I Love You... Te Quiero !

21 A fragilidade Da Deusa Da Sabedoria !


Notas iniciais
Espero que gostem *-* Fiz esse rapidinho para compensar aqueles dias que passei sem posta *-*
Desculpem qualquer erro.
Boa Leitura.

O ar gelou instantaneamente com a aparição daquela deusa. Ela trazia consigo uma nebulosidade, para o momento feliz daquele casal.

– Quero falar com vocês... Em particular.

– Não temos nada a conversa – Diz Apolo, petulante e irritado.

– Se engana Deus-Médico. Me sigam.

Ela segue de encontro a floresta que os gêmeos acabaram de sair. Eles ficam estáticos por poucos minutos.

O que ela quer ? Se perguntam mentalmente.

Eles dois seguem atrás da deusa, curiosos.

[...]

O choque de ambos era vivido ali. Presente como uma quarta pessoa em meio aquele trio de deuses.

– Não... Isso é... Não. Quando ele descobrir... Ele vai nós mandar para o Tártaro – Diz a ruiva, horrorizada.

– E é por isso que eu concordo com você, Hera. Zeus merece isso.

– Apolo, você enlouqueceu ? Será que só eu estou sendo lúcida por aqui ?

– Ártemis, me escute – Pede Hera.

– Não, isso e loucura. Atena concordou com isso ?

– Não, eu ainda não falei com ela. Por isso eu vou precisar de sua ajuda.

– Não conte comigo, Hera.

Ártemis da as costas para os dois... Para a loucura de ambos.

– Será que não vês. Zeus faz isso só por capricho, ele quer separa vocês apenas para mostra a todos que e superior. Que tem o domínio de tudo e todos.

A ruiva não para, continua a se afastar, até que Apolo a segura pelo braço.

– Me solte, Apolo. Não compactuarei com isso. Sem contar que eu sei que Atena não aprovará isso.

– Ártemis, por um segundo... Um único segundo pense em nós... Pense neles dois, em Atena e Poseidon. Eles merecem ser felizes... Nós merecemos.

– Não se trata disso.

– Se trata do que, então ?

– E se não de certo ? E se esse casamento for um fracasso ? E se após um tempo eles se desapaixonarem ? Como fica ?

– Só saberemos depois que tentarmos. Não coloque um monte de “E se” em algo que pode dar certo. Não compactue com papai – Diz por fim, o loiro.

Ártemis olha bem no fundo dos olhos dele, a procura de algo que a fizesse dizer não, mas a única coisa que encontra e... Esperança. Medo. Paixão. Amor. Solidão.

Seu suspiro e doloroso, mas derrotado.

– Se ela dizer não, é não mesmo. Não vamos insistir.

– Tudo bem para mim. E você, Hera ?

Até o presente momento a Deusa-Rainha havia ficado em silencio, pois ela sabia que a única pessoa que podia convencer a ruiva, era o Deus-Sol.

– Certo. Se ela dizer não, paramos com isso – Menti.

– Não acredito em você. Tenho muitas coisas para te perguntar.

– Eu sei, Ártemis.

[...]

A lua jazia no céu, mostrando a todos o seu glamour. A lua estava cheia. Completa como a Deusa-Lunar que caminha rapidamente de encontro ao templo da irmã loira.

[...]

Um pequeno barulho desperta Atena de seus devaneios, fora o livro que estava em seu colo que acará de cair, por descuido da mesma.

Ela suspira e apanha o livro, para logo se levantar da poltrona em que estava sentada. Ela deposita aquele médio livro em seu devido lugar, uma estante repleta de outros exemplares falando da mesma coisa. O mundo subaquático.

Á muito tempo que ela vinha recolhendo informações sobre o reino do moreno, deus dos mares, para assim se sentir mais perto dele. Já que seu pai à havia privado da companhia dele.

Um suspiro doloroso escapa por entre seus lábios, ela os morde, tentando reprimir em vão suas lágrimas salgadas pela dor.

Uma batida na porta a tira de seu sofrimento.

Ela vai abri a porta, secando com as mangas da blusa suas lágrimas salgadas.

– Oi, podemos conversa ? – A ruiva pergunta.

Atena lhe sorri fracamente.

– Claro, entre.

Ártemis tenta reprimir a vontade incontrolável de perguntar quando foi a ultima vez que ela comerá, pois seu estado era demasiadamente preocupante. Magra demais. Pálida demais. Frágil demais.

Elas sentam-se em poltronas que ali jaziam.

Ártemis não deixa de reparar nos livros que pó ali estavam espalhados, todos sobre o mundo de Poseidon. Atena ao perceber isso, fica levemente envergonhada.

– Sobre o que quer conversa ?

– Poseidon.

A cor foge completamente do rosto da deusa sabia. Ela fixa sua atenção em um ponto qualquer daquela sala, que por coincidência e onde um livro sobre “Como Viver Bem Com a Água” está.

– Não quero falar sobre ele.

– É preciso. Eu sei que é doloroso, mas e realmente preciso.

– Por quê é preciso eu me torturar falando sobre ele ?

– Pois só assim para você conseguir ficar com ele.

– Não estou entendendo.

– Temos um plano para você poder ficar com ele.

– Plano ? Nós quem ?

– Eu, Apolo e... Hera. Na verdade e plano foi dela.

Atena se sobressalta.

– Hera ? Mas essa mulher nunca gostou de mim, ou de quem quer que exista.

Ártemis sorri com essa afirmação da loira.

– Verdade. Ela nem gosta de si mesma deve gosta.

– Então ?

– Mas o plano dela e bom. Só me escute, se não concorda nós não insistiremos mais. Eu prometo.

– Certo, me conte.

Ártemis se acomoda inquietamente na poltrona.

– Bem... Você não vai gosta mais, vamos lá... Hera pensou o seguinte, se você se casar com Poseidon, ele terá sobre você direitos que Zeus perderá com esse casamento. Por exemplo, ou você mora com Poseidon ou papai tem que deixar Poseidon transitar livremente por aqui. Enquanto ele estiver irado com o casamento vai para de perseguir a mim e a Apolo.

Atena pisca, uma, duas, três, cinco, dez...

– Casamento ? Esse e o plano ?

– Basicamente é. Esse e o nosso plano.

Chocada. Mortificada. Irritada. Amedrontada. Triste. Apaixonada. Era assim que ela, Atena, se encontrava.

Lagrimas caiem enquanto ela sorria.

– Não sei se choro ou riu. Esse plano é... Ridículo.

Suspiro.

– E melhor um plano ridículo do que nenhum plano. Ou nós nos apegamos a esse plano ou sofremos o resto de nossa existência. Parece pouco tempo, mas nossa existência vai ser longa.

Atena desvia sua atenção dela, se concentrando naquele plano, enquanto suas lagrimas caiem.

– Ontem... Eu sonhei me casando com ele. Mas... No meu sonho tudo era bonito. Papai me levava no altar. Não quero me casar assim. Dessa forma tão irracional... Precipitada. E se não der certo, o que faremos ? E se o amor acabar ?

– Só saberemos depois que tentarmos. Não coloque um monte de “E se” em algo que pode dar certo – Repito as palavras inspiradoras de Apolo – Eu também estou com medo, mas essa e nossa única chance. Pode não dar certo. Podemos nós arrepender, mas e melhor nos arrependemos de algo que fizemos do que de algo que não fizemos.

Ela se encolhe no sofá, como se estivesse com medo de mim.

Eu estava pronta para dizer que ela não devia temer nada, mas uma batida na porta me tira o foco.

Ela parece não ouvir nada, estava preocupada demais em se encolher.

Abro a porta, para minha surpresa um par de olhos verdes-mar me fitam esperançosos.

– Poseidon ? – Sussurro.

– Hera me ajudou a entrar aqui. Preciso falar com Atena.

– Cuidado, ela está debilitada...

Ela não me deixa terminar de falar, passa por mim como um furação.

Penso em xingá-lo, mas me detenho ao ser puxada para fora do templo.

– Apolo.

Ele fecha a porta de acesso ao templo, para logo se virar e me encarar.

– Onde paramos ?

– Como é ?

– Ah sim ! Me lembrei.

Ele me puxa para junto de si e cola nossos lábios. Aquele foi o segundo beijo que ele me deu naquele dia, não tinha como meu dia ficar melhor.

Notas finais
Gostaram ?? Comentem.
Eu tenho uma surpresinha para o próximo cap *-* Não sei se vão gosta...
Se eu obter muitos comentários eu postarei rapidinho.
BjsS.