I Need Your Love... Always Dramione
22 A promessa
Notas iniciais
Já fazem duas semanas que eu estou em Godrics Hollow, e eu fico cada vez melhor aqui , criei uma conexão bem legal com Dohko e somos quase melhores amigos , ele é uma criança especial e até Rufus e minha mãe se admiraram com essa relação ,e estou muito feliz em passar esse tempo com eles e já prometi a minha mãe que não ficarei mais muito tempo sem vir visita-los , estamos tomando café como de costume todos reunidos à mesa.
— Mãe , não esquece de assinar a autorização do passeio a campina da escola. Ele diz
— Já está assinado filho, está em cima do balcão da cozinha. Ela diz
— Vocês vão para a floresta? Pergunto
— Sim, o professor Hagrid todo ano leva a gente pra conhecer uma área nova da floresta, é muito legal , a gente vê um monte de bichos e plantas diferentes. Ele diz animado
— Eu sei bem como é . Digo , minutos depois o Weasley aparece para pegar ele , mesmo eu oferecendo para eu mesmo deixa-lo na escola ele disse que gostar de ir conversando com a amiguinha dele ,
— Filho , você poderia ir busca-lo hoje , ele só deve voltar lá pelas 6 da tarde , e Rufus e eu estamos atolados na contabilidade da loja. Diz minha mãe
— Claro, nem precisava pedir. Digo
— Obrigada Filho , mas agora eu preciso ir, Rufus teve que ir mais cedo , mas eu fico muito mais tranquila sabendo que você está aqui. Ela diz e me beija na testa ,
— Fique tranquila , eu vou aproveitar e trabalhar um pouco também , meu assistente enviou alguns casos por email e vou dar uma olhada. Digo pois até isso estou começando a sentir falta de todo trabalho, Fleur ligou umas duzentas vezes, mandou cerca de seiscentas mensagens que nem me dei ao trabalho de responder, na verdade excluir todas antes mesmo de ler, passei horas em frente a tela do computador apenas lendo processos e mais processos , mas no final foi bem pois assim não acumulo trabalho para quando eu voltar a Londres, quando olho para o relógio me admiro pois eu já devia está a caminho de Hogwarts , tomo um banho e logo estou a caminho da escola , acho estranho ter um carro de Polícia na porta , algumas crianças já estão acompanhadas dos pais, quando vejo Blásio com Piper no colo chorando e assustada , olho por todos os lados mas não vejo Dohko e corro até ele ,
— Blásio o que aconteceu? Porque a polícia está aqui? Pergunto e começo a sentir um aperto no peito
— Draco , acho melhor você entrar e falar com Dumbledore. Ele diz e aquela sensação só piora
— Piper cadê o Dohko? Pergunto a menina, mas ela apenas chora no ombro do pai.
— Draco , vai logo . Diz meu amigo e eu saio correndo pela escola até ver uma pequena agitação , vejo alguns policiais , alguns professores e Dumbledore. Me aproximo deles com certa cautela , pois alguma coisa me dizia que não eram boas noticias.
— Cadê o Dohko? Pergunto sentindo meu coração na boca
— Ah, Draco sente- se por favor. Diz Dumbledore
— Sem essa professor , cadê meu irmão? Digo , mal conseguia controlar minhas mão que tremiam, mas quem respondeu foi o Prof. Hagrid
— Estávamos voltando da campina , eu estava cuidando deles , e num minutos eles haviam sumido , achei que estavam no começo da trilha mas quando chegamos vimos que eles não estavam lá. Diz
— Eles? Quantas crianças sumiram. Eu sentia que minhas pernas iam falhar a qualquer momento
— Dohko e a menina Flora. Ele diz
— E porque estão parados aqui, porque não estão na floresta procurando por eles? Grito
— A floresta é muito perigosa a noite , e ainda assim não podemos enviar um grupo de buscas a essa hora. Diz Goyle, essa é a primeira vez que vejo meu amigo desde que cheguei
— Goyle? Digo
— Como vai velho amigo? Pergunta
— Preocupado com meu irmão, como assim não podem mandar ninguém para a floresta? Indago
— Houve um incêndio na velha fazenda dos Moudt , e todos os bombeiros estão lá tentando apagar o fogo para que não se alastre pelas redondenzas , assim ficamos sem ninguém apto para entrar floresta adentro. Ele diz e logo o Wesley chega todo engravatado nervoso
— Cadê minha filha? O que aconteceu? Ele diz ficando ao meu lado
— Flora e Dohko estão perdidos na Floresta prefeito .Diz Dumbledore. Oi ? Prefeito? Como assim ? o Weasley é o prefeito daqui.
— Perdidos ? ele parece não acreditar
— E quem está procurando por eles ? Ele pergunta
— Senhor prefeito , todo o esquadrão dos bombeiros está na fazenda Moudt, você já deve saber o que aconteceu lá . Diz Goyle , quem diria meu amigo respeitando um Weasley
— E quanto aos policias ? Ele Pergunta
— Senhor eles não tem treinamento para esse tipo de situações. Ele se desculpa
— Eu não acredito nisso. Weasley diz
— Eu pensei a mesma coisa. Digo
— Oi Malfoy. Ele diz finalmente me notando
— Weasley! Digo
— Vamos ter que esperar até amanhecer , para evitar mais acidentes . Diz Goyle
— Com ou sem ajuda de vocês eu estou indo atrás deles. Digo saindo porta à fora , e Weasley vem logo atrás de mim falando ao telefone feito louco e passa por mim feito uma bala, vou até o estacionamento e fico olhando a parte escura da floresta , eu precisava ter pelo menos uma base de onde começar , fui até o carro e peguei meu celular pois ia precisar de iluminação , depois voltei a sala onde os professores estavam e pedi para que Hagrid me mostrasse a direção por onde eles vieram , pelo menos assim saberia por onde ir , quando me preparava pra sair o “ prefeito” me chama.
— Ei Malfoy, você não vai sozinho , minha filha também está perdida . Ele diz se aproximando de mim,
— Tudo bem . Digo e logo ele tira o terno e a gravata e em poucos minutos vários carros param no estacionamento e pelo que vejo com tanta cabeleira ruiva só podia ser os Weasley, todos eles .
— Achei que precisaríamos de reforço . Ronald diz
— Toda ajuda é bem vinda, agora vamos . Digo
— Espera só um minuto . Ele diz e um dos gêmeos Weasley aparece com uma grande sacola com varias lanternas e coisas para ajudar na busca.
— Obrigado. Digo
— Por nada . Ronald diz
— Acho melhor irmos em duplas , assim se alguma coisa acontecer poderemos ajudar . Diz o gêmeo .
— Draco e eu vamos pela trilha principal, e o resto de vocês se dividem nas trilhas adjacentes, se encontrarem os garotos ou qualquer coisa estranha , assoprem os apitos ou chamem pelos walk talks . Diz Ronald autoritário com os irmãos mais velhos que apenas concordam , e logo saímos pela trilha , gritávamos pelos nomes das crianças as esperanças de estarem por perto , então me ocorreu que eu estava tão preocupado com o sumiço deles que esqueci de avisar meus pais sobre o acontecido. – Algum problema ? Pergunta Ronald vendo minha frustração
— Esqueci de avisar meus pais. Digo
— Não se preocupe , a essa hora toda cidade já sabe , se duvidar deve ter mais gente na floresta neste momento. Ele diz
— Verdade, a quanto tempo estamos andando ? Pergunto e ele pega o celular.
— Tem uma hora e alguns minutos. Ele diz e acaba se distraindo e tropeça num tronco velho de árvore
— Você está bem ? pergunto indo até ele , tentando ajuda-lo
— Acho que sim . Ele diz, mas ao tentar se levantar ele geme de dor
— Acho que você torceu o tornozelo. Digo e me abaixando e examinando o tornozelo dele
— Não foi nada , vamos continuar andando . ele diz e força o pé , com certeza ele sentia muita dor mas estava ignorando .
— Se você forçar mais ainda o pé depois vai ficar pior. Digo
— Não importa, não vou deixar o Dohko e minha filha passarem a noite com frio e fome nessa floresta. Ele diz dando alguns passos mancando
— Então deixa eu te ajudar. Digo apoiando seu braço em meus ombros e ajudando ela a andar
— Porque tá fazendo isso? Ele pergunta
— Porque o Dohko é meu irmão e sua filha também é só uma criança , eu ajudaria de qualquer forma. Digo
— Não me refiro a isso, estou falando sobre você está me ajudando a andar, e tudo mais, você me odiava. Ele diz
— Ronald isso foi na época de escola, eu não tenho mais 15 anos e sinceramente nem sei porque não gostava de você naquele tempo, era só pirraça de criança. Digo e ele reflete
— Obrigado, obrigado por está aqui ajudando . Diz
— Por nada . Digo, andamos por mais uns quarenta minutos e ele pediu para descansar um pouco pois seu pé estava bem inchado , ele se sentou em uma pedra , e tirou o sapato do pé machucado tentando aliviar um pouco a dor.
— Acho que você tinha razão , o meu pé está bem inchado. Ele diz
— Você devia ficar aqui enquanto eu busco ajuda pra você. Digo
— Não , você tem que continuar procurando por eles, eu não posso perder minha filha. Ele diz e eu vejo seu semblante de puro terror com essa possibilidade.
— Não se preocupe , eles devem está bem , eles são crianças espertas . Digo
— Você não entende, a Flora é tudo o que eu tenho , eu não consigo imaginar no medo que ela pode estar sentindo nesse momento. Ele diz
— Não se preocupe eu vou encontra-los. Digo
—Obrigado Malfoy. Ele diz
— Por nada, eu não sabia que você era casado. Digo tentando não deixar ele mais nervoso, mudando de assunto
— E não sou , fiquei com uma garota aqui durante minhas férias da faculdade, Lilá Brown , depois ela disse que estava grávida mas não queria a menina que ela era muito jovem e que não estava preparada pra isso , acontece que assim que a Flora nasceu ela simplesmente a deixou na casa dos meus pais , que cuidaram dela enquanto eu estava estudando , quando eu terminei a faculdade voltei para a cidade e comecei a trabalhar na prefeitura com meu pai, e o resto você já sabe. Ele diz
— Bom, pelo que pude ver sua filha tem muita sorte de você como pai, eu não consigo imaginar como você deve estar se sentindo , eu no seu lugar teria pirado, e andando pela cidade pude ver que você também é um bom prefeito. Digo
— Tento fazer o que eu acho o melhor pra todos. Diz
— Está dando certo. Digo
— Draco acho melhor você continuar procurando sozinho , eu não vou conseguir andar e ainda vou atrapalhar você, vou chamar alguns dos meus irmãos para me ajudar a voltar para a escola . Diz
— Tudo bem. Digo e volto a andar , mesmo querendo ajudar mais o Weasley, eu queria muito mais encontrar o Dohko e Flora. Já fazia uns vinte minutos que eu continuava a andar sozinho , tentei falar no WT ( Walk talks) com os Weasley pra saber se Ronald já tinha sido resgatado , mais estava muito adentro na floresta e não tinha sinal. Quando de repente a luz da minha lanterna reflete um brilho entre as arvores, procuro um pedaço de madeira para usar como arma caso fosse preciso enquanto me aproximo com cautela,mas logo percebo que é uma mochila rosa e quando chego até lá vejo a menina encolhida entre as árvores chorando , ela fica assustada quando me ver. Então me agacho ficando da sua altura falando baixo para não assustá-la mais, mas meu coração se aperta ao ver que Dohko não estava com ela.
— Oi Flora, tudo bem , lembra de mim ? Sou Draco o irmão do Dohko. Digo e ela me olha e me abraça chorando . – Tudo bem querida , agora tá tudo bem , onde está o Dohko? Pergunto porém ela não parava de chorar , e eu resolvo não pressiona-la , ponho ela no colo e saio dali, assopro o apito para alertar que eu havia encontrado ela, mas ninguém aparece , continuo andando com ela no colo por quase uma hora quando vejo uma luz fraca bem longe, então eu começo a gritar Weasley, sabendo que tinha pelo menos cinco deles pela floresta , vejo a luz se aproximando , logo outro Weasley que eu não reconhecia aparece.
— Tio Carlinhos. Diz Flora ainda fungando ,
— Oi princesa, que susto você deu na gente . Ele diz pegando ela do meu colo. – Obrigado Draco, você não imagina como essa pequena é importante para nossa família . Ele diz
— Que bom que ela está bem, mas acho que vou continuar a procurar. Digo
— Acho melhor você esperar um pouco para vermos se tem alguma noticia , Rony foi levado para o Hospital , e quando ela se acalmar talvez ela pode dizer alguma coisa que ajude, e não se preocupe , vamos voltar aqui para procurar pelo Dohko. Ele diz , e tinha razão , já fazia mais de três horas que estávamos na floresta, talvez alguém soubesse alguma noticia ,foram mais uma hora de caminhada e seguimos novamente para o estacionamento da escola, eu via que tinha uma movimentação da policia e vejo minha mãe correndo em minha direção Chorando.
— Você achou o Dohko? Ela pergunta
— Ainda não mãe, mas eu prometo que eu entro nessa floresta ainda hoje , digo
— São quase 4 da manhã filho descansa e depois vamos todos procurar por ele. Ela diz
— Eu não vou deixar ele sozinho, eu vou procurar até encontrar ele. Digo, agora na claridade das luzes eu pude ver que estava todo picado de mosquito e alguns arranhões pelos braços.
— Você devia ir para o hospital . Ela diz
— Vamos, mas eu não tenho nada , só quero saber o que a menina tem a dizer . Digo e ela concorda e seguimos para o hospital , tinha uma pequena muvuca no quarto onde o Weasley estava , ao entrar vejo a menina dormindo no colo dele , e toda a família ruiva dormindo no chão e nos sofás do quarto.
— Como ela está? Pergunta minha mãe
— Só um pouco assustada. Ele diz
— Ela disse alguma coisa ? Qualquer coisa sobre o paradeiro de Dohko? Pergunto
— Na verdade não , ela chorou bastante mas não disse nada. Ele diz
— Tudo bem, e como está seu tornozelo? Pergunto , mas eu estava frustrado por não ter nenhuma noticia do garoto
— Bem machucado , mas isso nem importa , estou um pouco mais tranquilo pela minha filha está bem , mas ao mesmo tempo preocupado com Dohko. Ele diz
— Eu também. Digo
— Draco eu não tenho palavras para agradecer por você ter encontrado minha filha , obrigado mesmo. Ele diz
— Que isso, sei que você faria o mesmo. Digo
— E faria mesmo, o incêndio na fazenda Moudt foi criminoso, alguém tocou fogo no celeiro e logo se alastrou pela plantação , o chefe dos bombeiros acabou de sair daqui e me disse , mas não tem ideia de quem pode ter feito isso. Diz
— Isso é estranho , agora você tem que descansar e qualquer noticia me avisa por favor . Digo
— Claro , com certeza. Diz
Fiquei na sala de espera por um tempo até ser atendido, mesmo não tendo nada de mais apenas alguns arranhões , mas minha mãe faz questão , ela e Rufus estão na delegacia tentando saber se houve alguma novidade , depois de algum tempo eu acabei adormecendo na cadeira , o dia já estava claro quando um dos gêmeos Weasley veio me chamar.
— A flora acordou e Rony pediu que você fosse até lá. Ele diz
— Obrigado Jorge. Digo
— Eu sou o Fred. Diz
— Desculpa.Digo
— Tudo bem . Ele diz e sai, vou imediatamente até o quarto onde a garota tomava café e Rony estava sentado numa poltrona lendo um jornal com o pé engessado , eu entro meio sem jeito mas eu realmente precisava saber de mais .
— Bom dia . Digo
— Draco, bom dia. Ele diz
— Seu irmão disse que você queria falar comigo. Digo
— Achei que você gostaria de saber que os bombeiros já estão na mesma trilha que você achou Flora. Ele Diz
— Isso é muito bom. Digo
— Bom dia . Diz Blásio entrando no quarto com Piper no colo e acompanhado de um homem que presumo ser seu companheiro.
— Blásio , que bom que veio . Diz Rony
— Piper queria ver a Flora , ela estava preocupada então resolvi trazer ela aqui. Ele diz
— Fico feliz que tenha vindo meu amigo. Diz Rony
— Faço questão , e também queria saber se você quer que eu organize alguma coisa na prefeitura. Blasio diz
— Você trabalha na Prefeitura? Pergunto confuso
— Sim, sou engenheiro responsável pelas obras da prefeitura. Ele diz
— Uau, não imaginava . Afirmo
— Acontece. Diz
— Mas sem querer ser chato , será que podemos falar com a Flora sobre ontem? Pergunto
— Tudo bem. Diz Rony, eu me aproximo da cama onde a garota estava tento falar com tranquilidade para não assusta-la
— Flora você pode me dizer o que aconteceu ontem , quando você e o Dohko se perderam. Digo
— A gente não se perdeu Tio. Ela diz
— Então o que houve? Pergunto
— A gente ouviu alguém pedindo ajuda, mas o professor Hagrid estava muito à frente, então o Dohko disse que a gente devia ajudar , depois a gente foi procurar onde tava vindo o barulho, mas depois a gente não conseguiu achar onde tava todo mundo. Ela diz
— E depois? Continuo
— Quando a gente tentou voltar uma pessoa apareceu e disse que ia levar a gente , aí o Dohko pulou nela e mandou eu correr sem parar, eu corri um montão , mas depois eu fiquei cansada e fiquei escondida naquela árvore até você aparecer, eu tava com muito medo. Ela diz e Rony vem abraça-la, e eu estava estático , não imaginava o que poderia ter acontecido com meu irmão.
— Está tudo bem filha, ninguém vai machucar você. Ele diz
— Você sabe quem foi a pessoa que pegou o Dohko ? Pergunto
— Não , porque ela usava uma mascara , mas parece que tinha um cabelo azul, como o da moça que dormia no pátio da escola. Ela diz e eu sabia de quem ela falava
— Pansy! Blasio diz como se pudesse ouvir meus pensamentos
— o que diabos aquela doida está pensando em fazer? Onde ela poderia está? Pergunto afoito para Blásio.
— Eu não tenho ideia , mas não me admiro de nada que venha dela. Ele diz e eu saio do quarto e Rony e ele vem comigo
— Eu vou avisar a policia . Diz Rony
— Porque ela sequestrou meu irmão Blásio? Pergunto
— Eu juro que não faço a mínima ideia. Ele diz
— Eu preciso ir , preciso procurar por ele . Digo saindo
— Draco espera um minuto. Diz
— Eu não posso esperar , o que você quer. Digo
— Pensa u pouco, onde ela poderia levar o Dohko na floresta? Ele pergunta. E eu fico repassando na minha cabeça
— Eu não sei. Digo
— Pensa bem Draco. Ele insiste, e eu me sento numa cadeira com as mãos na cabeça , tentando imaginar qualquer lugar onde ela poderia ir, quando me vem algo a cabeça
— A antiga cabana de caça do pai dela próxima da cachoeira . Digo me lembrando da nossa primeira vez
— Os bombeiros estão procurando na direção errada . Ele conclui
— Blásio , avisa a polícia que eu vou atrás dela. Digo saindo correndo dali e ele vem correndo logo atrás e puxa pelo meu braço
— Você não entende que é justamente o que ela quer, ela quer você . Diz
— Então eu vou . Digo , pois jamais deixaria Dohko nas mãos dela , principalmente da maneira que ela está , descontrolada
— Eu aviso Goyle e os seus pais. Diz e eu saio , mesmo depois de muitos anos eu acho que ainda sei onde fica o caminho , é bem mais próximo do que a trilha da escola , depois de chegar na trilha principal da cachoeira ficava apenas alguns quilômetros até a cabana, fui andando para não fazer barulho , depois de quase uma hora de caminhada , vejo a cabana próxima , primeiro observo atento tentando saber se tem mais alguém com ela , porém a distancia que eu estava não conseguia ver nada , agradeço finalmente por todos esses anos do meu pai cuidando de bandidos pude aprender algumas coisas , por uma fresta na porta vejo Dohko sentado numa cadeira amarrado e amordaçado , não penso duas vezes e invado o lugar ele me olha desesperado quando me aproximo dele.
— Vai ficar tudo bem . Digo e tiro sua mordaça
— Cuidado Draco. Ele gritando, de repente alguém me acerta na cabeça e tudo ficou escuro de repente, minha cabeça estava girando e doendo , eu podia sentir o sangue seco pelo meu rosto , olho em volta e vejo Dohko ainda amarrado e amordaçado , porém com um cobertor sob o corpo , e eu estava amarrado também.
— Dohko! Dohko ! você está bem ? Pergunto me sacudindo na cadeira tentando me soltar
— Ele está bem, alimentado e aquecido. Ela diz
— Pansy porque está fazendo isso? Pergunto
— Lembra Draco , de como nos divertíamos aqui. Ela diz
— Pansy, solta ele . Digo
— Eu lembro de quando eu te trouxe aqui a primeira vez , a gente adorava isso aqui. Diz andando de um lado para o outro com uma arma na mão .
— Por favor deixa ele i, eu fico aqui com você , mas solta ele. Imploro
— Mas Draco , seremos uma família perfeita . ela diz
— Pansy, se concentra na minha voz , a policia vai chegar aqui a qualquer minuto , e não quero que eles machuquem você , então deixa a gente ir embora. Peço
— Ninguém vai embora daqui . Diz um cara entrando na cabana com algumas sacolas
— Quem é você ? Pergunto
— Não importa quem eu sou , quero saber se você trouxe o dinheiro do resgate. Ele diz
— Resgate? Ninguém pediu nada, do que você está falando ? Pergunto confuso e ele olha bravo para Pansy
— Você me disse que ele tinha muita grana, e que pagaria qualquer coisa pelo garoto, porque não deixou o bilhete que eu mandei. Ele diz gritando com ela
— Eu esqueci . Ela diz e ele dá um tapa na cara dela
— Se é dinheiro que vocês querem eu dou, mas tem que soltar ele. Digo
— Você acha mesmo que eu vou cair nessa, o que você acha que vai acontecer aqui se eu não receber meu dinheiro. Ele diz me dando um soco
— Não machuca ele. Diz Pansy e o cara fica ainda mais bravo
— Esse playboy ? Ele diz apontando a arma para minha cabeça .
— Dohko fecha os olhos . Peço ao meu irmãozinho, que chorava silencioso, pois temia que alguma coisa acontecesse e não queria que ele fosse testemunha disso.
— Se afasta dele. Diz Pansy
— Ou você vai fazer o que? Ele perguntou
—Eu já disse pra ficar longe dele. Ela alerta
— Fica na sua , sua vadia ou eu mesmo acabo com você depois . ele diz e de repente um som alto de tiro ecoa pelas paredes e o cara cai no chão com um tiro na cabeça.
— Eu não aguentava mais esse cara no meu ouvido. Ela diz dando uma assopradinha no cano da arma. – Onde nós estávamos? Ah lembrei, a gente poderia ficar aqui e cuidar da nossa família como tinha que ser. Ela diz como se fosse natural ter um corpo caído entre nós , e Dohko permanecia de olhos fechados ,
— Por favor deixe ele ir. Imploro
— Não, ele faz parte disso tudo . Ela diz
— Pansy, pensa bem , ele é só um garoto , deixa ele ir e eu fico com você , pra sempre. Minto
— Jura? Pergunta dando um sorriso
— Sim. Afirmo, eu só precisava que ela soltasse minhas mãos, assim eu poderia imobiliza-la e sair dali com Dohko.
— Sabe, Draco , quando você foi na minha casa antes de você ir embora e a gente transou feito loucos o dia todo, lembra , eu furei todas as camisinhas entende, porque eu queria muito um pedacinho de você comigo , loirinho e olhos azuis como o seu ,e sabe de uma coisa e eu consegui . Ela diz, e eu fico sem reação, ela faz carinho na própria barriga como se lembrasse da época .
— Como assim? Você ficou grávida de mim? Pergunto incrédulo
— Fiquei , e eu estava muito feliz porque eu ia ter uma coisa que nenhuma outra garota ia ter de você , um bebê. Ela diz, tento imaginar isso , é muita loucura, então me lembro do que Blásio havia me dito sobre Piper. Que ele não conhecia o pai dela , é tudo muito muito surreal .
— Piper? Você está me dizendo que a Piper é minha filha? Pergunto tentando organizar meus pensamentos
— Piper? Ela diz como se saísse do seu próprio devaneio
— A Piper é minha filha Pansy? Pergunto novamente e ela me olha de maneira terna
— Você gostaria de ser pai dela? Ela pergunta
— Eu adoraria , sempre sonhei em ser pai, em se um bom pai, e eu ficaria muito feliz em tê- la como minha filha. Digo pois era verdade, sempre quis provar pra mim mesmo que seria um pai melhor do que o meu foi.
— Ah Draco , meu amor , Se ela fosse sua filha eu jamais tinha me livrado dela, o nosso bebezinho morreu antes mesmo de eu saber se era um menino ou menina, num maldito aborto espontâneo . Ela diz e começa a chorar voltando a alisar sua barriga
— Pansy eu sinto muito , eu lamento que isso tenha acontecido com você . Digo
— Eu entendi que não era pra ser , que só podia ser coisa do destino em não me querer perto de você, eu tinha planos , eu iria te procurar , você ficaria feliz em saber que era pai de um filho meu e nos casaríamos e criaríamos nosso filho juntos, e depois ainda teríamos mais dois , viveríamos em Londres . Ela diz como se tivesse repassado essa fantasia por diversas vezes em sua cabeça.
— Pansy , eu não imagino a dor que isso lhe causou , eu queria ter lhe ajudado de alguma maneira. Digo pois lamentava ver aquela que foi minha melhor amiga daquele jeito
— Eu tentei, liguei pra sua casa em Londres algumas vezes , e em uma delas eu falei com seu pai e ele me disse que eu estava tentando dar o golpe da barriga no filho rico dele, mas eu já tinha perdido meu bebê , eu só queria poder dividir aquilo com você, mas você estava na faculdade e nunca consegui falar com você. Ela diz e eu fico chocado , mas uma vez meu pai destrói uma pessoa.
— Eu não sabia , juro que não sabia das suas ligações Pansy, se eu soubesse eu teria lhe ajudado de alguma maneira, jamais teria deixado você passar por tudo isso sozinha. Afirmo
— Mas aí eu vi aquela vadia com aquela barriga enorme, toda feliz e todo mundo babando por ela, era pra ser eu , eu é que devia ter meu bebê nos meus braços ,não ela, era eu quem carregava um pedacinho seu , eu merecia , era meu bebê, MEU. Ela diz , mas ela não falava coisa com coisa , e poderia está falando de qualquer pessoa
— Pansy, eu realmente sinto muito que você tenha passado por tudo isso, mas o Dohko não tem culpa de nada , ele é só um garoto , deixa me irmão ir por favor . Imploro , mas enquanto isso eu estava conseguindo desamarrar uma das minhas mãos que estavam nas costas.
— Irmão? Então você não sabe? Ela diz abrindo um sorriso sinistro
— Sabe do quê? Pergunto tentando manter ela concentrada em mim, enquanto tento me soltar sem que ela perceba.
— Quem diria Draco, você realmente não sabe! Talvez seja melhor assim, só me pergunto como você não percebeu ainda. Ela diz, e eu estou quase me soltando .
— Por favor Pansy, a garota que eu conheci jamais machucaria alguém que eu amo. Digo e ela vai até ele
— Por 10 anos você nem sequer sabia da existência dele como pode dizer que o ama? Eu fui sua primeira mulher e durante anos eu corri atrás de você esperando um dia ouvir de você um “eu te amo “ , mas eu sempre soube que eu era dispensável pra você, eu era só a sua vadia , seu brinquedinho do qual você deixava de lado quando não queria mais brincar, mas eu sabia Draco , eu sempre soube que você não era mais o mesmo, você estava apaixonado e depois de tudo o que eu fiz por você , eu ainda fiquei sem meu bebê. Ela diz e puxa o cabelo dele, que permanece de olhos fechados
— Pansy não faz nada do qual você pode se arrepender depois , você quer machucar alguém , machuque a mim , eu machuquei você e não ele, me machuque, me bata, mas deixa ele ir . Digo
— Ele é a peça de tudo, ele é tudo aquilo que eu queria , eu sempre soube que aquela vadia iria dar o bote em você , eu nunca acreditei naquele papinho de ódio, como eu não tinha percebido antes, mas aí eu vi vocês naquele dia no supermercado então tudo fez sentido. Ela diz e dá um tapa no rosto de Dohko, e aquilo me enfurece. Finalmente eu solto uma das mãos e freneticamente tento libertar a outra .
— Pansy não . Grito
— Então se ele morrer, você e eu podemos finalmente ter nosso final feliz . Ela diz e aponta a arma para a cabeça do garoto, eu coração falhava a cada batida
— Pansy , a policia vai já chegar , deixa ele ir e eu digo pra eles que foi apenas um mal entendido e tudo vai ficar bem. Digo tentando desconcentra-la
— Por favor Draco , você realmente acha que eu sou tão ingênua assim , eu já matei um cara , acha mesmo que eu vou sair ilesa dessa. Ela diz apontando para o corpo do cara no chão
— Eu sou advogado , posso alegar legítima defesa e que você não estava no seu juízo perfeito por causa do efeito de drogas. Digo , e ela rir
— Eu não tenho mais salvação Draco. Diz
— Claro que tem , você pode escolher entre fazer o certo ou passar o resto da vida na cadeia. Digo
— Ou posso passar o resto da vida com você . Ela diz e voltar a apontar a arma para Dohko. – Não se preocupe prometo que vai ser rápido, ele nem vai sentir nada . Ela diz e engatilha a arma , finalmente eu me solto e pulo na frente Dohko quando a arma dispara.
— Nãoooooooo. Ouço ela gritar e ela deixa a arma no chão, e Dohko me olha assustado
— Dohko vai ficar tudo bem , não se preocupe, eu prometo que vai ficar tudo bem . Digo com dificuldade , minha camisa já estava encharcada com meu sangue, não consigo ver onde o tiro me acertou , mas eu me sinto fraco , olho para Dohko que chorava e lutava na cadeira pra se soltar desesperadamente , e Pansy estava encolhida no canto tremendo balbuciando coisas ao léu, eu não poderia morrer ali com ele me olhando , jamais me perdoaria em deixar ele com essa lembrança, ele derruba a cadeira onde ele estava amarrado ficando ao meu lado caído no chão , ele consegue tirar a mordaça da boca
— Draco , não morre por favor . Dohko diz em meio às lágrimas
— Não vou querido, eu vou ficar sempre com você eu prometo. Digo , mas infelizmente eu não sabia se seria capaz de cumprir minha palavra . A ultima coisa que eu lembro que de um alto som de batida e a porta vindo abaixo ,depois disso apenas uma escuridão .
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