I Want You

2 Dois: Quase.


Notas iniciais
Peço desculpas pela demora na postagem do capitulo, o fato era que eu estava sem pc, e sem ele não podia escrever.
Bem, problema resolvido; capitulo postado.
Espero que gostem!
Especialmente para meus queridos leitores: Miss Ilusion; Rii-chan; Ana_Sousa e Kori.
Aos anônimos, Boa Leitura.

Dois: Quase.

“Made a wrong turn

Once or twice

Dug my way out

Blood and fire”

A chuva não dava trégua, quando foi dormir, certa hora da noite ainda ficou olhando para sua janela molhada, as gotas brilhavam como que por vontade própria, daria tudo para ter estrelas no céu, adorava pensar olhando as estrelas, mas sua cabeça ultimamente estava sobrecarregada e tão breve deitou-se na cama, onde sentiu o cheiro âmbar de Juushirou adormeceu embalada pelo perfume do homem que não a merecia. Mas ela era mesquinha demais e quando queria uma coisa, lutava.

Acordou no meio da noite com batidas fortes em sua porta, levantou de um salto e vestiu-se do pegnoir negro que estava no cabideiro, os cabelos soltos serpenteando a suas costas. Os fatos que aconteceram a seguir foram rápidos demais para que ela ainda sonolenta assimilasse.

Um; sua porta fora aberta com selvageria, Dois; sua cintura tomada e a boca invadida, Três; gemia com a língua em seu pescoço.

Buscou controle e elevou o nível de sua reiatsu, aquilo somente arrancou gargalhadas dele, as mais agourentas que já pode ouvir. Usou de força, mas também nada aconteceu, porque aquele homem era bruto, feito de pedra. Sentiu-se mal por todo seu corpo reagir aqueles estímulos. A única maneira de tirar aquele homem de cima de si era blefar.

- Ahh. — ela gemeu do fundo de sua garganta.

Ele sorriu e rasgou-lhe a roupa, expondo aquela carne alva que tanto desejava. Beijando com ansiedade o corpo que ficara muito longe, ouvindo os gemidos dela que aumentavam a cada nova investida. Unohana ergueu o corpo sabia que ele responderia e foi resposta imediata, porque ela estava sobre ele e sua cabeça confusa perguntava se devia seguir os instintos e continuar com aquilo.

- Não. — disse para si mesma.

Zaraki não teve tempo de segurá-la novamente ao ouvir a negação brotar dos lábios avermelhados dela. Ele postou-se de pé, ela estava encostada a uma das paredes, cobrindo seu corpo com o que sobrara de sua roupa.

- Saia Kenpachi. — ordenou séria, como poucos a viam.

- Você muda de opinião muito rápido Retsu. — ele disse se aproximando. — cinco segundos estava debaixo de mim gemendo como uma vadia, faça um favor a si mesma e volte para aquela maldita cama.

- Eu já disse saia. — ela apontou a porta entreaberta.

- Ou o que? — ele abriu um largo riso. — Vai chamar o Doentinho para me tirar a força?

- Eu posso lidar com você sozinha.

- Ah sim, pode, então suba na cama e tire essa maldita roupa, vamos...

Um estalo foi ouvido, mas o rosto do capitão da Juuichi continuou no mesmo lugar, como se aquele tapa não tivesse ocorrido.

- Só tem um jeito de eu sair daqui mulher.

Unohana aumentou mais uma vez sua reiatsu, para seu azar minazuki estava longe. Por mais que seu corpo quisesse o dele, ela tinha de ser forte. Ele gargalhou alto.

- Quer chamar a atenção é? — Ele a puxou contra seu peito largo.- vamos então, aumente sua reiatsu e chame todos da yon aqui, aposto que adoraria ser vista gozando enlouquecida.

Unohana empurrou o peito largo, e não pode suprimir o gemido quando o queixo pontudo dele roçou sobre sua pele.

- Aposto que aquela menina que é sua tenente vai adorar ver a sacra capitã dando feito uma vadia.

Unohana reuniu todo o seu controle emocional e encostou ambas mãos sobre o peito largo, respirou fundo.

- Hadou 73 Souren Soukatsui. — disse em um leve sussurrar.

Zaraki só percebeu o que tinha acontecido enquanto seu corpo tomava distancia do dela, permitindo assim que ela pusesse as mãos em sua zanpakutou.

- Suma da minha frente.- ela ameaçou.

Kenpachi apertou os olhos e sorriu, adorava quando ela estava arredia, era muito melhor assim, ele poderia se vangloriar quando ela estivesse sob ele. Passou a mão enorme no peito e tornou a investir contra Unohana, mas ela estava preparada para qualquer embate.

Deslizando lentamente a lamina pela bainha ela pôs minazuki a postos e avançou, a gargalhada de Zaraki era agourenta aquele homem era único, somente ele para se divertir com toda aquela cena.

- Não quero ter de dizer novamente Zaraki.

- Então não diga, afinal, sabe que eu não vou sair daqui enquanto não tiver o que eu quero. – ele disse olhado para a lamina que estava apoiada em seu peito.

- Sejamos razoáveis, — ela disse muito séria.- saia para que eu não o machuque muito.

Zaraki segurou a mão de Unohana, forçando a lamina contra o peito, fazendo-a afundar na carne do capitão. Ela respirou fundo e deixou a mão cair, a zanpakutou bateu no chão e ali ficou. Unohana olhou profundamente para Kenpachi e seus olhos estavam sérios, não havia nada ali que mostrasse ao capitão que ela queria o mesmo que ele. Estava, quase vazios.

- Somente saia. – ela tornou a dizer. – Como eu pedi há algum tempo, saia da minha vida porque eu não quero mais magoar ninguém.

Ele se afastou, e a olhou de cima dos seus dois metros de altura. Ele meneou a cabeça.

- Okay Retsu, mas eu não vou parar por aqui. Se não for hoje, amanhã, você vai ser minha, porque eu sei do que você precisa.

- Eu preciso de Paz, e só tenho isto com você bem longe.

- Eu posso te dar qualquer coisa, menos isto. – Ele segurou o queixo dela e a beijou, forte, quase ameaçador. – Você não vai se livrar de mim.

Ela não pode replicar, porque aquilo estava muito confuso. Podia ela ficar sem aquele homem? Não sabia, mas ia descobrir, de um jeito ou de outro. Não queria mais machucar Juushirou, ele não merecia.

"Bad decisions

That's alright

Welcome to my silly life"

O dia parecia triste, talvez por ter chovido muito, talvez porque ela sabia que muita coisa ia mudar na sua vida. Seria mais fácil se pudesse ter tudo o que queria, mas ninguém nunca o tinha. Era a lei essencial.

Vestiu-se com o habitual hakama, mas substituiu o shihakushou pelo dogi¹, amarrando com o obi. Os cabelos tão negros presos em um incomum rabo de cavalo. Precisava treinar um pouco de kendo para aliviar os pensamentos. Com Minazuki no ombro e uma bokken² na mão esquerda ela saiu de seus aposentos. Caminhava lentamente dando os típicos sorrisos para seus subordinados, dirigia-se para o dojo que mantinha na yon.

Os treinamentos eram exaustivos, mas faziam sua cabeça pensar em como agir corretamente. Ficou durante algumas boas horas treinando, sentia o suor lhe escorrer pela nuca, fechou os olhos e viu o peitoral nu de Zaraki.

Irritada ela bateu tão forte com a bokken no boneco de treinamento que a espada de madeira partiu-se em duas. Enquanto ofegava o som de aplausos invadiu seus ouvidos.

Os olhos azuis correram pela sala e encontrou Juushirou e Isane parados a porta, a observar o desempenho da capitã.

- Há muito tempo não a via treinar. – o capitão da Juusan disse com um sorriso pequeno.

- Precisava espairecer. – ela comentou. – Algum problema Isane?

- Não senhora. Vim apenas acompanhar Ukitake Taichou. – curvou-se em submissão e se retirou.

Ukitake se aproximou lentamente, olhando da mão que ainda continha o pedaço de espada para o rosto bonito de Retsu. Ao alcançá-la percorreu os dedos pelo rosto da capitã, secando uma gota insistente de suor. Fechou os olhos e projetou-se para um beijo e o recebeu, casto sobre seus lábios suplicantes.

- Preciso de um bom banho Juushirou. – ela comentou descartando o que restou de sua espada.

- Vim perguntar sobre o jantar da casa Kyouraku.

- Já estamos nesta época do ano? – ela olhou para o vazio. – Hm, imagino o tipo de mulher que ele irá levar.

Ukitake deu um sorriso largo.

- Não acredito. – ela disse.

- Sim, parece que finalmente estão se acertando. – Juushirou acompanhava Unohana enquanto ela fazia o caminho de volta a seus aposentos. – Espero que ele não a decepcione.

- Sim, porque aquela menina pode parecer forte, mais é frágil.

Foi Ukitake quem abriu a porta para que ela entrasse, mas Unohana estancou logo em seguida, olhando para o lado onde ficava sua cama. Sentado sobre ela estava Zaraki Kenpachi. Girou no seu próprio eixo e encarou o homem do lado de fora.

- Algum problema Retsu?

Os olhos dela tremeram, por pura sorte Kenpachi estava suprimindo sua reiatsu, mas até quando o capitão da Juuichi faria aquilo era uma incógnita. Ela saiu e fechou a porta atrás de si.

- Apenas me lembrei que tem um paciente que precisa trocar as ataduras. – desculpou-se.

- Hmm. – ele pareceu intrigado. Afinal, os subordinados podiam fazer isto. – A vejo mais tarde?

Ela afirmou com a cabeça e sorriu um de seus sorrisos simples, parecia fácil demais para ela aquele gesto, mas dentro da capitã o coração estava disparado. Queria acabar com aquele capitão inescrupuloso.

Caminhou mecanicamente enquanto Ukitake ia em direção a saída, e logo o haori branco dele desapareceu de suas vistas ela utilizou de um shunpoo para voltar ao quarto.

Os olhos de Retsu cruzaram como o de Kenpachi e o clima pesou, mas o homem sorriu de um jeito que fez as pernas da capitã tremer e toda a motivação que tinha para acabar com a maldita raça dele, se esvaiu como areia entre os dedos.

As mãos de Kenpachi eram como brasas, deixavam sua pele em fogo quando a tocava, os lábios pareciam conter ácido, que corroia a sanidade. Em poucos segundos ela estava sob ele os dentes dele percorrendo a carne do seu pescoço. Era tentador demais, ela mal se lembrava de quem era e das escolhas que havia feito. A língua dele que se enrolava na dela, os guturais que ele emitia quando as unhas dela cravavam firme a pele morena dele. Era insano, era delicioso e irrefreável.

O modo como ele a tocava, o modo como a despia, era como um devoto. A língua dele, quente e extremamente úmida percorreu o vão entre os seios quando os mesmo ficaram expostos após a retirada do costumeiro obi. A pele macia dela era tocada e degustada enquanto as mãos dele agiam a fim de tirar o hakama que o atrapalhava. Em pouco tempo as peles tocavam-se e Unohana era pura luxúria, os olhos gulosos para toda a sagacidade que era Kenpachi. E encheu a boca sedenta com os seios de Retsu, fartos, deliciosos. Instigava os mamilos com a língua somente para provocar os mais diversos tipos de gemido.

E ele se afundou nela, obrigando-a a gemer entre os dentes, ofegante. Logo ele ria no ouvido dela, sussurrando coisas despudoradas que somente ele teria coragem. O ritmo era intenso, e os sons que ela exprimia acompanhavam cada novo movimento, e ele a girou, sentando-a sobre ele, queria aproveitar a cena daquela bela mulher a cavalgá-lo era um deleite ver os seios moverem-se acima e abaixo, segurou a cintura fina com mais força.

- Retsu. – resmungou.

E ela em resposta ronronou como uma gata manhosa, mordendo os lábios e cravando as unhas nas costelas de Kenpachi. Unohana jogou as longas madeixas para trás e deixou-se levar pela sensação do total prazer, levando para o nirvana somente o som dos gemidos guturais dele. E foi só encarar o rosto de Kenpachi novamente que o mundo caiu sobre seus ombros, acusador.

Unohana Retsu se levantou e cobriu o corpo com o que encontrou, um leve lençol amarrotado. Seus olhos eram duros, severos.

- Pronto Kenpachi. – ela cuspiu o nome dele. – Teve a sua maldita despedida, agora suma de minha vida.

Ele riu alto.

- Como se eu realmente fosse dar ouvidos.

Ela o viu vestir-se e sair pela janela com um shunpoo, Sabia que para ele não tinha terminado, mas ela sim tinha dado um basta naquilo tudo.

“Já não o tinha feito e voltou atrás?” seus pensamentos a traíram. “O que a impede de fraquejar novamente?” Ela não sabia responder, porque realmente não sabia se podia resistir a Kenpachi, mas ela tentaria, exclusivamente porque Juushirou não merecia.

"Mistreated

Misplaced, missunderstood

Miss know it, it's all good

It didn't slow me down"

Ukitake sorriu quando a viu entrar, ela parecia adorável naquela yukata salmão. Seu sorriso abria horizontes e ele não pode deixar de se sentir um homem de sorte. Ele lhe beijou a face e ofereceu um assento ao seu lado, o chá já a esperava, ele a conhecia bem.

- Queria conversar? – ela perguntou com os olhos caídos ao levar a xícara aos lábios.

- Nada demais, apenas queria passar um tempo. – Ele respondeu. – Vais me acompanhar ao jantar?

E algo dentro dela apertou, apontando para os erros que cometia, suspirou fundo e tentou encará-lo nos olhos.

- Achei que estivéssemos em um ponto que esta pergunta não seria mais preciso.

- Ah Retsu. – ele sorriu. – Um cavalheiro sempre convida uma dama, são as normas.

Unohana riu. E o riso dela enchia toda a sala. Mas algo dentro dela tentava massacrar aquele riso bonito, culpa. Ukitake virou-se para o lado e teve um acesso de tosse, e quando voltou a olhar para o rosto da mulher, ele estava ofegante. Ela levantou-se e se aproximou dele.

- Levante Shirou. – pediu educadamente.

Ele assim o fez, Unohana posicionou sua mão nas costas de Juushirou e pediu que ele respirasse fundo. E a lembrança de tocar outro corpo a invadiu com selvageria. O semblante antes calmo tingiu-se com um tom mais agudo, sério.

- Você tem abusado de seu bem-estar. – sentenciou, dissipando os pensamentos. – Sugiro que peque leve se não quer que eu lhe recomende repouso.

Ele assentiu e voltaram a tomar o chá conversando coisas triviais, Unohana queria manter o ritmo da conversa, ocupar a mente. Kiyone foi levar o remédio que ele tomava no horário certo e Unohana sorriu para a jovem irmã de sua fukutaichou.

- Yo Shirou-kun; Dai-senpai. – Shunsui acenava enquanto vinha entrando, sua subordinada logo atrás.

- Oi Shunsui, Nanao-chan. – disse Juushirou oferecendo um acento a ambos.

- Shunsui, Nanao-san. – Unohana cumprimentou e ofereceu seu sorriso.

- Boa Noite. – Nanao respondeu polidamente.

Os olhos azuis por trás da lente se fixaram em Unohana e ela sentiu que sua alma era radiografada. Aquela mulher tinha uma perspicácia além do normal, teria ela notado a defensiva de Unohana?

Piscou com seus próprios azuis e viu que Ukitake a servia de chá.

- Não. – Unohana disse. – Nanao-san não gosta de chá verde.

Aquilo trouxe cor as faces da pequena morena, que abaixou seus olhos e os voltou para o capitão da Juusan.

- Perdoe-me.

- Não fica assim Nanao-chan, você me acompanha no sake! – Shunsui sugeriu com sua voz forte.

- Negativo. – respondeu ela rápido. – E o senhor não vai beber, não quero ter que carregá-lo até sua casa.

Unohana observava o desenrolar da pequena discussão com uma pontada de ciúmes, não de Nanao ou de Shunsui, mas sim da devoção que ela o oferecia. E por fim desejou que pudesse ser uma pouco mais parecida com aquela menina que era tão jovem, mas igualmente sábia.

"Mistaken

Always second guessing

Underestimated

Look I'm still around."

Notas finais
Música do cap Fukin' Perfect - Pink.
Dai-senpai é literalmente: Grande Veterana.
Shunsui tem muito respeito por Unohana. /FATO.