I Wish
4 Nobody is Going Home Tonight
Notas iniciais
Bella
Depois que a Gi foi para o banheiro, a Nathi chegou com aquele senhor que nos mandou voltar para a cabine!!! Eu levei o maior susto!! Eu literalmente achei que ele ia jogar ela do trem… Mas, para a minha surpresa, os dois estavam RINDO!!!
“O Sr. Hilário me deu o maior susto!!!” A Nathalia falou, rindo.
Eu estava muito confusa. Sr. Hilário??? Como assim?? Agora aquele velho virou engraçado??? A Nathalia viu a minha cara de quem não esta entendendo nada, e disse:
“Bella. Este é o Sr. Hilário, aquele senhor que nos fez dar várias risadas no Brasil.”
“EU fiz VOCÊS darem risadas?” Agora foi a vez do idoso ficar confuso.
“Deixa que eu explico, Nathalia.” Eu disse, então, comecei. “Eu não sei se você se lembra da Duda, mas você trabalhou na casa dela por um tempo. Ela nos contou que um senhor que estava trabalhando na reforma da casa dela se chamava Sr. Hilário, e nós nunca mais esquecemos. Todos os dias nós falávamos como o Sr. Hilário era
engraçado, mesmo que a única que já havia te visto, era a Duda. Você entrava em todas conversas, fazia os dias ruins virarem felizes, alegres.” Wow, eu havia feito uma bela explicação!!
“Exatamente!” A Nathi falou.
“Duda… Este nome não me é estranho,” o senhor disse, “esta Duda não
seria, uma loira alta?” Ele perguntou.
“É ela.” A Nathi disse.
“Me lembro dela sim, ela ficava jogando algo na televisão e no computador, gitor… guita…” O Sr. Hilário disse.
“Guitar Hero” Eu disse, não sabendo como consegui decifrar este ’código’.
“Isso aí! Bah, ela jogava muito isso!!”
“Bah“, pensei’, “ele é gaúcho mesmo!”
Saímos da cabine, o Sr. Hilário queria nos mostrar uma coisa.
“Sabem porque eu trabalho no trem? Para me divertir assustando adolescentes
como vocês. Vocês vão ver, esperem um pouco.”
Esperamos uns dois minutos, até um menino sair de uma cabine. Ele era
bonitinho, tinha cabelos castanhos e cacheados, e seus olhos eram azuis. Ele começou a saltitar, (eu achei muito estranho, sim), o Sr. Hilário nos olhou com uma cara: ‘é agora’.
O Sr. Hilário chegou perto do garoto, devagar, e olhou sério para ele. Para quem estava olhando foi engraçado, ou melhor, hilário. O Sr. Hilário começou a falar com ele, quase sussurrando, mas deu para ver que estava funcionando, pois o menino fez uma cara de medo, de quem queria sair dali correndo. E foi isto que ele fez, em quanto o Hilário ainda falava, o garoto bonitinho saiu correndo, direto para a sua cabine. Depois que ele entrou na cabine, deu para ouvir risadas dos amigos dele. Eu e a Nathi começamos a rir. Foi ai que a Gi chegou correndo, quando vimos ela demos mais risada ainda. Ela não nos viu na primeira vez, mas viu a gente rindo da cara dela na segunda vez. Até o Sr. Hilário não aguentou ficar sem rir.
Falamos com a Gi e explicamos para ela o que aconteceu, ainda rindo. A Giovana começou a rir também.
“É o gás hilariante.” Disse o Sr. Hilário.
Demos mais risada ainda.
Mais dois meninos bonitinhos saíram daquela cabine. Eles olharam para gente, mas falaram com o Sr. Hilário primeiramente. Bom, obviamente, eles falaram em Inglês, mas já que esta história esta em português, não vou mudar o rumo dela.
“Foi você que assustou o nosso amigo, Harry?” Eles falaram meio que sorrindo, e vi que logo, eles também, iam dar risada.
“Sim, fui eu sim. Algo errado?” Respondeu o Sr. Hilário.
“Não, não, só queríamos saber mesmo. O Harry não quer sair da cabine de
jeito nenhum, e nós queriamos saber se o senhor poderia nos contar como fez isso.” O outro disse.
“Bom, eu acho que não. Sabe, as notícias correm, e se eu falar para vocês agora, daqui um tempo todo mundo vai ficar sabendo. E se todo mundo ficar sabendo, viajar de trem não vai ser mais engraçado.” O Sr. Hilário falou.
Mais três meninos saíram da cabine. O menino que o Sr. Hilário assustou, também estava ali. Um deles apontou para nós e perguntou:
“Não foram vocês quem venderam o ticket para nós?”
“Sim, bem, na verdade, foi uma amiga nossa.” A Gi respondeu.
“Ah… E vocês, para onde irão? Oxford, ou Northampton?” Perguntou o loirinho.
“Oxford.” Dessa vez, quem respondeu foi a Nathi.
“Sério?? Nós também!!” Respondeu outro menino.
Duda
Ficamos
surpresas com o encontro inesperado que tivemos. A Clari e eu seguimos as meninas até o grupo de intercâmbio delas. Eram bastante pessoas, eu notei que não tinham só brasileiros, mas muitas nacionalidades diferentes. Chegamos no London Eye.
“É muito maior do que imaginei!” Eu falei, a Clari concordou com a cabeça, de boca aberta.
“É lindo, né?” A Joanna disse.
“Fantástico” A Clari comentou.
“Perfeito” Eu tive que completar.
Entramos na fila. A fila estava enorme, não que isto seja raridade, mas estava ENORME, GIGANTE! Atrás de nós, umas meninas do intercâmbio, nada discretas, começaram a falar sobre nós, (eu, a Joanna, a Gabriella, a Katia e a Clarice). E o pior, em outra língua! Como eu sabia que era sobre nós então? Bem, como disse elas não eram nem um pouco discretas, e ficavam olhando para nós com aquele olhar de
quem quer dizer: 'eu estou falando de você!'. É, não era agradável. Ou a Gabriella leu minha mente, ou ela estava pensando na mesma coisa, porque depois de um tempo ela disse:
“Elas são alemãs, nós não sabemos porque elas não gostam da gente, sempre são assim.” Ela sorriu um pouco.
A fila andou mais
A Katia e a Clarice não notaram que as alemãs estavam falando da gente, estavam muito ocupadas falando com espanholas. Eu, decidi entrar na conversa, afinal, sabia um pouco de espanhol.
“Quem é essa?” Uma das espanholas perguntou, apontando para mim, com um
sorriso, em espanhol.
“Esta é Duda, também vai à Oxford.” Eu percebi que as minhas amigas não estavam falando espanhol, mas sim em português.
Comecei a falar espanhol, de verdade, com as espanholas. Foi legal, elas
elogiaram muito meu belo espanhol, e eu tentei traduzir algumas piadas, e contei para elas. Elas riram um monte. Não sei se foi da piada mesmo, ou da minha gramática. A Katia e a Gabriella começaram a falar com as espanholas que EU estava falando, então decidi ir conversar com a Joanna e a Clari. Não, na verdade, foi porque a conversa delas estava mais interessante, pelo menos parecia. Era a Joanna quem estava falando.
“Não tem muitos brasileiros aqui, então nós geralmente nos juntamos com os espanhois ou com os italianos. Os alemães são um grupo grande, não se misturam muito. Os japoneses e os chineses são poucos, uns cinco ao todo, mas são simpáticos, se dão bem com todos. Tem outras pessoas com nacionalidades diferentes, holandeses,
angolanos, portugueses, franceses, mas poucos.”
“Que legal!” Eu já cheguei interrompendo a conversa.
Elas deram risadas, não sei porque. A fila andou mais, dessa vez, conseguimos dar uns sete passos! Estávamos quase lá! Uma moça pediu que nós entrássemos em fila, direito. Primeiro ficou a Katia, depois a Gabriella, depois eu, depois a Joanna, e por último, (hahahaha), a Clari.
A cabine se aproximava... O tempo passava... A gente conversava... E a cabine continuava se aproximando.... O London Eye parecia cada vez maior, cada vez mais magnifico.
CHEGOU A NOSSA VEZ! ENTRAMOS! Estávamos entrando na mesma cabine dos Italianos e dos Espanhois. A Katia entrou, a Gabriella entrou, EU ENTREI, a Joanna entrou e a Clarice estava entrando quando...
O senhor da roda GIGANTE não deixou!! Ele disse que já estava cheio!! Ah senhor, fala sério, né!!!
Nós fomos em direção da Clari, que estava sendo barrada. Mas OUTRO senhor não nos deixou sair da cabine.
“Mas ela é nossa amiga!” A Katia falou, quase gritou, na verdade.
“Que legal, sabia que aquele senhor que não deixou ela entrar é meu amigo?!” Deu para ver que estava sendo irônico.
“Senhor, a gente veio do Brasil para andar juntas no London Eye, por favor,
deixe ela entrar.” A Gabriella tentou pedir com calma.
“E eu vim do Hawaii para trabalhar aqui, tenho que seguir ordens, mocinha.” Ele disse irônico de novo.
Nós entramos, fomos literalmente obrigadas. Abanamos para a Clari, e eu vi a Katia falando com os lábios: 'boa sorte'. Alguns italianos vieram falar com nós.
“Aquela amiga de vocês vai precisar de sorte.” Um deles falou.
Eu ainda não havia entendido o porque de tanta sorte, então falei:
“É né, a falta de minha companhia não vai fazer bem a ela.” Depois de ter dito, me arrependi. Um deles deu risada, outro, nem sorriu.
A Joanna notou que eu ainda não havia entendido, então me disse:
“Duda, eu não sei se vocês notou, mas a Clarice esta na cabine dos
Alemães. Uns 24 alemães e 1 brasileira.
“Vocês não acham que aquele senhor é do Hawaii mesmo, né?” A
Katia perguntou.
Rimos.
Gi
Um dos meninos olhou para mim. Primeiro, fiquei encabulada, mas depois
lembrei que foi ele quem me viu espiando a cabine deles.
“Okay. Foi engraçado em quanto durou, mas agora vocês precisam voltar para
suas cabines, se meu chefe ver oito adolescentes na parte de trás do trem, comigo, eu sou expulso. Ihh, ali vem ele! Okay, fingem que estão com medo, voltando para a cabine de vocês.”
“Medo... que nem o Harry?” Um deles perguntou, o memino chamado Harry deu risada ironicamente.
“Vocês não querem ir na nossa cabine, um pouco? A gente está cantando e
tocando violão...” O loirinho disse, vi que a Bella olhava para ele, e ele olhava para a Bella. Alguma coisa ainda iria acontecer ali...
“Claro, nós não temos muita coisa para fazer. Sabe, duas amigas nossas não
estão aqui, e quando o nosso grupo não está completo, não fica TÃO engraçado e divertido como geralmente é.” A Bella falou, sem parar de olhar para o loirinho.
O Sr. Hilário é muito bom em mudar de personalidade! Em um instante, ele já estava gritando, mandando nós voltar para a nossa cabine. Isso me lembrou da Clari, que também consegue fazer isto. Eu tentei não dar risada, mas não aguentei. Ri. Não fui a única, a Bella e o loirinho também deram risada.
“E agora vocês estão RINDO?? Voltem para a cabine JÁ!!!” O Sr. Hilário disse, nos fazendo dar mais risada ainda.
Entramos. A cabine deles parecia maior... Não, era só impressão mesmo. Depois que todas nós entramos, eles se apresentaram.
“Eu sou Niall.” Disse o loirinho.
“Eu sou Harry.” Disse o menino que ficou assustado.
“Eu sou Liam.” Disse o garoto que me vi espiando a cabine deles.
“Eu sou Zayn.” Disse o menino que perguntou se a gente não tinha algum
ticket, quando nós ainda não havíamos embarcado.
“Meu nome é Jeniffer” Disse o … bem.... o último a se apresentar.
"Louis!" Gritaram os quatro junto.
Chegou a nossa vez. Nós fomos mais completas, dissemos os nossos nomes e
nossos apelidos.
“Eu sou a Bella” Tá, a Bella falou apenas o apelido.
“Eu sou a Nathalia, mas podem me chamar de Nathi.”
“Eu sou a Giovana, mas podem me chamar de Gi.” Eu disse.
O loirinho, Niall, começou a tocar violão, e como ele tocava bem, hein!! Ele foi o primeiro a cantar, logo, foi acompanhado pelos outros meninos. Sério, sem brincadeira mesmo, a voz deles, de TODOS, eram PERFEITAS! Não, mais que isso, FABULOSAS, FANTÁSTICAS, SENSACIONAIS, tudo que é bom, junto!! Enquanto eles cantavam, o tempo parecia que parava, parecia que tudo estava perfeito. Quando a
música acabou, eles sorriram quando viram nossa cara.
“Suas vozes são perfeitas.” Disse a Bella.
“É verdade, eu nunca vi vozes iguais.” Disse a Nathi
Eunão disse nada, mas fiquei de boca aberta, o que eu acho que diz muita coisa. Eles riram.
“Agora é a vez de vocês.” O Louis disse.
Demos risadas. Ele olhou como quem conta a piada e não sabe a graça.
“Você diz isso porque nunca viu a gente cantar, né!” A Bella falou.
“Não pode ser tão ruim assim.” Disse Zayn.
“Acreditem, é” Eu disse.
“Então apenas nos acompanhem. Conhecem Forever Young?” Harry perguntou.
“Sim” A gente disse juntas.
“Okay, Niall, pode começar.” Harry falou.
O violão começou a ser tocado, eles pareciam preparados, nós, não. Mas cantamos, não foi tão ruim quanto eu achei que iria ser. Quando a música acabou lembrei de algo: “EU NÃO TINHA IDO NO BANHEIRO AINDA!”
"Licença, eu vou no banheiro” Disse, já me levantando.
Fui.
Clari
Eu não sabia qual era a nacionalidade daquelas pessoas, então prestei atenção no que eles falavam. Deduzi. Alemão!!! Eu aprendia alemão em um curso, no Brasil, desdos 13 anos, então conseguia me comunicar. Prestei atenção no que umas meninas falavam.
“O QUE??” Pensei, depois de ouvir um pouco da conversa delas. “Okay, agora sei porque elas não se enturmam com as outras meninas.”
Comecei a olhar para a cabine das meninas, que estava na minha frente. Dava
para ver que elas estavam olhando para mim também. Não. Elas não estavam olhando para mim, mas sim para alguém ATRÁS de mim. Não tive coragem de olhar. Não precisei, logo, está pessoa veio falar comigo. Era um menino, (alemão, obviamente), loiro de olhos azuis.
“Hello, my name is Kristof.” O menino falou, com sotaque alemão.
“Hi, I'm Clarice.” Eu falei.
Os olhos dele brilhavam e seu sorriso era muito bonito.
“Are you Brazilian?” Ele perguntou..
“Sim, mas pode falar alemão comigo, eu entendo, e falo um pouco.” Eu
falei, em inglês, dando um sorriso.
“Ele olhou impressionado, e começamos a nos comunicar em alemão. Foi
legal.
“Você já foi à Alemanha?” Ele perguntou.
“Já, umas três vezes. E, em todas vezes, fiquei admirada. Quero muito ir de novo.” Quando eu falei isto, pensei na Gi, que também já foi para a Alemanha.
“Que legal! Você já conhecia alguém desse intercâmbio, ou conheceu todo mundo agora?” Percebi que ele era bem curioso.
“Eu já conhecia a Gabriella, a Katia e a Joanna. Nós éramos colegas. E
Duda também.” Eu respondi.
“Que legal!” Pelo menos, ele não perguntou nada dessa vez,.
“E você? Está aqui há muito tempo?” Eu perguntei, também era curiosa.
“Estou aqui há uma semana, ficarei mais uma.” Ele respondeu. “E você?”
“Bem, eu ia estar num trem, indo a Oxford, se a minha amiga Duda não
tivesse perdido a passagem dela.” Eu disse, sorrindo. “Amanha, embarcarei à Oxford.” Falei.
“Atá... Então eu devo agradecer a Duda por ter de conhecido?” Quando disse
isto, fiquei encabulada. Fiquei em dúvida se eu deveria responder ou não.
Olhei para a cabine da frente. Quando localizei as meninas, vi que elas não
estavam com vontade de me ajudar. Elas estavam fazendo um formato de coração com as mãos, olhando para nós dois. Eu desejei que o Kristof não olhasse, para aquele lado. Mas não deu certo, ele olhou, e viu o que as meninas estavam fazendo. Ele riu, e continuou a nossa conversa.
“As suas amigas parecem ser legais.” Ele disse, virando para mim.
“Elas são muito legais de vez em quando, mas conseguem me em comodar nas
horas erradas.”
Ele sorriu. Meu deus! Aquela roda gigante, além de ser gigante era
demorada também! Ainda nem havíamos passado da metade do trajeto!
“Então, quanto tempo você ficará em Oxford?” Aquele menino era curioso
mesmo!
“Um mês e meio.” Eu já estava achando que ele ia fazer outra pergunta então disse algo que poderia servir de resposta. “Depois, voltarei para o Brasil.”
“Você veio para estudar algo em específico?” Kristof o curioso
perguntou.
“Bem, eu gostaria de aprender mais sobre a política mundial, outra língua,
coisas do gênero. E você?”
“Nada em específico, sabe, tenho muitos sonhos de carreira, astronauta, ator, talvez trabalhar com a política, o que vier para mim primeiro.”
Sei lá, mas eu estava começando a gostar desse garoto. Uma sensação estranha para mim.
Eu já havia esquecido das meninas me provocando. Mas eu não me sentia
segura. Se apaixonar, em mais ou menos cinco minutos, não parece certo, mas naquele momento, eu não me importei, porque iria?
“Eu vou lhe apresentar à algumas amigas minhas.” Ele disse, sorrindo.
Ele tentou segurar minha mão, mas eu impedi, não me senti confortável.
“Estas são Beate, Doreen, Erika e Silke. Elas são da mesma escola que eu
estudo. Acho que você vai se dar bem com elas.” Ele disse.
Elas começaram a falar comigo, e Kristof saiu para falar com os amigas dele.
“Sério, Kristof nunca gostou de alguém desse jeito antes.” Doreen me
disse.
“Como assim desse jeito?” Eu perguntei, não gostando aonde essa conversa
ia chegar.
“Em quanto ele conversava com você os olhos deles brilhavam, e ele até tentou
segurar sua mão!!” Falou a menina que se chamava Silke.
“Wow, vocês são muito atentas!” Eu tentei dar sorriso. Pensava se aquilo era verdade, afinal, eles eram amigos, e elas poderiam falar aquilo para todas meninas que o Kristof conversava. Eu não ia acreditar naquilo, não tão cedo...
As meninas alemãs começaram a falar sobre coisas mais interessantes, que chamavam mais minha atenção. Elas falavam da vida do cotidiano delas na Alemanha, como elas iam caminhando para a escola, como aquilo era um paraíso. Depois, perguntaram sobre a minha, e eu disse. Elas adoram, pelo menos, foi isso que pareceu.
“Elas são muito legais” Pensei.
Depois, Kristof voltou e conversamos mais. Eu estava perdidamente apaixonada.
Nathi
Aqueles meninos eram muito bonitos, bonitos mesmos. E as vozes também,
depois de se apresentarem e tocarem/cantarem uma música, eles nos convidaram para cantar com eles. Forever Young, nos cantamos. Depois que a Gi foi no banheiro, cantamos outra música. Mas, esta música foi diferente. Ela foi interrompida por gritos que vinham da frente do trem. Gritos de pavor, gritos que diziam que algo muito ruim ia acontecer. Saímos da cabine para ver o que era. Pelo jeito, não éramos os únicos que não estavam entendendo absolutamente nada. Pessoas e mais pessoas saiam da cabine a todo momento. Era uma multidão grande, não dava para ver o que acontecia lá na frente, mas os gritos continuavam. Depois de segundos, a pessoa que antes gritou, não era mais a única, parecia que todo mundo que estava na frente do trem decidiu gritar ao mesmo tempo. Tapamos nossos ouvidos, eu não conseguia ouvir a pessoa no meu lado, sim, era tão ruim assim. Até que vimos. Era pior que pensava.
FOGO.
A frente do trem estava pegando fogo. Pessoas tentando correr para salvar seus pertences. Eu vi um homem se jogando do trem, chorei, não aguentei. Este, com certeza, perdeu a vida. Procurei algum conhecido. No meio dos gritos, ouvi alguém gritando meu nome. Olhei para o lado, era a Bella. Eu tentei correr em sua direção, mas não dava, era muita gente. O fogo se aproximava, a gente, continuava no mesmo
lugar. Era difícil caminhar, mas conseguimos chegar na porta do trem. O Sr. Hilário também estava ali, os meninos também.
“Quando eu gritar três, todo mundo pula, okay?” O Sr. Hilário disse.
“Mas o trem ainda está andando! Como é que a gente vai pular?” Eu
falei, com medo do 'três' que ele ia falar a qualquer momento.
“Olha Nathalia, daqui alguns minutos, todo trem vai estar em chamas, e eu
não vou querer estar aqui neste momento, então, o melhor para nós é pular. Além disso o trem não está tão rápido como antes.” Ele falou.
“Preparados?” O Sr. Hilário disse. “Um, dois, …” Ele foi interrompido pela voz da Bella gritando:
“A GI!!! Ela tá no banheiro!! Temos que avisar ela!!” Foi difícil ouvir a voz dela entre os gritos.
“Deixa que eu vou, vocês tem que pular.” Falou Liam.
Ele foi, ninguém disse nada.
“Agora pulem, okay? Um...” Nós demos as mãos, “Dois...” Dobramos os joelhos, “TRÊS!” Pulamos.
Eu torci meu pé e cortei o braço, a Bella também torceu o pé e cortou e arranhou a perna, o Harry cortou o joelho e torceu o braço, o Loius torceu o braço e arranhou os cotovelos, o Niall cortou as mãos e um dos braço, o Zayn estava normal, sem nenhum arranhão, sem ter torcido nada! Nós demos risadas para não chorar.
“O Liam e a Gi!” O Louis disse.
O trem já estava distante. Mas corremos atrás dele. Parecíamos crianças machucadas, correndo para longe do anti-inflamatório. Esquecemos do sangue que escorria em nós, queríamos saber se nossos amigos estavam salvos, apenas isto.
Vimos alguém pulando daquela cobra em chamas. Mas não eram eles. Achávamos que era o Sr. Hilário, mas estávamos errados de novo.
“E se o Liam não achou a Gi?” Eu gritei.
Olhamos para o trem, o fogo havia quase tomado conta de todo ele. Parei. Meu
braço estava doendo muito. Sangue escorria na minha mão. A Bella também parou.
“Porque eles não param o trem?” Eu falei, entre lágrimas.
“O Sr. Hilário nos falou que eles estão tentando, mas o fogo não os permite.” Depois que ela falou isto, o trem vermelho parou de repente.
Nós corremos em direção dele, sem parar. Quando chegamos vimos um menino carregando uma menina com o braço queimado, era a GI!!
“Eu não cheguei a tempo. Vi ela desmaiando, pelo menos eu espero que ela
tenha desmaiado.” Liam disse.
E se ela não desmaiou? Não Nathalia, não pense nisto, ela desmaiou sim!
“Vamos tentar ver a pulsação dela.” Disse o Liam.
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