I Wont Give Up
9 Dna nda
Notas iniciais
Mary nos olhava perplexa, olhei Jacob, sua pele morena parecia estar corada, minha vontade era afundar ali mesmo e sumir.
Jacob flexionou os músculos e saiu da piscina num pulo, me estendeu a mão como apoio e eu fiz o mesmo.
– Pode me explicar isso? – Mary nos fitava, seus olhos pareciam lacrimejar. Eu não sabia o que ela estava sentindo, mas de certa forma, me sentia culpado.
– Mãe, lembra-se do Paulo? – ele apontou o dedo para mim.
– Infelizmente lembro, e a partir de hoje nunca mais esquecerei.
Eu indaguei para lhe responder, mas Jacob pôs a mão em meu ombro e me olhou implorando para que eu não deixasse a situação pior do que já estava.
– Acho que você se lembra da nossa conversa, há alguns meses atrás, não se lembra? – ele perguntou a ela.
– Me lembro, você é meu filho, e eu te amo, mas é diferente, não vou me lamentar, mas é difícil, mais difícil do que ouvir, é ver.
Jacob abaixou a cabeça culpado.
Ela colocou a ponta dos dedos em seu queixo, levantando seu rosto e lhe dando um beijo.
– Acho que eu posso superar isso, mesmo sendo ele. – ela me olhou.
Eu queria lhe dizer muita coisa, mas eu iria complicar ainda mais a situação.
– Sei o que eu quero. – ele lhe disse.
– Eu sei disso, só não quero que se decepcione. – ela respondeu.
– Eu não vou, eu fiz a minha escolha, e não me arrependo. – ele me olhou e senti meu corpo tremer, meu coração palpitou e eu dei um sorriso torto, ele retribuiu.
– Acho que encerramos por aqui. – ela disse. – Vamos embora?
– Vamos. – ele lhe respondeu. – Posso te levar, se você quiser.
– Bella ainda não voltou, então tudo bem, eu aviso ela depois. – assenti.
– Então se sequem, vou esperar vocês lá fora. Sejam rápidos.
– Tudo bem, Sogra. – eu respondi.
Opa.
Mary se virou com a boca aberta em choque. Deu-me um empurrão rápido me fazendo cair na água novamente, quando emergi, a vi saindo pela porta e Jacob dando o sorriso que tanto me fascinava, estendo-me a mão novamente.
– Eu te amo. – ele me disse.
Me coração acelerou e eu podia sentir meus olhos se enchendo de lágrimas, num impulso rápido, o puxei para a água comigo de novo, lhe beijando novamente.
Bella POV
Depois de ter ido fazer uma visita à Alice, Edward me chamou em sua sala dizendo que queria fazer um comunicado importante. A preocupação com o que viria dele me fez correr nos corredores da empresa.
– Me fale logo! O que aconteceu agora? — disse adentrando sua sala, aflita. — Ah... O comunicado era que vocês abriram um clube do bolinha? — me enfureci encarando Edward, Paulo e Jacob que estavam na sala.
Edward riu e veio ao meu encontro me beijando de leve nos lábios, é claro que eu esqueci toda a raiva...
– Não, amor. Ainda não abrimos um. – ele riu e abriu seu sorriso torto. — Embora tenha os chamado aqui para fazer meu comunicado, não é exatamente o lugar certo, então que tal irmos almoçar juntos?
– Ih, ai tem coisa... — disse Paulete nos olhando desconfiados e indo em direção à porta.
Jacob e Paulete nos seguiram em seu carro até o restaurante que Edward sugeriu para irmos almoçar. O bairro nobre onde estávamos tinha muitas casas e desconfiei que ali tivesse mesmo um restaurante.
– Edward, tem certeza que aqui tem mesmo um restaurante? — perguntei olhando através da janela as belas casas que ali tinha, era um lugar calmo e tinha belas vistas...
– Calma, Bella, estamos quase chegando. — seu sorriso torto não deixou seus lábios o caminho todo, ele parecia ansioso por algo. Viramos uma última esquina até Edward estacionar o carro.
Edward tampou meus olhos antes que me virasse para o lugar do restaurante.
– É surpresa. — sussurrou em meu ouvindo fazendo com que minha pele se arrepiasse. — Fique com os olhos fechados. — disse e ouvi o som de uma porta se abrindo e logo sendo fechada. Edward me ajudou a sair do carro e logo ouvi a voz de Paulete.
– O que vocês estão tramando, hein? Estão planejando fazer uma suruba a quatro? Até que não é má ideia...
– Cale a boca, Paulo! — gritei sem o ver, rindo em seguida.
– Ainda bem que eu não estou te vendo ISADORAPINTO!
– Tenham calma! — disse Edward rindo.
Edward me guiava pelo terreno desconhecido, paramos um instante e ouvi barulho de chaves, o clima mudou e me senti estar dentro de um lugar fechado.
– Está pronta? — sussurrou em meu ouvindo novamente, apenas assenti com a cabeça sem saber o que esperar. Suas mãos deslizaram para meus ombros e abri meus olhos.
Estávamos dentro de uma casa, uma imensa casa. Os móveis de última geração e bem decorados, davam ao lugar sofisticação. As cores claras eram aconchegantes... Eu nem tinha visto a casa inteira ainda e já sabia que era perfeita.
– Mas o que... ? — perguntamos eu e Paulete juntos, surpresos com o local.
– Os trouxe aqui para lhes fazer uma proposta... — Edward surgiu em nosso campo de visão, nos encarando. — Bella, sei que você não deixaria Paulo sozinho para vir morar comigo, então... — ele apontou para a porta aberta atrás de nós. — ainda vão continuar morando juntos, só que com algumas mudanças. — atrás de nós havia uma outra casa que parecia ter o mesmo aspecto que essa. — E então? O que acham de virem morar aqui?
Paulete e eu parecíamos duas pedras boquiabertas sem reação. Minha mente não conseguia processar a informação até que...
– Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! — Paulete pareceu acordar e começou a dançar na nossa frente. — Sua rapariga se você não aceitar eu juro que conto o que você vez naquela viajem ao...
– Não ouse! — tapei sua boca antes que saísse alguma coisa pior dela. Aquilo era o nosso segredo obscuro... — Vai ser ótimo acordar ao seu lado todos os dias. — disse sorrindo a Edward.
– Vamos dizer adeus à Dona Gilda e seus gemidos, Bella!
Todos nós rimos.
– Acho que... Nós aceitamos. – eu disse a Edward.
– Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! — Paulete disparou porta afora para sua respectiva casa ao lado da “minha” e de Edward.
Edward abriu seu sorriso mais brilhante e me pegou em um beijo eufórico me levantando do chão.
– Eu te amo. — murmurou encostando nossas testas. –Obrigado.
– Eu também te amo. — e beijei sua boca euforicamente.
***
Depois de surtamos muito com as casas e finalmente irmos almoçar, Edward deixou uma proposta no ar que Jacob não pode resistir: ele e Paulete iriam morar juntos na nova casa.
Estávamos flutuando em nuvens de felicidade com o novo rumo que nossas vidas estavam dando.
Foi difícil dizer adeus ao pequeno apartamento que tanto fez parte de nossa vida, mas era um passado e tínhamos que deixa- ló para viver nosso futuro. Abracei Paulo e choramos sentados no sofá, relembrando as histórias que lá se passaram nesses anos todos de nossas vidas.
Depois de uma discussão épica de quem ficaria com Xana, Paulete finalmente conseguiu ficar com o animal que se apegou tanto.
Havia três semanas que tínhamos nos mudado para nossas novas casas e nossa vida ia de vento em poupa.
Edward e eu parecíamos mais próximos do que nunca, era tão bom tê-lo todos os dias comigo, não tendo que me despedir dele nunca. As coisas tinham evoluído durante esse tempo também com a família dele, Carlisle parecia cada dia mais aceitar nossa relação, tornando nossos problemas um pouco menores.
Saíram mais coisas na imprensa, é claro, mas Alice tem mantido tudo sob controle. Era muito animador ver o quanto ela torcia e apoiava nossa relação, estávamos nos tornando ótimas amigas.
Finalmente Jacob se mudou para morar junto com Paulete. O relacionamento dele com Jacob estava indo muito bem tirando alguns chiliques de Paulete com as mulheres e homens que davam em cima de seu homem, o que era até divertido de se ver. Mary também tem sido compreensiva com a situação, o que é uma surpresa para todos.
E claro, não poderíamos deixar de lado o problema Sophia, que nos atormentava todos os dias. Edward tem tentado ao máximo ajuda- lá com a gravidez, mas ela só piora a situação cada vez mais com seus ataques de loucura.
***
A casa ainda estava cheia de caixas com nossas coisas pessoais para arrumarmos, no quarto de cima eu ajudava a guardar as roupas de Jacob no armário.
A campainha tocou.
Edward largou uma caixa para ir atender, mas Jacob o interrompeu, descendo as escadas e indo até a porta, nós aguardamos lá em cima.
Minutos depois Jacob estava de volta no quarto.
– Quem era? – perguntamos todos juntos.
– Edward, ela disse que é uma acionista da empresa e precisa falar com você.
Edward olhou desconfiado.
– Ela disse o nome? – ele perguntou.
– Desculpe, não perguntei. – Jacob se sentia culpado. — Posso mandá-la voltar outra hora.
– Não, tudo bem, onde ela está? – Edward lhe perguntou.
– Lá embaixo, na sala.
Eu o encarei, e assenti que estava tudo bem.
– Venha comigo, Bella.
Coloquei os cabides sob a cama e segurei sua mão descendo as escadas.
Quando chegamos à sala tivemos uma surpresa, ali, sentada nos esperando e encarando nossas mãos dadas, estava Sophia. Não importava o que ela queria, eu apenas sabia que não seria bom.
– Sophia, fora da minha casa! – Edward lhe disse.
– Espere, Edward, não precisa me tratar dessa maneira. – ela tinha um sorriso irônico no rosto. – É uma bela casa. Apesar de eu não gostar do adjetivo “bela”. – ela destacou a palavra soletrando as letras e me olhou, se referindo ao meu nome.
– Porque mentiu? – Edward perguntou.
– Imaginei que você não me deixaria entrar, então quando o moço bonitão me abriu a porta achei que fosse uma boa oportunidade, já que não nos conhecíamos.
– O que você quer? – eu me intrometi lhe perguntando.
– Quero que você saia da vida do Edward, do MEU Edward! – seu olhar me fuzilava.
– Sophia, pare com isso! Se veio aqui para insultar Bella, SAIA! – Edward gritou a última palavra.
Ouvi passos descendo correndo na escada atrás de nós e me virei, parados ali estavam Paulete e Jacob.
– O que a maluca está fazendo aqui? – Paulete me perguntou em voz alta.
– Vai deixar ele me chamar assim, Edward? – ela disse.
– Não acho que ele esteja errado. – ele lhe respondeu.
Vi a fúria em seus olhos.
– Estou esperando um filho seu, e eu não vou desistir, então peço que no mínimo, durante a minha gravidez, seja gentil comigo.
– Tudo bem. — Edward suspirou para manter a calma. – Era só isso?
– Estou esperando para me convidarem para almoçar com vocês, talvez. – ela disse.
Arregalei os olhos, só podia ser brincadeira.
– O quê? – Paulete elevou a voz atrás de mim. – Ver você já me deu enjoo.
– Já almoçamos. – Edward mentiu.
– Tudo bem, poderia dar um copo d’água ao seu filho, Edward. – eu sentia o tom irônico cada vez que ela prenunciava a palavra, “filho” e “Edward” numa mesma frase.
Esperando que ela fosse embora logo, eu mesma me dirigi à cozinha para lhe pegar o copo e levei até ela, encarando-a.
– Uma vez copeira, sempre copeira, não é mesmo? – ela disse me olhando com ar zombeteiro em suas palavras.
– Sophia, saia daqui! – Edward foi em sua direção e segurou seu braço levando-a em direção à porta.
– Ai! – ela gritou se encolhendo. – Uma pontada!
Edward parou observando seu rosto.
Quanto drama!
– Posso usar o banheiro?
Edward suspirou.
– Suba a escada, terceira porta à direita.
– Pode me acompanhar? – ela lhe perguntou.
– Claro! Vamos juntos, Bella! – ele segurou minha mão e ela nos encarou furiosa, mas subiu as escadas indo em direção ao banheiro, nós a seguimos até a porta.
Paulete pov.
– Essa mulher é maluca! – eu disse à Jacob, ainda no andar de baixo enquanto esperávamos eles voltarem.
– Eu não devia tê-la deixado entrar, me desculpe.
– Você não tem culpa. – eu afirmei -Ela mentiu pra você, e você não a conhecia.
Ele concordou com a cabeça, e eu dei de ombro me sentando no sofá.
Olhei para o lado e lá estava à bolsa de Sophia, me virei para Jacob que me olhava sem entender. Ele veio até mim e se sentou ao meu lado.
Eu não poderia perder essa oportunidade, mesmo que parecesse errado. Abri a bolsa, lá havia uma carteira, utensílios femininos e dois grandes envelopes. Os tirei de lá de dentro colocando sobre meu colo.
– O que é isso? – Jacob me perguntou.
– Eu não sei, mas vou descobrir.
– Isso é errado, não é? – ele perguntou me encarando.
– Se tratando dela, eu preciso ver o que é isso.
Ele assentiu com a cabeça e depois deu de ombros.
No primeiro envelope havia um exame de gravidez, analisei o que estava escrito ali, marcava como “positivo”. E um outro exame que era de DNA a qual mencionavam o nome de Edward. Lembrei-me de que exames de DNA na gravidez eram possíveis de realizar levando em conta o tempo de gestação que ela já estava, porém não muito comum de serem feitos, mas foi assim que eles optaram por saber logo. No fundo do envelope havia um cartão, enfiei minha mão para tirá-lo dali. Estava marcado a caneta um número de telefone, juntamente com um endereço, assinado por “J. Jenks.”
– J. Jenks. – repeti o nome em voz alta. – Esse nome não me é estranho, mas não consigo me lembrar.
– J. Jenks. é um falsificador de documentos, na verdade, dizem que ele faz milagres, seus trabalhos são impossíveis de descobrir a farsa.
Eu o encarei boquiaberto com os pensamentos que vinham em minha cabeça.
– Isso! Agora eu me lembro da onde conheço.
De imediato abri o segundo envelope, havia lá mais dois papéis, outro exame de gravidez que também afirmava ser “positivo”, já o de DNA pareciam exatamente iguais, se não fosse uma diferença. Não havia o nome de Edward ali.
– Largue isso! – eu me assustei com a voz de Sophia vindo para cima de mim. Edward a segurou pelo braço.
– O que são esses papéis? – Bella perguntou.
Encarei Sophia com desprezo.
– Edward, tem algo que você precisa saber, olhe isso! – eu apontei os papéis em sua frente. – Sophia está grávida, mas esse filho não é seu! Ela armou tudo isso.

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