Notas iniciais
♥ Saori e Kyara não prestam! kkkkk

♥ Ryoma, se vira pra alegrar a Sakuno!
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Sakuno estava sentada com Kyara e Saori no horário do almoço, as três estavam bem longe dos meninos. As mais velhas convenciam Sakuno de fazer ‘um joguinho’ com Ryoma, porque ao olhar delas ele merecia sofrer um pouco só por diversão.

— Não vou fazer isso com ele. Nem estamos namorando! – A pequena olhava para o chão toda envergonhada.
— Ah que isso Sakuno! Você ficou feliz por ele disse que pode contar com ele? Nada disso! Vamos fazer ele correr um pouquinha trás de você, igual você faz desde que ele chegou à cidade... Por favor!? –Kyara estava manipulando Sakuno, que não achou a ideia tão ruim, isso faria com que ela tivesse certeza se Ryoma gosta mesmo dela.
— É Sakuno-chaaan! Vamos! Vou adorar ver o Ochibi todo raivosinho correndo atrás e você! – Saori dava risada enquanto Kyara tentava parecer séria para a menina aceitar a proposta, mas no fundo estava se matando de rir também.
— Uhmm eu não sei – fez um biquinho – Mas tudo bem ... Só por alguns dias ta bom? – Ela fez o pedido igual à uma criancinha e as duas senpais ficaram com dó.
— Tudo bem, só alguns dias! Então lembre-se, quando ele vier falar com você, da uma de Ryoma Echizen, fique monossilábica, essas coisas chatas que ele faz... – Kyara explicou tudo certinho.
— Eu gosto desse jeito dele, não acho chato... – Seus olhos castanhos brilhavam enquanto falava isso, mas foi logo acordada por Saori.
— Ahhh, não esquece de falar ‘mada mada dane’ algumas vezes também viu? – Se matava de rir, teve que sair dali se não teria um ataque cardíaco, foi com Kyara para a sala, e Sakuno ficou ali terminando seu almoço.

Do outro lado do refeitório estavam Fuji, Momoshiro e Kikumaru enchendo a paciência de Ryoma para ir almoçar com a pequena que estava sozinha na mesa. Tezuka e Inui estavam ouvindo tudo e se divertiam com as ideias dos garotos tentando manipular Ryoma, que era mais do que esperto na maioria das vezes.
— Vamos lá garoto! Você foi bem no encontro do shopping, agora tem que ir até lá almoçar com ela... SEM falar de tênis! – Momoshiro empurrava ele para fora da mesa.
— As chances de Echizen ir almoçar com Ryuzaki-chan são de 99,9% — O comentário de Inui fez todos darem risada, e Tezuka deu um sorriso.
— Vamos Ochibi! Não decepcione nem a mim nem à Momo-senpai! Ande vai lá, vcê foi bem mesmo no encontro, agora tem que ir lá dar atenção à ela, anda anda! – Eiji empurrou ele de vez da cadeira, e ele foi obrigado a ir até a mesa de Sakuno, com uma cara de poucos amigos já que estava sendo forçado a fazer aquilo por seus senpais.
Chegando mais perto da mesa, com um rostinho já melhor, dando um sorrisinho para Sakuno, o coração da garota disparou totalmente.
— O-olá Ryoma-kun! O sorriso de Sakuno ia de orelha à orelha, então ela lembrou que devia ser mais seca.
— Oi Sakuno – deu um sorrisinho – Posso comer com você? – Os meninos olhavam todos curiosos e dando risada da cena.
— Se quiser... – Ela virou o rosto para o lado e continuou a comer. Aquilo doeu em seu coração, mas até que foi engraçado ver a reação dele que foi uma surpresa! Ryoma gaguejou um ‘o-oqu-e?’ indignado e já começou a pensar no que ele podia ter feito de errado pra levar uma esnobada daquela, depois por fim sentou, de frente para ela incomodado com a situação, não parava de encará-la.

— Fiz alguma coisa? – Perguntou do mesmo jeito de sempre, mas dava pra se notar um pouco de preocupação.
— Não fez não, porquê?
— O jeito que você falou.. Não sei, foi diferente. – Abaixou o boné e fez pouco caso. Agora era uma questão de quem faria mais indiferença.
— Não, estou normal – Ela falou séria como nunca tinha falado antes – O sinal já vai bater, até mais hein. – Levatou, arrumou a saia e estava saindo dali.
— Espere. – Ele se arrependeu de dizer aquilo no mesmo momento que falou mas.. – Q-quer..
— Quero o quê? – Fingia estar apressada.
— Não sei.. Quer.. Jogar hoje a tarde, ou dar uma volta? Podemos jogar na quadra d aminha casa se quiser... – Sakuno se matou de fofura por dentro, tudo que ela queria fazer era pular em cima dele e enchê-lo de beijinhos por ter sido fofo daquele jeito, afinal ela tinha ganhado! Ryoma se rendeu, e com medo de perde-la à chamou para sair pela primeira vez.
— Uhm.. Claro, apareço por lá quando você me ligar, pode ser? – Sorriu e foi até sua casa, deixando ele com uma carinha de bobo. Momoshiro, Syusuke e Kikumaru voaram para a mesa dele no mesmo momento que ela saiu.

— Eai Echizen, como foi?! – Fuji estava muito curioso, assim como os outros rapazes.
— É Ryoma, conta logo! O que conversaram? – Momoshiro como sempre impaciente.
— Eu.. Chamei ela pra ir jogar comigo em casa hoje.. – ainda estava incrédulo com o jeito que a menina falou com ele.
— Ahh muito bem garoto, chamando ela pra ir na sua casa hein Ochibi? Perde pra ela, pra deixar ela feliz! – Fuji deu risada do que Eiji disse, mas Ryoma nem respondeu à isso.
— Senpais...
— Uhm? – Os três viram o rosto dele meio abatido e ficaram até meio preocupados.
— Quando uma garota responde pra você como se não estivesse nem ai, é um mal sinal, não é? — A boca de Momo caiu até o joelho.
— O Que ela te disse Echizen? – Fuji queria analisar a situação e dar algum conselho útil ao ‘pequeno apaixonado’.
— Não sei, eu cheguei e ela virou a cara, depois disse que eu perguntei se fiz algo ela disse que não e simplesmente ia embora pra sala, dai perguntei se ela queria ir em casa pra ver se animava, mas ficou do mesmo jeito e disse que aparece por lá – Ryoma para eles com os olhos bem redondos em vez de amendoados como olhos de gatos, ele estava muito confuso com a reação da menina.
— Ué, ela é sempre tão feliz, e com todo respeito Ochibi, mas também é super fofa. Com você né! – Kikumaru colocou a mão na cabeça e pensou no que Ryoma podia ter feito pra deixar ela indiferente daquele jeito.
— Já sei. Conversou com alguma menina na frente dela, não é Echizen? – Fuji achou que tinha desvendado o mistério.
— Na verdade não.. Mas não ligo também – Fez pouco caso na frente dos amigos, mas por dentro estava inquieto se matando de pensar no que ele poderia ter feito de errado – Vou pra aula.. Até mais.
Saiu dali sem terminar o almoço e foi para a sala, aula de Geometria, Sakuno não estava nessa classe.

— Não adianta ele fingir que não está incomodado.. Sabemos que está – Kikumaru estava rindo demais do pobre pequeno, que se via em apuros com Sakuno. Incrível como à menina conseguiu abalar Ryoma em 2 minutos de conversa.

No horário da saída, Sakuno foi abordada pelas suas senpais, Saori e Kyara. Elas pegaram a menina pelo braço e a levaram até o vestiário feminino onde nenhum dos garotos pudessem ouvir a conversa delas. Parecia uma brincadeira de 5ªsérie, e Kyara junto de Saori estavam amando aquilo.
— Eai Sakuno-chan! Como foi com Ryoma? Vimos ele indo até sua mesa antes de entrarmos na sala. – Saori perguntou enquanto refazia a trancinha esquerda de Sakuno que foi desmanchada quando levaram ela até ali.
— Bom.. Ele chegou e meu oi normal, dai perguntou se podia comer comigo. Foi tão fofo! – Sakuno sorria, ela não se aguentava, mas tinha que resistir.
— Haha, Ochibi espertinho.. E ai o que você disse?
— Que se ele quisesse podia, dai virei meu rosto e continuei a comer. Fiquei com medo que parecesse falso da minha parte, mas acho que ele acreditou. Depois eu sai pra ir para a aula e ele perguntou todo preocupado se tinha feito alguma coisa pra mim, dai me chamou pra jogar na casa dele hoje. Ele nunca foi atencioso assim, foi muito bonitinho! – Os olhos da pequena brilhavam, ela não era MESMO do tipo que é seca com alguém, ainda mais com Echizen. Sempre foi muito delicada e fofa.
— Hahaha! – Saori e Kyara riam demais – Não acredito que disse isso à ele.. Não esperava tanto de você, acho que vamos nos divertir bastante Sa-chan!
— É vamos.. Mas logo pare ta bom? Não queremos magoar Ryoma, nem você! – Saori como era mais calma que Kyara, mostrou seu lado gentil e fez um carinho na cabeça de Sakuno, enquanto Kyara bateu o pé e disse que ela poderia continuar quanto tempo quisesse.

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Chegando em sua casa, Ryoma deu banho em Querupin e aproveitou para tomar um também. Colocou um shorts de jogar tênis e uma camiseta polo branca, ficaria sem boné.
— Porque está todo arrumado Ryoma, vai sair?
— Não.
— Então porque está!? – Ryoma permaneceu em silencio,ignorando-o, então Nanjirou sacou tudo — Ahhh a neta da velha vai vir aqui... não é? – Ryoma nem precisou responder seu pai que já tinha se levantado do chão para bagunçar o cabelo do filho – Está podendo em filhão! Vão fazer o que? Jogar?
— Vamos.
— Hahaha, quero ver a garotinha de novo! – A campainha tocou de lá de fora, e a prima de Ryoa atendeu Sakuno.
— Olá Ryoma. Olá Nanjirou-san. – A garota se curvou para o pai de Ryoma em forma de respeito.
— Oi querida, como está sua vó?
— Muito bem, obrigada! – Ela sorria do mesmo jeito delicado de sempre, aquilo aliviou Ryoma que estava tenso desde o almço. Talvez ela tivesse voltado ao normal.
— Vejo que sua raquete é igual à de meu filho, só muda a cor não é mesmo? Fez um bom trabalho ajudando ela Ryoma! – Echizen saiu de perto do pai e se dirigiu até Sakuno, iriam até a quadra, e a menina estava vermelha com o comentário de Nanjirou.
— Tudo bem, vou deixar vocês sozinhos. Pega leve com ele em mocinha! – Deu risada e suspirou lembrando de sua juventude.

No mesmo momento que ficaram sozinhos, Sakuno se transformou, como Saori e Kyara tinham pedido, e Ryoma estava achando que ela já estava normal.
— Quer qual lado da quadra, Sakuno-chan? Pode escolher.
— Qualquer um.. – Se dirigiu para o lado direito, e Ryoma estranhou seu comportamento de novo.
— Posso começar? – perguntou dando um sorrisinho encantador, que quase acabou com o plano da menina.
— Pff... – Suspirou – Vai.
Ryoma então sacou, meio abalado com ela. Sacou meio forte de propósito, mas pra sua surpresa, Sakuno devolveu (pura sorte) e como ele não esperava, nem foi atrás da bola. Ela fez o ponto.

— Mada mada.. Dane! – Ela não aguentou ao falar isso e deu um pouco de risada no fim da frase. Ryoma também riu ao ver ela apontando a raquete e dizendo aquilo, um pouco de orgulho também surgiu junto de seu sorriso. Tinha sido divertido ver ela dando uma de ‘Ryoma’.
— Está me imitando, Sakuno-chan? – Veio ele com o sorrisinho do Samurai.
— N-não.
— Não?
— Não. Minha vez de sacar! – Ela foi até Ryoma e pegou a bolinha do lado dele. Ryoma pegou da mão dela.
— Na verdade, é minha vez de sacar. – Ele levantou a bolinha para o alto quando ela tentou pegar da mão dele. Não lá tão mais alto que a menina, mas ficou desviando a bolinha dela como numa brincadeirinha.
— Devolve a bola Ryoma! – Ela dava risada – Eu quero sacar, por favor! – Ela pulava tentando pegar a bola enquanto dava uns tapidinhas no ombro dele para parar.
— Uhm.. Então você está normal? – Entregou a bola sorrindo.
— Ah-h, não! Não estou. – Fez cara de séria, fazendo Ryoma dar uma gargalhada.
— Mada mada dane Ryoma-kun.. Minha vez de sacar. – O garoto arqueou uma sobrancelha sorrindo e continuou o jogo, vendo ela querer dar uma de séria.
— 6x0, Echizen Ryoma – O garoto levantou o braço comemorando sua vitória zombando de Sakuno, que sorria docemente para ele, adorava ver ele ganhar, ficava tão feliz e confiante – Você melhorou muito Sakuno.. Ano que vem entra para as titulares da Seigaku. – O jeito mais despojado dele agradava a pequena, ela adorava ouvir elogios vindos de Ryoma.
— Tomara! – Se sentou no banco do lado da quadra, em baixo do Sino. Ryoma sentou do lado dela.
— Quer tomar um suco, alguma coisa? – Ainda queria agradar Sakuno, não queria vê-la seria de novo sem motivo algum.
— Quer sim, obrigada!

Eles entraram na casa de Ryoma, e Sakuno logo ficou amiga da prima dele. Tomaram um suco e ficaram ali esperando Ryuzaki-sensei ir buscar a neta, mas logo a buzinha tocou na frente da casa dele. O garoto à acompanhou até o portão.
— Obrigada por jogar hoje comigo Ryoma-kun. – Deu um beijo no rosto de Echizen, que ficou visivelmente vermelho, mas não fez nenhuma reação de surpresa. Na verdade segurou a mão dela.
— Até amanhã. – Acenou para Ryuzaki-sensei e entrou para dentro de casa.
— Está namorando Ryoma-kun, Sakuno? – A velha deu uma risadinha da neta, que nada respondeu, apenas ficou corada.

Chegando em sua casa, tomou um banho e se deitou em sua cama olhando para o teto, tinha um sorriso no rosto. ‘Ryoma...’ Ela suspirava pensando no rapaz, que também pensava ela enquanto quebrava a cabeça pensando no que podia ter feito para chatear ela no começo do dia. ‘Que com que consertei tudo no final...’
Meninos... Tão bobinhos!

Notas finais
♥ review