I Wont Give Up
7 Mais 1 em 7 bilhões.
Notas iniciais
Edward dirigia em alta velocidade, entramos no prédio e descemos do carro correndo para o elevador, os andares pareciam demorar mais, eu estava aflita e preocupada com a ligação de ameaça que eu havia recebido há alguns minutos atrás. Abri a porta do meu apartamento empurrando-a contra a parede, o que fez com que um barulho alto aparecesse, Paulete pulou do sofá de olhos arregalados, com a mão no peito e me encarando como se eu fosse louca.
– Bella, você ficou doida?! – ele gritou.
– Ah, você está bem? Me diga, ela te machucou? – eu corri o examinando e com os olhos cheios de lágrimas por vê-lo ali.
– E porque eu não estaria? – ele parecia não entender nada do que eu dizia, nada parecia fazer sentido, agora, nem eu estava entendendo.
– Onde está Sophia? – Edward lhe perguntou.
– Sophia? Vi ela há pouco tempo atrás. – ele respondeu ainda sem entender o porquê de tantas perguntas.
– Ela esteve aqui? – eu mais parecia estar afirmando do que lhe perguntando.
– Não, fui até a empresa, havia esquecido uma pasta com uns papéis importantes que eu queria analisar, e então fui até lá buscar.
– Mas hoje quase não temos empregados nenhum na empresa. – Edward lhe disse.
– Eu sei, mas foi necessário, e encontrei-a lá, perto do balcão de Mary, confesso que levei um susto quando a vi, a empresa não é tão convidativa em dias parados e luzes apagadas. Mas vocês poderiam me dizer o que aconteceu?
Hesitei tomando fôlego.
– Recebi uma ligação enquanto eu estava em alto mar com Edward, era ela, ameaçadora, dizendo que estava com você e que... Te tiraria de mim. – eu não contive o choro e ele secou minhas lágrimas com os dedos dele.
– Vadia! O que ela está pensando, além de louca ela é mentirosa!
– Mas... – eu me forcei a continuar lhe contando – a ligação que eu recebi, veio do seu celular.
Ele arregalou os olhos, surpreso.
– Impossível!
– Você falou com ela lá na empresa, ou ela lhe disse algo? – Edward o perguntou.
– Ela gritava por não estar conseguindo falar com você, mas não me disse o que fazia lá naquele horário, me olhava como se eu tivesse culpa com o que ela sentia, mas eu a ignorei, peguei a chave da sala na gaveta de Mary, e...
– E o que? – eu o estimulei a continuar.
– Deixei minha bolsa em cima do balcão para pode entrar na sala com as mãos livres e pegar o que eu precisava.
– Seu celular estava na bolsa? – Edward lhe perguntou.
Paulete hesitou.
– É, sim, estava.
– Quanto tempo você demorou na sala para pegar suas coisas? – eu lhe perguntei.
– Uns dois minutos, talvez menos. – ele deu de ombros.
– Tempo suficiente. – eu lhe afirmei e olhei para Edward, ele balançou a cabeça concordando com a teoria que eu já traçara em minha mente.
– Espera! – Paulete disse – Você está dizendo que nesse tempo, aquela vadia abriu a minha bolsa, pegou o meu celular e discou o seu número lhe ameaçando, ou me ameaçando, seja como for...
– Exatamente isso. – Edward lhe garantiu.
– Filha da mãe! – Paulete estava a ponto de soltar diversos xingamentos para ela, mas eu o interrompi.
– Porque não atendeu o seu celular quando tentei te ligar diversas vezes do celular do Edward, nesses últimos minutos? – eu lhe perguntei.
Paulete pegou sua bolsa que estava em cima do sofá da sala e procurou o celular dentro dela, ele o tirou de lá e apertou o botão ligando o aparelho.
– Ela o desligou, nem me dei conta, me desculpe.
Eu agora me sentia mais calma, Sophia havia mentido, me deixado em desespero e arruinado o meu momento com Edward, mas eu estava grata por estar em casa e ver que Paulete estava bem.
– Espero não trombar com ela novamente lá dentro, ou então... – Paulete estava com raiva e tinha um tom ameaçador.
– Bom, acho que está tudo esclarecido, e você está bem, Bella, não se preocupe, não vou deixar que ela faça nada com vocês dois.
Eu concordei e afundei minha cabeça no peito de Edward abraçando-o, o beijei e me despedi, eu usaria agora todo o tempo que tivesse para descansar e me recuperar de tudo isso.
Edward pov.
Depois de dois dias na companhia de Bella, foi quase impossível ir trabalhar bem humorado... As revistas não paravam de ligar, fotos minhas e de Bella na boate e na empresa estavam espalhadas pela internet e pelas bancas e eu ainda tinha o assunto da ameaça a tratar com Sophia.
Todos queriam detalhes de nossa vida e eu estava ficando cada vez mais cansado e estressado.
Para completar, meu pai tanto perturbou que fui obrigado a atender seu pedido. Ele me queria hoje depois do trabalho, em sua casa... Isso não iria prestar.
Estava abrindo a porta de casa, quando vi meu pai vindo em minha direção com fugacidade, os lábios crispados e os olhos vorazes, é claro que eu sabia o que viria a seguir.
– Você ficou maluco? — ele disse em um rosnado gritante.
Suspirei. É claro que Sophia, já tinha ido falar com o meu pai sobre nosso rompimento.
– Olha pai, eu nunca quis verdadeiramente esse noivado, você que praticamente nos soldou juntos desde o começo, me dizendo o quanto ela seria uma boa mulher para mim, uma moça de família, rica, fina, bonita e que sempre soube lidar com os holofotes. Essa sempre foi a sua mulher ideal, não a minha!
– Você não deveria ter feito isso! Nunca vai achar uma mulher como Sophia novamente! E pra que tudo isso? Para ficar com a moça da cafeteria?! Ah, por favor, Edward! Isso vai ser o maior escândalo da nossa família! — disse ele jogando as mãos para o alto esbaforido. — Já está sendo!
– Escândalo? Que escândalo há nisso? Só porque eu preferi ficar com uma mulher que tem menos recursos financeiros do que Sophia? Pelo amor de Deus pai! A personalidade de Isabella é tão mais refinada do que a da maluca da Sophia que se mostrou tão desprovida e vulgar quando enlouqueceu na minha frente!
– É claro que ela enlouqueceu! Você terminou um noivado de um ano com ela! Ela te ama, é claro que ela ia perder a cabeça por você fazer tal coisa impensável como um disparate desses! — disse ele com um gesto de desalento, eliminando a questão de Sophia ser mesmo uma doida. É claro que ele tinha a convicção que eu iria voltar ao meu bom senso, retornaria essa situação e me casaria com Sophia. Mais eu já estava no meu bom senso e decidido que era aquilo que eu queria para mim.
– Eu não vou me casar com a Sophia. — disse de forma firme e decidida.
Ele olhou para mim, me examinando.
– É isso mesmo que você quer Edward? Uma desgraça inútil dessas na sua família? Há que bem essa mulher trará para nós? — disse calmo. Havia a certeza em seus olhos de que eu voltaria atrás. Isso estava me deixando irritado.
– Traria bem para mim! É assim que eu sou feliz! É isso o que eu quero pra minha vida! Eu nunca de fato amei Sophia, nós íamos nos casar porque eu tinha que ter uma mulher ao meu lado por causa da empresa! Apenas isso! Eu amo Isabella e eu a quero para mim, estou feliz ao lado dela e não vou deixar que nem você e nem Sophia estraguem isso! — olhei para ele de forma mais calma e suplicante. — Pai... Por favor, eu estou feliz agora, se você conhecesse Isabella saberia que ela não trará problema algum, ela é uma ótima pessoa. Sophia não é exatamente aquilo que pensamos que era, ela deu um ataque quando terminamos! Ficou completamente louca! Se você a tivesse visto saberia exatamente do que estou falando, não é normal aquilo.
– Você passou dos limites Edward, está rejeitando uma boa mulher por uma copeira... Irá nos afundar, manchar o nome da empresa por conta de um rabo de saia...
– Eu amo a Bella, será que você consegue largar de lado seu preconceito por um segundo e entender isso?! Eu não ligo para o que dizem, ficarei com ela, queira você ou não. — Gritei e passei a mãos pelos cabelos repetidamente.
Meu pai me tirava do sério!
– OLHA AQUI GAROTO... — Carlisle começou a gritar, porém minha mãe entrou na sala o olhando feio e o interrompendo.
– Baixe o tom de voz Carlisle, isso não é uma feira. E aprenda a respeitar as escolhas de Edward, ele não é mais uma criança, dirige uma empresa de sucesso, trabalha noite e dia para que aquilo cresça e tem todo o direito de escolher a própria mulher. Seja ela quem for, não julgue alguém por bens matérias, já que o bem mais bonito que podemos possuir é a humildade e o amor. Não me decepcione mais ao atrapalhar o relacionamento dos dois, esqueça um pouco o dinheiro e vise à felicidade do seu filho.
Carlisle se calou e olhava para Esme com certo receio, ele sabia que minha mãe estava coberta de razão. E eu sentia a enorme vontade de abraçá-la forte.
Meu pai respirou fundo e pensou durante alguns minutos, antes de se voltar para mim a expressão mais calma.
– Desculpe Edward, não irei mais interferir. Mas tome cuidado com as escolhas que faz... Elas não afetam somente você. Espero que saiba o que está fazendo.
– Confie em mim pai, eu sei. — Disse firme.
Ele assentiu e saiu da sala a passadas rápidas.
– Quero que traga essa moça aqui meu filho, para ter te dominado desse jeito, ela deve ser muito especial e seu pai irá engolir as próprias palavras.
– Ela é mãe... Alice já a conhece, assim que possível a trarei aqui e obrigada.
Minha mãe sorriu e estendeu os braços em minha direção.
– Perdoe seu pai querido, ele não pensa claramente às vezes — sussurrou baixinho e beijou minha bochecha. — Faça o melhor pra você.
– Eu farei mãe... Não desistirei de Bella.
***
Uma semana se passara desde a briga com meu pai, não nos falávamos muito e eu e Bella estávamos cada vez mais unidos.
Porém... Nem tudo estava um mar de rosas, Sophia não aceitava o fim do nosso noivado e me ligava todos os dias, ela insistia em conversar. Tentar me convencer a não deixá-la... O que Sophia não entendia, é que já a havia deixado fazia tempo.
Hoje Bella iria conhecer toda a família... Ela parecia temerosa e ansiosa e eu a entendia perfeitamente. A pressão da mídia não ajudava.
Bella estava sendo constantemente fotografada e abordada na rua, um dos motivos que me fez levá-la para casa e sempre deixar Paulete e Jacob de guarda quando eu não estava.
Bella entrelaçava os dedos uns nos outros e mordia o lábio inferior nervosamente.
Eu sorri e estacionei o carro na vaga da frente da cada de meus pais.
Ela arregalou os olhos e os voltou para mim.
– Tem certeza que isso é uma boa ideia? — Perguntou.
– Claro que sim... É apenas a minha família tudo bem? Só respire e lembre que estarei do seu lado o tempo todo.
– Você está certo... É que nunca fiz isso antes, espero que eles gostem de mim.
– Eles vão, confie em mim.
Saímos do carro e segurei em sua mão, apertando-a levemente em um sinal de apoio.
– Eu confio.
Edward tocou a campainha e logo uma mulher sorridente que imaginei ser sua mãe, abriu a porta.
– Edward! Ah pensei que não viessem mais! — Ela estendeu os braços na direção de Edward, apertando-o fortemente e me peguei sorrindo. — Estou feliz que estejam aqui.
Ela se voltou para mim com um sorriso maior ainda e me abraçou fortemente.
– Seja bem vinda... — Sussurrou em meu ouvido e me largou, dando-nos passagem para entrar na casa.
Edward apertou mais uma vez minha mão e eu sorri. Se todos fossem simpáticos como sua mãe, não havia o que temer.
A casa era grande, com um grande jardim na frente e algumas redes na frente. Dentro era um sonho, iluminada, bem arrumada e muito bem decorada.
– Minha mãe trabalha com decoração... Dê-lhe um espaço que ela o transforma rapidinho. — Edward me explicou baixinho e riu.
– Uau, ela é realmente muito boa...
– Bella! — Parei de avaliar a casa quando ouvi sua voz e Alice correu para me abraçar. – Mal tive tempo de falar com você essa semana... — Ela aproximou a boca de meu ouvido e sussurrou – Fique tranquila, tudo vai dar certo.
Ao que parece ela se referia a Carlisle, o pai de Edward que parece não ter ficado muito feliz comigo e com Edward.
Ao lado de Alice, estava Jasper. Já o vira na empresa algumas vezes, mas nunca nos falamos.
– Esse é Jasper, meu namorado. — Alice disse toda sorridente.
– É um prazer conhecê-la.
– Carlisle já vai descer, muito bem é hora do almoço. Todos vão lavar as mãos que a mesa já será servida.
Esme fez cada uma de nós esfregarmos bastante as mãos e sentar-se à mesa à espera do almoço.
Eu e Alice conversávamos animadas e Esme se envolvia algumas vezes também. Eu a sentia me avaliando e sorria o tempo todo.
– Ah, finalmente! — Esme disse.
Descia da escada, Carlisle. Um homem loiro, forte, parecia jovem e bastante sério.
– Olá a todos, e é um prazer conhecê-la melhor, Isabella. — Estendeu a mão para mim a qual a peguei imediatamente.
Ele não parecia gostar de minha presença, mas não me intimidei.
O almoço seguiu e Carlisle me encarava seriamente quase o tempo todo. Eu fingi que não vi e continuei normal com todos.
– Então... Isabella — Carlisle pigarreou — E seus pais? O que acham disso tudo?
A mesa que antes estava em uma animada conversa, caiu no silêncio. Edward cerrou as mãos em punho e o olhou com raiva.
– Eu sou órfã... Passei minha vida em um orfanato e fui criada especialmente por um casal que já faleceu.
– Sinto muito! — Disse rudemente. Ele não parecia sentir. – E como está o seu trabalho na empresa de Edward e Alice? Está gostando de ser copeira? Servir a todos?
– Carlisle! Chega de sua indelicadeza. Qual é o seu problema afinal? — Esme ralhou.
– Não tudo bem, ele pode me perguntar o que quiser. Tenho orgulho do que sou e jamais alguém me fará sentir vergonha do meu trabalho. Está tudo ótimo lá. As pessoas são educadas, divertidas e posso ver o seu filho o tempo quase todo. — Eu disse e sorri ironicamente.
O que ele pensava afinal? Que por eu ser órfã e garçonete não servia para seu filho? Que eu era uma pobretona querendo virar madame?
Carlisle sorriu e me olhou por alguns longos minutos.
– Parece que arrumou uma mulher de personalidade forte Edward. Ela não irá nos arruinar afinal.
– Seu cretino! Nunca mais ouse falar com a Bella dessa maneira. Não me interessa o que você pensa.
Edward se levantou e eu também. Porém Carlisle sem dizer uma palavra saiu da mesa e subiu as escadas, sumindo em seguida.
– Ah Bella, eu sinto muito. — Esme se desculpou. — Ele sempre foi assim... Desconfiado, meio sistemático. Você é muito bem vinda nessa família, não se intimide.
– Obrigada Esme, não se preocupe, não estou incomodada.
A tarde se passou e o ocorrido não foi mais comentado, Carlisle não desceu mais e o clima estava leve novamente.
Quando vimos já era de noite e amanhã teríamos que trabalhar.
– Meu filho fez a escolha certa, adorei te conhecer Bella. — Esme abraçou-me e logo em seguida Edward, que sorria.
– Até amanhã, cunhadinha. — Alice se despediu e nos levou até a porta. — Você é a melhor mulher que Edward já teve.
– Obrigada, Alice.
Edward segurou minha mão e me guiou até seu carro.
– Estamos vivos afinal — Brincou e me beijou.
***
Por pouco eu não estava atrasada. Na noite passada Edward custou a ir embora lá de casa, dormi demais e por cinco milagrosos minutos não me atrasei.
Bati meu cartão magnético e fui levar o primeiro café de Edward.
A minha surpresa se iniciou quando ouvi gritos femininos vindo de sua sala. Alguém estava realmente muito estressado.
Mary que estava no balcão, olhava para a porta assustada e tomou um susto ao me ver.
– O que está acontecendo, Mary? — Perguntei.
– A maluca da Dennver está ai. Estou com pena do Edward.
– Sophia? — Arregalei os olhos e segurei o café mais firme com uma mão, abrindo a porta com a outra.
A mulher que já vira em capas de revistas parara de gritar e agora me olhava furiosamente.
– Bom dia, amor. — Edward me saudou e fui até ele, botando a pequena bandeja em sua mesa.
– Bom dia... — Eu disse e me virei para olhar Sophia.
Ela era realmente bonita e usava um vestido vermelho, curto e decotado. Totalmente vulgar.
Edward não parecia ligar e a olhava com desprezo.
– Então foi por isso que me trocou? Francamente Edward achei que fosse mais exigente. — Ela disse ironicamente.
– Tanto sou mais exigente que preferi Bella ao invés de você... Bella é tudo que eu sempre quis e estou cansado de você não aceitar esse fato. Sophia, entenda uma coisa. Nós NÃO temos mais nada um com o outro. Apenas me deixe em paz!
– Você acha que é assim? Acha uma vagabunda qualquer e sai me dispensando? — Gritou.
– A única vagabunda aqui é você... Toma um fora e ainda continua se humilhando... — Disse ironicamente para ela.
Edward envolveu suas mãos em minha cintura.
– Você é uma piranha, isso sim, não arruma o próprio homem e vai atrás do dos outros!
– Eu não fui atrás de ninguém, seu querido ex noivo que correu atrás de mim e me escolheu ao invés de você. Você não tem mais o que fazer não? — Perguntei perdendo a paciência, já me bastava o que ela havia armado nos dias anteriores com o seu telefonema mentiroso, eu a olhava com repulsa. O que diabos aquela mulher queria? Já não havia se humilhado o suficiente?
– Eu vou matar você! Roubou o meu Edward... — Ela gritava e chorava totalmente descontrolada.
Edward olhava para a cena de olhos arregalados.
– Ela é mais louca do que pensei... — Sussurrou.
Em um momento ela estava chorando e gritando e no outro ela partia para cima de mim.
Edward a bloqueou recebendo todos os tapas e arranhões.
– Você não pode ficar com ela Ed... Não pode... — Ela o abraçava agora, chorando em seu peito. — Eu preciso lhe contar uma coisa.
– Pois então diga, e saia.
O humor de Sophia mudou de repente, suas lágrimas cessaram e um sorriso irônico apareceu em seu rosto.
– Eu não via a hora de lhe contar, nós três seremos muito felizes Edward.
Olhei em volta, analisei mentalmente o que ela havia dito, mas acho que o trio que ela se referia não me incluía.
– Três? – Edward arqueou a sobrancelha lhe perguntando.
– Sim, você, eu, e o nosso filho, eu estou grávida, Edward! – ela sorria emocionada como a notícia, eu não conseguia pensar em nada, o silêncio pairou na sala por alguns minutos.
Eu estava pronta para tirá-la de perto dele quando suas palavras finalmente fizeram sentido para mim.
– Grávida? — Perguntei alterada.
– Sophia, não minta! Isso não vai levar a nada! — Edward tremia e olhava para ela com raiva.
Com certeza aquela mulher era surtada, empinou a cabeça e se dirigiu ao sofá, onde estava sua bolsa. De lá tirou um envelope e estendeu para Edward.
– Agora eu quero ver a piranha te segurar... Olha aí, estou gravida e o filho é seu.
Eu esperava uma negação de Edward, mas ele lia os papéis de olhos arregalados. Sophia estava grávida de Edward e a prova estava ali nas mãos dele.
A notícia me deu enjoo, e meus pensamentos se esvoaçaram.

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