao final da tarde estávamos sentados na beirada do iate conversando e brincando de acertar uvas um na boca do outro, quando o toque do meu telefone nos interrompeu. Olhei a tela para ver quem ligava, era Paulete, já era hora, eu havia me esquecido completamente de ligar pra ele.
Atendi esperando os xingamentos do outro lado da linha, mas ouve um silêncio antes de uma voz desconhecida começar a indagar.
– Está se divertindo com o que é meu, Bella? Acho que já pode imaginar onde e com quem eu estou nesse momento, nada mais justo, não acha? Você me tirou algo que eu amo, e eu vou lhe tirar algo que você ama, mandarei lembranças ao seu amiguinho. – logo depois desligou.
Meu corpo congelou e minha espinha se arrepiou ao ouvir aquelas palavras, eu sentia o perigo, Edward me encarava sem entender nada, eu estava em pânico, deixei o celular deslizar da minha mão, Edward se curvou para pegá-lo, mas já era tarde demais, ouvi quando ele caiu no mar, olhei para Edward com os olhos lacrimejando.
Sophia. O nome que agora era sinônimo de “Perigo”.

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