I Wanna be With You.
24 Capítulo 24 - Accepted Apologies.
Notas iniciais
Charlie já havia completado um mês e Rachel insistia que ela havia crescido um pouco, já Quinn não via nenhuma diferença. A pequena teria com certeza a personalidade de Rachel, afinal, apenas com um mês de idade já sabia se decidir; Se não gostava de algo, ‘mordia’ a primeira coisa perto, que geralmente era a bochecha de Quinn, o nariz de Rachel ou as mãos de Beth.
O clima estava começando a ficar frio e logo a neve começaria a cair, mas isso não pararia Rachel e seus exercícios estranhos para recuperar o corpo de antes da gravidez.
– Rach, só faz pouco tempo que você literalmente pariu uma criança de dentro do seu útero ... Você não acha melhor esperar pelo menos mais um mês? – Indagou a loira, segurando o bebê nos braços. –
Rachel corria numa esteira que ficava num quarto expecifico para exercicios na mansão Corcoran, afinal, ficara nove meses sem malhar, e queria voltar a ser uma Cheerio no próximo ano. O título de Head Cheerio não combinava com Norah Puckerman – Já que Sue decidiu que Kitty não era tão má assim -, convenhamos.
– Quinn, eu só estou fazendo esteira. Sem dizer que muitas mulheres não conseguem o corpo que tinham antes da gravidez de volta, e eu tenho que tirar Norah do topo. – Respondeu a judia, decidida. –
– Ok, mas nós estamos de férias. As aulas ainda vão demorar para começar. –
– Você não se lembra da oitava série? Eu pratiquei as férias inteiras para conseguir entrar para as Cheerios. –
Quinn apenas assentiu e revirou os olhos com um sorriso bobo; Rachel era muito teimosa, mas fazer o que, ela era perfeita assim mesmo.
– E também hoje é seu dia de cuidar da Charlie. Não é como se amanhã você não fosse grudar no video-game. – Disse a judia, com um sorriso bobo semelhante ao de Quinn. –
– É, realmente. Mas falando em video-game, eu vou jogar um pouco. Me chame caso precisar de algo. –
A loira depositou um beijo na bochecha de Rachel, antes de se retirar do cômodo com a filha nos braços. Ela caminhou até a sala, se sentando no sofá branco em frente a televisão, encaixando Charlie em seu corpo o melhor o possível. Se ela acordasse, Quinn não teria um minuto de paz. Assim que tomou o controle em mãos e iniciou a primeira fase, o interfone tocou.
A loira bufou, e quando pensou em se levantar, Rachel se apressou e atendeu. Ok, ela poderia continuar jogando, então. Em pouco segundos, a judia apareceu ao seu lado, tomando a filha nos braços, com uma expressão preocupada.
– Você não vai acreditar em quem está aí fora. – Disse ela, ninando Charlie que parecia ter sentido a tensão da mãe e começou a se agitar. –
– Quem? – Indagou a loira, pausando o jogo e se pondo de pé ao lado da namorada. –
– ... Sua mãe. –
Oh, Deus. Agora que estava tudo perfeito e Quinn lentamente retornava aos trilhos, Judy surge do além para tornar tudo um inferno novamente? Já não bastava ter chutado Quinn de casa quando ela mais precisava, e agora além de tudo iria até onde a loira estava para fazer sabe-se Deus o que?
– ... Fique com Charlie lá em cima. – Pediu ela, segurando a mão de Rachel. Quinn queria que sua mãe ficasse o mais longe o possível de sua filha. –
A judia até pensou e protestar e ficar ao lado de Quinn, mas ela conhecia a namorada o suficiente para saber que esse era um momento que Quinn teria de passar sozinha. Rachel assentiu e beijou Quinn, antes de subir as escadas com o bebê loiro nos braços.
Quinn respirou fundo e passou as mãos nervosamente pelos cabelos curtos. Fazia tanto tempo que não via Judy que já tinha até esquecido como era o rosto da matriarca dos Fabray. Ela contou até três antes de abrir a porta e sair no vasto jardim frontal da mansão e caminhar lentamente até os portões de ferro. Ao outro lado estava Judy e seus irmãos Frannie e Sam.
Judy ainda tinha a expressão fria no rosto, mas algo parecia ter mudado nela. Frannie estava escondida atrás de seus marcantes óculos e o diamante do seu anel de noivado era visível de longe.
‘Não vai demorar para ser roubada.’ – Pensou Quinn, se aproximando do que um dia fora sua família. –
Frannie e Sam, como sempre, sorriram para a irmã caçula, já Judy apenas a encarou.
– Fran! Quando ia me dizer que vai se casar? – Indagou divertida para a irmã mais velha. –
– Quando ia me dizer que teve uma filha? – Rebateu a outra loira, observando Quinn abrir o portão. –
As duas se abraçaram e sorriram uma para a outra. Ambas eram muito parecidas, afinal, possuíam as características gerais de um Fabray; cabelos loiros e olhos claros.
– Olá, Lucy. – Finalmente pronunciou a até então calada Judy. –
– Mãe. – Respondeu ela. –
– Como vai? –
– Bem, e a senhora? –
– Ótima. –
O clima tenso era palpavél, e Frannie sentiu isso. Com um sorriso estampado no rosto, ela abraçou a mãe e os irmãos, para amenizar a tensão formada entre as duas.
– Sabe, a conversa está ótima, mas estamos no meio da rua ... Então que tal irmos a algum lugar, e na volta você me apresenta minha sobrinha, Little Lamb? –
Droga, o apelido de infância. Ela sabia que Quinn não resistiria. A loira se amaldiçoou mentalmente e assentiu.
– Ok, vamos. – Respondeu finalmente Quinn, cruzando os braços. –
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Fazia tanto tempo que ela não via a mansão Fabray, a casa sempre fora exageradamente grande assim mesmo? Talvez fosse, afinal Judy sempre gostou de coisas finas e quanto mais demonstrasse o poder dos Fabray melhor. Assim que ela adentrou a casa e olhou envolta, foi uma sensação estranha. Era familiar, mas não era como se fosse sua casa ou algo assim , não parecia que ela havia crescido ali.
Judy se sentou em um sofá cor creme, e seus três filhos se sentaram em outro um pouco maior que ficava em frente ao de sua mãe, separados por uma mesinha de vidro.
Os três encararam a mãe, esperando que ela se pronunciasse.
– Ok, eu acho que devo desculpas a vocês ... Principalmente a você, Lucy. Sei que eu não ando sendo a melhor mãe do mundo, mas eu só ... Não sabia o que fazer. Meu relacionamento com Shelby é algo que eu tento esquecer por anos, afinal, é um assunto muito delicado que eu não queria que vocês soubessem.
Então eu não devo desculpas só a Lucy, como também a vocês, Francine e Samuel. Me desculpem por ter sido uma pessoa tão fria durante esses anos, me desculpem por não ter sido uma mãe melhor. –
Os irmãos Fabray se entreolhara, ainda em colapso. Ok, ou o inferno congelou de vez, ou algum deles caiu de cabeça e está alucinando com isso.
Então a sala ficou em silêncio, ninguém se atrevia a dizer nada. Judy errou, mas voltou atrás e está tentando se redimir. E além de tudo, errar é humano, certo?
A irmã caçula se levantou, atraindo o olhar dos outros três.
– Não sei se estou fazendo a escolha certa, mas por Deus que eu esteja. Eu te desculpo. Você é minha mãe, me ajudou, me criou, e me disse que eu era normal quando todos sabíamos que era mentira. Todavia me expulsou de casa quando soube que minha namorada estava grávida. Mas passado é passado. –
Os dois irmãos sorriram ao ver a ação da irmã caçula; Quinn podia ser muito madura quando queria. Talvez seu maior defeito e melhor qualidade era que seu coração era bom de mais para ver alguém realmente sofrer a sua frente.
Judy permitiu-se colocar de pé, antes de puxar o corpo de sua filha caçula contra si. Era a primeira vez em nove meses que ela voltava a apertar sua garotinha contra seu corpo.
– Só me prometa que vai se desculpar com Shelby. – Pediu a loira, se apertando ainda mais contra a mãe. –
– Sim. Mas eu quero conhecer Charlotte, Samuel não para de falar dessa criança. – Respondeu a mais velha, olhando no fundo dos olhos da filha. -
– E-eu também quero! – Se pronunciou Frannie, recebendo um olhar reprendedor de Sam. Ela estava acabando com o momento mãe e filha, poxa! –
– Certo, então ... Eu e Fran vamos buscar Rachel e Charlie, e já voltamos, né Fran? –
– Sim, vamos, claro ... Vamos. –
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Rachel foi meio relutante no começo, mas após receber as desculpas de Judy e ver como Quinn estava feliz em ter a mãe de volta, ela preferiu dar uma chance a matriarca dos Fabray.
Judy estava encantada com sua neta; Charlie era simplesmente a cópia de Quinn quando bebê. Uma coisa leva a outra, e quando Quinn foi notar, Judy falava para Rachel sobre as ‘façanhas’ que a loira cometeu na infância, para seu desespero.
Frannie ficou apegada a Charlie de primeira. A irmã mais velha de Quinn tirou no mínimo umas quarenta fotos da sobrinha para enviar a noiva, que chegaria em Lima no próximo fim de semana.
Para Charlie isso seria bom, pensou Quinn. A filha cresceria num ambiente familiar amigavél, onde Judy não era mais uma pessoa fria e insensivél. Finalmente as coisas voltariam ao seu rumo novamente.
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