I Love You... Te Quiero !

22 Água e Vinho. Sabedoria e Oceania ( Bônus )


Notas iniciais
Bem, essa e minha surpresinha, eu fiz um bônus do Poseidon e da Atena para vocês *-* Espero que gostem
Boa Leitura.

Ela podia gritar em plenos pulmões, gargalhar o mais alto possível, chorar até suas lagrimas acabarem e seus olhos arderem, mas a única coisa que fez foi fungar baixinho e se encolher ainda mais. Negando para si mesma o óbvio.

Atena olhava-o com desconfiança. Desconfiando de sua própria sanidade mental e de sua capacidade visionaria.

Não é ele... Não pode ser ele... Será que é ele ? Se pergunta, sentindo um turbilhão de emoções.

- Atena ? – Chama-a. A voz dele soa mais sofrida do que nunca.

Ele se aproxima a passos lentos. Estava tomando cuidado para não a assustar, já que estava claro que ela não acreditava que era ele quem estava perante de si.

Ele se ajoelha aos seus pés, encarando-a o mais arduamente possível.

- Sou eu, Atena.

Ele repousa as mãos em cima das dela, fazendo um leve carinho. O choque que transpassa por seus corpos e inevitável.

- Não, não é. Não pode ser. Zeus te proibiu de entrar aqui – Diz com a voz falha e frágil.

Ele sorri minimamente.

- Hera me permitiu entrar. Eu creio que você sabe o porque, não é ?

Atena se mexe desconfortável, retirando suas mãos das dele. Esse ato deixa Poseidon levemente incomodado.

- Casamento, suponho eu.

- Está certa.

- Você concorda com isso, com esse plano louco e sem sentido ?

- Sim. Pode ser louco e sem sentido, mas e o único que temos no momento.

- Poseidon, somos muito imaturos, ainda. Meus sentimentos por você podem ser de longa data, mas eu só os admiti para mim mesma agora a pouco. Um casamento e muito precipitado.

- Eu entendo seus medos e objeções. Mas Atena, eu te amo a muito tempo, muito mesmo. Mas do que eu possa colocar com números.

Ela se encolhe um pouco, afim de se afasta da aproximação sorrateira que ele fazia.

- Somos tão... Incompatíveis. Água e Vinho. Sabedoria e Oceania. Como poderíamos da certo ? Você praticamente foi criado no mar e eu aqui no Olimpo. Não tem como isso dar certo.

- Isso vai da certo. Tem que dar certo.

- Como tem tanta certeza ?

- Quando existe amor, tudo da certo.

- Está e uma frase bem afroditiana – Resmunga a loira.

A loira suspira, deixando-se abater.

Não posso concorda com isso. E loucura... Suicídio. Papai nunca que permitiria isso, nunca mesmo. O que ele faria quando descobrisse ? Algo muito ruim, suponho eu.

Sua mente sábia dava voltas e mais voltas, fazendo varias suposições contra esse casamento. Ela estava sendo lógica demais.

- Zeus nunca iria aceitar isso.

- Eu sei. Mas estou pouco me lixando.

- Eu me importo. Ele e meu pai.

- É meu irmão também, mas nem por isso vou deixar de querer ser feliz.

- Como pode ter tanta certeza que sua felicidade está entrelaçada com a minha ?

- Eu posso sentir. Quando estou com você... Eu sinto que é aqui, ao seu lado, o meu lugar.

Sem dar tempo dela lhe dizer algo, Poseidon toma seus lábios para si.

O beijo e calmo, sem presa, pois eles tinham a noite toda pela frente, de acordo com o feitiço que Hera fez.

- Deixe de ser lógica. Siga seu coração, Atena – Diz, ainda com os lábios colados aos dela.

Poseidon a puxa de encontro ao seu corpo, fazendo ela se desencolher e se levantar, para assim o moreno aprofundar com o beijo.

Mesmo com a mente enevoada e com a respiração ofegante, Atena lhe fala do modo mais lógico possível.

- Em toda a minha eternidade eu sempre fui lógica. Sempre me deixei levar pela razão, nunca pelo coração. E agora você vem e me pede para esquecer a lógica... A lógica faz parte de quem eu sou. Ela me ajuda a permanecer fria diante meus inimigos.

- Eu não sou seu inimigo.

- Eu sei... Mas antes nos éramos.

- Não inimigos, apenas duas pessoas que não se admiravam, pelo menos não na frente dos outros.

Ele sorri se afastando um pouco, só para pode fitar seus olhos cinzentos, que por aquele momento estavam quase translúcidos de tristeza. Ansiedade. Amor. Carinho...

Atena faz um leve biquinho.

- Da na mesma, Poseidon.

- Não, e bem diferente. Como alguém pode amar uma coisinha tão fofa como você ? Com esses olhinhos cinza e com essa língua afiada.

Atena desvia sua atenção para sua instante de livros oceânicos.

- Eu posso cita vários nomes, se quiser – Diz emburrada.

Poseidon sorri, mas assim que sua atenção e direcionada para o mesmo ponto onde ela olhava seu corpo se arqueia em surpresa. Atena percebi isso, e fica minimamente receosa.

Poseidon estava com uma expressão indescritível.

- Eu... Eu...

- Você andou estudando sobre meu reino é ? – Pergunta sem cerimônia alguma, tendo no rosto um sorrisinho nada puro.

Atena enrubesce.

Ela se afasta, tentando formular algo aceitável em sua mente. Ela estava se sentindo como uma criança levada.

- Bem... Hum... Eu gosto de ler... Bem, se eu não gosta eu não seria a deusa da sabedoria. Mas... É... Qual foi sua pergunta mesmo ? – Pergunta, mais vermelha impossível.

Poseidon solta uma gargalhada.

- Você fica adorável envergonhada.

A loira lhe da as costa, ainda vermelha de vergonha. Poseidon rapidamente enlaça sua cintura, para mante-lá perto.

- Depois você me contará direitinho o que andou lendo sobre meu reino, mas por agora...

Ele a vira de encontro a si, ficando serio.

- Atena, eu preciso de uma resposta.

- Para ?

- Não se faça de desentendida, mocinha. Me diga, você aceita se casar comigo ?

A mente da loira começa a trabalhar em varias formas de dizer não, muitas mesmo. Seu coração batia tão loucamente que era possível ouvir nitidamente suas batidas, e contá-las se quisesse.

Atena dá-lhe as costas, sentindo-se desprotegida e atormentada.

- Poseidon, vamos com alma, e tudo tão recente. Você sabe que eu não quero machucar meu pai, por mais que eu esteja com raiva dele.

- Me magoa você quer ? – Pergunta nervoso.

Ela sente seu corpo estremecer.

- Mas e claro que não. Eu te... Eu... Eu amo você.

- Olhe para mim. Por favor.

Aos poucos ela vai virando, até está de frente para ele.

Poseidon olha fundo em seus olhos e faz algo que nunca fez, nunca mesmo. Ele vai aos poucos diminuindo de tamanho, sem perder o contato visual, até está completamente de joelhos.

Atena sente seu corpo começa a tremer. Ela nunca vira algo tão improvável quanto aquilo, ele o deus mais orgulhoso do Olimpo ali de joelho perante ela, uma simples deusa da sabedoria.

Na verdade, quem era ela perante toda a gloria dele ? Perto dele, Atena se sentia quase mortal boba e apaixonada.

Sua voz grossa e firme, decidida e repleta de carinho, apaixonada mais altiva a tira de seus devaneios.

- Atena, eu posso não ser o deus mais bonito, nem o mais carismático... Esses dois requisitos eu deixo para Apolo – Diz sorrindo de lado – Mas uma coisa e certa, pelo menos para mim, eu te amo a muito tempo. Não quero te perde, nem que para isso eu tenha que travar uma guerra contra.

Atena sente que em cada palavra ele estava sendo verdadeiro, principalmente na parte em que ele disse sobre declarar guerra a Zeus.

Aquilo a assustou.

- Seu pai é importante para você, mas não e por isso que deves deixar de viver, de amar e ser amada. Não podes deixá-lo te controlar – Um suspiro escapa por seus lábios – Você e tudo o que quero é preciso para ser feliz. Sem você tudo e sofrimento. Não gosto nem quero ter que declarar uma guerra para pode ficar com você, mas se isso for preciso, eu farei sem pensar nas consequências, pois para mim, nosso amor vem em primeiro lugar.

Ele toma fôlego, tentando não se deixar abater pelas lagrimas que ela começará a derramar.

- Atena, deusa da sabedoria e estratégia em batalha, filha de Zeus, amante das artes clássicas e modernas, aceita se casar comigo, um simples deus dos mares, mas que acima de tudo está loucamente apaixonado por você ?

Em sua mão direita aparece do nada uma pequena caixinha prateada, ao ele abri-la revela para Atena um lindo anel de noivado.

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A palpitação no coração dela estava loucamente descontrolada, Atena temia por seu pobre coração.

Por favor, não digam que ela não tentou, que ela não quis se afastar dele, pois ela tento e quis, mas sua racionalidade falhou e então ela deu ouvidos ao coração.

Poseidon cambaleio para trás quando ela se jogou em seus braços, gritando a plenos pulmões um “SIM”.

Ele a segura pela cintura e também ao anel, que não tarda a ser colocado no dedo anelar da mão direita daquela cativante deusa.

Notas finais
Gostaram ?? Espero que sim *-*
BjsS.