I Love You... Te Quiero !
38 Ela Não Pode Ser A Deusa dos Deuses !
Notas iniciais
O semblante do deus dos mares muda, ficando irritadiço e indignado. Já a loira que estava acomodada ao lado do mesmo, naquele grande sofá, fica surpresa.
– O que disse, Ártemis ? – Pergunta ela, duvidando de sua audição.
Apolo permanecia em silencio, segurando delicadamente a mão de Ártemis e ouvindo apenas o que a ruiva dizia com cautela.
– Atena, não tem ninguém melhor para comandar o Olimpo do que você. Se Zeus insiste tanto em colocar um novo Deus dos Deuses para governa o Olimpo, vamos colocar você. Fazendo isso vamos vencê-lo em seu próprio jogo – Repete à ruiva, colocando uma grande ênfase em “vamos vencê-lo em seu próprio jogo”.
Atena suspira, encarando fixamente um ponto qualquer da sala de visitas.
– Isso está fora de cogitação – Garante o moreno.
– Como assim, Poseidon ? – Pergunta à ruiva.
Os demais se fixam nele, a espera de uma resposta satisfatória. Afinal, eles só tinham aquele plano até o momento.
– Por mais que Atena seja a mais indicada, não permitirei que ela assuma o Olimpo. Para ela assumir o Olimpo teria que abandona meu reino e ir viver lá encima. Ou seja, ela não seria mais a minha rainha, mas sim a rainha de lá, o que invalidaria nosso casamento. Afinal, não se pode haver um Deus que tenha dois reinos. Se Atena fosse escolhida ela teria que escolher em qual lugar reinar. Ou aqui, ou lá. E se ela escolhesse lá, nosso casamento teria que ser anulado, pois eu sou o Deus dos Mares e ela seria a Deusa dos Deuses, no caso, eu não poderia ter dois reinos.
– Merda ! – Pragueja Ártemis, irritada por seu plano ter tantas falhas assim.
– Calma – Sussurra o loiro, bem pertinho de seu ouvido, fazendo-a suspirar.
O loiro envolve sua cintura com os braços e a puxa para junto de si, aninhando-a em seu colo.
Atena levanta-se e se afasta um pouco de onde eles estão sentados. Poseidon encarava fixamente a mesma, com certo receio. Ele tinha medo de ter que abrir mão de seu casamento. Estava tão feliz com ela...
[...]
Dois Dias Depois...
O calor provido pelas chamas do fogo fazia com que o Deus das Forjas suasse, mas não em excesso, pois o mesmo estava mais que acostumado com isso.
Na verdade, ele não deveria esta suando, mas como aquele fogo era especial as coisas mudavam de figura, só um pouco.
Sua mais nova armadura para o seu arsenal particular estava quase pronta e isso o extasiado tanto que nem percebeu a bela mulher que se aproximava a passos rápidos e nervosos.
– Hefesto – Chama-lhe com a voz embargada de preocupação.
O moreno se vira e encara Afrodite com um leve sorriso, mas ao vê a preocupação estampada no belo rosto dela, ele franze a testa.
– Algum problema ? – Pergunta, indo de encontro à mesma, deixando completamente de lado a sua nova armadura, que já estava quase pronta.
– Temos um. O pior de todos os problemas – Garante ela, com sua garganta se fechando.
Ele ao vê que a mesma estava quase chorando ele enlaça-lhe a cintura com carinho.
– O que ouve ? Por que está assim, Afrodite ?
Ela enterra a cabeça em seu peito, aspirando sei cheiro.
– Corre boatos... Boatos muito perigosos, Hefesto. Eu estou com medo, pois se esses boatos forem verdade as coisas iram ficar... Perigosas.
– Que boatos ? – Pergunta, alarmado.
– Você está precisando se informar mais, meu caro irmão.
Afrodite e Hefesto encaram Ares, que acabara de entra ali, trazendo consigo um Hermes rígido de raiva.
– O que fazem aqui ? – Pergunta o deus do fogo, trincando a mandíbula ao vê Ares.
Não era novidade para ninguém que o Deus do Fogo e o Deus da Guerra se odiassem. Por isso Ares nem ao menos se importa com o tom usado pelo irmão.
Ares encara Afrodite, neutramente.
– Creio que os boatos sejam verdade, Afrodite. Órion mesmo acabou de nós informa isso – Diz Hermes, tentando não se deixar abalar por tudo o que estava acontecendo.
Ela sente o chão sumir de seus pés. A mesma se entrega completamente ao desespero, começando a chorar compulsivamente.
Hefesto quase entre em desespero ao vê o estado de sua amada.
– Quer merda de boatos são esses ? – Pergunta ele, agarrando ainda mais a deusa do amor, tentando vê que se com isso ela parava de chorar.
– Zeus esta abandonando seu posto de Deus dos Deuses e o passando para Órion – Responde Ares, secamente.
A confusão e a surpresa eram bem explicitas no rosto do Deus das Forjas.
– O que ? Impossível ! – Exclama ele, se esquecendo completamente da Afrodite chorona em seus braços.
Hermes faz que não com a cabeça e Ares da de ombros.
[...]
Nós últimos dois dias que haviam se passado Órion não tentou entrar em contato com Ártemis. Ela agradecia a todos os céus por isso. E também ela e Apolo não saíram do palácio de Poseidon, ficaram todos enfunados lá, tentando planejar um contra ataque eficaz e sem falhas.
– Poseidon, você não quer mesmo renunciar ao seu reino para tentar ser o novo Deus dos Deuses ? – Pergunta Apolo, pela sétima vez naquele dia.
O moreno suspira, já meio irritado.
– Não, não quero. Por mais que no principio eu não tenha gostado de ter ficar com esse reino, agora, eu não me vejo governando nada que não seja os mares.
– Certo – Concorda o loiro, igualmente irritado.
Ártemis se encolhe um pouco, tentando busca uma solução no fundo seu cabeça.
– Temos três escolhas – Comenta a loira, que até então não tinha falado nada.
Na verdade, nestes últimos dias ela não tinha falado quase nada.
– E quais seriam ? – Perguntam em coral.
– Ou permitimos que Órion seja o novo Deus dos Deuses ou deixamos que Hades siga com seu plano de ser ele o novo Deus dos Deuses.
Eles refletem por um breve momento.
– Qual a terceira alternativa ? – Pergunta o loiro.
– A terceira alternativa é que...
A porta é aberta com certa pressa, um dos empregados de Poseidon adentra o escritório onde eles estavam e passavam a maior parte de seu tempo.
– O que foi ? – Pergunta Poseidon.
– Senhor, temos visitas.
– E quem...
Antes mesmo que Atena pudesse perguntar quem seria, Apolo sai do escritório a passos muito rápidos. Ele ansiava para que quem estivesse lá na sala fosse Órion, pois assim o mesmo o esquartejaria lentamente.
Os demais o seguem, igualmente apressados.
Poseidon se xingava mentalmente por ser tão desligado a ponto de não ter percebido que estavam entrando em seus domínios.
– O que fazem aqui ? – Pergunta o loiro assim que chega a sala.
Atena, Ártemis e Poseidon encaram os visitantes com espanto.
Ares revira os olhos, Hermes suspira e Hefesto grune. Enquanto em um canto do sofá, Afrodite fungava baixinho.
– Viemos comunicar que a merda que Zeus fez vazou.
– Como assim, Ares ? – Pergunta à loira.
– Os semideuses já estão sabendo que haverá uma mudança de Deus dos Deuses. E eles estão surtando. Principalmente suas caçadoras Ártemis – responde Hefesto.
Antes mesmo de qualquer um esboçar qualquer reação a porta da sala é aberta com brusquidão, revelando uma Hera como ninguém nunca viu. Despenteada, ofegante e por incrível que pareça bêbada.
Eles abrem a boca para perguntar o que ela faz ali, e ainda mais naquele estado, mas então algo acontece em câmera lenta.
Hera tropeçando em seus próprios pés... Hera de joelhos no chão... Por fim... Hera desmaiando.
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