Notas iniciais
Demorei outra vez T.T dorgas manolo....muita coisa pra fazer....desculpem *-*

15:00 p.m 4 de Novembro.

Sebastian havia saído com Rachel e Dave.

Mary estava entediada. Resolveu sair com Rose dali.. Ficava sufocada naquele lugar, não saía mais, só ia ao shopping encontrar alguma amiga, ou levar Rose nos parques. Precisava de algo para se ocupar.

Desceu com Rose para a área de lazer.

Sentou em um banco perto do playground onde muitas crianças brincavam e deixou que Rose fosse brincarem uma casinha de bonecas junto de outras meninas, que aparentemente tinham a mesma idade que ela.

Observava-a todo o tempo. O cuidado que Sebastian exigia com a filha era muito. Aquilo a lembrava de seu pai, o jeito em que ele zelava pela segurança dela. Raramente Mary se machucava, ou sofria qualquer tipo de perigo. Sentia falta daqueles tempos. Lembranças gostosas. Sorriu.

No começo, tinha receio de não ser uma boa mãe, de não conseguir cuidar dela direito e fazer alguma besteira. Mas viu que era fácil, em termos, ainda mais Rose sendo uma criança que evoluía rápido demais.

Enquanto olhava a filha, notou que alguém sentou-se ao seu lado. Não se incomodou, e muito menos olhou para quem ocupava o lugar no banco, pois muitas mães ou babás deixavam as crianças brincando e se sentavam para apenas olhá-los.

Uma voz grave e conhecida adentrou-lhe os ouvidos, fazendo-a estremecer.

Samuel – Olá, Mary.

Mary virou o rosto para o lado, e encarou-o com expressão vazia.

Mary – Ah...oi, tudo bem? – Indagou. Olhou para as pupilas cinzas que se fixavam nas suas azuis-claras, e o belo sorriso que Samuel trazia na face.

Samuel – Não tão bem como deveria, mas e você?

Mary – estou bem.

Ela percebeu que o rosto do rapaz estavaum pouco inchado, e machucado, comum corte na boca. A sobrancelha parecia ter sido cortada diversas vezes, pois tinha alguns ferimentos em aberto. O rosto pálido deixava algumas manchas arroxeadas aparecerem no queixo, em volta do olho esquerdo e por mais alguns cantos da face. Mas, mesmo com esses ferimentos, que Mary queria saber como Samuel ganhara, ele não perdia a beleza e nem o brilho nos olhos. O sorriso perfeito... Afastou tais observações que denunciavam uma pontada de vontade de voltar no tempo.

Mary – O que houve com você? Seu rosto...

Samuel – Ah... foi uma briga besta.

Mary – com quem? – já estava se intrometendo demais na vida de alguém que não conversava à anos.

Samuel – Izzy Stradlin. – disparou. Não tinha o porque esconder dela quem o espancara.

Mary – o Izzy? – Não acreditou. Qual razão Izzy teria para fazer aquilo?.

Pensou que talvez fosse a raiva que ele sentia por Samuel, que depois de deixá-la, Izzy demonstrou-a e disse que o mataria se o visse outra vez.

Samuel – É. O Izzy.

Mary – Quando? Faz um tempo que eu não o vejo...

Samuel – ontem à noite. Estava como sempre bêbado e drogado. Brigamos à toa. Só por um simples esbarrão.

Mary – nossa...

Samuel – mas...então...você está feliz? – perguntou, apertando os olhos, desconfiado.

Mary – sim...sim...

Calaram-se por alguns instantes. Samuel de alguma, forma mexia com Mary. A paixão parecia renascer, e as lembranças voltarem.

Ele pousou os cotovelos nos joelhos e ficou a olhá-la. Mary desviou um pouco sua atenção de Rose, para Samuel.

Tinha consciência de que era errado, mas sentiu uma enorme vontade de beijá-lo, de sentir o seu hálito, sua respiração quente e pesada contra seu rosto, outra vez. Seu coração disparou. Balançou a cabeça para afastar o sentimento.

Samuel – sua filha é linda... – quebrou o silêncio que pairava sobre eles.

Mary – Obrigada.

Samuel tinha de escolher as palavras e os assuntos, pois se falasse dos seus sentimentos, talvez ela fugisse ou se zangaria. Teria que saber aproveitar a conversa e a proximidade que ela estava lhe proporcionando.

Samuel – Qual é o nome dela? – perguntou, olhando para a menina que se divertia com as outras.

Mary – Rosalie.

Samuel – O nome combina com ela. Muito bonito. – a vontade que sentia de que Rosalie fosse sua filha era imensa. – Você que escolheu?

Mary – Foi o Sebastian.

Samuel- ah, sim. E como ele está? – indagou, com repulsa.

Mary – pra que você quer saber dele agora? Você não gosta dele.

Samuel – estou tentando arrumar um assunto, posso? – sorriu.

Mary – pode.

Samuel – Você ama ele? – não conseguiu reprimir a pergunta.

Mary fora pega de surpresa. Naquele momento, não tinha certeza da resposta. Detestava quando se sentia abalada. Samuel fazia a antiga Mary tomar conta de seu corpo e mente, mas jamais deixaria tomar-se de sentimentos amorosos e renascentes,por um homem que a fizera sofrer.

Mary – Amo. Claro que amo. – respondeu, tentando parecer decidida, mas deu uma falha com o olhar, ao baixá-lo na resposta e engolir em seco. Samuel era um bom observador, e ela sabia disso.

Samuel – Não me parece muito certa disso.

Mary – mas estou. Eu o amo. E nada e nem ninguém vai mudar isso. – disse, determinada. Tinha de se prender na realidade.

Samuel – tudo bem então. Se você ama uma pessoa que te fez chorar, que já fez coisas que você nem imagina...eu é que não vou interferir.

Mary não o respondeu. Ficara intrigada com o comentário dele. O que queria dizer com aquilo? O que Sebastian havia feito? Queria saber. Ou será que Samuel só estava em mais um de seus joguinhos irritantes?.

Mary – O que o Sebastian fez? – indagou, tentando manter-se calma.

Samuel – Ele separou a gente.

Mary – Você tem algum problema, não é possível. Não foi ele, foi você mesmo. Pára de culpá-lo por seus erros!

Samuel- Ah, sim, eu tenho realmente um problema. Te amar demais. Esse é o meu único problema. E eu tenho certeza que foi ele! Aquela vadia não ia atrás de mim por vontade própria! Se você não sabe, são os homens que procuram por elas, e não elas que vem atrás de nós! E eu ainda vou te provar que foi ele!

Mary – não quero saber de prova nenhuma. Esse assunto está morto e enterrado pra mim.

Ao levantar, Mary ouviu um choro conhecido e alguns gritos. Olhou para Rose e a viu no chão do parquinho,em baixo de uma balança, segurando o pequeno braço. Correu para pegá-la.

Envolveu-a nos braços, assustada. Por um descuido de seus olhos, a garota se machucara. Levou-a para o banco e a deitou em seu colo.

Mary – calma, filha...calma...- tentava acalmar a menina, que ainda segurava o bracinho. – Por Deus...

Mary observou o braço da garota,que estava estranhamente torto e com uma ponta, mas Samuel foi o primeiro a dar o diagnóstico.

Samuel -ela fraturou o braço. – a tirou do colo de Mary, colocando-a no seu.

Tirou com cuidado a mãozinha de Rose, e observou mais um pouco. Havia um grande aumento na pele do braço, e viu uma ponta branca. Quase fratura exposta.

Samuel – Ela quebrou o braço, melhor dizendo.

Mary – Meu Deus! O Sebastian vai me matar! Eu sou uma idiota! Não sirvo nem pra ser mãe! – entrou em prantos, e em estado de pânico.

Samuel – Eu a levo pro hospital com você.

Mary – Não! O...

Samuel – Ele não vai ficar sabendo.

Samuel levantou-se com a criança no colo. Todos do parque,menos as crianças, pararam para observar.

A menina cada vez mais chorava. Mary acompanhou-o. Não sabia o que fazer.

Ele, ao colocar a menina ainda chorando no colo da mãe, que já se instalara no banco de trás do carro, afagou os cabelos loiros da menina, dizendo:

Samuel – acalme-se, cariño mio. – deu uma breve olhada para Mary, que estava paralisada, pelo medo.

Levaram-na para o hospital, onde engessaram o pequeno bracinho, e em pouco tempo a menina parou de chorar. Mary agradeceu o resto do caminho de volta para casa, Samuel.

Não sabia como iria explicar para Sebastian, quando ele voltasse para casa e encontrasse Rose com o braço envolvido por um grosso gesso.

21:50 p.m.

Sebastian chegou sorridente em casa. Tinha ido buscar o carro onde deixara, mas sem esperanças de encontrá-lo lá, e ao chegar, por sorte, ele ainda estava no mesmo lugar, intacto.

Viu Mary sentada no sofá com a filha no colo, assistindo a um programa qualquer na TV.

Ao chegar perto dela, Mary quase deu um pulo do sofá.

Mary – ah...oi amor. – seus olhos demonstravam preocupação misturada com medo.

Sebastian – O que houve com ela?! – perguntou ao avistar o braço da filha.

Mary –Seb...ela caiu da balança no parquinho hoje... – disse quase chorando. – e quebrou o braço... foi descuido meu... – desatou a chorar, ao se lembrar do motivo de seu descuido.

Sebastian sentou-se ao seu lado. Deu um beijo caloroso em Mary, e um beijo na testa da filha. Não gostava que Rose se machucava, por isso mantinha um cuidado excessivo com a filha, mas não é sempre que poderia impedir, pensava.

Sebastian – calma, amor... acontece. Não se culpe, por favor. – Olhou-a com ternura.

Mary – não tá bravo comigo? – enxugou algumas lágrimas que estavam ainda derramando.

Sebastian – Não...calma...não se sinta assustada, amor...eu sei que passo essa impressão em relação à Rose, mas me desculpe, você é a mãe dela. – Beijou-a mais uma vez.

Rose observou-os se beijarem e fez uma careta.

Rosalie –Eca.

Os dois riram.

Sebastian -o que aconteceu pra você machucar seu braço, Rose? – acariciava os cabelos de Mary, enquanto olhava a filha.

Rosalie – eu tava brincando...e eu fui bem alto na balança ...tava voando pai – disse, com um sorriso inocente no rosto, olhando para Sebastian – e aí, e caí porque eu soltei a corrente...e

machuquei meu bracinho... – fez bico, ao se lembrar da dor que sentira.

Sebastian – ah... agora você sabe que tem que tomar mais cuidado... – sorriu.

Rosalie – é.

Mary se sentia muito melhor. Seu medo de Sebastian havia passado. Neste momento se sentia uma boba. Uma criança que tem medo do pai quando quebra algo. Riu. Adorava ouvir as conversas que Seb tinha com Rose. E mais uma vez, sentia falta de seu pai que não via à alguns dias. Estava se separando cada vez mais dele, e isso não a agradava. Sentia um enorme vazio quando não via, e nem falava com ele durante um longo período de tempo. Iria visitá-lo no dia seguinte.

Seb pegou Rose do colo de Mary e começou a brincar com a pequena no chão, colocando-a em cima dos pés e a erguendo...

Mary, sem perceber, se pegou pensando na mãe. Tinha uma mãe, mas nunca sentira falta, por isso, e por mais um único motivo, não fazia questão dela.

Erin havia a deixado com Axl e ido embora. Jamais iria fazer uma coisa dessa com a filha e Sebastian. Não conseguia imaginar como Erin teve coragem, e como a conseguiu, para fazer isso.

Mas, mesmo assim...sentiu uma extrema vontade de conhecê-la, mas nem sabia se ao menos estava viva.


Notas finais
merece reviews,depois de tanto tempo sem postar? *-* tomara que sim (yn)