I Love You... Te Quiero !

3 Dois Bêbados e Um Plano!


Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo. Enjoy!!

A manhã daquele dia transcorria sem muitas surpresas. Tudo estava calmo e em seu devido lugar. Há muito tempo que algo de ruim havia ocorrido no Olimpo, muito tempo mesmo.

A brisa suave entorpecia os sentidos de todos, trazendo paz e harmonia... Pena que ela e ele não eram todos.

Ártemis detinha de sua costumeira máscara de frieza e antipatia, já Apolo não expressava sentimento algum, estava neutro.

Sentada em um banco de praça, sozinha e cercada de flores, árvores e borboletas a ruiva observava tudo cuidadosamente, como um falcão a procura de sua nova presa, já o loiro a observava de longe, para não chamar atenções indesejadas.

Ela não sabia que estava sendo observada. Ele aperfeiçoou por muitos anos essa tática de discrição.

Mesmo com aquela mágica brisa e os raios solares preguiçosos, que se desprendiam suavemente do sol, ela não sorrirá, não falará mais de uma ou duas palavras com pessoas que por ali passavam, ele percebeu isso. Percebeu e se entristeceu.

Quase ninguém se importava, não mais, pois já sabiam e já haviam se acostumado com esse novo jeito dela. Frio. Distante. Antissocial.

Ele se importava, ele a queria de volta, mas do modo como ela era. Meiga. Delicada. Sorridente. Apolo se amaldiçoava desde o dia que aquilo aconteceu. Ele não podia ter sido tão estúpido e tão incoerente.

Mas o que ocorre no passado, fica no passado, é isso que ele pensa todos os dias antes de dormir para a dor em seu peito amenizar. Ele tentava se convencer de que ela retornaria ao normal com ele, que ela retornaria para ele. Eram doces e enganosas convicções, mas que o faziam não enlouquecer.

Ártemis sente-se incomodada com algo que nem ela mesmo pode explicar o que é. Seus olhos se tornam mais atentos, sua audição, mais aguçada. Ela nunca ignora seus instintos, é o que lhe faz ser a melhor caçadora do Olimpo.

Quando nada chega ao seu radar, seu suspiro é de sofreguidão.

Ali ela podia pensar e tentar organizar seus pensamentos, mesmo com as pessoas passando e a cumprimentando-a, em especial as ninfas que viviam pelos bosques. Mas, pelo que ela estava notando não adiantava mais se sentar ali. A teia de seus pensamentos estava danificada demais para ser corrigida.

Uma de suas anestesias estava falhando, e era só nisso que ela pensava.

Cansada da brisa e das borboletas, ela decide voltar para seu templo, afinal, ela só passaria mais dois dias no Olimpo, logo voltaria a caçar.

Sua última anestesia.

Ela volta para seu templo com rapidez e a leveza de um felino, tendo em mente um único objetivo: não se encontrar com Apolo em hipótese alguma.

Apolo a ver se afastando, ele só pode acompanhar com os olhos, pois ela deixou bem claro na a última vez que discutiram que não o queria mais perto dela.

Ele estava ficando louco com a distância imposta, procurava incansavelmente uma forma para poder voltar a se aproximar dela.

[...]

A madrugada daquele dia estava agitada.

O vento soprava com força, furioso. Algo o incomodava, pois suas lufadas de ar eram impiedosas. Mas nem as lufadas de ar poderiam parar aquela conversa amigável, entre dois homens, que ocorri no templo de um deles. Belos homens. Um moreno e um loiro. Poseidon e Apolo. Sol e Mar.

O templo em questão era o templo de Apolo, deus do sol e da medicina.

— A coisa mais difícil de superar é o orgulho – Comenta o loiro, calmo e sábio.

O moreno de olhos verdes, Poseidon, que estava ao seu lado concorda, silenciosamente.

Apolo, o belo loiro sente-se incomodado com o silêncio que reina entre eles dois.

— Como anda seu casamento? – Pergunta o loiro, tentando não deixar o silêncio reinar mais.

O moreno de olhos verdes enruga o nariz, em um sinal claro de desgosto.

— Está indo... Sem sexo. – Diz, amargo.

— Poseidon, eu não entendo o porquê de você ainda continuar com ela. Cara, ela e uma megera... Sem contar que você ama outra.

O moreno sorri.

— Apolo, meu caro sobrinho... Eu me faço essa pergunta todos os dias. – Diz, logo sorri com desdém.

Mais um copo de whisky maltês que remetia a Renascença é enchido magicamente para os dois, com esse já era o décimo que ambos ingeriam.

— Cara, porque somos tão lascados no amor? – O loiro pergunta ao virar de uma só vez o copo com whisky.

Poseidon sorri desdenhoso.

— Por que somos deuses. Não fomos feitos para flores e corações... Esse é o trabalho de Afrodite.

O moreno ao dizer tais palavras ingere, de uma vez o liquido de seu copo. Desce queimando, mas quem disse que ele se importava? Não, ele achava mais prazeroso queimar sua garganta com aquele liquido do que enfrentar a solidão que era seu coração... Sem ela, sem pode tocá-la, beijá-la.

Mais uma vez, seus copos se enchem, logo absorvem o liquido alcoólico.

Não posso mais amá-la... Não posso desejá-la... Isso é tão fodidamente errado!

Eles repetem isso diversas vezes para si, ou até suas mentes já não os atormentarem mais. Ou até o álcool fazê-los esquecer temporariamente do mundo a sua volta.

— Porra, eu acho que estou bêbado. – Poseidon diz, meio grogue.

Apolo ri, ri muito.

Um whisky humano não afetaria um deus, mas como nada onde vivem é comum, é claro que a bebida vem da adega enfeitiçada de Dionísio. Mesmo castigado a nunca beber, o mesmo ainda detém das melhores e mais potentes bebidas já criadas por ele mesmo.

— Eu também! – O loiro diz, com um grande sorriso no rosto.

Poseidon sorri.

— Eu acho que vou embora.

Ele começa a se levantar.

— Espera... Que dia é hoje? – Apolo estava mais que bêbado.

— Hum... Se não me engano, hoje é... Dia 13 de agosto. – Diz, fazendo as contas nos dedos e franzindo a testa.

Apolo sente sua cabeça rodar, mas logo esboça um sorriso.

É isso. É isso, porra!! Pensa, meio extasiado, meio perturbado.

— Daqui há dois dias será meu aniversário. – Diz, com um sorriso travesso no rosto.

O deus dos mares arqueia a sobrancelha, sem saber direito onde o loiro queria chegar.

— Onde você quer chegar com isso exatamente? Olha, não participarei de nenhuma orgia...

— Cale-se, não vou cometer aquele erro de novo. – Garante, se lembrando de uma de suas muitas ideias idiotas. – Eu quero uma festa, uma mega festa. Quero bolo, bebidas, decoração feita bela Afrodite... Quero tudo o que tenho direito.

— Vai falar para Zeus, então.

O loiro suspira.

— Tio, deixe de ser lerdo pelo menos uma vez em sua imortalidade.

— Não, isso daria muito trabalho, e não quero ofuscar o brilho da loirinha com minha inteligência – Diz o moreno, presunçoso.

Apolo ri.

— Certo, vou fingir que acredito. Bem, voltando a minha festa... Eu quero aquele seu castelo em Roma emprestado, para que eu posso fazer está mega festa.

— Não, terminantemente não. – Grunhe, se levantando de sua poltrona. – Eu não vou te dar meu castelo, ele é muito precioso para mim. E de acordo com seu histórico festeiro, suas festas sempre acabam destruindo algo.

O loiro se sente indignado.

— Ei, só porque eu destruí algumas coisas suas no passado, não quer dizer que eu vá destruir seu castelo.

— Minha resposta continua sendo não.

O loiro revira os olhos.

— Tio, você realmente não serve para pensar. Pensa comigo...

Apolo se aproxima de Poseidon exalando um ar alto-confiante e sapeca.

— Se essa minha festa for lá, eu intimarei todos a comparecer, ou seja, Atena terá que ir. Ela não vai gosta nada, nada de estar em um de seus domínios. Ou seja, você vai poder irritá-la muito com isso.

Um brilho diabólico surge nos olhos do moreno, deus dos mares.

— Sobrinho, temos uma festa para organizar.

Após discutirem mais algumas coisas sobre a festa, Poseidon se lembra de algo, que se não estivesse bêbado, com certeza ia se lembrar de primeira.

— Ártemis também faz aniversário neste dia, não é? — Pergunta ao loiro.

— Sim, por isso da festa – Diz, organizando algumas coisas em sua mente.

— Ela não vai querer uma festa, não mesmo. Ela odeia festa.

— Eu sei, por isso preciso da ajuda da Afrodite.

— Hum... Deixe-me ver... Você vai convencer Afrodite a organiza essa festa o mais rápido possível, o que não é difícil, aí ela além de organizar a festa vai intimar Ártemis e Atena a comparecer, certo?

— Sim, elas terão que comparecerem, querendo ou não. Afinal, elas não saberão que se trata de uma festa de aniversário.

O moreno interliga todos os pontinhos soltos.

O sorriso malicioso estampado no rosto de Apolo dizia tudo.

— Você vai aprontar alguma coisa, certo?

— Mais é claro, tio.

No resto daquela madrugada eles combinaram os detalhes do plano. Os dois iam sair ganhando, sem dúvida.

Notas finais
O que será que Apolo aprontará? E Poseidon... Ele ama implicar com Atena rsrsrs Beijinhos sabor uma plano de bêbado!!