I Still Remember
2 Remember the Girl
Notas iniciais
Aria correu para dentro do quarto e abraçou a garota loira.
–Alison! – ela disse – Você não estava em Nova York?
A outra garota deu nos ombros.
–Minha mãe queria uma bolsa nova.
–Essa gente do Upper East Side... – resmungou Aria, e Alison riu.
Alison DiLaurentis era a Queen Bee e a It Girl de Rosewood High. Sua família era rica e famosa. Seu pai, um empresário petroleiro famoso, e a mãe, uma estilista de sucesso. Após o divórcio, Alison e seu irmão Jason vivem em Rosewood com o pai, mas se criam praticamente sozinhos, já que o Kenneth vive viajando e a mãe está ocupada demais em Nova York para cuidar dos dois, exceto pelas raras semanas de férias que ela aproveitava com os filhos.
–Que coincidência. – falou Aria, se jogando na cama armada no canto do quarto – Mas sua mãe não, sei lá, surtou com isso tudo?
–Ela ameaçou processar o hotel – confessou Alison – Mas acabei acalmando-a.
–Sério? – riu Aria.
–Uhum. – fez Alison – Mas você está aqui com o Toby, né? O Ezra não ficou enciumado?
–E o Noel não está com ciúmes de você sozinha na cidade do amor? – retrucou Aria, na mesma moeda.
Alison mostrou a língua para ela, corando um pouco, e se levantou de repente.
–Ficar parada em um quarto apertado na cidade das compras? – ela falou, e estendeu o braço para Aria – Vem, eu conheço umas lojas.
Depois de mais ou menos duas horas, Alison e Aria saíram da sétima loja. A loira carregava várias bolsas nos braços e tinha uma expressão de satisfação.
–Entendo por que Hanna gosta tanto disso – comentou Aria, apesar de não ter comprado nem um terço do que Alison tinha.
–Sim, querida – falou Alison, ajeitando os novos óculos Gucci.
O celular de Aria apitou, e ela foi ver a mensagem:
Toby C. – Cadê vc?
Eu – Comprando umas coisinhas com a Ali
Toby C. – Ali? DiLaurentis?
Eu – Ela mesma
–Falando com quem?
–Toby.
–Hm – falou Alison – Deve ser difícil para ele, vir pra cá sabendo da Spencer. Ou ele veio achando que ia encontrá-la...
–Ele me falou que já tinha superado.
–E você acreditou?
Aria não respondeu.
–É estranho, estarmos na mesma cidade que ela e não a termos visto.
Um brilho passou pelos olhos de Alison.
–Ah, não. – gemeu Aria. Ela conhecia aquela expressão da loira.
–Vamos pensar, Montgomery. Se você fosse a nossa querida nerd, onde estaria?
–Hum... Não sei. – confessou Aria – Espera... O senhor Hastings é um advogado, certo?
–Sim.
–Se acharmos o escritório dele, achamos a Spencer.
Alison sorriu.
–Nunca subestime as baixinhas.
Voltaram para o hotel, onde encontraram Toby e conversaram. Alison havia feito Aria prometer não falar da ideia delas de encontrar Spencer.
–Imagine a cara dele ao vê-la! – havia dito a loira.
No dia seguinte, Alison havia saído para “reunir informações” sobre os Hastings em Paris.
A loira passou a tarde procurando por Peter ou Verônica Hastings, mas parecia que eles haviam desaparecido do mapa.
–Sinceramente! – grunhiu a garota, depois de sair da sede de uma empresa no centro da cidade.
–Com licença, você é a garota que está procurando pelos Hastings? – um garoto a chamou. Devia ter uns dezenove para vinte anos, não era muito alto, mas não era baixo, com uma pele clara e cabelos castanhos escuros e um sotaque forte quando falava inglês.
–Sim... – falou Alison – Estou procurando uma amiga minha, Spencer Hastings.
–Ah! – o garoto sorriu – Você deve ser uma das amigas americanas da Spence, né?
–Sou eu. – ela disse, um pouco desconfiada. Aquele cara parecia conhecer Spencer muito bem – Sou Alison DiLaurentis, e você é....
–Wren Kingston – ele estendeu a mão, e Alison apertou – Namorado da Melissa – por alguma razão, ele não pareceu muito convicto – Ou algo parecido...
Alison esforçou-se para não parecer muito surpresa. Wren era bonito e descolado, o tipo de cara que ela esperaria ver em um bar depois das aulas na faculdade. Melissa era a filha perfeita, que havia recebido todos os prêmios acadêmicos possíveis no fundamental.
–Bem. – ela falou, abruptamente – Pode me dizer onde eu posso encontrar a Spencer.
Wren piscou, e pegou uma caneta e um pedaço de papel amassado da bolsa que levava a tiracolo. Ele rabiscou alguma coisa.
–Esse é o endereço deles. – ele disse, entregando o papel para Alison – Tchau, Alison.
–Tchau – ela se despediu, pegando o celular e enviando uma mensagem para Aria:
Eu: Já sei o endereço da Spencer.
Anã (Aria): Sério? Uau, foi rápido. Eu: Me encontre no saguão do hotel
Anã (Aria): OK
Meia hora depois, Alison já estava no saguão, onde Aria esperava por ela.
–Onde vão? – perguntou Toby. Alison fitou Aria, mandando uma mensagem clara: Se livra dele. Tipo, agora.
–Compras. – falou Aria, mecanicamente.
–Vocês trouxeram quase um caminhão ontem! – exclamou Toby, exagerado como sempre.
–Sabe, eu vi uma bolsa na Louis Vitton que eu preciso de verdade. – disse Alison, tentando deixar bem aparente sua patricinha interior.
Toby deu nos ombros, sem parecer convencido.
–Ok, vou dar uma volta – ele disse – O que acham de ir na Torre Eiffel amanhã?
–Claro, Toby. – disse Aria, puxando Alison – Tchau!
Pegaram um táxi na rua, e foram até o endereço Rue des Pyramides, 137, e se viram diante de uma grande casa de muros altos com trepadeiras verdes.
–Vivendo com estilo, hein? – riu Aria
–Adoro nossos queridos Hastings exagerados – falou Alison.
A loira precipitou-se para a frente da casa, e tocou a campainha sem pensar duas vezes. Esperaram alguns minutos que pareceram horas.
–Je viens! – disse uma voz feminina lá dentro, em um francês rápido.
Tanto Aria quanto Alison reconheceram a voz. Abriram sorrisos Colgate antes mesmo da porta ser aberta.
Abriram a porta, e uma garota apareceu. Alta, pele cor de leite, olhos e cabelos cor de chocolate, quase a mesma Spencer de antes.
A morena parou na soleira da porta, com uma expressão surpresa, como se não acreditasse no que via.
–Vocês duas...? – ela falou, com um sussurro.
Alison riu.
–Sério, Spencer. Parece até que você viu um fantasma.
–Não estamos tão ruins assim, estamos? – disse Aria.
–Eu só... Não acredito nisso! – disse ela. As três se abraçaram com força. – O que estão fazendo aqui? Como está lá em Rosewood? Me contem tudo!
Alison sorriu.
–Se te contarmos os últimos dois anos aqui vamos morrer congeladas. Não acha melhor entrarmos? – falou a loira, se convidando.
–Depois de dois anos, você reencontra a pessoa e se convida para ir na casa dela. – resmungou Aria.
–Pelo jeito Ali continua a mesma. – suspirou Spencer, dando passagem para as outras.
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