I Love You... Te Quiero !
39 Apenas Mais Louco Que O Normal !
Notas iniciais
Aos poucos Hera vai acordando.
A mesma sente-se tonta a principio e logo sua cabeça começa latejava e o seu corpo a pesar. Sinais claros de uma forte ressaca, mas nada que ela não pudesse suportar.
– Que bom que acordou ! Estávamos começando a nos preocupar, mamãe – Resmunga Ares, indiferentemente, olhando para um canto qualquer do quarto de hospedes do castelo.
Ele havia ficado irritado com a demora para Hera acordar. O mesmo sempre foi e sempre será muito impaciente.
– Onde estou ? – Pergunta, tentando se lembrar do que havia acontecido.
Os demais suspiram.
Ela senta-se na cama e se apóia nos travesseiros abaixo de seu corpo, mirando os demais deuses do quarto. Ou seja, Apolo, Ártemis, Atena, Poseidon e Ares – Hermes, Afrodite e Hefesto haviam voltado ao Olimpo, para tentar acalmar as coisas por lá.
– Você está em meu reino, Hera. Chegou aqui há poucas horas e desmaiou. Você estava visivelmente bêbada. O que aconteceu ?
Ela se encolhe um pouco, começando a se lembrar vagamente do que havia acontecido.
Todos esperam impacientemente por uma resposta que não vem.
– Vamos, Hera, conte-nos. Não temos a vida toda. O que aconteceu ? – Atena soa impaciente e um pouco irritada. O que de fato estava.
A deusa do casamento se encolhe na cama, desejando em silencio poder fundir-se as cobertas.
– E-eu esta-va em meu templo, no Olimpo, quando... Zeus apareceu e me mandou desocupar aquele templo, pois a partir de amanhã, de acordo com suas palavras, teríamos um novo Deus dos Deuses. O que só pode ser uma loucura descabida. Então... Só lembro-me de ter gritado com ele é depois saído de lá furiosa... Eu bebi demais – Diz, com sua voz fraca e resignada.
O silencio que se instala é fúnebre, mas necessário para cada Deus por em ordem seus pensamentos.
Hera percebe que o que acabara de falar teve um efeito devastador em cada deus ali. Sua dor de cabeça se intensifica a ponto de fazer-lhe não perceber o obvio.
– O que estão me escondendo ? – Pergunta ela, percebendo que cada um estava quieto até demais, principalmente Ares que adorava provocar os demais – Não é possível que haja um novo Deus dos Deuses. Zeus é o único Deus Dos Deuses e...
– Chega ! Pare de falar – Ordena Ares, sem paciência alguma.
Hera erigisse o corpo e trava a mandíbula, irritada com o comportamento frio e autoritário do filho.
– COMO OUSA FALAR ASSIM... – Começa a mesma, altamente fora de si, alterada.
– SILÊNCIO, PORRA ! – Rosna o deus dos mares, perdendo ligeiramente a compostura habitual.
Hera prepara-se para rebater Poseidon, mas é calada quando Ártemis se manifestar.
– Então decidiremos quem será o novo Deus dos Deuses amanhã. É muito pouco tempo. Maldito seja Zeus ! – Seus pelos corporais se irisam.
– Calma, amor. Daremos um jeito. Sempre daremos. Ele não sairá impune – Sussurra, Apolo, sem muita convicção.
– Do que estão falando ? Não haverá um novo Deus dos Deuses – Diz Hera, com um semblante serio e confuso.
– Serio ? Você é tão burra assim que nem percebeu que Zeus esta se destituindo do cargo de Deus dos Deuses e o esta passando para Órion ? – Pergunta, Atena, com muito sarcasmo.
Hera ainda sobre o efeito do álcool, o que a impossibilitava um pouco de ligar os fatos, simplesmente retorce o nariz em descrença.
Ártemis levanta-se da poltrona que estava sentada e detém da atenção plena de Apolo.
– Preciso vê minhas caçadoras – Diz ela, para logo se dirigir a saída do quarto. A mesma passa pela porta como um furação.
Apolo se levanta da poltrona ao lado da que ela estava sentada e a segue com rapidez.
– Você não pode ir ao Olimpo.
– Eu preciso vê minhas caçadoras, Apolo. Tranqüilizá-las.
– Eu não vou permitir que você vá ao Olimpo. Órion...
– Eu não me importo com Órion, só quero vê e falar com minhas caçadoras.
– Então eu irei com você.
Ela para é encara o loiro com certa intensidade.
– Você confia em mim ?
– O que ?
– Apolo, você confia em mim ?
– Mais é claro que confio. Só não confio nele, muito mesmo em Zeus. Ártemis, se eu não for com você vou ficar preocupado, irritado e...
– Tudo bem. Você pode vim comigo. Só que, na hora em que eu for falar com elas quero que você nós deixe a sós. Eu te amo. Só que preciso fazer isso sozinha.
Ele segura sua mão e beija-lhe a testa.
– Eu entendo, meu amor. Não se preocupe. Eu entendo – Garante ele, amorosamente.
– Eu vou com vocês, pelo menos até o Olimpo – Diz Ares, surgindo no corredor onde os mesmo estavam – Preciso resolver a questão dos semideuses e me preparar para o eventual grande evento de amanhã – Diz tudo casualmente, mas por dentro o mesmo tentava reprimir o ciúme que lhe abatia ao vê Apolo e Ártemis tão juntos.
A cada dia que se passava ele tentava se convencer de que ela não lhe pertencia, e nem nunca iria lhe pertencer.
Os dois deuses gêmeos afirmam positivamente, consentido que o mesmo lhes acompanhasse até o Olimpo.
[...]
Ártemis inspira uma grande lufada de ar, tomando coragem para iniciar seu discurso mal ensaiado. Naquele momento ela desejara ter Apolo ali consigo, para dar-lhe coragem, mas a pedido seu, o mesmo estava lhe esperando fora de seu templo lunar.
Suas caçadoras a observavam com atenção, curiosidade e reverencia.
Thalia, filha de Zeus, estava mais ao longe, perdida em devaneios.
– Senhora, o que está acontecendo ? – Pergunta-lhe uma de suas caçadoras mais jovens, com suavidade.
– Há algum tempo eu revelei a vocês que Apolo e eu estávamos juntos e dei-lhes um prazo para que decidissem se queriam ou não serem guiadas por mim. Bem, eu quero a resposta agora – Diz a ultima parte com um fio de voz.
– Nunca deixaríamos de lhe servi, Milady. Mesmo a senhora se entregando ao amor, ainda é nossa Lady e sempre será. Amar não é pecado, é viver com mais intensidade cada dia ao lado de uma determinada pessoa. Agora porque não nos conta o que está havendo no Olimpo. Órion deveria está morte ! – A caçadora se detém por breves segundos – Por que Zeus não será mais o Deus dos Deuses ?
Thalia soa um pouco rude e seca, mas podia se notar que toda aquela situação estava sendo estressante para ela também, principalmente porque fora ela quem tivera que sozinha tomar contar e aconselhar as caçadoras a não abandonarem a caçada.
Ártemis não liga para o tom seco que Thalia usou ao se dirigir a ela, na verdade ela ficara até feliz, mas tudo porque suas caçadoras ainda lhe veneravam a ponto de lhe seguir.
Com um suspiro feliz e um pequeno sorriso, Ártemis tenta explicar a elas o que estava acontecendo.
[...]
O vento despenteava um pouco seus cabelos, o que não o incomodava. Não era muito fã de uma boa aparência acessiva, apesar de sempre está impecável com suas roupas de couro.
Assim que alguns semideuses percebem sua presença, logo começam a abrir espaço, boquiabertos, pelo mesmo está ali, ao vivo e a cores. Os burburinhos começam, atraindo a atenção de todos que não haviam percebido a chegada sorrateira do Deus Ares.
Ares mesmo com sua imponência e majestosidade admirava os semideuses, por eles terem seu livre arbítrio, coisa que muitos não sabem, mas um Deus não tem. Eles são escravos da imortalidade e do poder que buscam a todo custo.
Filhos do Deus da Guerra vão se aproximando, a fim de vê mais de perto seu pai, coisa que muitos nunca viram. Na verdade eram pouquíssimos os que já haviam visto o Deus da Guerra Sangrenta de perto, sem ser em sonho.
Ares retira seu óculos de sol do rosto e o pendura na abertura em “V” de sua blusa social de seda, preta.
Seus olhos varem o local com avidez e deveras superioridade, fixando sua atenção em seus filhos que se aproximavam com certo receio, mas com muita admiração no olhar. Alguns tentavam até disfarça, olhando-o carrancudamente, mas ele conseguia perceber a admiração no fundo de seus olhos.
Não foi nem dois minutos após sua chegada o mesmo já estava cercado por uma multidão de semideuses curiosos.
Ele sorri de lado, ganhando suspiros de muitas garotas.
– Dionísio, apareça seu bêbado gorducho – Ordena ele, sem elevar a voz e zombando do outro Deus.
O mesmo não se deixa intimidar quando o Deus do Vinho se materializa em sua frente, com uma expressão carrancuda.
– Para você está aqui, o boato que corre deve ser verdade – Diz o Deus baixinho e carrancudo.
Os burburinhos cessam e todos se calam para ouvir a resposta do outro Deus.
– Sim, é verdade. A partir de amanhã teremos um novo Deus dos Deuses – Fala, elevando um pouco o tom de voz para que todos escutassem.
Um grande alvoroço começa. Todos estavam apavorados.
– Deixem-me passar – Ordena Quiron para a multidão, que vai abrindo espaço para ele se aproximar dos dois deuses. Annabeth, Percy e Clarisse vinham junto com ele.
Dionísio massageia a têmpora, já imaginando a dor de cabeça que iria ter, graças a esse surgimento de um novo Deus dos Deuses.
– Então é verdade, Ares ? – Quiron pergunta com acautela.
O mesmo só acena positivamente, disposto a não prolongar tanto aquela pequena visita ao Acampamento Meio-Sangue.
– Mais por quê ? O que está acontecendo ? Zeus está doente ou coisa parecida ? – Percy pergunta, encarando fixamente o Deus que tanto o odiava.
Na verdade, nem era que Ares o odiasse com todas as suas forças, apenas não gostava de ser desafiado e por isso criara uma certa apatia pelo filho de Poseidon.
Ares ignora Percy um pouco, para dar mais suspense a situação.
– Amanhã farão a reunião que nomeara o novo Deus dos Deuses, por isso Dionísio você terá que comparecer. Não vá bêbado, seu gordo inútil. E Percy... – Ares fixa-se em Percy com altivez – Zeus não está doente, apenas mais louco que o normal. Agora, se me derem licença, preciso voltar ao Olimpo. Afinal, alguém tem que colocar ordem na bagunça feita pelo amor.
Ares começa a se deslocar, fazendo com que os semideuses abrissem espaço para o mesmo passar.
Em seu processo de deslocação ele vê alguém que lhe chama a atenção. Era uma jovem garota de mais o menos 17 anos, com cabelos cor de mel e olhos cor de esmeralda. Seu rosto demonstrava inocência e pureza, o que faz com que o mesmo internamente se questione de quem ela seria filha, afinal a mesma não tinha semelhança alguma com qualquer Deus que o mesmo conhecesse. E obvio que filha sua ela não era, afinal, ele saberia se fosse.
A mesma lhe encarava com um misto de admiração, curiosidade e surpresa, o que só fazia o ego do mesmo aumentar.
Antes dele adentra a floresta e por fim desaparecer do campo de visão de todos, o mesmo olha para trás e lança um olhar orgulho para seus filhos, que respondem sorrindo minimamente. E por fim ele desaparece.
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