I Told You So

3 Chapter 2 - Unknown hero


Notas iniciais
Oi meus amores!!!!! Voltei!!!!! XD Sorry pela demora, mas acontece que em época de fim de ano é meio corrido pra mim, principalmente na semana de Natal, pois com todos os preparativos, reuniões de família, passeios e muito mais, meio que não sobra tempo pra fazer quase nada, ou seja, consegui um tempo hoje e terminei o cap agora, então ele tá bem fresquinho, acabou de sair do forno ;) espero que vocês gostem :3 Quero agradecer imensamente pelos comentários que recebi no capítulo passado, eu amei cada um deles *-* Vou parar de enrolar, sei o quanto estão ansiosos pra ler.... Divirtam-se XD Tradução do título: Herói desconhecido.

Chapter 2 – Unknown hero

Eu estava apavorada. Mas afinal, quem não fica assim quando tem uma faca enorme quase arrancando seu pescoço fora?

Lágrimas já escorriam de meus olhos enquanto o ladrão me olhava com raiva, pronto para aprofundar a lâmina de seu objeto afiado em minha garganta. Medo, era tudo que eu sentia. E quando realmente pensei que fosse morrer, minhas preces foram atendidas.

Nocauteado pelas costas, o bandido cambaleou um pouco para o lado, me soltando, e senti meu corpo despencar sobre o chão, caindo de busto. Levanto meus olhos e avisto um garoto alto, forte e loiro deferir dois socos contra o rosto do homem que caiu no chão quase inconsciente e sangrando.

– Você está bem? – o garoto pergunta se aproximando de mim e me ajudando a levantar.

Ainda olhando para o bandido espatifado no chão, completamente em choque, consegui responder com a voz falha.

– A-acho que sim.

Viro meu rosto, e como que num impacto profundo, senti-me hipnotizada pelos olhos azuis mais lindos que já vi em toda minha vida. Seria um sonho?

– Tem certeza? – a voz do garoto a minha frente pergunta.

Abro a boca, mas as palavras simplesmente não saem, e uma tontura repentina se apodera de mim, fazendo tudo a minha volta girar, enquanto lentamente eu ia perdendo os sentidos do meu corpo, me desequilibrando e caindo.

Mas antes que eu chegasse ao chão, sou segurada por braços fortes e firmes, avistando o azul penetrante de duas íris antes de fechar meus olhos e mergulhar na inconsciência.

[...]

– Natasha. – o eco de uma voz distante chega aos meus ouvidos, mas tudo o que vejo é a escuridão. Não há ninguém, somente o vazio – Natasha. – ouço novamente, e dessa vez pude reconhecer a voz de meu pai.

Eu estava em pé, em um lugar sem luz alguma, era o mais puro negrume, enquanto corria meus olhos por todos os lados à procura do dono daquela voz que eu tanto conhecia e sentia falta.

– Pai, é você? – indago ao nada.

De repente consigo ver algo surgir a minha frente, uma luz que foi crescendo cada vez mais, fazendo meus olhos arderem com a intensidade.

– Natasha!

Num ímpeto meus olhos se abrem, dando de cara com o teto acima de mim, e não demorei a perceber que estava em meu quarto, deitada em minha cama. Viro meu rosto um pouco mais para o lado e encontro minha mãe sentada em uma cadeira perto de onde estou, me fitando fixamente.

– O-o que aconteceu? – pergunto com a voz falha, e logo sinto uma dor de cabeça repentina, o que fez soltar um leve gemido de dor.

– Você foi assaltada. – ela responde na maior seriedade. Então me lembro de tudo que aconteceu, e automaticamente sinto um frio percorrer minha espinha, pois se minha mãe sabe do que aconteceu, vou ter que enfrentar a morte pela segunda vez – Onde é que você estava com cabeça ao sair correndo atrás de um ladrão, Natasha?

Respiro fundo, me preparando para o surto que certamente vai durar por pelo menos uma meia hora.

– Eu só quis recuperar minha bolsa. – respondo como se fosse óbvio, e na verdade era bem óbvio.

Incredulidade, era tudo que sua expressão transmitia, além de uma leve irritação que eu percebi no tom de sua voz.

– Será possível que eu vou ter que te levar a um psiquiatra? – ela exclama visivelmente alterada – Não se corre atrás de um ladrão quando se é assaltado, você ficou maluca?

– Por um milagre ainda não. – murmuro com um pouco de sarcasmo presente no tom de minha voz, e antes que minha mãe pudesse continuar com o surto dela, resolvo perguntar – Como você ficou sabendo de tudo isso? – eu estava bastante curiosa pra saber como ela soube que fui assaltada.

– Recebi uma ligação de um hospital qualquer da cidade. – ela me responde, e parecia irritada – Parece que alguém te salvou. – com essa afirmação, não pude evitar me lembrar do garoto loiro de braços fortes de olhos azuis penetrantes, pelos quais me senti encantada a primeira vista. Ele me salvou, não foi um sonho – Sabia que tive que sair no meio de uma entrevista muito importante de emprego por causa da sua irresponsabilidade?

Arqueio as sobrancelhas, e por mais que as palavras pronunciadas pelos lábios de minha própria mãe doessem dentro de mim, tentei me manter indiferente o máximo que pude.

Entendo a irritação dela agora. Não foi por eu quase ter morrido e sim porque que ela perdeu a porcaria de entrevista de emprego.

– Será que você podia ir embora? – pergunto a olhando seriamente – Já cumpriu o seu papel de mãe preocupada por hoje. – e completo com certa ironia em minha voz.

Ela revira os olhos e se retira do quarto batendo a porta com força, e assim que o fez, senti uma raiva se apoderar de mim, e num ato de frustração e ódio, chutei as cobertas que me cobriam com violência, debatendo meus pés freneticamente e segurando os gritos que insistiam em querer escapar de meus lábios.

Passo a mão por meus cabelos e bufo. Não acredito que tenho uma mãe tão insensível e fria, que só se importa consigo mesma quando deveria se importar com sua única filha.

Levanto da cama e ando até o espelho preso a parede ao lado do guarda-roupa, vendo o reflexo de todo meu corpo já que o espelho era grande o suficiente para eu caber por inteira nele.

Avisto algo diferente em mim, e levo a mão ao pescoço, onde um curativo branco agora manchado estancava o sangue do corte da faca do assaltante, e com toque senti uma leve dor no local.

Mais uma vez a imagem do rosto do garoto que me salvou invadiu a minha mente, uma expressão preocupada podia ser notada de longe enquanto o mesmo se aproximava de mim, que estava fraca e totalmente vulnerável deitada sobre o chão.

De maneira involuntária um sorriso se formou em meus lábios enquanto me lembrava da cor dos olhos do meu “herói desconhecido”, quais a minha mente havia gravado de forma quase perfeita.

– Eu vou encontrar você, loiro. – pronuncio ainda de frente ao espelho, com uma expressão convicta em minha face.

Notas finais
E então??? A espera valeu a pena? Espero eu que tenham gostado :) Aguardo ansiosamente os seu comentários! Ah, antes que eu me esqueça, quero recomendar a história maravilhosa que a C0nfused queen postou :3 tá aqui o link pra quem quiser ler: fanfiction.com.br/historia/574298/Will_you_remember ......... EU SUPER RECOMENDO, A HISTÓRIA É FANTÁSTICA! LEIAM POR FAVOR!!!!! NÃO VÃO SE ARREPENDER!!!!! Beijos e até mais!!!! :****** COMENTEM, FAVORITEM POR FAVOR E ACOMPANHEM!!!!!!!