I Told You So
6 Chapter 5 - Party at the mansion Carter...
Notas iniciais
Capítulo 5 – Party at the mansion Carter...
[Steve Rogers]
– Qual é Rogers? Deixa de ser chato, você tem que viver cara. – a voz insistente de Clint adentra meus ouvidos, enquanto eu permanecia deitado em minha cama, fazendo um baita esforço pra ignorá-lo.
Enfio minha cabeça por debaixo do travesseiro, na tentativa de tapar meus ouvidos para não escutar mais os pedidos de meu amigo.
Porém Barton é muito persistente, e não perdeu tempo em tomar o travesseiro macio de minhas mãos.
– Me deixa em paz Barton, eu não vou a essa festa e pronto! – respondo pela milésima vez, ouvindo os murmúrios de Clint, que bufava já parecendo estar irritado.
Ele é quem não larga do meu pé e eu é que sou o chato... Quanta contradição pra uma pessoa só.
– Caramba Steve, você tem que parar com isso. – dessa vez quem pronuncia é Tony, sua voz sarcástica e debochada exatamente igual à de sempre – Parece até uma garota com depressão.
– Fica quieto Stark, ninguém pediu a sua opinião. – respondo, aproveitando-me do momento de distração de Clint para arrancar-lhe o travesseiro, o trazendo novamente para cima da minha cabeça.
– Ei. – Barton exclama, tentando tomar-me o objeto macio e confortável de novo, mas dessa vez sem sucesso algum.
– Cara, já está na hora de você se divertir um pouco. – agora quem resolveu falar foi Thor, que permanecia parado em pé ao lado de Tony, me fitando severamente – Ficar enfurnado nesse quarto apenas dormindo não vai te ajudar a esquecer a Peggy.
Retiro o travesseiro de cima da minha cara e fito meus amigos de sobrancelhas arqueadas.
– Quem disse que eu quero esquecê-la? – indago, observando Thor e Tony se entreolharem, logo depois bufando e revirando seus olhos.
Grandes amigos que eu tenho!
Repentinamente o travesseiro em minhas mãos é puxado novamente por Barton, que sorri de maneira vitoriosa ao conseguir o que queria.
– A questão Rogers não é se você quer, e sim que você precisa esquecer aquela vaga... – lanço a Clint um olhar irritado antes que o mesmo prosseguisse, prevendo que ele xingaria Peggy, e ao perceber minha expressão, um sorriso disfarçado surge em seu rosto – Garota que por um motivo idiota resolveu te deixar... Está bom assim?
– Será que podemos esquecer isso de uma vez? – pergunto de forma esperançosa – Vocês não têm a menor chance de me convencer a ir pra uma festa, principalmente naquele lugar.
– Meu Deus Rogers, o que está acontecendo com você cara? – a voz de Thor soa um tanto abismada – Nem parece mais a mesma pessoa.
Suspiro, um pouco frustrado por perceber que meus amigos estavam certos. Depois de tudo que aconteceu entre mim e a garota pela qual me apaixonei e depois sofri, não tenho sido mais o mesmo, alguma coisa dentro de mim mudou, e embora não saiba o que, percebo o quanto eles sentem falta do antigo Steve Rogers, e confesso que eu também sinto.
– O que vocês estão fazendo? – sou tirado de meus devaneios quando ouço meu pai questionar enquanto o mesmo acabara de aparecer na porta do meu quarto.
Tony dá de ombros, enquanto é observado por um olhar bastante curioso.
– Estamos tentando convencer seu filho a ir com a gente pra festa na mansão Carter. – o moreno começa a explicar, logo depois cruzando os braços e suspirando – Mas parece que a deprê fica pior a cada dia.
Faço uma carranca, levantando meu tórax e me colocando sentado sobre a cama.
– Eu já disse, não é depressão. – respondo tentando me defender – Apenas não estou muito a fim de sair hoje.
– Novidade. – Barton murmura irônico ao meu lado, e rapidamente fecho meu punho, acertando-lhe um soco em suas bolas, forte o suficiente para fazê-lo se curvar e contorcer a boca em uma expressão dolorida – Ai cara, isso foi golpe baixo. – o mesmo reclama, tirando-me um sorriso torto.
– Steve, meu filho... – a voz de meu pai chama minha atenção, e então o fito atentamente – Por favor, escute seus amigos, vá se divertir um pouco.
– Mas pai, eu...
–Nada de protestar garoto, isso não foi um pedido, foi uma ordem. – o tom autoritário e firme em sua voz me fez bufar em frustração.
Por mais que eu não estivesse com nenhuma vontade de passar horas em um lugar cheio de pessoas dançando e fazendo suas putarias, não teria outra escolha senão seguir a ordem de meu pai, pois se o conheço bem, é capaz do mesmo me levar até a mansão dos Carter à força.
Suspiro profundamente, levantando da cama com uma expressão nada agradável.
– Ok, eu vou. – respondo contra vontade, recebendo a vibração dos meus amigos, que comemoram minha decisão.
Sinto algo atingir meu ombro com força, causando uma dor forte o suficiente para me fazer soltar um gemido, e logo percebi que era Barton quem havia me acertado um soco.
O fuzilo com os olhos, e o mesmo sorri de maneira cínica.
– Isso foi justo. – ele se defende, fazendo-me revirar os olhos mais uma vez.
[...]
– Cara, essa festa ta demais! – Thor exclama ao entrarmos na enorme mansão, a “humilde” residência do nosso mestre de Muay Thai, Damon Carter, e sua filha única, Sharon.
– Nem tanto. As minhas são bem melhores. – Tony retruca, olhando para o lugar com certo desprezo, obviamente não querendo dar o braço a torcer e reconhecer a alta qualidade da festa.
– Eu concordo com o Thor, esse lugar arrebenta. – dessa vez Clint é quem contradiz o Stark, fazendo o mesmo revirar os olhos e bufar – O que acha Steve? – sou questionado repentinamente.
Faço uma careta, decidindo que talvez não tenha sido uma boa idéia vir até aqui, por isso dou meia volta.
– Pensando melhor, acho que vou voltar pra casa. – respondo, pronto pra dar no pé, porém meus amigos conseguem me segurar, impedindo-me de sair correndo daquele lugar que me trazia muitas lembranças.
– Steve! – uma voz feminina, totalmente reconhecível, adentra meus ouvidos, fazendo-me fechar os olhos, murmurando um “droga” quase inaudível, ouvindo os risos baixos de Thor, Clint e Tony, que certamente estavam se divertindo com aquilo.
– Oi Sharon. – cumprimento, vendo a mesma se aproximar de mim e me abraçar um tanto exageradamente.
Não demoro a desfazer o abraço, encarando a prima de Peggy com um sorriso forçado, sendo que o que eu mais queria no momento era que ela me ignorasse e fosse embora. Bem, nada disso aconteceu.
– Que bom que você veio. – a loira exclama com um sorriso animado estampado nos lábios, e pude notar seus olhos me analisarem de cima a baixo, quase me devorando, o que de certa forma me incomodou – O que acha de dançarmos?
Balanço a cabeça negativamente, recusando aquele convite.
– Melhor não Sharon, eu já estava...
– Ora, não precisa ter vergonha. – ela me interrompe largando o copo de bebida, qual segurava, em cima de uma mesinha encostada à parede – Vem, vamos nos divertir um pouquinho.
Com isso sou puxado pela loira até o meio da enorme sala, onde uma música agitada tocava, sendo dançada pela maioria dos que estavam ali, enquanto os outros se preocupavam em agarrar-se pelos cantos ou então beber algumas doses com álcool.
Sharon começa a rebolar, iniciando uma dança bastante sensual e provocativa, esfregando-se em mim como se fosse uma vadia qualquer. E eu não duvidava nem um pouco de que ela era uma, e se não era, estava quase se tornando.
Lembro-me de quando comecei a namorar Peggy. As duas primas viviam brigando por minha causa, e a loira nunca aceitara o fato de que eu havia me apaixonado pela prima dela.
Depois que Peggy terminou tudo comigo e foi embora, na certa Sharon deve ter comemorado, pois as cantadas e provocações pra cima de mim pioraram cada vez mais. A loira sempre deixou bem claro os seus interesses pela minha pessoa, embora eu nunca tenha dado a entender que estava interessado nela.
Balanço a cabeça, livrando-me desses pensamentos, voltando ao meu verdadeiro foco: dar o fora dali o mais rápido que puder sem que ninguém perceba.
Carter continua a dançar diante de mim, e num momento de distração dela, vejo a oportunidade perfeita para me afastar, e sem demora dou meus passos para trás, atravessando aquele mar de gente que se remexia freneticamente, esbarrando em algumas pessoas, recebendo xingamentos por isso, quais eu ignorei completamente.
Levei um tempinho para conseguir sair daquele tumulto, parando somente ao chegar ao barzinho onde eram servidas as bebidas. Solto um suspiro de alívio, olhando para os lados e constatando que a maluca não havia mesmo percebido que eu me afastara.
– Oi. – ouço uma voz soar ao pé do meu ouvido, o que automaticamente me fez olhar para o lado, encontrando uma garota de cabelos negros e olhos claros, muito bonita por sinal, que me fitava com um sorriso malicioso. Pelo cheiro de álcool emanando de sua boca, percebi que a mesma estava bêbada – Meu nome é Juliana Valentine Akilah. – ela prossegue, sua voz arrastada pelos risos – Quem você tá procurando, gatinho?
Balanço a cabeça em negação, me afastando um pouco dela, porém a mesma se aproxima novamente.
– Ninguém, eu só... – sou calado com um beijo da garota, que me agarra desesperadamente, capturando meus lábios, fazendo o gosto da bebida em sua boca passar pra minha.
Pelo fato do gosto de álcool em seus lábios ser forte, deduzi que ela devia ter tomado no mínimo uma garrafa e meia de bebida, provavelmente não estava se dando conta nenhuma de seus atos. Tentei quebrar aquele beijo, mas fora impossível. Apesar de estar bêbada, a garota segurava minha nuca com uma força desnecessária, e explorava minha boca com sua língua como se estivesse necessitada daquilo, fato que dificultou minha tentativa de afastá-la.
– O que significa isso? – um grito raivoso faz com que a garota se afaste de mim um tanto assustada, e encontro próximo a nós uma Sharon vermelha de raiva – Sua vadia!
A voz alterada da loira chama a atenção da maioria das pessoas que estavam próximas a nós, fazendo com que todos fitassem a dona da festa com curiosidade, enquanto Sharon mantinha seu olhar mortal sobre a garota ao meu lado, que sorria sarcasticamente.
E diante daquela situação, só pude pensar uma coisa...
Fodeu.
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