I Need Your Love... Always Dramione
21 Revendo velhos amigos II
Notas iniciais
No dia seguinte a caminho de Hogwarts eu estava animado em conhecer mais sobre o garoto, ele era esperto , falava o pensa, era espontâneo , era engraçado e eu estava feliz em ser esse irmão mais velho.
— Então Dohko , você gosta da escola? Pergunto
— É legal , tenho muitos amigos . Diz
— Quem são seus melhores amigos? Continuo
— Flora, Piper, Dastan e khaion. Diz
— Legal, na época que eu estudava aqui eu também tinha uma turma. Digo
— Já soube, uma vez o professor Dumbledore me falou de você . Ele diz
— Como assim? Pergunto curioso
— Ele disse que você era terrível. Ele diz e começa a rir
— Quando ele disse isso? Insisto
— Quando eu “sem querer” grudei bolo de carne no teto do refeitório com uma arma de batata. Diz e eu gargalho alto
— Eu fiz a mesma coisa no meu primeiro ano em Hogwarts , mas a culpa não foi minha, eu fui desafiado e eu nunca recuso um desafio. Digo
— Eu sei , eu usei a mesma desculpa, mas a mamãe não acreditou e eu ainda tive que limpar todo refeitório . Ele diz
— Nossa , ela deve ter ficado muito brava. Digo
— Você não faz idéia. Ele diz rindo, chegamos na escola e nos encaminhamos para o ginásio , lá eu já poderia reconhecer algumas pessoas dá época em que eu estudava , além é claro do Blásio que veio se sentar próximo à mim enquanto Piper se aquecia com Dohko.
— Blásio eu fiquei pensando em tudo o que você me disse ontem sobre a Pansy , eu quero muito ajuda-la. Digo
— Eu já tentei Draco, a família dela também , mas além de não querer ajudar e não para em lugar nenhum, você nunca sabe como encontrá-la. Ele diz
— Eu sei , mas eu só vou passar algumas semanas aqui , quero poder ajuda-la mesmo que seja apenas um pouco. Digo
— Não se preocupe eu vou te ajudar , mas não quero ela perto de Piper por enquanto , não quero que minha filha pense que é uma rejeitada. Ele diz , eu vi o quanto ele amava a menina , logo a aula começa e as crianças começam o treino , era uma sensação muito engraçada a que eu sentia em relação a Dohko , eu tinha conhecido ele apenas a um dia e eu tinha um grande sentimento por ele, era como se já o conhecesse a bastante tempo.
— Ele é bom . Digo vendo ele derrubar garotos mais altos e mais velhos que ele
— Sim, ele até parece você , só que com cabelos castanhos. Diz Blásio.
— Engraçado né . Digo sem tirar meus olhos dele, que ao me ver acena e eu retribuo
— Ah é ,Muito. Diz
— Draco , posso te perguntar uma coisa ? Ele diz
— Claro. Digo , vibrando quando ele derrubava os outros alunos que estava animado em me ver torcendo por ele
— Você, ficou com a Granger na época da escola? Ele pergunta me deixando numa situação um tanto embaraçosa .
— Por que pergunta ? De onde você tirou isso? Digo meio estabanado
—Nem precisa dizer mais nada. Ele diz rindo
— Eu não sei do você está falando . Digo
— Na época da escola, Pansy achava que você e Hermione estavam namorando escondido e pela cara que você fez eu tive minha certeza. Ele diz
— Cara, é uma longa história. Digo, mas era bom finalmente ter alguém pra falar sobre ela , fazia tanto tempo que eu guardava isso só pra mim.
— Que bom que temos muito tempo . Ele diz , por sorte estávamos sentados numa parte mais afastada da arquibancada, onde poderíamos conversar com mais tranquilidade.
— Eu nem sei por onde começar , tudo é muito surreal entende, nem eu mesmo sei como começou , num minuto a gente se odiava e em outro fazíamos planos de morarmos juntos. Digo
— Rápido assim? Pergunta
— Rápido assim! Afirmo
— Mas deve ter tido alguma coisa que tenha despertado isso , esse tipo de coisa não aparece do nada. Ele diz
— Quando eu voltei de Londres aconteceu uma coisa , e a partir daí eu comecei a ver a ela de outra maneira , e naquela peça de Romeu e Julieta as coisas ficaram meio loucas e nos beijamos pela primeira vez , e depois disso as coisas só ficaram mais intensas . Digo
— Entendo, mas se vocês estavam juntos , porque não assumiram ? Ele pergunta
— Porque nossos pais jamais aceitariam esse tipo de relação, afinal fomos criados como irmãos. Digo
— Isso é verdade, imagina só o falatório numa cidade como essa, mas Draco seus pais são as pessoas gentis e compreensíveis que eu conheço acho que eles poderiam até entender afinal vocês não são irmãos. Ele diz
— Não sei se seria assim tão fácil, uma coisa é eles acreditarem que somos irmãos outra seria aceitar que nossos sentimentos eram outra coisa, ainda mais dividindo o mesmo quarto. Digo
— Eu entendo, mas o que vocês pretendiam? Pergunta
— Na verdade estávamos dispostos a assumir no dia do aniversário dela, ela ia enfrentar todo mundo para ficar comigo, até mesmo nossa família. Digo
— Mas eu lembro que você foi com a Pansy , eu lembro porque ela disse por dias como você foi perfeito naquele dia , foi quase o namorado perfeito. Ele diz e eu ainda me arrependo de tê-la usado dessa maneira.
— Eu tive que tomar uma decisão muito difícil para garantir a segurança dela e da minha mãe. Digo
— Creio não deva ter sido fácil, guardar tudo isso por tanto tempo. Diz,
— Não foi, e o preço que pago até hoje é o total desprezo dela , ela me odeia . Digo lamentando
— Eu sinto muito cara, mas eu posso fazer uma ultima pergunta? Ele diz
— Manda aí. Digo
— Qual foi a ultima vez que você ficaram juntos ? Ele pergunta mais juro que não entendi sua pergunta.
— Dezembro, uma semana antes do aniversario dela . Digo, ele parece pensar por alguns minutos
— isso explica muita coisa. Ele diz finalmente,
— Explica o que? Pergunto
— Nada não, isso não é assunto meu. Ele diz
— Como assim? Insisto
— Draco , você viu que eu derrubei aqueles garotos . Dohko vem em nossa direção interrompendo nossa conversa
— Claro que eu vi, você acabou com eles. Digo e ele sorrir de maneira tão linda, e faz um toca aí comigo.
— Eu não consegui nada pai. Diz Piper tristonha
— Meu amor você foi incrível , se você comer as verduras que eu sempre digo pra você comer , com certeza já tinha derrubado todo mundo , inclusive o Dohko. Blásio diz
— Serio , mas brócolis é horrível . Ela diz fazendo careta
— Só é ruim quando você come a primeira vez, depois fica gostoso. Ele insiste
— Vou tentar , mas não posso prometer nada. Ela diz e rimos
— Dohko que tal a gente ir comer alguma coisa? Pergunto
— Quero panquecas. Diz
— Panquecas? Tudo bem , por sorte eu sou o melhor fazedor de panquecas que eu conheço. Digo
— Se você fizer panquecas como joga vídeo game eu vou morrer de fome. Ele diz , levando Piper e Blásio a gargalhadas.
— Esse garoto é uma figura. Digo , logo nos despedimos e saímos , lembro que o leite havia acabado e decido passar no supermercado antes de ir para casa
— Dohko que tal a gente dar uma passadinho no supermercado antes , para comprarmos algumas coisa. Digo
— Super apoio, nosso estoque de sorvete está num limite critico . Ele diz fazendo drama, fomos direto ao supermercado dos nossos pais , ele pega um carrinho e começa a pegar algumas coisas, eu fico muito orgulhoso de ver como esse lugar estar enorme , foram muitos anos de trabalho duro por parte deles e finalmente eles conseguiram. Vejo Dohko colocando vários chocolates dentro do carrinho.
— Hey campeão, manera aí no chocolate. Digo retirando alguns
— Só estou garantindo o estoque do final de semana. Ele se justifica
— Nem vem, eu não caio nessa. Digo e ele faz biquinho
— Por favor. Ele implora
— Meu querido , eu era o mestre do drama , esse biquinho aí não me convence. Digo e ele volta ao normal
— Vocês velhos são todos iguais, aff. Ele diz indo pegar outras coisas e eu não consigo parar de rir da sua expressão.
— Dohko você pode buscar o leite enquanto eu pego os ovos? Pergunto
— Pode deixar. Digo e ele sai correndo, fico tentando decidir qual calda levar, quando uma moça passa e esbarra em mim, derrubando os produtos que ela carregava.- Desculpa moça . Digo mesmo sendo ela que tenha esbarrado em mim, eu a ajudo a recolher as coisas .
— Foi mal aí. Ela diz , mas assim que vejo seu rosto eu a reconheço
— Pansy? Digo , ela me olha por alguns minutos , como se forçasse sua memória para me reconhecer.
— Dr..Draco? Ela diz incerta, ela nem de longe lembrava a garota que eu conhecia , seus cabelos estavam bagunçado com mechas azuis, roupas um pouco largas e estava muito magra.
— Sou eu mesmo , tudo bem ? Pergunto e dou um abraço nela
— Eu estou um pouco suja . Ela diz sem jeito
— Não tem problema. Digo e ela finalmente me abraça , agora entendo o que Blásio quis dizer , ela não era mais a mesma.
— Eu preciso ir. Ela diz
— Pansy , está tudo bem ? Pergunto
— Claro que está, eu estou ótima . Ela diz, logo Dohko volta
— Draco eu não sabia qual leite você gosta , então eu trouxe esses dois aqui. Ele diz colocando as caixas no carrinho , Pansy olha concentrada para ele, depois para mim.
— Eu sempre soube, sempre. Ela começa a falar coisas desconexas
— Do que você está falando ? Pergunto
— A ignorância as vezes é um dom Draco . Diz
— Pansy , deixa eu te ajudar e se você precisar de qualquer coisa eu posso fazer por você . Digo me aproximando dela
— Eu não preciso de ajudar, eu estou bem já disse. Ela diz , mas seus olhos não saem de cima de Dohko , que fica só olhando a cena
— Pansy olha pra mim, eu quero e posso te ajudar . Digo fazendo ela me olhar nos olhos
— Você ainda é meu garoto especial Draco, tem os mesmos olhos e o mesmo cheiro. Ela divaga de novo, e sai. Me deixando ali com Dohko
— Eu lembro dela. Ele diz
— De onde? Pergunto
— Já vi ela dormindo nos bancos de trás da escola, uma vez ela me viu e disse que eu era pra ser dela, depois disso eu fiquei com medo dela. Ele diz
— Não precisa , ela é uma boa garota, só está um pouco perdida. Digo
— A Piper também não gosta dela. Ele diz
— São coisas de adultos, você ainda é muito pequeno pra entender. Digo, pegamos o restante das coisas e fomos para o caixa, onde já tinha uma fila se formando.
— Você sabe que a gente não precisa pagar, não é mesmo? Ele pergunta como se fosse a coisa mais óbvia do mundo
— Eu sei , mas isso não quer dizer que tenhamos de ficar com tudo, nada na vida vem de graça, nossos pais trabalharam muito duro para serem o que são hoje, e uns poucos trocados não vão fazer diferença pra mim, mas fica uma lição pra você. Digo
— Entendi. Ele diz , vemos uma pequena confusão na frente da fila, vejo que Pansy conta algumas moedas e a operadora do caixa está impaciente com a demora , peço licença as pessoas que estão na minha frente e vou até lá.
— Pode passar as compras dela, eu pago por tudo . Digo
— Obrigada Draco. Ela diz , a moça do caixa passa tudo e eu pago , logo ela pega as compras e sai correndo, e eu volto para meu lugar ao lado do garoto,
— Foi legal o que você fez pela aquela mulher. Ele diz
— Ela era minha amiga na escola, na verdade era quase uma namorada. Digo , pois não queria explicar pra ele a diferença entre ficar e namorar .
— Então vocês ficavam. Ele diz e eu olho abismado
— Sinceramente eu não sei porque eu ainda me surpreendo com você . Digo e vou tentar mexer no seu cabelo e ele se afasta.
— Hey , no meu cabelo não cara. Diz , ele era impagável, quando chegou a nossa vez no caixa a moça reconhece ele .
— Dohko , o que você faz por aqui? Ela pergunta
— Vim fazer compras com ele. Ele diz apontando para mim.
— Sabe que não precisa pagar não é ? Ela diz
— Eu sei , mas ele quer. Diz, Ela então se vira pra mim
— Ele é filho dos proprietários daqui. Ela me diz e Dohko rir
— Ele é meu irmão mais velho. Ele diz, e ela fica constrangida
— Desculpe , eu não sabia. Diz
— Tudo bem, pode passar as comprar eu vou pagar . Digo e ela fica sem entender mas não diz mais nada , depois saímos para o estacionamento e vemos Pansy passar na garupa de uma moto , Blásio tinha razão , ela estava andando com alguns motoqueiros mal encarados .
Quando chegamos em casa , fiz as panquecas para Dohko e eu , e finalmente ele me teceu algum elogio, pois realmente estavam divinas , agradeci minha mãe mentalmente por ter me ensinado a faze-las, depois ele foi fazer seu dever de casa e eu fui resolver algumas pendencias do trabalho , mesmo estando de férias ainda tenho muito trabalho para fazer, ligo para meu escritório e dou graças a Deus que minha equipe está dando conta de tudo sem que eu precise voltar, e fico pensando como as coisas mudaram por aqui e mesmo não podendo resolver tudo, quero poder concertar algumas coisas do passado.
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