I Need Your Love... Always Dramione
4 Confusão, decisão e sentimento
Notas iniciais
POV. DRACO
Depois da apresentação da peça, Pansy me chamou em particular, disse que tinha algo a me dizer , eu sabia que quando ela diz isso significa “ quero você “. E por mais que eu a achasse ela fodidamente sexy ,não era ela quem eu desejava naquele momento ,era ridículo eu imaginar que a meses atrás eu jamais tinha notado a diferença entre bela e linda, e Pansy era só bela. Vendo Hermione ali vestida de Julieta declamando as mais lindas falas de amor da história eu me senti diferente , eu negava a mim mesmo que estava sentindo algo por ela e estava me odiando por isso , eu não posso gostar dessa sangue-ruim , eu não posso me apegar a ninguém. Fiquei tão imerso em meus pensamentos que até me esqueci que Pansy falava comigo.
— Que Tal se a gente ir comemorar na minha casa agora. Ela diz se insinuando
— Tenho que ir pra casa , meus pais não estão e não posso deixar a Granger sozinha. Digo ,mas eu só queria uma desculpa para sair de lá
— Que isso Draco, vai dar uma de babá agora, deixa aquela sem sal por aí , quem sabe ela também acaba achando um idiota que queira ela. Ela diz e me deixou muito irritado
— Você não sabe do que tá falando . Digo, mas aquilo me irritou profundamente
— Qual é Draco , vai me dizer que não sente falta de mim, das nossas brincadeiras, dos meus beijos . Ela diz ficando a milímetros de mim, descendo sua mão por meu peito e chegando a meu cinto
— Eu só não estou no clima. Digo , tirando a mão dela dali
— Eu faço você ficar. Diz e logo me beija, eu já estava acostumado com o jeito impossível dela , e até já ficamos pelos corredores da escola por muitas vezes , mas dessa vez o beijo dela não me afetou em nada ,somos surpreendidos com um barulho alto de alguma coisa quebrando , e vejo Hermione saindo correndo , num primeiro momento não entendo bem o que aconteceu então vou até a Weasley.
— O que aconteceu com ela? Pergunto
— O que você acha? Ela diz, mas fico sem entender .
— Como assim? Insisto
— Homens! São tão lentos, vai atrás dela seu imbecil. Ela diz e eu saio procurando por ela, olho em volta mas não vejo nem sinal dela, já estava tarde e seria perigoso ela sair por aí sozinha, vou até a entrada da escola e a vejo pegando o ônibus , tento alcançá-la mais logo ele dá a partida , procuro por um táxi mas demora até encontrar um disponível , ao chegar em casa estava tudo escuro , provavelmente eu tenha chegado antes dela , mas ao me aproximar do quarto escuto um choro abafado , ela estava chorando? Por que ela estaria chorando? Será se era por ela ter me visto com a Pansy? Não pode ser, uma parte de mim queria rir da cara dela , mas meu instinto foi de ir até ela e abraçá-la , mas eu não sabia o que dizer , meus pés se forçavam a entrar e ver como ela estava, entro no quarto e a vejo deitada com a cabeça afundada no travesseiro , eu não sabia o que falar então apenas me sentei ao seu lado e a toquei em seu ombro , ela lentamente se virou para me encarar , seus olhos demonstravam dor, arrependimento , insegurança , e isso me acertou em cheio , não queria vê-la triste , menos ainda saber que eu causara isso, é um misto de sentimentos que eu não sabia mais como reagir .
-Você está bem? Pergunto, eu estava preocupado com ela
— Porque não estaria? Ela diz sendo sarcástica , mas não me olha nos olhos
— Você saiu correndo da escola. Digo
— Não queria perder o ônibus. Ela diz, mas eu a conheço muito pra saber quando ela está mentindo
— Tem certeza que era só isso? Insisto
— O que mais seria Malfoy? Ela diz de maneira irritada e resolvo provoca-la.
— Por um momento achei que você tinha ficado ao me ver beijando a Pansy. Digo pois sabia que isso iria deixar ela possessa . Ela se levanta vindo em minha direção
— Como ousa? Por que você acha que eu me importaria com quem você anda se esfregando, o problema é seu se quer ficar por ai com aquela desclassificada, eu não me importo , eu não me importo . Ela diz me batendo , mas eu vejo que isso a afetou muito , então deixo que ela extravase toda sua raiva e frustação . Quando ela já não aguentava mais me bater, ela encostou sua cabeça em mim e eu só queria abraçar e confortá-la, eu senti essa necessidade de tê-la mais perto de mim, ela tentou se afastar mais não permiti , a abracei com mais força ainda quando ela finalmente parou de tentar eu só pensava em uma coisa , eu precisava beijá-la , segurei em seu rosto com carinho ainda estava vermelho e manchado com suas lágrimas e finalmente a beijei, um beijo do qual eu ansiava a muito tempo , um beijo calmo cheio de carinho , eu ouvi no outro dia quando a Weasleyzinha disse que aquele beijo na peça de teatro seria seu primeiro , e nem beijo aquilo foi, então ela merecia um beijo de verdade. No primeiro momento eu achei que ela fosse recusar , ela hesitou um pouco , mais logo deu passagem para que nossas línguas travassem uma batalha , suas mãos que antes estavam soltas , agora deslizam pelas minhas costas , eu a seguro por sua cintura com medo dela interromper nosso beijo ,mas ela não o faz, infelizmente precisamos respirar , mas ainda assim não queria deixa-la ir , não a queria longe de mim, então ficamos parados com nossas testas coladas apenas tentando entender o que havia acontecido.
— Porque fez isso? Ela pergunta num tom quase inaudível
— Por que eu já não aguentava mais ficar longe de você. Me admiro com minha sinceridade , mas era a verdade , eu não podia mais ficar longe dela, desde o dia da minha volta quando nos esbarramos eu não conseguia tirar ela da minha cabeça , seu cheiro , suas curvas, sua pele, eu sabia que ela era diferente das outras garotas , então não podia trata-la da mesma maneira , ela era especial , mesmo que eu não quisesse admitir .
— O que está acontecendo com a gente? Ela pergunta ,com certeza tendo a mesma conclusão que eu. Era difícil imaginar essa cena alguns meses atrás , mas aqui estamos grudados , e sinceramente não queria ela longe.
— Sinceramente eu não sei, mas não quero que pare. Digo , pego em sua mão e fomos para a sala , ficar no quarto seria tentador de mais pra mim, deitamos no sofá e ela diz
— Você sabe que nossos pais não vão aceitar isso não é? Ela pergunta , mas com certeza isso já era certo que eles não iriam permitir .
— Sim , eu sei, então acho melhor não falarmos nada a ninguém . Digo esperando que ela concorde comigo
— Você tem razão . Ela concorda , que bom
— Eu sempre tenho. Digo rindo
— Por Merlin, cala a boca. Ela diz e acaba rindo também
— Então vem calar. Digo e a puxo para mais uma sessão de beijos, e acabamos dormindo no sofá.
Acordo sentindo ela se levantar mais eu não queria que ela fosse , pego em seu braço puxando ela novamente para mim
— Onde você vai ? Pergunto
— Vou ao banheiro, e eu ainda estou com a mesma roupa de ontem. Diz apontando para suas roupas
— Tudo bem. Digo , pois eu precisava de um minutinho sozinho também, como quase todo os dias , meu “amiguinho” acorda animado, fui direto para cozinha preparar alguma coisa pra comer , como não sou nenhum mestre na cozinha , preparo apenas um cereal com mel e leite, depois de um tempo noto que ela ficar me olhando enquanto arrumo a mesa,
—Eu não estou acostumada com esse seu lado delicado. Ela diz
— Se você quiser posso voltar a ser o mesmo peste de sempre. Digo rindo
— Retiro o que disse, posso me acostumar com isso. Diz e vem até mim, comemos um pouco mas a nossa necessidade de ficar um com o outro era maior e nos agarramos ali mesmo.
— Eu estava pensando uma coisa. Digo
— Você pensando? Isso é novidade. Ela diz rindo
— Granger! Eu alerto ela
— Desculpa, foi força do hábito. Ela se desculpa . – Mas o que você dizia?
— Acho melhor não comentarmos isso com ninguém, você sabe, para não correr o risco de chegar aos ouvidos dos nossos pais, seria estranho pois moramos na mesma casa e dormimos no mesmo quarto. Digo
— Eu estava pensando nisso também, acho que ninguém entenderia. Ela diz , mas sinto um pouco de confusão em sua voz
— Nem para nossos amigos. Digo , pois eu sei o como ela é amiga da ruiva
— Também não sei se eu me sentiria confortável tentando explicar isso para alguém . Ela diz e sinto uma pontada de desconforto , acho que ela não queria admitir pra ninguém que estávamos juntos, não sei se isso me conforta ou me deixa triste.
— E eu. Concordo . – Então não vamos mais perder tempo. E a puxo mais uma tarde de muitos beijos e amassos no sofá , eu sabia que com ela eu não poderia passar dos limites , mesmo querendo muito . Ficamos assim durante todo o dia , até que nossos pais chegaram, tomávamos cuidado para não demonstrar nada de mais, mas eu queria mais e mais ela. Eu tinha que tomar uma decisão , aceitar que Hermione Granger agora faz parte de mim.
Fale com o autor