I Knew You Were Trouble

10 Don't say the words that's on your lips


Notas iniciais
Hey, desculpem a demora. Esse capitulo está sem correção, postarei sem revisar para que vocês possam ler logo! Boa leitura! Leiam as notas finais!

P.O.V Charlie

Ela estava lá, exibindo ele como se fosse um troféu. Sério, se fosse qualquer outra garota eu aposto que não sentiria nada. Afinal, não estou apaixonada pelo Dan, que ideia. Porque ela, Dan? Porque?

– Tá tudo bem, Charlie? – Me virei e percebi que Derek ainda estava ali.

–Sim, tudo. Eu preciso ir para casa agora. – Olhei de volta para eles, que estavam conversando. Babacas.

– Eu vou com você até em casa. – E sorriu para mim.

Ficamos andando e estava um silencio bem grande.

–Minha mãe falou que amanhã vai começar as obras para a feira.

–Ah, sim. Finalmente, tudo tem que estar pronto a tempo.

–Pronto até o aniversario Dele, não é? – Olhei em seus olhos azuis.

–Sim, mas acho difícil.

–Ei, eu vou te ajudar. Isso significa muito pra mim. – Eu sorri. – Sabe aquelas doações em dinheiro?

–Sim – Me lembro muito bem delas, nos ajudaram muito agora na hora da compra de matérias.

– Fui eu. – Ele mostrou as mãos fazendo sinal de “culpado”

– Como assim? –Eu estava confusa.

– Eu trabalhei durante todo o verão. Toquei em alguns lugares, lavei alguns carros, e cuidei de alguns cachorros. – Ele riu.

–Mas você não gosta de cachorros. – Eu ri.

–Eu fiz isso por você, Chars. – Ele me encarou. Ele esperava que eu dissesse alguma coisa?

–Olha só, já chegamos! – Graças a Deus estávamos na porta da minha casa. — Nos falamos amanhã, ok?

–Tudo bem, tchau Chars. – E me deu um beijo na bochecha. Muito perto da boca, tipo muito.

Ele saiu andando e eu fiquei o observando. Seria melhor se eu gostasse dele. Ele era legal, sempre foi. Não teve culpa pelo que Michael fez. Ele era meu irmãozinho, estava sempre aqui. Ele é lindo, não posso negar. Mas o que eu posso fazer se toda noite antes de dormir penso em um par de olhos verdes?

Aquele maldito! Ele chegou faz pouco e já esta me deixando louca. Não, ele tinha que trocar saliva com aquela vadia.

P.O.V Dan

–Por que você fez isso? – Perguntei a Alyssa.

–Por que você merece coisa melhor. A Charlie não é boa o suficiente para você.

–E você é? – Ela só pode estar de brincadeira.

–Sim!

–Qual é o seu problema com a Charlie?

–Ah, longa historia. – Ela deu de ombros.

–Eu tenho tempo.

–Bom, ela nunca se conformou pelo fato de que ele me preferiu a ela. E olha que ela ficava com os dois.

–Como assim dois?

–Sim, ele e Derek. Ela o traia com o Derek. Ela fez de tudo para segura-lo e mesmo assim ele preferiu ficar comigo. – Esse “ele” deve ser esse tal de Luke, o da tatuagem.

–A Charlie não faria isso, ela não é desse tipo.

–Aé, então porque você não a vê com ninguém? Todo mundo sabe que ela é uma vadia.- Ela quer todos para ela. Ela sempre foi assim.

Fiquei pensativo. Essa não parecia à mesma Charlie que eu conhecia. Como assim conhecia? Eu mal a conheço. E ela só me trata mal. Eu não tenho a menor ideia de quem é a verdadeira Charlie.

P.O.V Charlie

Fiquei em meu quarto a noite inteira. Não saí um minuto sequer. Não tinha estomago para ver Dan. Não depois daquela cena de hoje a tarde. Acordei bem cedo, não queria dar de cara com Dan. As reformas começariam hoje e eu precisava resolver algumas coisas. Resolvi ir até a casa de Hanna. Precisava contar tudo isso pra ela. Essa coisa com o Derek, Dan e Alyssa... tudo.

Andei devagar, ainda estava escuro. E pouco tempo depois o por do sol estava lindo. Cheguei a casa dos Morrison e peguei uma pedrinha que estava no chão e atirei.

–Mas que diabos? – Uma Hanna descabelada praguejou na janela.

–Está na hora de acordar bela adormecida. – E comecei a rir.

–Resolveu madrugar, Sonencler?

–Eu não queria ficar em casa. – Era verdade.

–Você não quer é encontrar o senhor Marshall. – Bandida, ela me conhece. – Entra ai. A chave esta embaixo do tapete.

Entrei na casa e já fui direto para a cozinha, eu já sou de casa. Preparei um café da manhã muito bom. Quando Luke acordava cedo – o que era quase todos os dias- ele preparava o café e me obrigava a comer. Agora, ninguém liga mais para isso e eu tenho que preparar sozinha.

–Uau, já pode casar. – Hanna desceu animada e radiante. Bem diferente da cena de logo mais cedo.

–Falta achar o noivo. – Eu ri

–Pretendentes não faltam. – Nossa, parece até que ela já sabe do Derek.

–Só que não né, meu amor.

Comemos e então já estava na hora de ir.

–Sabe Charlie, hoje eu acordei com um bom pressentimento. Não sei o que é.

– Hummm – interessante.

Saímos da casa e fomos andando a pé. No caminho contei tudo sobre ontem. Ela claro defendeu o babaca do Dan.

–Por favor Charlie, nós comecemos a Alyssa. É mas que obvio que foi ela que se atirou em cima dele.

–Sim, claro. E ele é um bebezão indefeso.

–Charlie..

–Chega desse assunto. Ele é um babaca. Fim.

Ela ficou em silencio, respeitando minha opinião.

–Você esta escutando esse barulho? –Hanna perguntou, procurando alguma coisa.

–Sim, parece um...

–Skate! – Hanna gritou.

Olhamos para o final da rua e bem como naquelas cenas de filmes, um garoto com um Rayban preto andando de skate estava descendo a rua. Ele era lindo, não posso negar. Cabelos pretos, olhos azuis e tatuagens. Ele estava de volta.

–Owen! – Hanna gritou.

Ele fez as manobras e parou na nossa frente.

– Que lindo, D. Hanna. Você estragou toda a surpresa! – E fez um biquinho. – Era eu que ia te acordar, mas parece que essa bruxa fez isso primeiro. –E deu risada. – Sentiu saudades?

Ela não precisou responder, estava pendurada no namorado dando um beijão no meio da rua.

–Hey...HEY! Parou ai! Eu também to com saudade. – Falei fazendo careta.

–Vem aqui, Chars. – E me deu um abraço.

–Senti saudades das minhas garotas.

Fomos em direção a escola e ele foi explicando porque não avisou, porque não ligou, se não tinha garotas bonitas. Depois de muitas risadas e alguns tapas chegamos a escola. Ah, que visão linda. Alyssa e Dan abraçados.

–Quem é o da vez? – Owen perguntou apontando para o “casalzinho”

–Ninguém. – Respondi grossa.

–Ai, vou embora então.

–Não assim, Chars. – Hanna me repreendeu. – É só ciúmes amor.

Deixei o casalzinho se beijando e fui até a sala de aula. Só tinha uma pessoa na sala. Merda, pensei. Tentei dar meia volta, mas ele me viu.

–Chars – Derek me chamou.

Ele estava com uma camiseta de banda. Eu amo essa banda.

–Ah, oi. – Falei.

–Senta aqui, será que podemos conversar sobre ontem?

–Ahn... – Fui para falar, mas bateu o sinal e todos os colegas entraram na sala.

–Hoje à tarde, Derek. Você sabe onde me encontrar.

Sentei-me em meu lugar e vi Dan me fuzilando com os olhos. O professor chegou à sala. Sr. Andrews, of course. Minha prima sentou na primeira fila, de novo. Hum, estranho.

P.O.V Dan

Que saco, Alyssa não para de me incomodar. Eu só queria explicar para Charlie que não tenho nada com ela. Ontem a noite ela ficou a noite inteira no quarto e hoje de manhã saiu cedo. Sobrou à escola, então fui em direção a ela, mas quando cheguei à sala ela estava lá com o Derek de novo.

Passei a aula inteira em silencio, só pensando no que Alyssa me falou. Seria verdade? Lembrei-me que hoje começariam as reformar no galpão que EU destrui. Devo isso a Charlie, e não vou desapontá-la. Não prestei a menor atenção na aula e depois no intervalo só fiquei observando Charlie. Ela estava lá rindo com Derek, Hanna e um garoto novo. Ele parece gostar de Hanna, ah, eles estão usando aliança. As ultimas aulas depois do almoço passaram rápido e quando vi estava sozinho na sala.

–Você não vem? – Alyssa perguntou.

–Eu tenho que ajudar Charlie, com os preparativos para a feira.

–Eu vou com você – olhei desconfiado – afinal, é pelas crianças.

Tudo bem então, não ia conseguir me livrar dela mesmo.

P.O.V Charlie

Saímos da escola e fomos direto até o ginásio comunitário. Graças a Deus poderemos começar hoje, precisamos de tudo pronto. Hanna e Owen foram na frente namorando muito. Eles são um casal muito lindo, tenho inveja dela as vezes. Owen realmente a ama, e ele nunca conseguiria traí-la.

–Chars, me espera. – Me virei, e vi Derek correndo.

–Ah, tudo bem. – Esse garoto está muito chiclete.

Fomos juntos em silencio, não estava muito a fim de conversar, e ele percebeu isso. Abrimos o ginásio e já começamos. Essa feira que estamos preparando -e que foi minha ideia- é um evento beneficente. Arrecadamos fundos para caridade.

Derek, eu, e o casalzinho feliz junto de mais ou menos uns 10 voluntários observamos a entrada de Dan e Alyssa. Eles entraram juntos e quando Alyssa me viu, fingiu tropeçar e se agarrou nele. Vadia. Eles cochicharam alguma coisa e Dan veio em minha direção. Mandei Derek me esperar e fui até seu encontro. Um clima tenso pairava no ar.

–Oi – Dan falou tímido.

–Oi. – Falei seca.

–Vim aqui para ajudar, sabe com tudo – Ele estava sem graça

–Você quis, ou meu pai te obrigou?

–Não vou responder a essa pergunta. – Ele me olhou indignado

–Eu não sei, você não é do tipo previsível. Uma hora você é uma coisa, outra hora é outra.

–Você também é assim, Charlotte. Parece que a única pessoa com quem você não é “assim” é comigo. –Do que ele estava falando?

–Assim como?

–Não sei, parece que com o Derek você é outra pessoa. – Ah, Derek.

– E voce? Se acha no direito de falar alguma coisa? Você fica desfilando pra lá e para cá com essa vadia. – Apontei para Alyssa. Agora uma pequena multidão se formava ao nosso redor.

P.O.V Dan

–E quem é você para se meter na minha vida? Não sou nem seu amigo. – Ela não tem direito, não mesmo.

–Você mora na minha casa! E não, você não é meu amigo. – Ela estava furiosa – Eu nunca seria amiga de um garoto idiota igual a você. – falou com desdém. – Ainda mais agora, que você esta com “ela”. –Ah, então o problema era Alyssa.

–Idiota? – Perguntei ofendido. Ela não falou em tom de brincadeira.

–Sim, e trouxa. – Seus olhos azuis soltavam faíscas.

–Bem eu que sou o idiota e trouxa né? Quem é que tem uma tatuagem com o nome do ex-namorado aqui?

–Do que você ta falando?

–É, esse Luke aí. Ele te abandonou não foi? – Eu senti que tinha pegado forte demais quando sentiu uma mão em meu rosto.

–Você me bateu? –me olhou indignada, com lagrimas nos olhos.

Ela não me respondeu, saiu correndo e chorando. Charlie, chorando? Peguei pesado demais. Sou um babaca mesmo.

–Você não devia ter feito isso, Dan. – Hanna falou severamente. – Por acaso você sabe quem é Luke? – Olhei confuso para ela.

–Ele é o motivo pelo qual estamos aqui. Ele é o irmão da Charlie, e ele morreu há quase um ano — o garoto que reconheci da foto com Hanna falou.

Não acredito, eu falei demais e acabei magoando a pessoa que eu mais me importo. Confundi as coisas e realmente a magoei. Eu sou um idiota mesmo. Fiquei transtornado com a revelação e percebi que agora tudo faz sentido. O quarto, as roupas, a dor nos olhos dela. Não pensei em mais nada, a única coisa que queria era encontrar Charlie me desculpar.

Talvez seja tarde demais.

Notas finais
E ai??? Gostaram??? Quero muitos reviews, hein? Esse capitulo foi uns dos meus preferidos! Desculpem a demora! Mil beijos, Bee.