I Want To Win The Princess
3 A Raquete Branca!
Notas iniciais
♥
- Ohayo Ryoma-kun!
— Ohayo, Sakuno. – Ryoma pôs as mãos nos bolsos e saiu andando até sua classe. Aquela aula era de inglês, matéria favorita de Ryoma, e a professora tinha colocado Sakuno como sua dupla.
Fazia uma semana que eles tinham treinado juntos, e por mais que ele não quisesse, quando estava sozinho, ficava lembrando daquela garotinha de tranças toda feliz quando fazia um ponto no jogo. Ele ficava feliz ao ver Sakuno toda animada, mas é claro que não deixaria aquilo transparecer.
— Vamos traduzir o texto?
— Ham?
— O texto Ryoma.. Vamos traduzir? – Sakuno estava mãos esperta. Seguiu o conselho de Tomoka para ser mais enérgica, e até que estava dando certo, assim ele conversava mais com ela.
— Ah, claro.
Ryoma era muito bom com inglês por já ter morado na América, e Sakuno também era das melhores. Fizeram bem rápido e entregaram à professora, depois voltaram ao seus lugares e ficaram um tempo em silêncio.
— Ai, isso é um chaveiro de raquete?! – A garota pegou o estojo de Ryoma e ficou olhando o chaveirinho.
— É sim... – ele suspirou.
— Que gracinha, onde comprou Ryoma?
— Na verdade foi quando eu ainda morava na América, nunca v um igual à esse aqui no Japão.
— Ah ta... – Ela fez um bico e se entristeceu, fazendo Ryoma virar o olhos e suspirar novamente.
— Quer pra você?
— U-uhm? – Ela olhou com os olhos arregalados, sorrindo.
— Pode ficar... Devo ter outro em casa. – Na verdade ele não tinha, mas queria vê-la feliz.
— Ahh obrigada! – Os olhos dela se encheram de alegria – Obrigada Ryoma!
— De nada... – Ele arrumou o cabelo que estava sem o boné e deu um sorrisinho satisfeito. Pegou a raquetinha da mão de Sakuno e colocou como chaveiro no estojo laranja dela – Ficou legal... – Se virou e arrumou o material, o sinal já iria bater para o almoço.
Não deu dois minutos e o sinal de fato bateu. Sakuno arrumou o material rápido e Ryoma já tinha saído na frente, deixando ela lá. A garota não queria chegar tarde na fila da cantina senão seria impossível comprar um lanche com a superlotação que fica lá.
Correu pelo corredores da escola, e quando virou a esquina do corredor para chegar na cantina se esbarrou com alguém.
— Ai desculpa! – arrumou a saia e a blusa – Eu não te vi! – Ainda olhava para baixo se certificando de que o uniforme estava certinho.
— Tudo bem.. Toma, você demorou demais, achei que ia querer. – Ela levantou o rosto e viu Ryoma com a mão esticada, oferecendo um lanche para ela.
— C-comprou pra.. mim?
— Sim, como eu disse, você demorou demais. – Entregou o lanche e foi para as quadras, mas não iria jogar, apenas queria ver o moviemento.
— Ryoma... – Sakuno sorriu e mordeu o lanche.
Chegando nas quadras, o garoto viu Momoshiro ensinando Kyara a sacar, enquanto Kikumaru dava risada da cena.
— Ochibi! Vem aqui ver a Kyara-chan aprender a sacar.. Ela é uma negação! – Deu risada da colega.
— Eu ouvi isso Eiji! – Ameaçou a sacar nele, mas Momo segurou ela e tentou ensinar novamente.
— Mada mada dane... – Um suspiro saiu de sua boca.
— Chances de Echizen conquistar Ryuzaki-chan.. 83,4%. – Uma voz grossa chegou por trás de Kikumaru e Ryoma assutando os dois.
— I-inui-san! Não chegue assim do nada nos assutando! – Kikuaru gritou com o amigo – O que quis dizer com isso?
— Faço anotações sobre todos os titulares dentro e fora das quadras para acompanhar seu rendimento, e as chances de Ryoma conquistar Ryuzaki são essas. – Ajeitou o óculos e começou a fazer anotações sobre a capacidade de Momoshiro ensinar alguém a sacar.
— Ochibi! Não me contou que estava conquistando ela! Hahaha, deixa Momo saber disso...
— Não estou fazendo isso.
— Ahh está sim! Conta Inui o que ele fez?! – Kikumaru segurava Ryoma bagunçando o cabelo dele e o apertando enquanto Sadaharu contava – Então você comprou um lanche porque ela se atrasou! Garoto esperto... Agora só tem que leva-la em algum lugar.. e quem sabe.. ganha até um beijinho! – Kikumaru se matava de rir, era divertido encher a paciência do pequeno.
— Tenho que ir... – Revirou os olhos e se direcionou para dentro da escola, a próxima aula seria de física, e ele era péssimo.
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‘Adorei esse chaveirinho...’ Sakuno pensava nisso enquanto estava deitada em sua cama com o caderno aberto, estava estudando física, o professor tinha marcado prova, e por mais que ela fosse superboa, estava dando uma revisada. Já era de tarde, e depois de fazer alguns cálculos resolveu ir ao shopping, queria mesmo aquela raquete branca que tinha visto no dia que saiu com Wataru, e quem sabe Ryoma não fosse uma boa ajuda, dando opinião.
— Vou ligar... N-não o que eu estou pensando.. Não vou ligar... – Foi interrompida enquanto andava de um lado para o outro em seu quarto e falava sozinha com a mão no queixo.
— Sakuno-chan, não vai ligar pra quem?
— V-vó! – ela tomou um susto com a aparição da velha ali – P-ara Ryoma-kun... – suspirou – Ia chamar ele para ir ao shopping, queria ajuda para comprar uma raquete nova. Tenho dinheiro guardado da mesada e vi uma bem bonita lá esses dias.
— Ué, e não vai ligar porquê, Sakuno? – A Ryuzaki-sensei arqueou uma sobrancelha e já foi entregando o telefone para a neta – Ligue, é claro que Ryoma vai te ajudar.
— Ta bom... – Ficou olhando pra a avó e para a porta, esperando que ela saísse dali para poder telefonar.
— Ah claro.. Vou sair.. Mas ligue hein! – Saiu e encostou a porta.
Sakuno respirou fundo e contou até 5, depois discou os números já se lamentando por fazer aquilo.
‘ E se ele não quiser ir?!’ – Alguém atendeu.
— A-alô?
— Alo, quem fala? – Disse a voz de um homem, não muito grossa.
— Aqui é Sakuno Ryuzaki.. O Ryoma está ai?
— Ahhh Sakuno! A neta da velha! Como está?
— Bem... Obrigada!
— Ryooooma! Sua namoradinha está no telefone, atenda!- Nanjirou gritou aquilo como se estivesse à 1km de Ryoma – Ele já vai atender garotinha, até mais!
— Até... – Colocou a mão na testa, não acreditando no que aquele homem havia dito.
— Sakuno? – Ryoma pegou o telefone imaginando já quem fosse pelo que seu pai disse, mas com bastante naturalidade.
— O-oi Ryoma.. Como está?
— Bem.. Eai o que quer? – Disse como se estivesse apressado.
— Está ocupado agora de tarde Ryoma?
— Não não, só estava brincando com Querupin, porquê?
— É que.. – suspirou, pensou e tomou coragem – Eu queria comprar uma raquete nova e queria saber se você não podia me acompanharnoshopping. – Falou tudo rápido no final como se fosse um sacrífico fazer o convite.
— Claro, te encontro lá as 17:00, pode ser?
— P-pode! – Que alívio – Obrigada!
— Até lá. – Desligou e se virou para Querupin que esperava Ryoma com um cordão de brinquedo com uma pena na ponta.
— Vai sair Ryoma? – Nanjirou se aproximou do filho com um sorriso malicioso – Aonde vão, hein, hein?
— Ao shopping.. Ryuzaki-chan quer ajuda para comprar uma raquete. – Disse dando os ombros e fazendo pouco caso.
— Não esquece de ser galanteador e pagar um sorvete, ou um lanche para Ryoma.. As garotas adoram isso. – Ryoma virou os olhos e foi se arrumar.
Por algum motivo, não queria ir de boné e jaqueta de tênis. Colocou uma bermuda social, camiseta verde e foi sem o bendito do boné. Até passou perfume, coisa que não costumava fazer, enquanto Sakuno estava em um dilema na sua casa.
— Aaaai ai ai ! Que roupa coloco? – fez biquinho.
Acabou colocando uma saia azul e camiseta polo branca, com um tênis confortável. Não esqueceu de fazer suas trancinhas, é claro. Terminando tudo isso, já estava quase na hora, e sua vó à levou até o shopping, enquanto Ryoma foi de metrô.
Andou até a loja de artigos esportivos e lá já estava ele, olhando uma munhequeira vermelha que estava na vitrine. O coração de Sakuno disparou ao vê-lo ali, ele tinha ido mesmo! Chegou mais perto dele toda sorridente, atraindo atenção de vários rapazes, e também de Ryoma.
— Oi Ryoma, obrigada por ter vindo! – Sorria toda satisfeita.
— Não foi nada. Vamos entrar.
— Claro... Eu tinha visto uma raquete branca que me parecia ser muito boa, é está daqui olha! – Apontou a belíssima raquete toda animada, como se fosse a raquete da vida dela.
— É ruim para você.
— U-uhm!?
— A empunhadura dela é muito grande e grossa, sua mão é pequena demais.. Vamos ter que achar outra, ou vai ficar cheia de calos nos dedos. – Sorriu enquanto explicava.
— Tudo bem.. Mas eu queria mesmo aquela!
— Que tal essa? – Ryoma pegou uma raquete branca, bem parecida com a sua e mostrou à Ryuzaki que se encantou toda quando viu.
— Esta é linda! Não vou me machucar com essa?
— Não. É igual a minha, só que com a cor que você queria. Ou não quer branca?
— Q-uero branca sim! Está perfeita. – Sorriu e ficou toda encantada com ele se preocupando com a cor da raquete que ela queria. Foi muito fofo mostrar uma igual a dele, como se fossem um casalzinho que jogam com o mesmo estilo de raquete.
— Essa raquete vai te dar mais controle e precisão nos ataques, e é leve, da pra se defender muito bem também.
— Vou levar essa! – Foi até o caixa e pagou. Toda sua poupança, ela inteirinha se foi com aquela esplendida raquete.
— Ah, não me sobrou dinheiro e eu queria comer um lanche ainda! – Disse para si mesma, mas é claro que Ryoma ouviu.
— Também quero um. Vamos. – Puxou ela pelo braço para que o acompanhasse e foi até a praça de alimentação, com a mãos nos bolos depois de a soltar – Quer lanche mesmo? – Perguntou olhando para a praça.
— Quero sim! – Quando ia dar um abraço de agradecimento, sua mão foi puxada para trás.
— Sakuno-chan, como está?
— Wataru!?!
— Ryoma, como vai? – Echizen encarou o loiro que estava muito bem arrumado, e voltou o braço pelo ombro de Sakuno na mesma hora.
— Vou muito bem.
— Que bom.. E você Sakuno?
— B-bem! – Quando Ryoma a laceou em seus braços ela pode sentir o perfume fresco e suave que vinha dele.
— Até que enfim estão juntos... O momento que todos esperavam, né? – Deu risada, provocando Ryoma.
— É, estamos. – Suspirou e abraçou Sakuno mais forte.
— Fico feliz! – Deu um beijo na bochecha de Sakuno que estava paralisada, cumprimentou Ryoma com a cabeça e saiu dali. A garota estava vermelha demais.
— Vamos comer... – Pegou na mão dela e foram à lanchonete mais próxima, calados e se sentaram.
Ryoma queria cometer um suicídio depois do que fez ali. Ficou com ciúmes ao ver Wataru e só por isso ficou em cima de Sakuno como se a menina fosse propriedade dele. Não entendeu ao certo seus sentimentos, mas sempre soube que gostava dela desde que à viu na estação de metrô quando ele chegou à cidade.
Sakuno estava confusa, e feliz. Adorou o fato de Ryomar transparecer um ciúmes tão obvio assim e esperava isso já fazia algum tempo.
— Foi muito fofo , Ryoma-kun. – Disse vermelha de vergonha olhando pro cardápio de lanches.
— Só quis fazer ele ir embora logo. Sei que ele te incomoda, você mesma disse.
— N-não me incomoda.. Na verdade eu te disse que eu era amiga dele...
— Pff.. – A sua tentativa de explicação falhou – Próxima vez não te protejo então. Já que são amigos. – Olhou com desdém para o lado, totalmente mordido.
— Ahh – deu uma risadinha – Pode me proteger se quiser, eu vou gostar! – O garoto só deu um sorriso irônico de canto de boca e olhou fixamente para Sakuno, pegando em seguida o cardápio.
Ela pediu um lanche natural, e Ryoma hambúrguer. Dois hambúrgueres na verdade, com batata e refrigerante. Começaram a comer e conversar um pouco, sobre a nova raquete, e como ela tinha chances de ser titular no ano seguinte. Ele estava dando muito força e prometeu ajudar à pequena.
— Terminei! – Sakuno estava bem feliz e olhava docemente para o garoto que devorava os lanches. Ficava tão lindo com aquele cabelo escuro esverdeado caído no rosto enquanto tomava o refrigerante olhando para a próxima mordida que daria. – Obrigada de novo pela ajuda, Ryoma-kun.
Ryoma largou os lanches e o refresco, limpou a boca e pegou nas duas mãos de Sakuno, dando um sorrisinho digno de ser filho do Samurai. (eeeeeeee Samurai lindo)
— Obrigado por ter me chamado. Pode pedir minha ajuda sempre que precisar, Sakuno-chan.
Ela não podia se contr. Ryoma estava ali pegando nas mãos dela e falando bem diante de seus olhos que ela pode contar com ele. Era mais do que ela esperava... Ele sabia ser charmoso quando queria, e se sentia com sorte por ser a garota felizarda da atenção de Ryoma.
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