I Will Love You Till The End Of Time.
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Ótima segunda-feira pra vocês! Beijo :)
Já era o final do show, John e Flea performavam a última jam. Flea, um baixista incrível com um talento incrível, a cada nota dava pra sentir o amor que ele tinha sobre seu trabalho, e com John não era muito diferente. Flea não parava de pular e mexer a cabeça de um lado para o outro, John fazia caretas a cada nota tocada, a cada riff. Os dois tinham uma sintonia maravilhosa, vê-los tocar era como se todos os problemas fugissem da minha cabeça, toda a saudade e coisas assim. Era um alívio pro coração.
Ao término no show, subi para os bastidores e todos estavam lá se secando e se hidratando. O suor escorria pelo rosto de John, e ele logo que me viu, veio abraçar-me.
- Ahhh John, que nojo! – Eu disse, brincando após ele encostar sua pele suada em meu rosto, me dando um beijo. John, abraçou-me mais forte e não me largava, fazendo pirraça com a minha brincadeira.
- Se me ama, vai ter que agüentar-me até suado e fedendo. – Riu, e beijou-me.
- E então, o que achou do show Charlie? – Disse Anthony, secando o seu corpo nada fora de forma, muito pelo contrário.
- Eu simplesmente amei! A energia lá em baixo era linda, confesso que me arrepiei em algumas músicas.
- Ótimo! Espero que você venha a mais shows com a gente. – Ele sorriu.
John olhava-o de rabo de olho, e contorcia os lábios. O ciúme era o seu maior defeito. John deixou-me sozinha na sala para guardar suas guitarras e poli-las. Sentei-me no sofá e Anthony sentou-se do meu lado.
- Imagino que esteja feliz ao lado dele... — Disse colocando suas mãos uma sobre a outra.
- Estou. John é uma ótima companhia. – Respondi incomodada com o assunto.
- Parece que você não quer falar muito sobre o assunto. – Anthony deu uma risada tímida, quase não deu para ouvir o seu som.
- Não é isso!
- E seria o que? – Indagou.
Olhei para Anthony, contorci os lábios e balancei a cabeça em sinal de um “não”. Logo John chegou à sala, se despediu e então fomos embora.
Estávamos em silencio no carro, o motorista que o conduzia dirigia em alguns momentos, seus olhares para mim, e isso me incomodava demais. Deitei minha cabeça no colo de John para ver se aquele homem parava com olhares tão estranho.
O silencio era horrível, e eu sentia uma necessidade de perguntar para John o que estava acontecendo com ele, com nós.
- John? Você ta bem?
- Estou sim, por quê? – Ele respondeu-me friamente.
— Nessas ultimas duas semanas você não parece estar bem... Conte-me o que houve!
- Você sabe o que houve. – Ele disse, ajeitando-se dentro do carro.
- John... – Enfatizei, e levantei-me para olhar em seus olhos.
- Anthony, Charlie! Sabe, eu tenho um certo medo...
- Medo? – Indaguei, colocando minha mão em seu rosto.
- Medo de que ele tome você de mim! Sabe, Anthony costuma ser o sex appeal da banda, o típico vocalista gostoso desejado por milhares de mulheres.
- Eu não o vejo assim! Anthony é só um amigo, e com isso você não deve se preocupar.
- Mesmo? – Ele disse inseguro.
- Mesmo! – Abracei-o e lhe dei um beijo. Logo chegamos a porta do meu hotel e convidei-o para subir, mas John negou, disse que trabalharia em umas musicas solo aquela noite e que estava muito concentrado nisso.
Subi para o meu quarto e ao chegar lá em cima, escutei alguns ruídos vindos de lá de dentro. Abri a porta e encontrei Dominique e Chad se agarrando em cima da minha cama.
- Ta legal, ta legal... – joguei minha bolsa na poltrona e parei no meio do quarto, para perguntar-lhes. – Que porra é essa?
Dominique ria e Chad sentia-se um tanto envergonhado.
- Desculpe Charlie, não havia outro lugar. A casa seria ocupada por Flea, e Anthony tinha um encontro essa noite. Logo pensei em vir aqui, pois imaginei que você dormiria fora com o John.
- E como entrou? – Coloquei uma de minhas mãos sobre a cintura, me espantava o fato de que os dois estavam prontos para transar em cima da MINHA cama. Chad sorriu e respondeu:
- Sabe como é né, Charlie... A gente sempre dá um jeito.
- Bom... Vão ter que dar um jeito de sair logo daqui, estou cansada e quero utilizar a minha cama para meios diferentes dos de vocês dois. – Brinquei, e ri.
- Não se preocupe, estamos saindo. – Disse Dominique, pegando na mão de chad e saindo do quarto. – Boa noite, Charlie... Nós nos viramos, de algum jeito – completou, dando uma risada maliciosa.
Logo fechei a porta do quarto, e assim que coloquei minha cabeça sobre o travesseiro, os problemas das últimas semanas vieram à tona, o silêncio no quarto foi cortado pelo barulho do telefone.
- Charlie! Liguei para saber se você esta bem...
- Não Clara, não estou nada bem.
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