Notas iniciais
Um dramazinho porque faz parte né! O que acharam? Beijo

Ao acordar John ainda estava ao meu lado, dormindo, com o rosto sereno e a face lembrava a de um anjo. Ao passar minha mão em seus cabelos, lembrei do que havia ocorrido na noite passada e logo um sorriso veio iluminar o meu rosto de manhã. Desci as escadas e aparentemente não tinha ninguém dentro de casa. Fui até a cozinha para beber um copo de água, quando levei um susto.

- Boo! – Anthony colocou as duas mãos sobre meus ombros, o que fez com que eu quase engasgasse com o susto. Virei-me e o vi.

- Ah, então é o senhor engraçadinho. Quase morri agora por sua causa! Isso não teve graça alguma! – Dei um soco de leve em um de seus braços, e sorri diante a brincadeira.

- Não seja tão dramática! – Disse, tirando as minhas mãos de si. – Ah então vai me bater né? O que vai fazer se eu te fizer isso? – Ele disse, levantando-me do chão e fazendo-me rodar até ficar tonta. Eu ria com a brincadeira de Anthony e isso foi quebrado pela chegada de John.

Ele ficou parado observando o que estava diante de seus olhos, o ciúme que ele sentia estava claro naquele momento. Anthony colocou-me no chão e deu um sorriso sem graça para John, a situação tornara-se constrangedora. John fez um sinal com as sobrancelhas, olhei para Anthony de canto e então subi para o quarto de John.

Chegando ao quarto, John bateu a porta, sem necessidade alguma.

- Ta legal, me conte o que houve lá em baixo. – Ele disse cocando o queixo, e colocando uma de suas mãos na cintura.

- Anthony me deu um susto, o soquei brincando e ele retribuiu essa brincadeira me levantando, só foi isso... E não entendi esse teu ciúme bobo, considerando-se que em tese a gente não esta junto. – Concluí sentando na cama e cruzando as pernas.

- A gente não ta junto? Por que pra mim, ontem foi a prova disso, mesmo que seja loucura. Parece que tudo se completa quando estamos juntos.

Prestei atenção em cada uma das palavras ditas por John, e ele tinha razão, era óbvio. Quando estávamos juntos era como se o mundo parasse e congelasse naqueles instantes, minutos horas, mesmo quando não tínhamos transado ainda. John veio até mim, sentou-se do meu lado, abaixou a cabeça e olhou para mim, parecendo receoso.

- Fica comigo Charlie?

Não pude recusar a sua pergunta, John era fofo e extremamente carinhoso. Respondi-a com um beijo, um beijo longo.

- Presumo que isso seria um sim – Ele brincou.

- Bobo! Isso é mais do que um simples sim.

Descemos para a parte de baixo da casa novamente, e dessa vez juntos e de mãos dadas, todo o RHCP estava lá em baixo, decidindo algumas setlists do show que eles tinham para realizar. John cortou o silencio para dizer-lhes a novidade.

- Respeitável publico, venho apresentar-lhes a minha nova namorada. Charlie. – Pegou em uma de minhas mãos fazendo-me dar um rodopio.

Clara estava na sala, olhou para mim e sorriu, depois completou dizendo.

- Já estava na hora de um dos dois tomarem vergonha na cara e ver que se gostam, realmente. Não é mesmo Charile? – Ela enfatizou.

E eu respondi que sim com a cabeça. Todos olhavam com um sorriso estampado em suas faces, John deu-me um beijo na testa e eu fui para o quintal com Clara, deixando-os livre para que pudessem se concentrar no show.

- Foi você, não foi? — Eu disse, sentando-me na grama.

- Eu? — Clara indagou.- Por favor, não se faça de desentendida! — Dei um tapa de leve em suas costas. Clara riu e disse:

- Não foi só eu, Dominique também me ajudou. Não agüentava mais ela me falando de como John estava hipnotizado pelo teu sorriso.

Ri de volta e completei

- Vocês são uns anjos! Foi tudo tão perfeito, estou até com um certo medo de que algo estrague isso...

— Não vai, Charlie... Não vai! — Abraçou-me.

O silencio tomou conta do quintal, eu e Charlie deitamos sobre a grama e ficamos olhando para o céu nublado. Lembrei-me da primeira vez que a conheci, e de como cheguei até John. Eu sentia uma felicidade, jamais sentida. Era tão diferente. Nunca achei que eu fosse capaz de amar, ou até mesmo acreditar no amor.