I Knew You Were Trouble.

3 Capítulo 3 — Mentira.


Notas iniciais
Boa tarde minhas princesas, como estão?
Demorei? Só um pouquinho. ♥
Mas imagina só, seu irmão de seis anos, indo usar o computador, e vê um arquivo com o capítulo aberto e não salvo, e fecha?
Pois é.
Foi isso que meu irmão fez, só que, eu não podia falar para meus pais, que ele fez isso, por que, eles não imaginam que eu tenho uma conta em um site, e posto histórias para +16.
Então, refiz todo o capítulo, e aqui está ele õ/ ♥
Obrigada a quem comentou o anterior : Maria Inês; ErinSandersHenderson and RusherCrazyForever ♥.
Bem vinda, Mulher Bandana a minha fic :) ♥
Beijos,
Bruna.
*Capítulo com foto.

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— Certo, James. Eu vou ficar bem. Muito obrigada, mas você já pode ir agora! — Eu tentava fazer James ir embora. Já eram sete e meia e Carlos ia vir me pegar às oito!

O empurrei porta a fora.

— Estou indo. — Resmungou ele. — Mas, sério, se precisar de ajuda com os exercícios pode me ligar, okay?

— Aham, entendi. Valeu mesmo. Tchau. —Falei rapidamente, qualquer segundo a mais falando, seria um segundo a menos para me vestir.

— Ah, só não me ligue hoje, por que vou sair com a Charlotte... — Ele começou a falar com um sorriso no rosto.

Bati a porta.

Sei que estava sendo rude, mas como eu podia me arrumar para um jantar com os pais do seu novo namorado em meia hora? O que se veste para uma ocasião dessas?

Corri ao meu quarto, e entrei no banheiro para tomar banho.

Quando estava saindo, com o cabelo pingando e uma toalha enrolada do corpo, meu celular tocou.

— Alô? — Perguntei me jogando até o celular e logo me levantando.

— Sam? — Era o Carlos.

Murmurei um palavrão e corri para abrir meu armário. Parecia que eu não tinha nada bom o suficiente para vestir!

— Oi! — Respondi feliz.

— Sou eu. Você já está pronta?

— Hã.. — puxei uma blusa de malha verde da gaveta. Cara, que coisa feia. Eu já usei isso algum dia da minha vida? — Eu... quase. Estou quase pronta.

— Ah, legal. — Ele riu. Passo aí daqui uns quinze minutos, tá legal?

— Claro! — Murmurei, animada demais. — Ei, Carlos escuta, o que eu devo usar?

Ouvi ele rir um pouco.

— Ah, tanto faz. Coloque algo como o que você usava na balada.... — Ele riu rouco. — Você irá ficar linda.

— Ah... — Merda, eu não tenho ideia do que tinha usado! — Certo. Valeu. Até daqui a pouco.

Desliguei e coloquei minha mente para pensar. Uma blusa branca ou quase branca com listras pretas transparente; uma saia preta; um salto alto preto e uma maquiagem simples, mas chique. Isso. Uma roupa de balada.

Me enfiei no armário até achar a roupa. Sorri ao encontrar tudo limpo e arrumadinho. A saia era curta. Batia uma palma acima do meu joelho. A blusa, era decotada. Tem que ser esse. Idai que a roupa é curta e decotada. Fica bem em mim, e como eu falei antes, meses de academia devem ser mostrados. Passei a maquiagem.

Bem na hora que me olhava no espelho, ouvi a campainha tocar. Peguei uma bolsa preta, meu celular e corri escada a baixo.

Abri a porta.

Se possível, ele estava ainda mais lindo. Tinha trocado a camiseta preta por uma regata branca, que, se me permitem dizer, destacava muito bem seus músculos. Ele usava um jeans largo e um coturno.

— Oi. — Murmurei e sorri um pouco.

— Oi, princesa. — Ele disse e me beijou de leve. — Pronta?

— Aham. Mãe, tô saindo!

Ouvi a voz de minha mãe vindo da sala de TV.

— Está levando seu celular?

— Aham! Tchau.

Carlos pegou minha mão e me guiou até o carro. Antes de ligá-lo, ele virou-se para mim.

— Você está linda.

Era impressão minha ou ele disso olhando para o meu decote? Oh, acho que todos os garotos são assim, não é?

— Obrigada. — Dei um sorriso enorme.

Ele se aproximou e encostou seus lábios nos meus, Não tinha nada de 'leve' neste beijo. Ele segurava minha cintura muito possecivamente, enquanto invadia minha boca com sua língua.

Não posso dizer que eu não estava fazendo nada também. Eu me agarrava em seu pescoço puxando seu cabelo. Se não fosse pela falta de ar, não acredito que teríamos nos separado nunca.

Carlos sorriu para mim maliciosamente, e ligou o carro.

Viajamos em silencio, mas estranhei quando paramos em frente a um lugar meio afastado da cidade, com alguma janelas pequenas de onde saiam flashes de luzes coloridas e fumaça.

— Hã, o que viemos fazer aqui? — Perguntei, incerta.

Ele sorriu, relaxado.

— Nunca veio? — Perguntou ele, me puxando pela mão. — É um lugar novo.

— Achei que íamos jantar com seus pais.

Ele riu.

— Apenas uma desculpa para sua mãe não se preocupar.

Ele mentiu para minha mãe? Pera. Eu também menti. Mesmo não sabendo a verdade. Okay, primeira e última mentira.

— Ah. — Eu me sentia muito desconfortável agora. — Carlos, eu tenho 18, mas esse lugar me faz parecer uma adolescente de 15.

— Não se preocupe, você está comigo.

— E?

Entramos no lugar sem problema algum. O cara me olhou, mas então viu Carlos, e se calou.

— E... — Começou ele. — Que meu pai é o dono desse lugar. Entra quem eu quiser, e quem eu quiser que saia, sai.

— Oh.

Ele me guiou até um grupo sentado no mar. Jake, John, Live, Jenny e Sheila estavam lá, e mais algumas garotas que usavam roupas tão curtas que se subissem um pouquinho que fosse, seria possível ver seus úteros. Todos ali seguravam bebidas e cigarros.

Carlos pediu uma bebida no bar, e me perguntou se eu queria. Aceitei.

— E aí, Santinha. — disse Jenny se aproximando de mim. — Quer um cigarro?

— Não. — Murmurei, me encostando em Carlos, que colocou seus braços ao meu redor.

— Eu te disse, Jenny. — Disse Sheila, rindo. — Ela é boa demais pra isso. Fraquinha, não deve nem aguentar.

Okay, aquelas garotas estavam me irritando.

— Certo, me dê um.

— Uou, tem certeza, Samantha? — Perguntou Carlos, com um sorriso divertido no rosto. Mas logo ficou sério. — Não quero que você fique drogada e sua mãe venha reclamar comigo que fui eu que te dei.

– Claro, me de. — Ele acendeu um pra mim e me entregou. — Mas, a parte que você me deu e irá me drogar, é verdade. — Ri.

Que Diabos Eu Estou Fazendo?

— Só inspire e expire normalmente. — Carlos disse beijando meu pescoço.

Fiz o que ele me mandou, e imeditamente me engasguei com a fumaça. Um gosto amargo ficou em minha lingua e eu engoli sufocada.

Todos ali riram.

— Você tem que soprar a fumaça fora, lindinha do Carlos. — Disse Jake rindo e debochando de mim.

Minha segunda tentativa foi melhor, e finalmente peguei o ritmo. Fiquei imaginando o que James pensaria se me visse agora...

— Uh. — Gemeu Sheila, comendo com os olhos um dos garotos que tinham acabado de entrar. — Vamos lá, Live?

Live assentiu com um sorriso malicioso e as duas se levantaram. Carlos me puxou para seu colo.

— Achei que Sheila estivesse com Jake. — Falei confusa e dando um selinho no Carlos.

— É... só nas horas vagas. Não é nada sério. — ele respondeu e beijou meu pescoço.

Suspirei.

Algumas horas depois, Live, Jenny e Sheila já tinham sumido. Carlos me disse que elas deviam ter ido para o quarto com algum desconhecido. Jake e John também estavam agarrando algumas garotas. Todos estavam totalmente bebados.

Fiquei morrendo de medo de Carlos me largar e, como os outros, ir ficar com outra garota.

Mas ele parecia não querer me soltar por nem um segundo. Estávamos sentados juntos em uma poltrona e ele tinha um copo em uma das mãos, e a outra ele me segurava pelo quadril. Ocasionalmente ele beijava meu pescoço, minha clavícula, ou me puxava para um beijo cheio de desejo. Quando isso acontecia, podia sentir o alcool em sua língua.

— Deixe isso de lado um pouco. — Murmurei, tirando a garrava de sua mão.

Ele sorriu maliciosamente.

— Quer a atenção toda para você?

— Uhum.

Ele me beijou com força. Sua língua invadia minha boca, e suas mãos exploravam meu torço. Finalmente, ele me levantou e eu envoltei sua cintura com minhas pernas. Senti que ele me levava para algum lugar.

Quando paramos nos beijar por um segundo, foi apenas para fechar a porta do quarto.

Realmente não era isso que eu queria dizer com ' ter a atenção toda para mim '. James voltou a minha mente, o que era muito importuno, já que eu estava me agarrando com meu namorado que não era James.

— Carlos... — Murmurei. — Eu...

Ele continuou me beijando e me encostou na parede do quarto. Seu corpo esmagava o meu.

— Carlos...

— Hm? — Ele murmurou, quando seus lábios foram para o meu pescoço.

— Eu não...

Ele levantou sua cabeça.

— Não está pronta?

Eu estava ofegante. Sacudi minha cabeça.

Ele sorriu e colocou uma pequena mecha do meu cabelo que tinha se soltado atrás da orelha.

— Tudo bem. — Ele sussurrou.

Ele continuou me beijando ardentemente, mas desta vez eu sentia que a única coisa que faríamos era nos beijar. Já eram duas e meia quando me lembrei que tinha aula. Carlos e eu tínhamos ficado as últimas horas nos beijando no quarto.

— Oh, meu Deus! — Exclamei. — Temos aula amanhã!

Ele riu como se aquilo fosse muito engraçado.

— Certo, vou te levar para casa.

Ele me pegou pela mão e me tirou da boate. Foi muito desagradável atravessar o lugar com vários bebados ao redor. Alias, Carlos e eu parecíamos os únicos sóbrios ali. Ele havia bebido. Mas não o suficiente para parecer um bebado.

Quando chegamos a minha casa, ele me deu um beijo muito leve. Parecia até estranho depois dos beijos quentes que tínhamos dado há algum tempo.

— Até amanhã.

— Até amanhã. — Respondi e entrei em casa.

A casa estava deserta já que meus pais deviam ter ido dormir. Peguei meu celular e vi três chamadas perdidas de James.

Dessa vez, minha mãe não estava me esperando. — Estranho.

Na hora, realmente não liguei. Sentia como se tivesse alcançado algo hoje. Um sentimento de rebeldia me invadia, e eu fui dormir; de maquiagem; sem ligar que fizesse mal a pele; com meu vestido; sem ligar que fosse amassar; e sem colocar o despertador para o outro dia; sem ligar que eu fosse me atrasar.

Eu estava me sentindo rebelde.

Notas finais
Então, mereço comentários?
Sim, claro?
Beijos,
Bruna.