I Knew You Were Trouble

11 I´m been thinking about you...


Notas iniciais
Oláaaa! Então, muito obrigada por tudo! Os reviews maravilhosos, aos novos favoritos, enfim... tudo! Esse capitulo é o tão esperado acerto entre os dois. Awnnn! Nada de Derek ou Alyssa ( percebi que vocês não gostam deles) Só Dan e Charlie. Novos personagens também.... Boa leitura e leiam as notas finais! Obs: Esse texto do começo é um texto pessoal de uma grande amiga, muito obrigada Yasmin! A Charlie está se sentindo como você :)

“Histórias, nossas histórias. Dias de luta, dias de glória.”

P.O.V Charlie

E tudo começa num olhar, numa pequena conversa, numa troca de sorrisos, em um toque de mãos acidental. Assim começa. Você vai ficando estranho, cada vez mais, começa a sentir coisas bizarras dentro de si, mas elas são boas, te fazem bem... E a cada dia que passa você fica mais viciado nessa sensação, você quer mais e mais, é como se estivesse dependente dela... Porém esse mais você só consegue se for à pessoa mais sortuda do mundo: se o outro também quiser o mais. Se assim como eu o seu caso não é esse, você está só, o que te resta são pensamentos positivos, mas não pense que estou falando de esperança ou expectativas, fique longe dessas duas, ou no final você vai acabar derramando lágrimas por decepções que poderiam ter sido evitadas, e você não sabe quão frustrante e doloroso amar pode ser.

Palavras, elas machucam. Como ele pode dizer isso de mim? Falar assim de Luke? Eu não estava pronta. Ainda está recente em minha memória. Tudo o que aconteceu, Alyssa, Michael, a própria chegada dele. Esse idiota. Ele me deixa assim, perdida e confusa. O tapa foi apenas a reação do meu corpo as palavras ditas. Ele me tira do sério.

Estava sem rumo, não conseguiria respirar o mesmo ar que ele. As lembranças de Luke estavam voltando em flashes. Sai de lá correndo, eu estava desnorteada. O sinal estava fechado e um carro quase me atropelou. Que karma nós Sonencler temos com acidentes automobilísticos, não? Me lembrei que o único lugar em que me sentiria bem era perto de Luke.

P.O.V Dan

Sai de lá correndo, precisava urgentemente encontrar Charlie e me desculpar. Corri de volta para casa. As pessoas na rua deveriam estar pensando que eu estava louco ou algo do tipo. Cheguei em casa suado e abri a porta em um estourou.

–Nossa, tá tudo bem? – Valerie perguntou. Ela estava deitada no sofá.

–Cadê a Charlie? – perguntei ofegante.

–Você não sabe?

–Não sei de que? – Já estava preocupado.

–Ela está no hospital...

Sai correndo e não ouvi o resto. Será que por minha causa? Ela estava nervosa, alguma coisa pode ter acontecido. Meu Deus, não vou me perdoar nunca. Bob vai me prender, com toda certeza. Passei por diversas ruas e vi uma senhora varrendo a calçada em frente a uma padaria. Ela era loira e parecia ter mais idade do que aparentava. Muito bonita, na verdade me lembrou alguém.

–Por favor, a senhora pode me dizer onde fica o hospital? – Ela me olhou de cima a baixo e acho até que ficou com pena.

–Fica na divisa, não é tão perto daqui. – Fiquei desapontado – Você está passando bem? Meu filho pode te levar até lá. – Mais um motivo, as pessoas aqui são simples, mas são gentis. Falta isso na cidade. Falta humildade no meio em que vivo.

–Na verdade, preciso encontrar alguém. Ela foi para lá e eu preciso encontrá-la. – Ela me olhou sorrindo.

–Ela é especial para você, consigo ver isso. – Ela era uma cigana? – Junior! – Ela gritou.

–Sim, mamãe. – Um homem de trinta e poucos anos apareceu na porta.

–Esse jovem aqui, me desculpe como é seu nome?

–Sebas.. Dan, meu nome é Dan.

–Sim, o Dan precisa chegar ao hospital. Leve ele até lá.

–Não precisa, de verdade. Não quero incomodar.

–Não, querido. Você não deve ser daqui, mas saiba que aqui nós sempre ajudamos um amigo. – Os olhos azuis brilhando. Ela era muito gentil.

–Se a senhora diz, eu agradeço muito. – Ela sorriu e Junior — seu filho — entrou no carro.

Ele abriu a porta e eu entrei, mas antes de partirmos ela me disse:

–Diga o que sente. Ela precisa saber disso.

Eu fiquei pensando nisso, e o carro já havia deixado o lugar. Passado um tempo chegamos até lá. Agradeci a Junior e prometi que voltaria para agradecer a bondosa senhora de olhos incrivelmente azuis. Entrei no hospital e achei a recepcionista.

–Por favor, onde está Charlotte Sonencler? – Ela estava com os fones de ouvido. – Charlotte Sonencler! – Gritei

–Ai! – Ela praguejou tirando os fones – Segundo andar à direita, nervosinho!

Sai rápido de lá. Foi em direção ao elevador, mas um senhor em uma cadeira de rodas estava esperando. Resolvi subir usando as escadas. Enquanto subia/corria para chegar até lá fiquei pensando em Charlie. O que eu sentia por ela? Como pode em tão pouco tempo ela ter me deixado assim? Eu mal a conhecia. Será que eu estava me apaixonando por ela? Aquela história de que namoraria uma fã agora faz sentido. Ela já é importante para mim. Será que me perdoaria?

Finalmente cheguei, segundo andar a direita. Abri devagar a porta, não estava preparado para ver. Calmamente a porta foi se abrindo e me deparei com uma cena diferente do que imaginava. O quarto era forrado com um papel de parede de bichinhos e havia cerca de 5 camas. Algumas crianças estavam dormindo e outras prestando atenção.

Na ultima cama tinha uma criança deitada e uma garota sentada, ela estava sorrindo e contando uma historia. Essa garota era Charlie.

P.O.V Charlie

O único lugar em que a memória de Luke estava presente era no hospital. Passei muito tempo aqui ano passado. Peguei um taxi e fui até lá. Janet estava lá como sempre com os fones de ouvido e sem prestar atenção ao seu redor.

–Janet – Perguntei sem obter sucesso. – Janet! – Gritei.

–Ah, oi. Pode subir, você já sabe o caminho. – Ela me respondeu e colocou os fones novamente.

Passei por muitos rostos familiares.

–Oi, Charlie. – Frances disse.

–Faz tempo que não vem aqui, Charlie. – Sr. Lucius falou.

–Você esta cada vez mais bonita, Charlotte. – Dona Dora, gentil como sempre.

Subi e fui até o quarto 202.

–Charlie – Um coro de crianças pequenas gritou.

–Olá, pequenos.

–Faz tempo que você não vem! – Gabe fez um bico.

–Me desculpa, Gabe. Tira esse bico aí, vou contar uma história muito boa hoje.

Eles se sentaram e me ouviram contar a historia, em certo momento a porta foi aberta e alguém entrou. A enfermeira chegou e as crianças tiveram que sair.

–Até mais, Charlie. – Elas falaram e saíram para a sala de recreação.

Fiquei de costas olhando pela janela.

–Vai ficar muito tempo aí me olhando? Não quer uma foto? – Escutei uma risada.

–Como você sabia? – Eu me virei e o encarei. Ele estava com os cachos bagunçados e caídos pelo rosto. Estava mais lindo que antes.

–O teu perfume – Eu corei e ele sorriu.

–Charlie, eu queria mesmo falar com você. – Seus olhos estampavam “Culpado”.

Levantei e comecei a arrumar os livros na estante, me sentei na cama e fiz sinal para que ele se sentasse. Ele se sentou e me encarou. Aqueles malditos olhos verdes.

P.O.V Dan

Ela me encarou, os olhos azuis estavam brilhantes.

–Me desculpa, serio. Eu não sabia do que estava falando. Equivoquei-me e peço desculpas. Se um dia você me desculpar eu vou me sentir muito feliz. – Ela ficou em silencio, por um bom tempo. – Diz alguma coisa, por favor. Eu to me sentindo envergonhado. – Senti minhas bochechas corarem.

–Meu tapa doeu? – Ela falou rindo.

–Você bate fraco, ainda bem. – E nós rimos.

–Sério, me desculpa. Eu não sabia quem era Luke. Falei de mais. – Ela me olhou e demorou para falar.

–Luke era meu irmão, o melhor irmão do mundo. Ele morreu há quase um ano. – Ela olhou para baixo.

–Não precisa falar sobre isso se você não quiser.

–Eu quero, ta na hora de voltar a falar sobre ele. – Ela esboçou um meio sorriso.

–Meu irmão estava voltando de uma festa com Valerie, e então um motorista bêbado bateu no carro deles. Luke não morreu na hora, só que o motorista não prestou socorro, e Valerie acabou desmaiando. Ninguém sabe quanto tempo eles ficaram desacordados até alguém passar e chamar ajuda. Ele teve lesões sérias e ficou um tempo internado. –Os olhos dela já estavam marejados – Ele estava melhorando, voltou a falar e tudo. Só que de repente ele começou a piorar e ficou em coma. Ele ficou em coma por 3 meses. 3 longos meses vindo nesse hospital todos os dias. E então ele morreu. – Ela já estava chorando. A abracei. Ela me agarrou e encharcou meu casaco com lagrimas.

P.O.V Charlie

–Obrigada – Falei me soltando dele.

–Pelo que?

–Por me escutar e tudo mais. – Ele sorriu.

–Acho que a gente começou errado.

–Concordo, mas espera. Porque você achou que ele era meu ex namorado?

–Ahn..

–Alyssa? – Eu ri. – O que ela te disse? Não, não fala. Que ele preferiu ela.

–Exato. – Ele riu.

–Não é bem assim a historia.

–Me conta então. – Ele sorriu levemente.

–Não, não vale a pena. – Falei brincando. Queria deixar ele curioso.

P.O.V Dan

–Eu não valho à pena? – Eu fui chegando perto. Aqueles os me enfeitiçando. Maldita.

–Eu não disse isso. – Ela falou, mantendo o meu olhar.

–Eu sei que você é louquinha por mim. — Olhei fixamente para ela. Havia muita tensão no ar. Aqueles momentos em que você não sabe o que fazer. Ela pensou e então chegou bem perto de mim e sussurrou em meu ouvido arrepiando meus pelos na nuca.

– Só que não, garoto. – Ela mordeu os lábios e eu revirei os olhos. Ela se levantou rindo e foi em direção a porta para sair de lá.

–Você ainda vai me enlouquecer, Charlie. – Falei rindo. Era a mais pura verdade.

–Pra você é Charlotte. – e saiu de lá.

Como a primeira vez que nos vimos.

Bom saber que finalmente as coisas estão dando certo.

Notas finais
E então??? Gostaram??? Perceberam que com reviews eu fico inspirada? Vamos continuar assim hahahaha Essa senhora, é familiar para vocês? Ninguém vai recomendar a história? Quem será a primeira? Quero muitos reviews hein? Mil Beijos Bee