I Remember You Part 2
13 Subhuman Race
Notas iniciais
Vale comentar que isso aconteceu antes da manhã do capitulo 12, onde Samuel encontra Mary.
bjO e espero que vocês gostem ^^
9:30 p.m.3 de Novembro
Jessy sentou-se na calçada. Não havia feito nenhum programa aquela noite. Estava com frio e desistindo da noite de trabalho, mas precisava de algum dinheiro, se não, sabia oq eu aconteceria quando chegasse na casa de Essie.
Morava de favor. No começo, Essie não lhe pedia nada em troca, mas depois que a loira parou de fazer programas por sua idade, ficou sem dinheiro para manter o vício de drogas, exigiu de Jessy que conseguisse algumas notas verdes todos os dias. Se a morena não trouxesse, apanhariae acabaria sem um teto para ficar.
Avistou dois rapazes bem vestidos vindo em sua direção e um terceiro tentando alcançá-los, pois andavam depressa.
Talvez a noite estaria lhe dando uma bela oportunidade. Se os três a quisessem, cobraria um preço alto por satisfazê-los.
Levantou-se, ficando em pé, numa pose sensual.
Dois deles se vestiam parecidos. Jaqueta de couro preta, sem camisa calça jeans e botas. O outro trajava uma regata branca folgada, calça jeans e tênis.
Chegaram perto da prostituta sem dizer uma palavra e a observaram. Jessy teve um pouco de receio. Conhecia aqueles olhos. Lembrava-se deles de seis anos atrás. Não tinha como esquecer o olhar mais lindo e perigoso que já vira em sua vida.
Tinham encontrado-a. Finalmente. Ela não mudara nada desde quando a procurou pela primeira vez. Até o local era o mesmo.
--- Lembrade mim, moça? – falou com uma voz um tanto grossa, que denunciava perigo. Um frio percorreu a espinha de Jessy.
--- Claro. Como poderia me esquecer. – Respondeu, sentindo os lábios secos.
--- Bom...muito bom... – Sorriu, maléfico, olhando para o outro rapaz, ao seu lado, que fumava descontroladamente. --- Quero uma coisa de você.
--- Olha, eu vou cobrar mais caro, porque vocês são em três.
--- Não queremos sexo com você. – disse, rindo.
--- O que querem então? – não entendeu. Sexo era a única coisa que fazia. Era aquele seu trabalho.
--- Lembra do serviço que você fez para mim, no passado?
--- Sim. Seduzir um garoto.
--- Isso mesmo. Quero que faça-o novamente. Creio que também se lembra da quantia que lhe paguei, não?
--- Também me lembro.
--- Se fizer o trabalho muito bem feito... te pago o triplo daquela quantia. – Sussurrou, retirando um maço grosso cheio de notas da jaqueta. Era tudo o que ela precisava. Viu os olhos da garota brilharem como
os de uma criança ao ver um brinquedo novo.
--- Não falho em meus serviços.
--- Então, nos vemos na sexta. Te procurarei e explicarei o que quero, e como quero. – Olhava profundamente nos olhos de Jessy. – Continue aqui. Não saia deste ponto.
Ele já ia se virar, quando sentiu que era puxado pela manga da jaqueta.
--- Pode me dar um pequeno adiantamento?
Sem responder, o homem tirou cinco notas de cem dólares e entregou nas mãos de Jessy. Foi embora com os outros dois.
Jessy estava salva naquela noite. Guardou o dinheiro no meio dos seios e foi sentar-se de novo, antes de ir embora. Se chegasse cedo, Essie desconfiaria.
Se ganhasse toda a grana que o rapaz a ofereceu por um simples serviço, poderia sair da casa de Essie. Sorriu.
11:00 p.m.
Samuel e Daniel andavam devagar e conversando. Riam de um assunto qualquer que Daniel começou.
Estavam a mais de 30 milhas de casa. Samuel, passava próximo aos bares e sentia uma vontade que não conseguia saber o tamanho, de beber. Mas não poderia trair a si mesmo. À dois anos não bebia, e tampouco saía.
Ao passar por uma boate, parou. Queria beber. Sua boca estava seca, pedindo por álcool. Fechou os olhos.
Daniel ficou sem entender.
Samuel – Da- Daniel, vamos entrar aqui rapidinho?
Daniel – o que você vai fazer aí?
Samuel – eu to com sede.
Entraram na boate e Daniel perdeu Samuel de vista.
Passou os olhos por cima de todos e não encontrou o amigo. Samuel estaria brincando com ele? Detestava quando ele fazia isso.
Andou pelo lugar à procura de Samuel, mas não o encontrava.
Samuel encostou no balcão, e observou todas as garrafas de whisky. Seus olhos pararam em uma garrafa de Jack Daniels TennesseOld n 7. Há tempos não tinha uma daquelas em mãos.
Uma garota chegou próxima à ele, e perguntou-lhe algo que ele não entendera.
Samuel – Ah, desculpa, não entendi...
Garota – Eu perguntei o que você quer beber.
Samuel olhou a garrafa mais uma vez. Não sabia o porque estava tendo aquela recaída. Talvez fosse de tanto pensar em Mary, o cansaço,ou até mesmo podia ser a vontade de se divertir.
Antes que pudesse responder a moça, sentiu um braço passar por sua nuca e alguém respondeu por ele.
Daniel – ele quer beber água.
A garota olhou para Daniel estranha. Diabos, quem iria numa boate para beber água?, pensava. Mas foi pegar o pedido do rapaz.
Samuel abaixou a cabeça.
Daniel – você não pode fazer isso de novo, cara. Eu não vou deixar.
Samuel – sabe o que você tá parecendo? – levantou a cabeça, olhando fixo nos olhos de Daniel. Sua voz estava alterada. – Você tá parecendo a vaca da minha mãe! Dizendo o que eu posso ou não posso fazer!
Daniel – você sabe que você não pode! Eu estou tentando te ajudar cara! Se você não quer, FODA-SE! Eu já cansei de tentar te ajudar!
Daniel nem esperouSamuel responder. Saiu, nervoso.
Samuel saiu em disparada atrás do amigo. Sabia que tinha dito besteira e queria se desculpar.
Conseguiu alcançá-lo fora da boate. Puxou o braço de Daniel e fez ele parar.
Samuel – Daniel, desculpa. Sério, cara. Eu não devia ter dito aquilo.
Daniel – eu sei o quanto você sente vontade. Eu sempre te ajudei, mas pra mim não dá mais. Eu não vou agüentar aquele porre que era você, de novo.
Samuel – não...eu não vou beber. Deixa pra lá. Me desculpa. Tudo bem?
Daniel pensou por um instante. Samuel era o cara que tinha palavra. Se ele dizia que não iria beber, não ia. Não conseguia ficar brigado com ele. Tantos anos de amizade os transformaram em mais que amigos, se consideravam irmãos.
Daniel – tá legal. – Bateu no ombro de Samuel e deu um sorriso.
Voltaram a andar e conversar animadamente sobre qualquer coisa envolvendo Strippers.
Ao passarem por uma rua escura, andavam de cabeça baixa, calados dessa vez.
Três caras vinham no sentido contrário. Cada um fumando um cigarro. 2 Trajavam jaquetas que couro, e outro uma simples regata branca.
Nenhum desviou o caminho, e Samuel acabou esbarrando no moreno de jaqueta, que virou e encarou-o, soltando uma fumaça em seu rosto, que aparentava ser maconha.
Samuel – hey! Desculpa cara!
Izzy -Desculpa o caralho! Você não olha pra onde anda,não?
Samuel – Izzy?
Izzy – O que você tá fazendo aqui, moleque? –se surpreendeu. Não imaginava que iria reencontrar Samuel por ali. Pensava que ele teria ido embora da Califórnia, depois de deixar Mary.
Samuel – provavelmente a mesma coisa que você. Andando.
Izzy – daqui a pouco nem isso você vai fazer mais! Por que eu vou te quebrar inteiro! –avançou em Samuel.
Samuel sem esperar, foi acertado no queixo. Daniel não sabia se segurava Izzy, ou se recuava, pois tinha mais dois ali pra pegar ele, caso tentasse ajudar o amigo.
Samuel acabou por cair de costas no chão, pois Izzy havia se jogado em cima do rapaz, e estava cobrindo-o de socos. Não tinha como reagir.
Sentiu um liquido percorrer-lhe a face, e um gosto estranho na boca. Sangue. Seu rosto estava coberto do liquido escarlate.
Izzy estava cheio de ódio por Samuel. Odiava-o.
Não iria perder a oportunidade de acabar com ele.
Samuel acertou-lhe em cheio na face, jogando-o para o lado e ficando em pé. Olhou feio para Daniel, mas ao ver os outros dois parados observando-o, entendeu o amigo.
Izzy ficou em pé. O soco de Samuel não havia ferido o rosto alvo e intacto de Izzy.
Avançaram-se mais uma vez, e Izzy jogou Samuel contra um muro, enforcando-o com o antebraço esquerdo, e a mão direita segurando sua jaqueta. Os olhos negros chocando-se de raiva contra as pupilas cinzas avermelhados pelo ódio.Com a mão direita, Izzy deu-lhe mais um soco, fazendo Samuel bater com a cabeça no muro e um filete de sangue sair de sua nuca.
Daniel não agüentava ver o amigo apanhar, e não poder ajudá-lo. Recordava-se dos velhos tempos, em que saiam bêbados para arrumar briga nos bares e sempre levavam a melhor. Dessa vez, a sorte estava contra eles.
Daniel- pára Izzy! Caralho! Pára! – gritar. Foi a única coisa q não conseguiu reprimir.
Izzy – Se você está aqui...- ignorou Daniel, e ficou a 2 centímetros do rosto de Samuel – Eu não quero que você procure a Mary. Não encoste essas suas mãos sujas em cima dela, ou faça qualquer coisa. Nem ouse falar com ela ,ou eu termino de acabar com você. – soltou-o e se afastou.
Izzy saiu com os outros dois sem dar uma palavra à Daniel.
Ao ver como Samuel ficara, Daniel segurou-o. O amigo estava no chão, quase desfalecido.
O rosto quase irreconhecível banhado por sangue. Foi uma surrinha tão besta, mas machucou tanto ele. Samuel é sensível em alguns casos, pensava. Colocou o braço do moreno envolta de sua nuca ecarregou-o de volta para casa. Não pensou que iria fazer aquilo novamente. A única diferença era que Samuel não estava bêbado, mas sim, estourado.
Izzy não estava com a cabeça no lugar. Estava embriagado e drogado, e ele havia percebido isso.
Daniel não entendeu o porque ele tinha feito aquilo. Só podia ser a droga mesmo. Izzy sempre parecia legal, e era o único que sabia do namoro de Samuelcom Mary, e jurava não contar nada a ninguém.
Levaria um bom tempo para chegar em casa. Samuel quase desmaiado e sem forças pesava mais do que com os neurônios boiando em alcool.
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