I Told You So

5 Chapter 4 - What will I do now ?


Notas iniciais
Heeeeyyyyy galera, eu volteeeeeiiiiii!!!! Sei que querem me matar pela minha demora, mas realmente foi difícil escrever esse capítulo.... Tipo, eu tinha as ideias em minha mente, mas na hora de montar o cap, nada saia como eu queria, foi bastante difícil, não conseguia fazer as ideias se encaixar de maneira perfeita (sou perfeccionista, quando algo não sai como quero, eu continuo tentando até sair).... enfim, eu fiz e refiz esse capítulo menos menos umas dez vezes, e agora finalmente estou satisfeita! Quero agradecer pelos comentários do cap passado, eu amei de verdade cada um deles *u* Espero que gostem do capítulo de hoje.... Divirtam-se..... XD Tradução do título: O que vou fazer agora?

Capítulo 4 – What will I do now ?

Ouço batidas frenéticas na porta do meu quarto, logo depois ouvindo a voz de minha mãe soar abafada por detrás dela.

– Natasha, se apresse menina, você vai se atrasar! – ela grita e parecia estar impaciente.

Reviro os olhos e bufo, olhando para o meu reflexo no espelho. Uma roupa bastante comum, jeans escuro acompanhado de uma camisa xadrez vermelha de mangas compridas e por baixo dela uma regata branca que ficava a mostra devido ao fato de a camisa estar aberta.

E por mais que este visual me agradasse, senti que algo estava faltando, e involuntariamente levo a mão em meu pescoço descobrindo o que era.

Sigo em direção ao criado mudo do outro lado da cama e pego minha bolsa, qual havia causado toda a confusão do dia anterior, e abro o zíper vasculhando lá dentro, logo encontrando o que procurava.

Volto a me olhar no espelho, e então coloco em meu pescoço o belo colar de esmeralda que havia ganhado de meu pai antes do mesmo falecer, e que por ser um presente dele é mais valoroso pra mim do que qualquer outra coisa... Também é o único motivo pelo qual eu persegui aquele ladrão, tinha que recuperar uma parte do meu pai que eu ainda tenho.

Seguro as lágrimas que já começavam a se formar dentro dos meus olhos e logo ouço as batidas na porta começarem novamente.

– Natasha! – minha mãe grita.

Respiro fundo, me preparando mentalmente para enfrentar a coisa mais difícil para uma garota como eu... A dureza que é a minha vida.

[...]

– Um, dois, três e quatro... E um, dois, três e quatro.

Aplico os passos de exercício, seguindo os comandos de minha professora juntamente com os demais dançarinos. A dança exigia movimentos graciosos e lentos, algumas piruetas e por fim um salto de curta distância.

– Muito bem, agora façam a mesma sequência de passos novamente. – a voz firme e exigente de Melinda May, nossa professora de balett, chega aos meus ouvidos.

Repito os mesmos movimentos de antes, e aos poucos começo a me entregar a música, sentindo-a como se a mesma fizesse parte de mim, e de alguma forma eu sentia que ela fazia.

Fecho meus olhos, e se por algum momento eu pensava controlar meus movimentos, agora tinha a absoluta certeza de que não mais controlava meu próprio corpo. Vários passos diferentes começaram a surgir em minha mente, e logo se conectando ao meu corpo, fazendo o mesmo aplicar esses passos de forma involuntária.

Os comandos, os passos do exercício, os alunos, a professora... Nada mais importava. Eu era uma com a música, meu corpo estava em sintonia, dançando conforme ele queria, criando seus próprios movimentos.

Eram movimentos leves, porém bastante habilidosos, que me traziam a tona as lembranças de meu passado...

“Ali estava eu, em frente ao espelho de meu quarto. Uma garotinha ruiva de apenas sete anos de idade, dançando com seu jeitinho meigo e desajeitado, dando algumas piruetas e movimentando seus bracinhos.

Repentinamente o som da porta se abrindo chama a minha atenção, e imediatamente interrompo minha simples dança, abrindo um enorme sorriso ao ver quem entrara em meu quarto.

– Papai! – exclamo correndo em sua direção, observando o mesmo se abaixar um pouco e abrir os braços, me recebendo com um sorriso no rosto.

Envolvo meus braços pequenos em seu pescoço, sentindo meu corpo ser levantado pelos braços de meu pai, que pôs em seu colo.

Desfaço o abraço olhando para ele com um sorriso contente, e os olhinhos brilhando de felicidade.

– Oi minha pequena bailarina. – ele diz beijando minhas bochechas fazendo-me rir ao sentir as cócegas que a barba baixa fazia em meu rosto – O que estava fazendo, hein princesa?

– Estava dançando. – respondo animada, o vendo sorrir.

– É mesmo? Será que o papai pode dançar também? – ele questiona me descendo no chão, o que me fez dar pulinhos animados.

– Pode sim, vem papai, eu te ensino. – respondo começando a puxá-lo para o espaço vago dentro no quarto.

Com ele ao meu lado, começo a mostrar os passos que antes eu fazia. Primeiramente colocando os braços para frente, formando meio que um circulo com eles, e meu pai somente me imita. Então coloco um pé na frente do outro, ele também. Por fim giro meu corpo uma vez, voltando a posição inicial, logo observando meu pai fazer o mesmo, porém ele se desequilibra na metade do giro, e acaba caindo sentado sobre o chão, arranco de mim altas gargalhadas.

– Ah, você quer rir é? – ele indaga me fitando com um sorriso sacana – Então agora o papai vai fazer você rir de verdade.

Tento correr, mas não consigo ser tão rápida, e logo sinto meu corpo ser erguido para o alto, em seguida sou colocada deitada sobre a cama, sentindo as cócegas que meu pai começara a fazer em mim, soltando sonoras gargalhadas enquanto tentava fugir dele... ”

– Srta. Romanoff, pare! – a voz de Melinda corta minhas lembranças, assustando-me, consequentemente fazendo com que eu tropeçasse em meus próprios pés, tendo uma queda feia contra o piso do salão.

Pude ouvir as risadas dos demais alunos, que descaradamente zombavam de mim, enquanto sentia o olhar severo de minha professora a me analisar.

“Primeiro dia de aula e já paguei mico... Parabéns Natasha!”, praguejo em pensamento, sentindo raiva de mim mesma por deixar isso acontecer.

– Já chega! – a mesma grita autoritária, cessando com todas as gargalhadas e zombarias – A aula está encerrada. Todos vocês, podem sair!

Levanto-me do chão, enquanto todos pegavam suas coisas e se dirigiam aos vestiários, e um pouco frustrada por ter pagado mico diante de quase vinte alunos, sigo a passos lentos na mesma direção que eles.

– Srta. Romanoff. – ouço meu nome ser chamado, e imediatamente paro de andar, fazendo uma careta antes de me virar para fitar a professora – Posso falar com você um minuto?

– Olha Sra. May, se é por causa do que aconteceu agora pouco, eu peço desculpas, não era minha intenção fazer...

– Não se desculpe Natasha. – sou cortada por ela que me fita com sua expressão séria – Hoje foi seu primeiro dia como minha aluna, e tenho que admitir que jamais vi alguém dançar como você.

Engulo seco, a fitando com um pouco de receio.

– E isso é algo ruim? – indago, sinceramente, com medo de receber uma resposta.

– Não. Pelo contrário, eu gostei de como você se entrega a música. – ela revela deixando-me um pouco surpresa – Posso perceber o seu talento para o balett, e por isso quero que esteja aqui amanhã de manhã às sete horas, sem atraso, ouviu?

– Sim senhora. – respondo assentindo levemente.

– Ótimo. Agora pode ir.

Sem esperar por mais nada, me retiro da sala, enfim indo para o vestiário.

[...]

– E com qual roupa você vai? – ouço uma garota perguntar a outra, enquanto calço meus tênis sentada em um dos bancos do vestiário.

– Ainda não sei, mas certamente será algo bem chamativo e sensual. – a outra responde.

Reviro os olhos no exato momento em que ouço o som da porta se fechando, o que indicava que as duas haviam saído. Levanto um de meus pés, o colocando sobre o banco, começando a amarrar o cadarço.

– Aposto que essas duas já foram pra cama com uns vinte caras. – uma voz se pronuncia, fazendo-me dar um pequeno salto e arfar de susto – Desculpe, não queria assustar você.

Dirijo meus olhos à figura loira que está encostada em um dos armários, me observando. Respiro fundo, balançando a cabeça levemente.

– Tá tudo bem, eu só achei que estivesse sozinha. – respondo, terminando de calçar completamente os meus pés – O que você disse? – questiono.

Ela dá de ombros, se aproximando, e sentando ao meu lado.

– Sharon Carter e Yelena Belova. – ela diz, e logo entendo que se referia as duas garotas que haviam acabado de sair – As loiras mais oferecidas que eu conheço. Aposto que estavam combinando com quem irão ficar na festa de hoje à noite.

– Festa? – indago confusa e um pouco curiosa.

– Sim. Toda semana a Carter dá uma festa na mansão em que ela mora. – a garota explica fazendo-me assentir – Normalmente ela só convida pessoas da laia dela, mas dessa vez ela resolveu convidar todo mundo, inclusive os que ela considera ralé.

Assinto.

– Eu preciso ir. – falo simplesmente, pegando minha bolsa e levantando do banco, pronta para me retirar, afinal fazer amizades nunca foi o meu forte.

– O seu nome é Natasha, não é? – a garota questiona. Balanço a cabeça positivamente, indicando que sim – O que acha de ir à festa junto comigo?

Embora estivesse surpresa pela atitude dela em me convidar sem nem me conhecer direito, tento não esboçar expressão alguma.

– Eu não sei, acho que não é uma boa ide...

– A gente se encontra no local da festa as sete em ponto. – ela me corta levando a mão ao bolso da calça e retirando um papel, logo depois me entregando – Este é o endereço.

A fito, incrédula com sua atitude, e estendo o papel de volta pra ela.

– Olha, eu não sou de ir a festas, e tenho certeza de que minha mãe não vai permitir que...

– Eu te vejo lá à noite, vê se não se atrasa. – ela me corta outra vez ignorando minha fala e o papel, passando por mim e se dirigindo a porta do vestiário, a acompanho com o olhar até que a mesma para de andar e olha para trás – A propósito, eu me chamo Bárbara. – com isso vira as costas e abre a porta.

– Ei, espera!

Tarde demais, a mesma já havia saído e me deixado ali, comum pedaço de papel na mão, uma expressão frustrada em meu rosto e uma grande decisão a tomar...

Será que eu devo ou não ir nessa festa?

Bem, a loira deixou bem claro que irá me esperar, seria indelicado da minha parte a deixar esperando e não aparecer. Mas também fora indelicado da parte dela me convidar e aceitar por mim ao mesmo tempo... Droga, eu tenho que parar de me meter em situações complicadas.

Como vou fazer para sair de casa a noite sem que minha mãe perceba? Pois obviamente se eu for pedir a ela, serei negada a isso sem dúvida alguma, e se eu fugir e for pega, certamente terei no mínimo uma semana de castigo.

Oh céus! O que eu vou fazer agora?

Notas finais
Então??? Valeu a pena esperar? Espero que tenha conseguido agradar vocês! Deem suas opiniões sobre o capítulo, elas são muito importantes e me ajudam a melhorar cada vez mais a história! Ah, eu postei uma nova fic Stasha de universo alternativo, o nome é Together by chance!!! Aqui está o link pra quem quiser dar uma olhada: http://fanfiction.com.br/historia/589016/Together_By_Chance/ .......... espero que gostem ;) COMENTEM ACOMPANHEM E FAVORITEM!!!! XOXO :***** H.B.S...... s2