I Love You... Te Quiero !

7 A Lua Não Pode Se Esquecer Do Sol !


Notas iniciais
Espero que gostem tá *-*
Esse foi um cap romântico e bem legal de se fazer *-* Eu diz ele para descontrair *-*
Boa Leitura.

Ela sente seu corpo treme, mas mesmo assim abre a porta de madeira polida.

O quarto era amplo e aconchegante. Cheio de adornos de ouro e prata. Uma verdadeira suíte cinco estrelas.

Ela vasculha o quarto a procura de seu irmão, mais não o encontra dentro do quarto, mas sim em uma grande varanda que ali tinha.

Ele estava em pé, apreciando a vista do sol quase se pondo.

Ela vacila um pouco, ao ver como ele estava lindo – Blusa jeans, calça preta, tênis preto, boina verde e óculos preto: http://apenaslua.files.wordpress.com/2012/09/look-man-5.jpg

Ela vai se aproximado cautelosamente e medindo cada passo, mas nada adiantaria, pois ele já sentira a muito tempo o perfume suave dela invadir o quarto.

Ela se põe ao seu lado, mas bastante afastada. Só a presença dele inibi todo o seu auto controle. Sem contar que ainda era dia, e no dia quem reinava era ele.

O dia estava levemente frio, as nuvens já começavam a mudar de cor, anunciando que o sol estava indo embora e quem reinaria agora era a lua.

- O porque dessa festa ? Eu deixei bem claro que não queria voltar a conversa com você.

O loiro nada diz, apenas continua a fitar o pôr-do-sol, esperando a lua surgir.

Ele sabia que ela só ia se sentir confortável, para conversando com ele se a lua estivesse brandindo no céu.

[...]

O moreno descia escadas com a loira em seu ombro. Ela tentava esmurrá-lo, mas não tinha apoio o suficiente para isso, o que só a deixa ainda mais irritada.

- Me põe no chão.

- Quando eu quiser, eu faço isso.

- Poseidon, seu medíocre, descarado, desgraçado. Eu vou arrancar sua cabeça.

- Ta... Ta. Eu já entendi que você ta bravinha. Agora, calada.

- Quem você pensa que é, para me da ordens...

Ele para, e com um gesto brusco põe ela em um degrau. Parecia até que aquela escadaria não tinha fim.

- Pronto, está em pé. Agora, calada. Me acompanhe – Ordena.

- Nem morta. Eu vou voltar lá para cima e fazer papai te da uns bons choques.

Ela tenta passa por ele, para subir as escadas, mas ele a impede, segurando firme seu braço.

Eles se encaram.

Agora era o gelo ártico de seus olhos cinzentos, contra o mar raivoso de seus olhos esverdeados.

Atena contra Poseidon.

- Eu não deixei Apolo fazer essa festa unicamente para ele voltar com Ártemis, ou até mesmo para te irritar. Eu precisava te tirar do Olimpo, porque eu preciso conversa com você. É muito importante.

A loira estava desconfiada e curiosa.

- Sobre o que é a conversa ?

- Me acompanhe e eu te contarei tudo o que quiser saber.

Ela vacila um pouco, mas sua curiosidade e maior.

- Tudo bem.

Eles voltam a descer as escadas, calados e perdido em pensamentos.

[...]

O silencio era mais que bem-vindo, já que os dois estavam intimidados um com a presença do outro.

A lua já dava sinal de vida, saindo preguiçosamente de trás das nuvens negras.

Ártemis sente-se mais segura, confiante. Agora era a vez dela de dominar os céus.

- Então...

- O que vê, Ártemis ? – Pergunta sem encará-la, olhando apenas para a lua.

- Como assim ?

Ele foca sua atenção nela, seus olhos demonstram tristeza, solidão e, principalmente arrependimento.

Ela sente sua garganta se fecha os poucos.

Preciso de água, ou vou sufocar, pensa a ruiva.

- Quando você me vê, como você me vê ?

- Te vejo do jeito que é.

Ela estava confusa. Pensou que iam brigar, mas não, ele só a estava confundindo.

Ele suspira.

Ela não entendeu, pensa o loiro.

- Você me vê do jeito que sou, ou do jeito que imagina que eu seja ?

- Onde que chegar – Pergunta impaciente.

- Responda. Por favor !

Ela suspira.

Como posso responde ? Se eu falar demais ele vai descobrir que ainda o amo, pensa.

- Você e... Apolo, você é um deus.

Ele volta a olhar para a lua, sentindo seu coração despedaçar.

- Eu pensei que você... Eu achei que me conhece-se melhor – Fala para si, baixinho.

Ela sente um leve dor no peito, bem onde seu coração estava.

- Eu...

- Eu te trouxe para cá, com apenas uma razão, te reconquista. Mas como posso te reconquista se você não me conhece.

- Não quero ser reconquistada.

- Para se reconquista, não é preciso que a outra pessoa queria, é preciso amor, só amor. E isso eu tenho de sobra.

Ártemis engole em seco, sentindo logo em seguida sua garganta arder.

Eu também te amo, diz em pensamento.

- Eu... Eu não quero mais te vê.

- Eu sei, mais o que posso fazer para te tirar do meu coração ? Como te esquecer ? Me diz... Por favor !

Sua mente manda ela se retirar e nem ao menos olhar para trás, mas seu coração implora para ela ficar. Ficar com ele e se deixar entregar ao amor.

- Com o tempo você vai me esquecer, eu sei que vai.

Era mentira, e ela e ele sabiam disso. Não tinha como eles se esquecerem um do outro.

A lua não pode se esquecer do sol.

Ele sorri fracamente.

- Eu só quero que você me queiras, como te quero... Por um minuto, ou por uma vida inteira.

Uma lagrima casta escorre por seu rosto, deixando um rastro de infelicidade. Ártemis seca-a rapidamente, tentando aparentar ser forte.

- Se me amas tanto, por que fez aquilo ?

- Tem coisas que são inexplicáveis, apenas acontecem.

- Essa e a sua resposta ?

- Não, minha resposta é que eu te amo, é me arrependo amargamente pelo que te fiz.

- O arrependimento não apaga o passado.

- Eu sei... Mas eu tenho que tentar te ter de volta. Eu não sei viver sem você.

- Aprenda. Pois eu não quero mais você.

O que ela disse poderia até ter acabado com as esperanças do loira, mas ela se denunciou ao não olhar em seus olhos e deixar que mais lagrimas escorressem por entre sua face.

O loiro se põe a secar cada lagrima com seu polegar.

Ele segura entre suas mãos o seu pequeno rosto, acariciando suas laterais com cuidado. Pois para ele, ela era o cristal mais frágil de todos.

Ela tenta afastá-lo, mas ele persiste aproximando ainda mais seus corpos. Então ela desiste de tentar repeli-lo.

Suas respirações vão se misturando, graças a proximidade dos dois, tanto dos corpos quanto dos rostos.

Ela não consegui encará-lo, por medo de se perde na imensidão que era aqueles olhos azuis.

- Você não me quer ? Diga isso olhando nos meus olhos.

Ela sabia que não ia conseguir. Pois por mais que disse-se que não o amava mais, ele conseguiria ver a mentira por trás daquelas palavras. Sempre fora assim, ela sempre foi dele... E ele dela.

- Não preciso falar nada.

Ele sorri de lado, sentindo uma certa diversão ao vê-la desconcertada e tímida.

Ele se aproxima mais, só para ver-lhe recuar. Como um animalzinho indefeso. Ela estava indefesa. Sujeita aos encantos masculinos daquele deus tão pecaminoso.

- Você sente o mesmo que eu. Você me ama, eu sei que ama.

Ele não perguntou, mas sim afirmou.

Ele pressiona ainda mais seu corpo contra o dela, fazendo-a delirar.

A muito tempo que ela não sentia o corpo dele sendo pressionado contra o seu. Sei cheiro estonteante. Seu hálito morno e envolvente. Sua voz suave e melodiosa.

Ela sentia falta dele, mas era orgulhosa demais para admitir.

Ele inicia um abraço apertado e acalorado.

Ártemis resiste um pouco, mas acaba o abraçando de volta. Mas o que ela poderia fazer ? O amor fala mais alto sempre que o coração manda.

- Apolo...

- Eu sei que você não quer me ver, mas... Por favor, fica comigo essa noite. Essa e a nossa noite.

Ele deposita sua cabeça no ombro da mesma, inspira seu perfume fascinante.

E agora... O que eu digo ? Se pergunta a ruiva.

[...]

Ao final de toda aquela escadaria a loira se deparou com uma porta antiga, de madeira militar.

Poseidon abre-a, com cuidado.

- Entre – Manda.

Ela odiava o jeito autoritário do mesmo, mas entra sem reclamar.

Era uma pequena sala, com dois sofás e um centro, uma estante de livros e uma mesinha com duas cadeiras. Era tudo rústico e velho.

Ele faz sinal para ela se sentar.

Ela relutantemente se senta no sofá. Ele se senta ao seu lado, ela se afasta um pouco do mesmo. Ele sorri malicioso.

- Com medo de mim, Atena ?

Ela sente um arrepio passar por seu corpo, ao ouvir o modo lascivo e insinuante com o qual ele pronunciou seu nome.

Ela cora e vira o rosto, olhando para a estante de livros.

- Sobre o que quer conversa ?

Ela escuta ele suspirar.

Sua atenção recai sobre o moreno, ele a encara também.

- Quando Apolo me falou sobre fazer essa festa para Ártemis, eu achei a situação perfeita para me encontrar com você sem ninguém para nós interromper ou interferir.

Ela sente sua curiosidade crescer.

- Atena, venho me deparando com situações alarmantes... Perigosas.

- Que tipo ?

- Uma doença esta afetando os semideuses, uma doença terminal... Mortal.

Ele estava serio, ela nunca o vira tão serio.

- Mais... Como ? Nenhum de nós escutou sobre essa doença.

- Essa doença só está atingindo até agora os semideuses brasileiros. O que sugere que essa doença se ramificou primeiramente no Brasil. E quanto a vocês não terem ouvido sobre dela é porque eu estou tentando não alarmar ninguém.

A mente da loira começa a trabalhar.

- Se isso for verdade, essa doença vai se alastrar. Vai vim para cá, pode até atingir os campistas.

- Esse e meu medo. Não podemos deixar isso acontecer.

- Papai precisa saber...

- Não.

- Por que não ? – Pergunta, confusa.

- Zeus não deve saber.

- Por que ?

- Ele não iria acreditar em mim. Nós brigamos, é feio. Digamos que estamos em pé de guerra.

- O que ? Mas até pouco tempo vocês estavam bem.

Ele sorri de lado.

- Bem, agora estamos quase nos matando.

Ela suspira.

- Mesmo que você e ele estejam brigados os outros deuses precisam saber. Temos que contar.

- Eu te chamei aqui pois eu sei que você pode me ajudar. Não precisamos dos outros deuses. Podemos fazer isso sozinhos. Não quero causar nenhuma morte.

- Não. Nós precisamos dos outros deuses. Precisamos de Apolo.

- Atena, me escute. Não sabemos nada sobre essa doença, ela pode afetar também a nós, imortais. Não podemos envolver os outros, não quero causar uma extinção de deuses.

A loira pensa por um instante.

- Certo, não vamos envolver os outros. Mas precisamos de Apolo, ele e médico, o único que pode fazer um antídoto.

O moreno passa as mãos pelo cabelo, despenteando os fios negros.

- Certo, Apolo pode vim conosco.

- Teremos que ir para o Brasil, o mais rápido possível – Diz mais que determinada.

Ela tinha que proteger não só seus filhos brasileiros, mas também as outras crianças, semideuses. Um lampejo de curiosidade passa por sua mente sabia.

- Qual o motivo especifico da briga de vocês ?

- Sabe... São vários motivos... Sei lá.

Ele fica levemente corado.

A loira arqueia as sobrancelhas, descrente.

Ele corou ? Como isso é possível ? Se pergunta a loira.

[...]

Como ela poderia recusar aquele pedido:

“- Eu sei que você não quer me ver, mas... Por favor, fica comigo essa noite. Essa e a nossa noite.”

Ele era a mais pecaminosa das tentações, e ela sabia disso.

Ela sente o loiro passa a ponta morna de seu nariz pela extensão lateral de seu pescoço desnudo.

Suspiros de puro deleito escapam de seus lábios.

- Pare... – Pede entre gemidos profundos.

Ele sorri e continua seu trajeto com o nariz, agora passando a ponta morna do mesmo pela bochecha dela, para logo depositar um selinho ali, na bochecha.

Ele continua a dar-lhe vários selinhos, só que na bochecha. Ártemis se deleita com tudo o que ele faz.

Entre gemidos e suspiros ela o ama ainda mais.

Ele esfrega de leve seu nariz no dela, para logo depois beijá-la.

O beijo começa lento, inebriante, logo ganha força por parte do loiro, que quase não conseguia se controlar de tanto desejo. Seus lábios se moldavam perfeitamente, era um encaixe tão perfeito que a ruiva gemia contra seus lábios.

O beijo termina com o loiro depositando vários selinhos nós lábios, agora vermelhos e inchados, da ruiva.

Ela sente sua cintura fina formiga, pois o loiro estava com as mãos ali, apertando de leve. O beijo havia se extinguido mais o desejo não.

Eles se encaram, de um modo transparente, cada um podia ler a mente do outro.

- Eu preciso de você não só esta noite, mas também todas de minha... De nossa imortalidade – Diz o loiro, ofegante.

- Eu... Não... Não posso, eu...

- Vamos fazer assim, você fica comigo hoje, e depois pode ir. Mas só não me peça para desistir de você, pois isso eu nunca farei.

Ela pensa em uma forma de negar aquele pedido, mas o desejo corrompe toda a sua razão.

- Tudo bem. Mais é só está noite.

Ele sorri, um sorriso deslumbrante e feliz.

Ele não contém sua felicidade, e a beija de novo. Como da outra vez ela corresponde.

É foi assim o resto da noite deles: Regada de comidas, beijos, brincadeira bobas, beijos, felicidade, beijos e muito amasso.

Já noite do moreno deus dos mares e da loira foi bem diferente. Mas igualmente especial para os dois.

Eles não admitiam, mas a presença um do outro era mais que acolhedora e bem-vinda. A noite dos dois foi regada a brigas, comidas, discussões e muito mais. Mas se não fosse assim, não seria Poseidon e Atena.

Notas finais
Gostaram ?? Espero que sim, comentem me dizendo tá *-* Eu fiz esse cap como eu disse lá em cima, para descontrair, mas também para gera um suspense *-* Eu amo suspense *-*
BjsS.