Notas iniciais
Eaí galeraaaaaa! Já aviso que esse cap está super mexicano! Hahahahahaha Acho que vocês vão gostar muito, ESPERAMOS MUUUUUUUUITO A REVIEW DE VOCÊS, ISSO ANIMA TANTO A GENTE A ESCREVER, E VOCÊS ESTÃO DEIXANDO UM POUCO A DESEJAR u_u não querem um hiatus, né?! Então deixem comentários! Hahahaha Hoje sou eu Paulo - Paulete - que estou postando, ae/ e aviso que RECUPEREI MEU USER DO TWITTER, então quem quiser pode falar comigo de novo no @atrollado e com as meninas nos @lexiifreitas e @bruh_machado DIVIRTAM-SE!

Bella pov.

As palavras dele me deram um alívio, mas ao mesmo tempo me fizeram ficar imóvel, finalmente ela havia sido desmascarada.

Olhei para Edward, seu rosto assumia um tom avermelhado, os lábios deixavam a mostra seus dentes cerrados, ele deu uma longa piscada e suspirou antes de falar.

– Isso é verdade, Sophia? – ele perguntou.

Ela não respondeu, apenas o fitou furiosa, e logo depois virou seu olhar em minha direção.

Paulete veio até nós e nos entregou os papéis, juntos analisamos as informações ali, e também o cartão. Eu não conseguia sentir raiva por ela ter feito isso, apenas me sentia aliviada, minha respiração fluía mais calmamente.

– Por que fez isso? – Edward lhe perguntou.

– Se lembra de quando eu estava em Paris, Edward? Como acha que foi pegar aquela capa de revista e ver você e umazinha qualquer naquelas fotos, me fazendo de idiota na frente de toda a imprensa? Não podia voltar imediatamente, mas eu senti raiva, muita raiva, eu havia sido traída, e na primeira oportunidade eu tive um caso, rápido e involuntário, mas que me trouxe esse peso. – ela colocou as mãos na barriga.

Peso, o modo como ela se referiu ao seu filho me deu calafrios.

– Quando voltei, vi que a relação de vocês dois estava avançando. – ela continuou. – Eu me sentia impotente, sem saída, e em meio a tudo isso descobri que estava grávida, fiz os exames mesmo sabendo do resultado, esse filho não é seu, ouça isso agora de minha boca, mas ele foi o plano perfeito, com ele eu iria conseguir você de volta. – ela parou e bufou olhando cada um ali. – Se vocês não tivessem me atrapalhado, sempre no meu caminho.

– Então quem é o pai? – Edward quis saber.

– Não importa, ninguém que você verá comigo em uma capa de revista, ninguém que sujará sua imagem, a que você tanto se importa. – ela soltou um sorriso irônico e me encarou.

Ela foi até o sofá, pegou sua bolsa e veio até nós em passos rápidos.

– Agora você já sabe Edward, mas não pense que eu vou desistir. – ela o encarava ao dizer as palavras. – E você... – ela agora me fuzilava. – Vou fazer da sua vida um inferno, você nunca será feliz com o meu Edward.

Aquelas palavras fizeram meu sangue pulsar, e num movimento rápido e involuntário, levantei minha mão com a palma aberta e dei-lhe um tapa, o barulho da minha mão estalando em seu rosto foi abafado depois por um rápido silêncio. Ela cambaleou para trás e Jacob a segurou. Ela estava grávida, mas eu não conseguia me arrepender, ela merecia aquilo, Edward me encarava surpreso com minha atitude e Paulete tentava conter o riso. Ela levou a mão ao rosto e me olhou incrédula, correu até mim com a mão já levantada para revidar, mas Edward segurou-a.

– Sophia, seu show termina aqui, vá embora.

Ela bufava de raiva, uma parte de seu rosto assumia um tom mais escuro.

– Eu vou me vingar de você. – ela me apontou o dedo.

Encarei-a e arqueei a sobrancelha.

Edward abriu a porta, e por ali – olhando para trás para me encarar mais uma vez – ela saiu.

Agora todos nós nos encarávamos.

– O tapa foi merecido. – Paulete olhou para Edward.

– Acho que sim, depois de tudo isso, ela mereceu. Fez algo que eu não poderia fazer. – Ele me olhou com aquele sorriso torto e beijou meus lábios.

***

Depois de muito conversar, tomamos uma decisão em conjunto, iríamos até a casa de Sophia conversar com ela, com seus pais, explicar o que ela havia feito, havia uma vida em jogo, e ela não podia brincar com isso, não podia ser tão egoísta.

– Eu vou com você. – Eu lhe disse.

Ele suspirou.

– Tudo bem, mas faça o que eu mandar, se eu disser para não entrar, não entre, primeiro preciso ver como as coisas estão.

Concordei com a cabeça.

E então naquela tarde, pegamos o carro e fomos em direção até a casa dela, alguns longos minutos depois estávamos passando sob a grande ponte de Manhattan, acima do Rio East, a vista era maravilhosa, se estivéssemos passando ali por outro objetivo — que não fosse tão sério e arriscado — eu poderia até relaxar. Mais ao longe eu vi a Estátua de Liberdade, mesmo pequena dessa distância, era possível notar a beleza, me lembrei das vezes que estive ali. Liberdade. Era isso que eu queria, ser livre para poder viver o meu amor com Edward.

Algum tempo depois já estávamos na Ilha de Manhattan, Edward avançou alguns quarteirões até que estacionamos. Eu me deslumbrava olhando a arquitetura, a casa dela era grande, cercada por um amplo jardim e longos pinheiros atrás das grades do portão, tinha dois andares e parte das paredes eram de vidro, cobertas por longas cortinas brancas, foi o que consegui ver de fora. Edward tocou o interfone e a empregada veio nos atender, ela tinha um sorriso no rosto ao ver Edward.

– Luce. – ele a cumprimentou. – Sophia está em casa? – perguntou.

– Está lá em cima Sr. Cullen. Pode entrar, estou de saída agora, mas ela irá recebê-lo. – ela me olhou, provavelmente se referiu apenas a ele. – Está sozinha. — Edward segurou minha mão e entramos juntos depois que Luce deixou a casa.

A decoração era ainda mais bonita por dentro. Eu me sentia uma intrusa, uma estranha, na casa da minha inimiga, mas se ela já havia feito isso na minha, então eu poderia fazer na dela também. Acomodei-me no sofá.

– Se importa de esperar aqui enquanto eu subo? – ele segurou minha mão.

– Não, pode subir, é melhor que ela não me veja agora.

Ele concordou e assentiu.

Sophia pov.

Realmente eu havia me dado mal dessa vez... Estava tudo dando certo... Caminhando para o sucesso, finalmente teria alguma forma de me aproximar de Edward de vez, sem aquela mosca morta da Isabella interferindo em algo.

Mas é claro, sempre tinha alguém para atrapalhar os meus planos... Se já não me bastasse à vadia, agora havia também o seu amiguinho Paulo.

Que diabos ele tinha que mexer em minhas coisas? E depois ainda me enfrentou!

Teria que haver alguma solução...

Olhei para os papéis em cima da cama com raiva, malditos documentos!

O barulho dos meus passos se tornou contínuo, eu não sabia mais o que fazer.

Há solução Sophia... Sempre há.

Solução... Minha mente sussurra essa palavra desde que Isabella havia entrado em minha vida, em nossas vidas.

Como Edward pôde me trocar por ela? Admiti que eu não conseguia entender, não sabia aceitar.

Não precisa de uma aceitação... Mas uma solução, Sophia, cuide do problema.

Minha mente traiçoeira estava cada vez mais confusa, sim, uma solução... Solução... Solução... Problema, cuide do problema, era isso!

O que já foi uma solução virou um problema, eu tinha que me livrar... Do bebê.

Edward me perdoaria quando soubesse que perdi a criança... Esqueceria da minha traição e finalmente poderíamos ficar juntos de novo.

Sim... Cuide do problema.

Sussurros para todo lado em minha cabeça, chiados e ideias atrativamente diferentes. Precisava de algo rápido e fácil. Não podia perder tempo... Precisava de remédios!

Eu ri friamente enquanto finalmente parei de caminhar em círculos e encontrei a solução. Caminhei em passos rápidos ao banheiro e lá procurei os meus antigos remédios. Houve um tempo que tive algumas dificuldades... Tendo que tomar remédios pesados, mas era claro que isso era exagero daquele médico, eu não tinha problema algum!

Algum deles teria que resolver meu problema... Mas qual?

Botei as embalagens cheias de comprimidos em cima da cama e os olhei atentamente.

Tome todos... Assim terá a garantia que dará certo... Vamos, tome todos.

Mais uma vez a vozinha em minha mente estava certa. Aquilo me induzia. Peguei o copo transparente na cabeceira e enchi com água da pia do banheiro, apenas para não engolir em seco.

Sentei- me na cama e sorri.

Edward será meu... Oh, sim, o problema finalmente será resolvido!

Peguei uma das embalagens contendo dentro um remédio tarja preta e apertei entre meus dedos.

Por você Edward... Tudo por você.

Rapidamente abri a embalagem e botei o remédio na boca, abrindo outra embalagem e depois outra, engolindo-os com a ajuda da água. Senti tontura e minha visão começou a ser interrompida com focos repentinos de luz e depois escuridão, assim intercaladamente.

Ouvi passos vindos em direção ao quarto, olhei para porta que eu havia esquecido de trancar, ninguém poderia ver o que eu havia feito, não até eu ter o resultado. Tarde demais, alguém entrou, mas eu não olhei, apenas continuei com a cabeça abaixada e sentada na beirada da cama.

Ouve um silêncio e senti que olhos conhecidos me vigiavam.

– Sophia, você... — Escutei sua voz gloriosa antes de vê-lo. Edward. – O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? — Ele gritou.

– Estou salvando a nós dois... O nosso amor. — Sussurrei.

Em um ato rápido ele veio até mim, segurando minhas mãos e tremendo. Olhou os frascos de remédios em cima da cama e arregalou os olhos ao me encarar.

– Você tomou eles?! Vomite, Sophia você é louca? Vomite os remédios! — Sua voz desesperada cortava meu coração.

Quero lhe fazer bem, meu amor...

– Isso fará você feliz? — Perguntei.

Edward me largou, como se tivesse tomado um choque. Avaliou-me por uns segundos e suspirou.

– Sim Sophia, por favor... Bote para fora. – Pediu ajoelhado em minha frente e depois segurou meu rosto.

– Tudo por você, meu amor... — Sussurrei.

Olhei para seu rosto e sorri, vendo o homem que amava em minha frente.

Vomite... O fará feliz!

Minha mente comandava minhas ações, eu me sentia atordoada. Dirigi-me até o banheiro e com toda a coragem que podia reunir, levei o dedo à garganta, provocando jatos contínuos de vômito.

Edward aguardava do lado de fora.

Em meio à retirada do remédio do meu organismo, podia ouvir o barulho de seus passos.

– Sophia... — Sussurrou.

Finalmente terminei, sentia-me meio tonta. Dei descarga e fui até a pia escovar os dentes. Joguei um pouco da água gelada em meu rosto. Agora um pouco melhor e com respiração mais estável, fui ao encontro de Edward.

– Você está feliz agora? — Perguntei-lhe.

Edward me olhava assustado, mas um sorriso estava em seus lábios.

– Sim. Sophia, por favor, não faça isso.

– Eu estava tentando resolver o problema, meu amor... Para você ser meu.

Meu... Meu... Meu... Somente meu!

Olhos arregalados me fitavam.

– Eu estou com Bella... Entenda isso Sophia, por favor. Aceite os fatos e não torne tudo mais difícil. Mentir não vai ajudar e nem fazer nada disso...

– Não! Não! Não! Isso não é justo! Por que ela?

Edward pov.

Em um átimo Sophia se lançou de volta ao banheiro e eu fui atrás dela policiá-la para não fazer algo do tipo novamente.

Quando a vi, ela já estava com mais comprimidos na boca e prestes a engoli-los. Segurei seus braços com uma mão e seu rosto com a outra.

– Cuspa! Agora, Sophia cuspa! — Sentia-me falando com uma criança pequena. Ela estava totalmente descontrolada!

Apertei suas bochechas e a sacudi.

Ela não aguentou e cuspiu os comprimidos, que voaram pelos ladrilhos do banheiro.

– Por que, Edward? Por quê? — Ela sussurrou em meios às lágrimas que escorriam pelo seu rosto, apertando-me em seus braços.

Ela estava louca e precisa de ajuda. Não era mais algo figurativo, Sophia era um perigo para si mesma.

– Oh, Sophia... Você não era assim. — Sussurrei e a arrastei até sua cama.

Agradeci mentalmente por Bella não ter subido, só deixaria Sophia mais descontrolada.

Sentia-me triste por ver Sophia daquele jeito, ela já foi diferente, boa... E apesar de nunca tê-la amado, havia sido até uma boa companhia. Em que ponto chegou? Agora entendo suas ofensas à Bella... Estava totalmente desequilibrada. Fora do normal. Não era a mesma Sophia que eu conheci há alguns anos atrás.

Depois de passar um tempo lamentando-se e molhando minha camisa com suas lágrimas, ela adormeceu. Quando finalmente consegui soltar seus dedos de minha camisa, arrumei-a na cama. E logo depois recolhi todos os remédios que encontrei em seu quarto e no banheiro.

Fechei a porta e dei uma ultimo olhada em Sophia, continuava dormindo tranquilamente.

Desci as escadas e Bella estava sentada no sofá da sala, mordendo os lábios e olhando-me assustada.

– Eu ouvi os gritos... Edward, você está bem? O que aconteceu?

Eu levantei as embalagens de remédios nas mãos e os coloquei sob a mesa.

– Ela tentou se matar... Ou matar o bebê, eu não sei... Estava desequilibrada, a fiz vomitar e cuspir tudo... Acabou Bella, ela precisa de ajuda intensa.

– O que quer dizer? — Bella se levantou vindo em minha direção para me abraçar. Abracei-a de volta e suspirei aliviado ao sentir seu cheiro delicioso.

– Vou interná-la. Ela não pode ficar sozinha. Se foi capaz de engolir remédios tarja preta... É capaz de tudo.

– Eu concordo. Sinto muito! E ela está gravida! Como será isso?

– Não tem problema... Eu farei o máximo possível para que ela tenha todo o conforto possível lá e poderemos visitá-la... Ela fará os exames que precisa, e, bem... Não há outro jeito! Que eu saiba ela ficar com o bebê lá é permitido.

– Oh, Edward... – Abracei-a novamente e suspirei beijando sua testa.

Estava na hora de agir. Sozinha Sophia não melhoraria nunca.

Eu e Bella fomos até o escritório do Sr. Locke e ligamos para ele interrompendo sua viagem de negócios, contamos o que havia acontecido, ele conhecia o jeito que Sophia era, e me considerava como um filho, apesar de tudo, parecia não acreditar nas palavras que eu lhe dizia, mas algum tempo depois, ele concordou e me permitiu tomar as primeiras decisões, conversamos por mais alguns minutos e depois liguei para a clínica, acertando tudo que precisaríamos. Agora era só levá-la até lá.

Olhei o relógio, contestando que já se passava mais de uma hora que Sophia estava dormindo.

– Irei acordá-la. Mas vou levá-la pra clínica sem que ela saiba. Dar alguma desculpa. É o único jeito.

Bella me abraçou colocando sua cabeça em meu peito.

– Vou esperar aqui em baixo.

– É melhor... — Sussurrei e beijei seus lábios rapidamente.

Subi as escadas e suspirei ao entrar em seu quarto e vê-la ainda dormindo.

Sophia estava reta... E imóvel.

Toquei sua pele pálida, estava um pouco gélida, balancei-a algumas vezes, nada mudou.

– Sophia, acorde... – Eu disse balançando-a mais vezes.

Nada aconteceu. Nada mudou. Me desesperei.

Notas finais
WOOOOOOOOOOW e agora? O que será que irá acontecer? Não vamos revelar nada, o próximo capítulo (11) será um dos mais longos, polêmicos e legais de toda a fic, levando em conta que vamos até o final do mês ;) Então não deixem de conferir as emoções que I WON'T GIVE UP guarda para sua reta final! Contamos com vocês! Deixem reviews! Obrigado!