I Love You... Te Quiero !
2 A Noite Quem Dita As Regras É Ela !
Notas iniciais
Boa leitura !!
Suas longas unhas em formatos de garras de gato percorrem, calmamente, a extensão daquele pequeno pote de vidro, contornando-o calmamente, sem pressa.
Sua mente dava voltas e mais voltas, era até doloroso. Mas ela já estava acostumada, já não lhe era mas tão agonizante assim ficar acordada até altas horas, tendo apenas como companheira a sua solidão.
Para ela, a solidão era mais bem-vinda do que qualquer outra pessoa.
Naquele pote de vidro estava uma de suas anestesias para toda aquela merda que era sua imortalidade. Uma válvula de escape rápida e indolor. Precisa.
Fora do templo lunar, a noite caia como um véu negro e solitário, tendo apenas como adorno a bela lua cheia e brilhante.
A bela dama que se encontrava sentada em uma poltrona confortável, em seu quarto no seu próprio templo, não se importava mais com sua solidão já costumeira, era doloroso a bagunça que era seus pensamentos, mas ela tentará esquecer-se disto.
Suas unhas-garras trançavam uma linha suave sobre a tampa de vidro daquele pote, também de vidro. Ela estava indecisa sobre se ingeria ou não um daqueles pequenos e fundamentais comprimidos.
Naquele pote estava uma de suas únicas salvações, um comprimido que podia acalmar seus nervos e fazer-lhe dormi como um anjo sem preocupações.
Ela decide por ingerir um daqueles pequenos comprimidos, afinal, ou ingeria ou não dormia, e passar mais uma noite sem dormia era tudo o que ela não queria.
Ao destampar o pote e colocar a pequena tampa de vidro ao lado do mesmo, ela leva um dos comprimidos a boca, e com isso o engoli, não precisa de água ou de qualquer outra substância para poder o ingerir.
Ela tampa o pote com cuidado e calmaria.
Ela sai de sua poltrona e se deita em sua confortável cama de casal, á espera de seu precioso sono.
Sua mente vôo-a por entre suas lembranças distantes.
“- Não gosto daqui, Apolo. É muito alto – Reclama uma linda menininha de cabelos vermelhos e olhos perolados.
O menino loiro que estava ao seu lado lhe sorri confiante.
Só com aquele sorriso ela já se sente mais confiante.
– Não tem o que temer, Ártemis. Eu estou com você – Diz, e logo segura-lhe a mão pequena e delicada.
Em cima daquele alto e assustador precipício ela se sente protegida e imaculada, graças as palavras de seu irmão gêmeo.
Eles se sentam encima de rochas que ali estavam, a espera de um dos mais belos espetáculos da natureza, o pôr-do-sol.
Aos olhos dos mortais eles dois eram apenas duas crianças de cinco anos, que assistiam um grande espetáculo natural, mas eles eram mais que isso, eles eram tudo e nada, vida e morte, Apolo e Ártemis, sol e lua.”
Uma lagrima solitária escorre pelo seu belo rosto, deixando por onde passa um rastro de dor e tristeza.
Aquela lembrança era uma das mais antigas que já tivera e que pudera lembrar.
A ruiva se remexe na cama a procura de uma posição mais confortável, lembranças e mais lembranças invadem sua mente perturbada.
“A bela garota ruiva de pouco mais de dez anos se remexe em sua cama, solta múrmuros incoerentes e dissonante.
Seu irmão gêmeo que dormia na cama ao lado desperta, atordoado.
O garoto loiro ao ver o estado da irmã sente-se desesperado.
Em um salto ele se vê em pé, ao lado dela, balançado-a para acorda-lhe de seu possível pesadelo.
– Ei... Acorda, Ártemis... Vamos... Acorde ! – Implora, já desesperado.
A ruiva acorda, sentindo-se perdida e desprotegida.
Lagrimas banham seu rosto pequeno e assustado.
Apolo se põem a abraçar a irmã, fazendo juras e mais juras de que nada nem ninguém vai abater-lhe.
Aquelas juras e aquele abraço dele foi o bastante para acalmar-lhe.
Naquela noite conturbada, dormiram juntos e felizes.”
Ártemis sufoca um grito, mordendo seu lábio inferior.
Tudo mudou, o tempo passou, nada permanece por muito tempo, não foi diferente com os gêmeos, promessas que antes foram feitas e juradas de nunca serem quebradas, foram esquecidas.
Ártemis se tornou uma nova mulher, perigosa. Apolo um novo homem, sedutor.
“A Noite caiu naquele dia tão rápido quando se pode, a lua domina o céu, juntamente com suas companheiras, as estrelas.
Aquela noite estava agradável, com brisa suave e melodia envolvente. Uma ótima noite para caminhar, era isso que ela pensava.
Ártemis caminha sorrateiramente, a procura de algo que a distraísse e tirasse seu tédio. O que ela encontrou não só a distraiu, mas também tirou seu chão.
A bela dama de vestido prateado e cabelos ruivos presos em um coque escuta ruídos suspeitos. Sua curiosidade como sempre fala mais alto.
Ela caminha de encontro aos ruídos, decidida e cautelosa.
Os ruídos aumentam de intensidade perto do templo de seu irmão gêmeo, Apolo.
A ruiva acha aquilo estranho.
Aos se aproximar da janela que podia da a vista do quarto do irmão, ela ver algo que a atormenta até hoje: Seu irmão semi nu, por cima de uma mulher de cabelos loiros bem cuidados, ela soltava gemidos estranho e falava coisas desconexas, enquanto seu irmão chupava-lhe o seio direito.
Ártemis não entendia o porque dele estava fazendo isso, ou o porque dela deixar ele fazer isso, sua mente ainda era muito pura para compreender tal ator.
Meio inquieta e enjoada, Ártemis abandona seu posto e vai de encontro ao seu próprio templo, completamente perdida com o novo sentimento que dominava seu corpo. Ciúmes.
Ela nunca pensou em seu irmão de um modo sórdido ou algo parecido, mas ao vê-lhe tocando outra mulher e ainda mais daquela forma que ela não compreendia direito, ela sente-se traída, enciumada.
Um ranco desmedido começa a se forma em seu peito, não só por causa dele, mas sim por causa dela, por ela não compreender direito o que era aquilo que eles estavam a fazer.”
Ártemis sente seu corpo amolecer, ficar dormente, o efeito do comprimido já estava a acontecer, ela sabia disso. Seria engolida para o mundo de Morfeu. Mas quem disse que ela se importava ? O que ela mais queria era dormi, esquecer de suas lembranças.
Para ela a noite era como uma anestesia, só na noite ela tinha paz, pois quem dominava era ela. Quem ditava e ditará as regras será ela. Quem não aguentar... Que morra !
Notas finais
BjSS.
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