I Still Remember

1 Remember the Past


Notas iniciais
Minha primeira fic de PLL... Me perdoem se estiver muito ruim haha.

Comentem e deem suas opinies ^^

Chovia. O céu era uma confusão de trovões e relâmpagos, como se refletisse os sentimentos do loiro. Os olhos azuis e gélidos estavam marejados, mas ele não permitia que as lágrimas caíssem. A mão da morena apertou a sua, quente, gentil.
-Toby, eu.... – murmurou Spencer. Mas a garota sabia que não havia palavras que reconfortassem os dois. Ela deitou a cabeça em seu ombro – Vou ligar todo dia, mandar e-mails...
-Não vai ser a mesma coisa, Spence – disse Toby – A França é em outro continente. Milhares de milhas de distância.
-Eu sei. – sussurrou Spencer. Ela tirou a cabeça do ombro de Toby e passou a mão no rosto de Toby.
Os lábios dela encontraram os deles em um beijo suave, cheio de tristeza e saudade.
-Eu te amo – falou ela
-Também te amo – disse Toby – E nunca vou te esquecer.

Toby acordou, ainda um pouco grogue, e limpou a baba seca no rosto.
Ele se mexeu um pouco na poltrona do avião, ainda um pouco abalado pelo sonho... Pela lembrança, na verdade. Depois de dois anos, aquela memória ainda lhe apertava o coração.
Ao seu lado, um velhinho via um filme pela tela minúscula da televisão acima deles.
-É um filme bem engraçado – falou Toby, vagamente, tentando puxar conversa.
O velhinho o fitou, e depois sorriu.
-Ah, Elsa & Fred! – tinha um forte sotaque francês – Sabia que estão fazendo um remake?
-Não... – falou Toby. – Voltando para casa?
-Oh, sim. – falou o velhinho, sonhador – A velha e doce Paris! E você, o que fará lá?
-Você sabe... A faculdade começa daqui uns dois meses, resolvi abrir os horizontes...
-Hum, é bom ver jovens tão entusiasmados pela busca do conhecimento. Eu era professor, sabia? De biologia... – depois de alguns minutos, Toby arrependeu-se de ter puxado conversar. O velhinho não calava a boca.
Duas horas mais tarde, pousaram no aeroporto Charle de Gaulle. Toby seguiu os outros passageiros do voo 1843 partido de Rosewood, Pensilvânia, em direção da esteira de bagagens.
Acotovelando-se com os outros passageiros (e sendo xingado em francês e inglês), ele viu sua mala rodando, uma das primeiras liberadas, e pegou rapidamente.
Assim que entrou no saguão, se sentiu perdido diante das milhares de pessoas de diversas nacionalidades.
-Toby! – gritou alguém, pulando em cima dele com um abraço.
-Aria! – exclamou Toby, alegre.
-Cara, ainda bem que você veio – riu Aria – Fiquei aqui uma semana sozinha e quase surtei.
-Abstinência de companhia? – brincou Toby – Quer que eu chame o Ezra para te aquecer? – falou ele, com um sorriso malicioso.
-Bobão. – resmungou Aria, dando um tapa em Toby.
Os dois saíram do aeroporto e pegaram um táxi até o hotel. No caminho, Aria olhava pela janela como uma criancinha entusiasmada.
-Olha lá, é o Louvre! A pirâmide de vidro! Um cachorro!
-Tem cachorros em Rosewood.
-É um cachorro francês! – insistiu Aria, e Toby gargalhou.
Continuaram conversando por um tempo, até que Aria tocou em um assunto que fez Toby gelar:
-Ela ia para cá não ia...
-É, ia – falou Toby, seco.
Aria fitou Toby.
-Desculpe, você não gosta de falar da Spencer...
-Não, tudo bem – interrompeu Toby – Já faz quase dois anos, Ar. Ela deve ter até esquecido da gente.
-A Spence, não. – falou Aria, com veemência – Ela era minha melhor amiga e a sua namorada, Toby, ela nunca esqueceria a gente. Nós só...
-Perdemos contato? – completou Toby. Aria assentiu.

Meia hora depois, Aria e Toby estavam no hotel.
-Meu quarto já está pronto. Te vejo daqui a pouco – falou Toby, se despedindo de Aria.
-Ok! – ela falou, voltando-se para o balcão. A moça que a havia atendido havia ido falar com o gerente a uns bons vinte minutos, o que deixou Aria um pouco amedrontada.
-Senhorita Montgomery? – a moça havia voltado, junto com um homem alto e bem vestido, o gerente, provavelmente.
-Sim?
-Houve um pequeno problema com as reservas... – falou ela, constrangida.
Aria cerrou as sobrancelhas.
-Como assim?
-Demos um quarto para você e uma outra hospede – despejou o gerente. Aria engasgou.
-Como? – ela disse – O que vocês faram sobre isso?
-A outra garota já chegou, senhorita – falou o gerente – Ligamos para vários hotéis, todos lotados.
-Deus... – resmungou Aria.
-Mas há uma solução. A garota tem a mesma idade com você, e ela já concordou em dividir o quarto...
-Seria como um albergue? – falou Aria.
O gerente olhou para os próprios pés, constrangido pelo erro.
-Certo. – falou Aria. Não via outra solução para o problema.
“Mas não esperem ganhar uma avaliação boa”, pensou a baixinha com seus botões.

-Cara, que confusão! – riu Toby, estirado na cama de seu quarto, dele, e de mais ninguém – Você já conheceu a tal garota?
-Não. Levaram minhas malas já, mas não fui até lá ainda... E, pelo amor de Deus, vista uma camisa!
Toby corou. Não pareceu notar que estava sem camisa.
-F-Foi mal! – ele murmurou, procurando uma camisa nas malas.
-Dizem que se conquista uma mulher pela barriga... Foi assim que pegou a Spencer? – riu Aria. Toby jogou a camisa nela.
-Fora – ele falou, sério, mas acabou rindo.

Aria parou em frente do quarto 214, e bateu na porta timidamente.
-Está aberta! – alguém gritou lá de dentro.
Aria abriu a porta e logo foi falando.
-Oi, eu sou a sua “colega de quarto” ...
Parou de falar na hora. O queixo da garota caiu.
-Você!

Notas finais
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