I Will Love You Till The End Of Time.
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Acordei o mais cedo que pude, queria aproveitar um tempo sozinha antes de ir para o estúdio. Arrumei-me, colocando um jaleco de veludo. A temperatura marcava 6 graus.
Peguei o elevador, e fui até o salão do hotel, havia uma mesa de café da manha muito farta, mas nada me chamou atenção... Talvez fosse a ansiedade que tomava conta de mim. Resolvi andar um pouco a pé antes de pegar algum taxi, passei por jardins lindos, com árvores sem suas folhas, e as mesmas caídas sobre o chão, marcando a presença do outono. Aquilo parecia lindo. Sentei-me em um banco que havia ali, peguei um livro de bolso, e li por algumas horas.
Marcavam exatamente nove horas da manhã no relógio, o sol já estava brilhando, e então resolvi pegar o taxi e ir para o estudo, afinal era o meu primeiro dia de aula e eu não queria me atrasar.
Quando cheguei lá havia pessoas tão descoladas, e diferentes, senti-me uma estranha com meu suéter rosa surrado, um típico “visual de vovozinha”. Eles me olhavam estranho, me mediam com o olhar, eu poderia pensar o que eles estavam imaginado: “Nossa, esse suéter ela achou na campanha do agasalho?” “Com certeza ela não esta aqui para fazer o mesmo que a gente”. Mas quer saber? A opinião deles era nula, eu estava ali para realizar o meu sonho, e eles não tinham nada haver com isso.
Entrei, fui até a secretaria e pedi algumas informações, sobre minha sala, onde era e essas coisas. Quando entrei, mal pude acreditar. Clara estava na mesma sala que eu? Como? Esbocei um sorriso de alivio, pelo menos sei que não ficaria sozinha lá.
- Clara?! – Abracei-a.
- Charlie! Como esta você? – Ela pareceu um pouco surpresa.
- Estou bem e você?
- Bem... Bom, não sabia que você iria fazer tuas aulas aqui. Isso é ótimo!
- Sim, é... Mas por favor, não fale nada para ninguém daqui sobre quem é meu pai, você sabe muito bem o porque né – Seu olhar dizia “por favor concorde comigo”.
- Clara, não faria isso, até porque não teria motivos, e afinal tu só quer se preservar, digamos.
- Sim, exatamente. Obrigada!
Após essa breve conversa, o professor entrou na sala e as horas seguintes passaram como num pulo pra mim, a cada minuto uma descoberta nova, uma coisa nova a aprender. Eu estava amando. Um breve sinal bateu, anunciando o fim das aulas daquele dia. Eu já estava saindo, quando Clara, toda atrapalhada colocando seu material na bolsa, chamou-me.
- Charlie! Espere. – Ela deu passos rápidos até mim, ajeitou a bolsa e disse: — O que acha de almoçarmos juntas?
- Bom, considerando que eu não tinha nada muito importante para fazer agora, podemos sim!
- Só que tem uma coisinha. – Ela disse torcendo os lábios.
- O que? – Falei com um tom curioso.
- Você, além de almoçar comigo, vai ter que dividir mesa com meu pai e o Red Hot Chili Peppers inteiro. Topa? – Ela deu um sorrisinho discreto.
- Sério? – Espantei-me. – É claro que vou! Mas tem outra coisinha, não sei o nome de ninguém!
- Isso eu te explico no caminho, não se preocupe. Então, vamos? – Ela puxou-me pelos braços, acelerando o passo. Havia um carro estacionado, que por acaso era dela. Entramos e fomos até uma casa, pequena e não muito chamativa, que abrigava a todos da banda.
Fale com o autor