Notas iniciais
fiquei tão feliz com os comentários que resolvi postar mais um cap. e se voces forem bem legais comentando ou favoritando posta mais durante a semana, se não apenas um por semana. Não é meta minhas amoras, vou postar independente de comentários ou não , é só que eu fiquei muito feliz.

Mal consegui pregar os olhos essa noite, a imagem daquele infeliz me perturbaram até em sonhos, aquela cena da cozinha ficou se repetindo em minha mente o tempo todo e quando eu finalmente consegui dormir sonhei com ele me beijando (alguém me traga uma camisa de força ) , me levantei cedo , o sol nem mesmo tinha saído ainda pelo visto nem meu pai e a Cissa , resolvo passar um pouco de café já que eu sei que não vou conseguir voltar a dormir, preparo umas torradas e me sento a mesa e fico olhando perdida onde ainda ontem eu havia sido encurralada pelos braços musculosos do Malfoy, acho que acabei me perdendo com a lembrança que nem reparei que não estava mais sozinha na cozinha.

— Bom dia . Cissa diz me assustando

— Pela diadema de Rowena Ravenclaw, que susto Cissa. Digo pondo a mão no coração

— Desculpa, eu não queria assustá-la , mas você parecia tão concentrada olhando para o nada . Ela diz rindo

— Eu não estava não , estava só pensando nas aulas. Minto

— Conheço esse olhar, e não era sobre aula que você estava pensando. Ela diz com um olhar sapeca.

— Sobre o que mais eu poderia estar pensando ? Pergunto

— Ah não sei , algum garoto , talvez no Harry ou no Ronald. Ela diz

— Que isso Cissa eles são meus amigos só isso . Digo espantando a idéia de ter alguma coisa com meus melhores amigos

— Bom , se não são eles , de quem se trata ? Ela pergunta sentando ao meu lado na mesa

— Ninguém. Afirmo

— Ok então , se um dia você quiser falar desse “ ninguém” estou à disposição. Ela diz tomando seu café ( ah tá seu filho tá de deixando louca) minha deusa sussurrava

— Cissa, já disse não tem ninguém . Digo sendo bem categórica .

— Bom dia meninas . Diz meu pai entrando na cozinha

— Bom dia pai . Digo

— Bom dia meu amor. Diz Cissa

— O que as mulheres da minha vida já estavam falando a essa hora da manhã ? Pergunta meu pai enquanto pega uma xicara de café, e eu apenas lanço um olhar suplicante para Cissa

— Coisas de meninas , querido. Ela diz me dando uma piscadela eu apenas retribuo com um sorriso, volto para o quarto em silêncio , pois não queria acordar aquele traste , pego meu uniforme e minha mochila e ele dormia de bruços onde deixava toda sua costa de fora, ele parecia tão calmo ( fora daqui seu pensamento intruso) , vou ao banheiro mais meu pai estava lá , vai ser o jeito eu me vestir no quarto mesmo , vejo que Malfoy ainda dorme mais que tinha mudado de posição( Oh meu Merlin que ele não resolva acordar agora) começo a tirar minha roupa , mas sempre olhando pra ver se ele não estava me vendo , o quarto não estar totalmente escuro pois as frestas da janela já iluminava um pouco, me visto rapidamente e saio , queria chegar cedo na escola e esse tempo me daria para por minha cabeça e minha deusa no lugar( não adianta , queremos ver mais daquele corpinho) calada. Saio de casa logo em seguida resolvo ir a pé mesmo assim teria muito tempo para por minha cabeça em ordem.

Um trajeto um pouco longo são 35 minutos de caminhada até Hogwarts, e tudo o que eu pensava era se o Malfoy ia me beijar naquele momento na cozinha( que tormento) começo a bater com meu livro na cabeça afim de espantar esses pensamentos , lembre-se Hermione ele é mau, ele é péssimo ,eu pensava comigo mesma.

— Nossa pra que tanta violência a essa hora da manhã. Diz minha amiga

— Gina , que saudades . Digo abraçando minha amiga ruiva e linda

— Eu também não ganho um abraço ? Diz Ronald se aproximando

— Ron , claro que sim . E junto meu amigo num abraço triplo .

— Opa ,Opa , eu também quero . Diz Harry se juntando a aquele sanduiche de abraços

— Ai meu Merlin ,quanta saudades eu senti de vocês . Digo enquanto nos separávamos

— Nós também sentimos Hermione. Diz Rony

— Então , porque vou estava surrando sua pobre cabecinha brilhante? Pergunta Gina, pensa rápido , pensa rápido

— Eh , eu esqueci um livro em casa. Minto

— A mesma Hermione de sempre , sempre pensando em livros. Diz Harry

— Mas e ai como foram as férias ? Pergunto tentando desviar do assunto , mas Gina me olha desconfiada , eu apenas ignoro

— Fui com meus pais visitar meus tios em Londres , e depois fomos acampar . Diz Harry

— Não podemos viajar pois o papai estava trabalhando na prefeitura , mais meus irmãos vieram visitar a gente, Fred e Jorge começaram a namorar, Gui e Carlinhos viajaram com os amigos ,Percy estava dando aulas de Basebol nas férias pois ele quer comprar um carro e Rony e eu ficamos em casa mesmo. Diz Gina

— A Luna foi nos visitar algumas vezes. Diz Rony . – E você o que fez durante as férias ?

— Coloquei minha leitura em dia , e ajudei meu pai na loja. Digo

— E o Malfoy? Pergunta Gina

— Malfoy? Porque eu saberia alguma coisa do Malfoy ? Eu não sei de nada. Digo meio nervosa

— Ele já chegou ? Pergunta Harry

— Aquele príncipe das trevas infelizmente já estar entre nós de novo. Digo

— Quanta falta de sorte. Diz Rony

—Nem me fala, Então vamos entrar? Pergunto

— Claro . Diz Harry e todos seguimos para nossa sala , e graças a Merlin não tinha ninguém ainda ,então já tratamos de escolher nossos lugares .

— Antes que eu me esqueça, eu me achei isso pra você . Diz Rony me entregando um livro um pouco surrado

— Sonhos de uma noite de verão de Sheskeapere, nossa Rony obrigada. Digo e me levanto dando um abraço bem apertado nele e sinto sua respiração nos meus cabelos .

— Que bom que gostou . Ele diz , alguns alunos chegam na sala e para meu azar meu carrasco também que fica parado olhando torto para Rony e eu, e volto a me sentar olhando meu livro , quando ele passar por nós esbarrando em Rony.

— Olha onde pisa Weasley. Diz Draco sendo seco como sempre , se sentando no fundo da sala com seus fiéis súditos , Pansy , Doyle e Blásio

— Bom te ver também Malfoy. Rony diz sendo sarcástico

— O que ele andou comendo nessas férias ? Pergunta Gina

— Não entendi. Digo

— Desde quando ele tem esses músculos . Ela diz

— Ah sei lá , nem tinha reparado . minto ( reparamos sim, ah se reparamos)

— Como não , antes ele parecia um cabo de vassoura , agora olha só esses braços. Ela diz baixinho

— Pra mim continua sendo o mesmo Malfoy peste de sempre. Minto de novo e graças a Merlin a prof. De Literatura Minerva entra na sala.

— Bom dia, alunos sejam bem vindos mais uma vez, espero que tenham se divertido nessas férias , pois vamos pegar pesado nesse semestre, e o principalmente nosso trabalho de Literatura que todos vocês sabem trata-se de uma peça teatral , e esse ano a escolhida foi Romeu e Julieta. Ela diz e todos aplaudem . – E esse ano vamos fazer um pouco diferente , vamos sortear os personagens , assim vamos evitar panelinhas e dar chances para todos , nesta sacola tenho todos os nomes do personagens e cada um vai pegar um papelzinho , mas só vão abrir depois de todos já terem pegado os seus , nada de trocas , nem reclamações , fui clara , essa apresentação vale 70% da nota nesta matéria. Ela diz

— Sim . Todos respondem , ela então começa a passar de mesa em mesa para que todos possa pegar seu personagem

— Tomara que eu consiga a Julieta e o Harry o Romeu . Diz Gina baixinho , ela e Harry estão se conhecendo melhor, claro que Rony nem imagina.

— Agora todos podem abrir seu papel e dizer em voz alta o personagem que tiraram. Diz a prof. Minerva

— A Ama . Diz Gina

— Julieta . Eu digo e ainda não acredito

— Principe Escalo. Diz Grumble

— Frei Lourenço. Diz Harry

— Lorde Capuleto . Diz Blásio

— Mercúrio . Diz Neville

— Paris. Rony diz

— Rosalina . Pansy diz

— Teobaldo. Diz Doyle

— Frei João . Diz Parvat

— Benvólio. Diz Simas

— Lady Capuleto . Diz Luna

— Lord Montequio. Diz Cedrico

—Lady Montéquio . Diz Pashma e eu penso que a vida não pode me pregar uma peça dessas

— Third Guard. Diz Shemar

— Romeu . Diz Malfoy , não não não não não não não , porque vida? Por que comigo? Eu devo ter derramado suco de abóbora no caldeirão de Merlin só pode.

—Bom já que todos já foram escolhidos , tratem de estudar as cenas e as falas , e daqui algumas semanas faremos a apresentação no salão comunal da escola, para todos . Ela diz e eu sinto minha cabeça girar .

— Que sorte Hermione . Diz Gina

— Sorte ? Você deve tá maluca , você não viu com quem eu vou ter que contracenar. Digo irritada

— Não importa, você vai ser uma Julieta perfeita. Diz Rony

— É Hermione , você vai tirar isso de letra, afinal você já leu essa historia milhares de vezes. Diz Harry

— Mas tá valendo 70 % da nota, se aquele traste não fizer direito eu tô ferrada. Digo

— Então tenta trocar com alguém e fala com a professora. Diz Gina

— Vou tentar. Digo e minutos depois o sinal toca , quando todos estão de saída . – Encontro vocês no refeitório . Digo para meus amigos e vou falar com a professora que recolhe alguns livros . – Professora posso falar com você um minuto? Pergunto

— Ah , oi Srta. Granger, Sr. Malfoy espere um momento você também, devo alerta-los que vocês são os principais dessa história, então espero empenho e muita dedicação por parte de vocês . Ela diz

— Não se preocupe professora sei as falas de cor. Malfoy diz , mais tenho certeza de que ele está metindo.

— Muito bem Sr. Malfoy , espero que você e a Srta Granger possam nos surpreender , e querida ajude-o pois a nota de cada um depende exclusivamente de como forem suas atuações , agora deixe-me ir que ainda tenho muito a fazer. Ela diz e simplesmente sai , sem me dar a oportunidade de falar. Droga.

— Se você estragar tudo eu juro que te mato enquanto você dorme. Diz bem séria para o Malfoy

— Relaxa Granger , eu sou um bom ator, afinal você vai ter a chance de finalmente me beijar. Ele diz no meu ouvido e sai

Maldito doninha saltitante , parece que quanto mais eu rezo ,mais assombração me aparece, vou irritada para o refeitório onde meus amigos me aguardavam.

— E aí Hermione , conseguiu falar com a Minerva? Pergunta Harry

— Ela não me deu chances, e ainda me disse que eu teria que ajudar aquela doninha saltitante oxigenada, ai que vontade de solta um Avada Kedavra nele. Digo , nossa escola tem uma piada interna sobre feitiços e maldições pois ela se parece com um grande castelo de bruxos.

— Calma Mione , vai dar tudo certo , se alguém pode fazer o Malfoy estudar é você. Diz Harry

—Isso é verdade . Concorda Rony

— Vem vamos comer alguma coisa . diz Gina me arrastando para a lanchonete.

Durante todo o dia eu não consegui me concentrar em mais nada , estava tão irritada com aquela doninha que eu simplesmente queria ir embora , mas lembrei que aquela peste também morava comigo, oh inferno , preferia ir para as masmorras do prédio , como nós chamávamos a detenção , claro que eu nunca tinha estado lá , mais óbvio que eu preferiria mil vezes a ter que estudar com aquela criatura do mal, vou de ônibus para casa pois não queria dar de cara com o Malfoy , chego em casa e me certifico de estar sozinha , obrigada Merlin por isso , vou tomar banho e garanto de levar minha toalha e minha roupa pois não queria ter mais surpresas, termino e vou comer alguma coisa , quando ele finalmente chega, que maravilha, ele passa direto para o quarto , depois para o banheiro pelo menos dessa vez ele teve a decência de pôr a toalha , quando ele volta eu já estava na sala vendo tv , e ele estava estranhamente silencioso, ele deve estar aprontando alguma coisa , depois ele vai para o quarto e quando volta ele estar com o livro nas mãos , ele se senta no outro sofá e me ignora totalmente , eu fico sem acreditar na cena que estou vendo , Draco Malfoy estudando.( ainda mais lindo com um livro nas mãos) fora daqui pensamento horrendo.

— Qual é o seu problema? Ele me pergunta ao perceber que eu estava encarando ele

— Nada , é só que eu não esperava que você realmente fosse ler o livro. Digo

— Estou apenas revisando , como eu disse eu sei as falas de cor. Ele diz

— Até parece. Desdenho , então ele larga o livro e se aproxima de mim

"Amor é uma fumaça que se eleva com o vapor dos suspiros; purgado, é o fogo que cintila nos olhos dosamantes; frustrado, é o oceano nutrido das lágrimas desses amantes. O que mais é o amor? A mais discreta das loucuras, fel que sufoca, docura que preserva.". Ele diz me pegando desprevenida cada vez mais perto de mim.

— Malfoy. Digo num suspiro de voz e ele se afasta( fica , chega mais perto) calada deusa interior.

— Eu disse que sabia. Ele volta se sentar como se fosse a coisa mais normal do mundo ele ficar tão próximo de mim.

— O que deu em você ? Pergunto ( ele ainda vai me deixar louca)

— Em mim? Nada . Ele diz , mas a cara dele é de quem está se preparando para o bote

— Eu te conheço Malfoy , diz logo o que você está aprontando . Insisto

— Granger acho que você está ficando paranoica. Ele diz com um sorriso travesso

— Que se dane , só vê se não estraga a peça. Digo e vou saindo mas antes ele segura em meu braço

— E porque você não fica e a gente estuda junto. Ele diz , penso em recusar mais ele tinha razão , quanto antes a gente estudar mais cedo eu posso me livrar dele ( ou passar mais tempo com ele ) deusa silêncio por favor.

— Vou pegar meu livro. Dito isso e ele me solta , quando volto para sala ele parecia concentrado nas falas , começamos a ler desde o momento que Romeu encontra Julieta pela primeira vez,

ROMEU:— Posso ter a honra? Se profano for tocar este santo relicário. Espero que com meus lábios possa suavizar este rude contato com um terno beijo.

JULIETA: — As santas teem mãos que são tocadas pelos peregrinos...

ROMEU:— Não tem lábios as santas?

JULIETA: — Sim, lábios que devem usar na oração.

ROMEU:— Então santa adorada, deixar que os lábios façam o que as mãos fazem.

JULIETA: — As santas são imóveis mesmo quando atendem as orações.

ROMEU:— Então não te movas enquanto recolho o fruto de minhas preces. Assim mediante vossos lábios ficam os meus livres de pecados.

JULIETA: — E assim passaria para os meus o que vossos lábios contraíram.

ROMEU:— Pecado do meus lábios? Então devolvei-me meu pecado.

— É lindo . Digo impressionada com esse trecho do livro

— É realmente lindo . Draco diz

— Nunca passou pela minha cabeça que você fosse do tipo que curte Shakespeare. Digo

— Tem muitas coisas sobre mim que você não sabe ainda. Ele diz ( AÍ meu coração)

— Talvez devesse mostrar mais esse seu lado. ( o que diabos eu estou falando) Digo

— Que graça teria , esse é um lado que apenas pessoas especiais podem ver . Diz olhando para mim me deixando constrangida ( se aquieta coração)

— Acho que por hoje já chega. Digo fechando o livro

— Por mim , tudo bem . Ele diz e se deita no sofá assistindo algum desenho antigo acho que Cavaleiros do Zodíaco , ele canta baixinho as músicas do desenho e sua boca fica numa linda dança com seus lábios ( Alguém pode me bater agora, acho que estou delirando) , fico tentando decifrar cada gesto dele , uma hora ele é doce e gentil capaz de citar Shakespeare com maestria, noutra é uma peste que eu desejo matar , e isso está me deixando confusa em relação à ele, qual será seu verdadeiro eu.

Ficamos por muito tempo apenas assistindo sem dirigir uma única palavra um para o outro , até nosso pais chegarem com comida chinesa , depois do jantar ele se recolhe e eu ajudo Cissa a arrumar a cozinha , quando vou dormir vejo que ele dormiu com o livro , tiro o livro de cima dele e o cubro com o cobertor , não entendi o porque de ter feito isso , mas fiz, logo eu fui dormir.

Já na escola depois da aula de Biologia, Gina e eu falávamos sobre a peça .

— Então já pensou em como vai ser atuar com o Malfoy? Pergunta

— Na verdade não ,mas já estou satisfeita simplesmente por ele saber as falas, isso já é um lucro. Digo

— E nas cenas de beijos? Ela continua

— Como assim “ cenas de beijos “ ? Pergunto

— Hermione minha amiga, isso é Romeu e Julieta, tem várias cenas de beijo. Ela diz

— Eu não tinha pensado nisso ainda. Afirmo ( mas juro que fiquei feliz em saber) calada deusa da luxúria.

— Amiga você já beijou alguém né? Ela continua

— Claro! Sim! Algumas vezes! Me atrapalho com as palavras.

— Ai meus deuses , você nunca beijou! Ela fala alto demais para meu gosto

— Claro que já, e dá pra você falar mais baixo . Minto ( mentirosa) Cantava minha deusa

— Quem? Insiste

— Eh ... alguém que eu conheci . Minto de novo , não queria mentir pra ela , mas nunca tinha encontrado ninguém que me chamasse a atenção , acho que sempre me perdia nos meus livros e nunca tinha pensado nisso como alguma coisa importante

— Sei , então você sabe que seu primeiro beijo vai ser com o Malfoy . Ela diz

— Por Merlin não . Digo e aquela peste passa por nós , por favor que ele não tenha ouvido essa conversa, peço .

— Ai amiga fico imaginando em que mundo você vive. Ela diz e seguimos para o teatro da escola onde vamos começar a ensaiar as falas . A professora Minerva faz a parte do narrador e todos os outros vão lendo e se encontrando pelo cenário , depois de muitas mudanças de roupas e cenário ela dispensa todos e pede que ficamos apenas o Malfoy e eu.

—Gostaria de falar com vocês uma coisa, vocês parecem que estão citando uma lista de supermercado e não recitando Shakespeare, Srta. Granger Julieta estava perdidamente apaixonada por Romeu, seus olhos transbordavam paixão, Sr. Malfoy, Romeu trocou Rosalina por Julieta , ele estava disposto a enfrentar tudo e a todos para tê-la em seus braços, no entanto vocês agem como se fosse dois estranhos. Ela diz

— Vamos treinar mais professora. Digo envergonhada pela bronca

— Não quero que treinem, quero que se entreguem aos personagens. Ela diz

— Tudo bem professora. Diz Malfoy e assim ela sai deixando apenas nós dois no teatro

— Então, eh ... a gente ensaia mais um pouco em casa. Digo

— Por mim tudo bem. Ele diz , saímos dali e cada um foi para sua sala , depois das aulas passei no supermercado dos nossos pais , mas eles tinham saído para resolver alguns problemas com fornecedores, e quando chego em casa Malfoy já estava lá ( que maravilha) , passo direto para o nosso quarto , tomo uma ducha rápida e faço um lanche , quando volto para a sala ele já não está mais , vou até nosso quarto e o encontro lendo o livro.

—Será que a gente podia ensaiar mais um pouco, não estou afim de levar outra bronca da professora Minerva. Digo

— Senta aí . Ele diz dando espaço para que eu sente na sua cama.

— Por onde você acha que devemos começar? Pergunto

— Cena II , o jardim dos Capuletos . Ele diz

— Tá bom. Digo e abro meu livro e logo ele começa


ROMEU:
— Que silêncio... Que luz brilha através daquela janela? Surge claro sol, e mata de inveja a lua, vento que tu, tua serva, és mais linda que ela!

JULIETA:— Ai de mim Romeu!

ROMEU:— Oh, fala outra vez anjo de luz, pois é assim que te vejo. És o mensageiro alado do céu.

JULIETA:— Oh, Romeu, Romeu! Por que tu és, Romeu? Nega teu pai, rejeita teu nome por mim. Ou então jura teu amor por mim que não serei mais uma Capuleto.

ROMEU:— Continuarei a ouvi-la ou falo com ela agora?

JULIETA:— Somente teu nome é meu inimigo. Como desejo que tivesses outro nome. Renega teu nome odiado que não faz parte de ti, e me terás inteira.

ROMEU:— Então me chama somente de amor e serei de novo batizado.

JULIETA:— Conheço o som desta voz! Não és Romeu? Não és um Montechio?

ROMEU:— Nem um, nem outro, se os dois te desagradam.

JULIETA:— És louco! Como chegaste aqui? Corres perigo. Se algum de meus parentes lhe encontrar aqui, seria a morte.

ROMEU:— Ah, mais perigos há em teus olhos que em vinte espadas.

JULIETA:— Por coisa alguma desejo que te vejam aqui Romeu.

ROMEU:— Basta me olhar com tua doçura que estarei protegido de tanto ódio.

JULIETA:— És louco.

ROMEU:— Prefiro que minha vida seja encurtada por um Capuleto que longa, longe do teu amor.

JULIETA:— Como chegaste aqui?

ROMEU:— O amor me guiou. Meu amor já tens, eu juro...

JULIETA:— Não jures... Embora suas juras me deixem feliz.

ROMEU:— Posso retirar se assim desejas, só para dizer-te outra vez.

JULIETA:— Está acontecendo tudo tão rápido... Tão...

ROMEU:— Não se vá! Fique.

JULIETA:— Não posso.

ROMEU:— Quando posso vê-la novamente?

JULIETA:— Se teu amor for verdadeiro quanto dizes...

ROMEU:— Quero casar-me contigo.

JULIETA:— Amanhã te mando um mensageiro.

AMA:— Já é hora de ir para cama Julieta.

JULIETA:— Já vou. Se for de tua vontade marcaremos a cerimônia.

AMA:— Senhorita!

JULIETA:— Estou indo...

ROMEU:— Bendita noite. Só espero que tudo isto não seja apenas um sonho.

AMA:— Julieta!

JULIETA:— Já vou. Boa noite Romeu!

ROMEU:— Boa noite meu amor

Ele termina de ler e eu fico impressionada na leveza de suas palavras , ele não me olha , mantem seu olhar fixo no livro ,

— Como uma história de amor pode ser tão linda e tão trágica. Digo

— Por que é assim o amor na vida real, trágico. Ele diz

— Mas não deveria, olha só o pobre Romeu morre por falta de uma carta da sua amada lhe explicando o ocorrido. Digo

— Pior ainda o destino de Julieta , que viu seu amor morto e preferiu morrer a viver sem ele. Ele diz, depois perceber que eu o encarava. – Preparada para me beijar Granger. Ele diz, aí estar a peste que eu conheço.

— Nem em sonhos Malfoy, se, apenas se for necessário eu faço esse sacrifício por minha nota. Digo

— Confessa logo Granger , você me deseja. Ele diz

— Acho que sua tintura de cabelo anda afetando seu julgamento. Digo sendo o mais impassível possível

— É natural. Ele diz passando as mão pelo cabelo , sei vou fingir que acredito

— Vamos ler mais uma vez ,depois damos uma pausa. Digo e assim fizemos , durantes três semanas sempre que podíamos ensaiávamos as falas , seja em casa ou na escola , o dia da peça já chegou e como é final de semana nossos pais ficariam fora terminando os últimos preparativos para a inauguração do novo supermercado na cidade vizinha, e eu estava nervosa nos bastidores , a cena do baile de máscaras já passava e o cenário já havia mudado para o cenário do jardim dos Capuletos , Draco parecia muito concentrado em tudo , o teatro estava cheio , todos se mexiam nos bastidores e finalmente chegou a fatídica cena da morte dos dois , me deito no meu leito de morte , e a cortina se abre, Malfoy se aproxima de mim.

ROMEU: — Oh, Julieta sua formosura transforma esta cripta. Meu amor! Minha esposa! A morte sugou o meu de teu hálito, nenhum poder teve sobre tua beleza! Oh, aqui fixarei minha eterna morada. Ao lado de ti minha bela e tão amada Julieta. (Bebe) Assim morro com um beijo. (Morre) . Diz Draco

Logo Harry entra em cena

FREI LOURENÇO: — Romeu... Ah, hora terrível! Pobre Romeu. Que fizeste? Trágico fim. Julieta está despertando.

JULIETA: — Onde está meu senhor? Onde está Romeu?

FREI LOURENÇO: — Estou ouvindo um barulho. Senhora abandona este antro de

morte.

JULIETA: — Ide, parti então, por que não sairei daqui. (Sai Frei Lourenço) Romeu... Oh, Romeu! Que isto? Uma taça na mão do meu fiel amor? (Pega o frasco)Oh, ingrato! Bebeste sem deixar uma gota? Beijarei teus lábios talvez haja um resto de veneno. (Ouve barulho)Preciso me apressar.(Pega o punhal de Romeu)Esta é tua bainha!(Apunhala-se)Enferruja-te aqui e deixa-me morrer. (Cai sobre Romeu

E assim dei meu primeiro beijo. Então a cortina se fecha sob os aplausos de toda escola , todo elenco se reuniu para agradecer o público com uma reverência, minutos depois a professora Minerva e o diretor Dumbledore vieram nos cumprimentar

— Ah meus amores , vocês foram perfeitos. Ela diz

— Um amor tão puro e tão verdadeiro não deve ser mantido em segredo , pobres Romeu e Julieta mau sabiam que a vida apenas lhe guardavam muitas surpresas . Diz o diretor mais ele olhava fixamente para o Malfoy ,. – Parabéns meus jovens. Ele diz e sai. Vou para onde todos estavam reunidos comemorando nossa apresentação .

— Meu Merlin amiga você arrasou. Diz Ginny

—Você acha? Eu estava tão nervosa . confesso ,ela se aproxima de mim

— Nervosa por beijar o Malfoy ou pela plateia? Pergunta

— Gina! Esbravejo

—Desculpa, foi sem querer. Ela diz . – Olha . Ela diz e aponta um canto onde Malfoy beijava Pansy que ainda estava vestida de Rosalina, cretino, doninha saltitante, eu acabo me atrapalhando e derrubo um vaso do cenário fazendo barulho e interrompendo eles, droga.

— Gina eu preciso ir, ainda tenho que pegar um ônibus . Digo saindo quase correndo dali

— Mione espera. Ela grita, mas eu não quero voltar, quando chego na parada de ônibus vejo que Malfoy vem logo atrás de mim, me apresso em subir no ônibus que logo dá a partida antes dele me alcançar, suspiro aliviada, no ônibus eu lembrava da cena onde Draco e Pansy se pegavam e meu estômago revirou, porque eu estou dando tanta atenção a isso já que não é a primeira vez que eu presenciava eles dois quase se engolindo , na verdade a escola inteira já havia visto , todos sabem como Pansy corre por aí como um cachorrinho atrás dele , senti meus olhos lacrimejarem ( que droga está acontecendo comigo) o ônibus finalmente para e sigo direto para casa, agradeço por meu pai e a Cissa não estarem em casa , seria demais ter que explicar o porque de estar chorando se nem eu mesmo sei o motivo, bom, na verdade eu sei , Malfoy , sempre ele, vou direto para meu quarto e me deito na minha cama , abafando meu choro com o travesseiro , não entendia por que me sentia assim, por que foi diferente dessa vez ver ele com outra , eu nunca havia me importado com isso antes, sou surpreendida quando alguém se senta na minha cama e tocar meu ombro ( por favor Merlin que não seja ele) com muito luta tiro minha cara do travesseiro e vejo meu torturador preferido

—Você está bem? Ele pergunta, ele parecia preocupado ( até parece)

— Porque não estaria? Pergunto sem olha-lo

— Você saiu correndo da escola. Ele diz analisando minha expressão

— Não queria perder o ônibus. Minto

— Tem certeza que era só isso? Ele continua

— O que mais seria Malfoy? Começo a me irritar, que vontade de socar essa cara de porcelana ( só um olho roxo não faria mal)

— Por um momento achei que você tinha ficado triste ao me ver com a Pansy. Ele diz e se levanta da minha cama indo em direção a porta, minha raiva ferver e vou até ele

— Como ousa? Por que você acha que eu me importaria com quem você anda se esfregando, o problema é seu se quer ficar por ai com aquela desclassificada, eu não me importo , eu não me importo . Digo apontando o dedo em seu peitoral ( que peitoral é esse) e as malditas lagrimas volta com força e eu começo a socar seu peito com força de tanta frustação , maldição . Ele não diz nada, me abraça forte, eu queria sair do seu abraço, tentei , mais minha deusa foi mais forte e não me deixou sair de perto dele, ele delicadamente pega meu rosto e ergue de encontro ao seu , ele me puxa para um beijo , eu queria resistir tentei me afastar dele mas ele me puxou para mais perto ainda do seu corpo , não queria ser mais uma na lista dele , mas eu precisava de mais ,eu queria aquele beijo , um beijo calmo , quente e prazeroso, eu ansiava por isso ( correção ,nós ansiávamos) , meus lábios já não me obedeciam mais eles tinham vida própria e pediam mais e mais pelo beijo dele, ele entrelaça uma de suas mãos pelos meus cabelo e a outra apertava minha cintura me impedindo de sair dali , mas eu não queria , não queria sair dali, minhas mão percorrem toda extensão de suas costas num vai e vem frenético , até que o ar nos fez necessário , ainda assim ele não me soltou , ficamos com nossas testas coladas e de olhos fechados , apenas ouvindo nossa respiração .

— Porque fez isso? Pergunto num fio de voz

— Por que eu já não aguentava mais ficar longe de você. Ele diz e meus olhos vão de encontro ao seus, uma imensidão azul que me hipnotizava ( alguém me segura , não sinto minhas pernas ), eu não conseguia acreditar no que ele acabara de fala, eu não sabia o que dizer , então apenas deitei minha cabeça em seu ombro e ele me abraçou afagando meus cabelos.

— O que está acontecendo com a gente? Pergunto

— Sinceramente eu não sei, mas não quero que pare. Ele diz, ele pega minha mão e vamos para a sala , deitamos no sofá ainda abraçados , eu deitava encostada em seu peito apenas contando as batidas do seu coração . Ficamos em silêncio por um tempo até que eu resolvo falar

— Você sabe que nossos pais não vão aceitar isso não é? Pergunto mais eu já sabia da resposta

— Sim , eu sei, então acho melhor não falarmos nada a ninguém . Ele diz e eu tenho que concordar

— Você tem razão . Concordo

— Eu sempre tenho. Ele diz convencido

— Por Merlin, cala a boca. Digo rindo

— Então vem calar. Ele diz e me puxa novamente para um beijo intenso. E ficamos assim por horas até adormecemos no sofá.

No dia seguinte quando acordei , eu ainda não conseguia acreditar como as coisas tinha acontecido , vendo ele dormindo ali sereno com o braço em volta de mim ,me levanto com cuidado para não acordá-lo mas foi inútil , ele me puxa novamente para seus braços .

— Onde você vai ? Ele pergunta abrindo seus olhos, ( eu amo esses olhos)

— Vou ao banheiro, e eu ainda estou com a mesma roupa de ontem. Digo apontando para minhas roupas

— Tudo bem. Ele me dá um selinho e me solta, corro até o banheiro e tomo um banho rápido e troco de roupa e volto para a sala , vejo que ele prepara nosso café , fico encostada na porta só admirando seus movimentos,

—Eu não estou acostumada com esse seu lado delicado. Admito

— Se você quiser posso voltar a ser o mesmo peste de sempre. Ele diz debochado

— Retiro o que disse, posso me acostumar com isso. Digo e vou até ele, sentamos à mesa e comemos um pouco, mas a atração que tínhamos era tão grande que a menor distância entre nós nos impelia um ao outro, um beijo com gosto de mel ,cereal e leite.

— Eu estava pensando uma coisa. Ele diz

— Você pensando? Isso é novidade. Digo rindo

— Granger! Ele alerta

— Desculpa, foi força do hábito. Me desculpo . – Mas o que você dizia?

— Acho melhor não comentarmos isso com ninguém, você sabe, para não correr o risco de chegar aos ouvidos dos nossos pais, seria estranho pois moramos na mesma casa e dormimos no mesmo quarto. Ele diz e mais uma vez eu tenho que concordar com ele

— Eu estava pensando nisso também, acho que ninguém entenderia. Eu digo, já que nem eu mesmo sei o que nós tínhamos.

— Nem para nossos amigos. Ele diz, já que ele sabe que eu e Gina somos muito amigas.

— Também não sei se eu me sentiria confortável tentando explicar isso para alguém. Admito

— E eu. Ele concorda, . – Então não vamos mais perder tempo. Ele diz e me puxa para mais um beijo quente e demorado , e durante todo o dia foi assim, sempre que estávamos perto um do outro a gente ficava beijando e se agarrando, nossos pais chegaram já ao anoitecer , tudo estava pronto para a inauguração da nova loja que aconteceria daqui alguns dias , e Draco e eu mal conseguíamos dormir pois sempre que tínhamos alguma privacidade estávamos grudados , e isso estava ficando cada vez melhor.

Notas finais
amoras lindas Comentem