I Just Wanna Be Your Hero

8 Is everything all right?


Notas iniciais
Boa tarde meus povos e povas dessa povoação povoada!!! Mil desculpas pela demora desse capítulo é que a vida tá complicada, bem uns 10 trabalhos pra fazer, entrega de provas em que eu com certeza me fudi, as coisas da Igreja e tudo o mais... tá complicado arranjar tempo de escrever. Aí, quando eu arranjo, a criatividade não ajuda '-'. NINGUÉM MERECE. Espero que gostem/se revoltem :). Comentem galera. Beijos da Mabizinha ♡♥♡ (POV Damon)

Sinceramente, Elena não está bem hoje. Não importa o que ela esteja dizendo, porque não está bem nem aqui nem na China. Elena nunca passou mal com o cheiro do bacon do McDonald's, quem dirá com o da Katherine, que é praticamente sem gordura? O problema não é o bacon. É a Elena.

A pior parte pra mim é ter que vê-la doente, passando mal e não poder fazer nada. Se fosse qualquer outra pessoa, eu diria que era frescura ou simplesmente estaria pouco me fudendo. Mas era Elena. Aquela mesma criatura que quis ir pra escola quando teve catapora e ia mesmo que estivesse quase morrendo. Se ela assumiu que estava passando mal, então a situação tava realmente horrível.

– Lena, você tem certeza que quer ir trabalhar hoje? — perguntei.

– Tenho sim, Dam. — ela respondeu com um meio sorriso. — Não se preocupe comigo. Eu estou bem.

– Tem certeza? Porque, se você quiser, eu posso te levar pro pronto-socorro, você pega um atestado e tudo fica bem.

– Eu estou bem, Damon. De verdade. — ela deu um meio sorriso de novo. Elena Gilbert, você é uma péssima mentirosa. A pior que eu já vi, eu diria.

– Se você se sente bem... então vamos. — falei, não convencido, mas eu não podia arrastar Elena pro hospital. Acho eu que deve ser contra alguma lei.

Acelerei o carro. Eu poderia chegar tarde caso eu a levasse para o PS, mas em circunstâncias normais não seria bom. E chegar atrasado com a Lena poderia muito bem ter outro sentido pro senhor Mikaelson e eu quero muito manter meu emprego.

Passamos o resto do percurso em silêncio, Elena provavelmente lutando contra o estômago e eu preocupado porque ela estava lutando contra o estômago. Quando chegamos no trabalho, desci do carro e abri e fechei a porta pra Lena, entrando no prédio logo em seguida. Só fui para a minha sala depois que deixei Elena na dela.

– Damon, eu passei mal hoje mais cedo. Não sou uma inválida. — ela falou logo que a deixei na sala.

– Claro que não é. Eu só gosto de me assegurar que você está bem, principalmente depois de assumir estar doente, o que quer dizer que você realmente tá mal.

– De onde você tira essas coisas?

– Anos e anos de observação. Você faz as coisas sem perceber que faz.

– Sério? — ela perguntou, levantando uma sobrancelha. Assenti. — Nossa.

Ficamos em silêncio por um tempo. Um silêncio constrangedor que nunca acontecia com a gente.

– Eu vou pra minha sala. Não posso me atrasar mais. Se você passar mal de novo ou qualquer coisa, me chame ou peça pra me chamarem, certo?

– Tá bem. Eu vou ficar bem, tenho certeza. — ela respondeu. — Tchau, Dam. Te vejo no almoço. — ela me abraçou e beijou minha bochecha.

– Até.

E saí da sala dela, deixando-a sozinha com uma enorme pilha de papéis e problemas pra resolver. Logo que entrei na minha sala, Caroline brotou do chão atrás de mim.

– Damon, a Elena tá passando mal. — ela falou, sem nem dizer oi. Ainda bem, porque não me importa isso nesse momento.

– Merda. Eu ia levá-la pro pronto socorro antes do trabalho, mas ela não deixou que eu levasse. — resmunguei (mais pra mim mesmo do que pra ela).

Dois milissegundos depois, eu praticamente corria para o banheiro feminino (E FODA-SE ISSO), só pra encontrar a Lena botando tudo pra fora num dos vasos. Claro que eu recebi muitos olhares indiscretos, mas eu realmente estava pouco me fudendo pra eles. Eu queria era saber se a Lena tava bem, o que obviamente não estava. Segurei seus cabelos atrás da nuca e esperei ela terminar e se recompor ao menos um pouco. Ela se encostou na parede do banheiro, respirando fundo. Me agachei ao lado dela.

– Lena, quer que eu te leve ao hospital? — ela fez que não com a cabeça.

– Eu estou bem, Damon. — ela murmurou entre uma respiração e outra.

– Damon Salvatore, o que está fazendo no banheiro feminino?

Aquela voz era uma das que eu menos queria ouvir no momento. E estava com raiva. Ótimo. Observei Caroline logo atrás dele e a cara do meu chefe quando eu olhei para ela. Definitivamente meu chefe ia quebrar a regra que diz que pegações são proibidas. Ele no mínimo pensou que ia ser uma orgia. Coitado. Me levantei.

– Senhor Mikaelson, a Elena está passando mal e eu vim para ajudá-la. Aproveitando que o senhor está aqui, posso levá-la ao hospital?

– Claro, claro. Leve-a. — depois dirigindo-se a Caroline, pediu. — Care, depois chame um faxineiro, por favor.

Saí do banheiro ajudando Lena a se manter de pé e deixando o casalzinho apaixonado para trás.

– Dam, não precisa me levar pro hospital. Eu vou ficar bem.

– Não, Elena. Eu vou te levar agora mesmo, mesmo que você não queira ou que odeie hospitais. Se preciso, eu te arrasto, mas eu não vou te deixar doente aqui.

Ela bufou.

– Tá certo, papai. Vamos pra emergência.

●●●

Levei Elena pro hospital e a médica de plantão pediu um exame de sangue só pra ter certeza se estava tudo bem. No meio tempo em que esperávamos, colocaram a Elena no soro, porque ela já tinha vomitado umas duas vezes. Se vocês acham que ela foi uma boa menina quando foram tirar sangue, se enganaram. Elena quase gritou pra todo mundo ouvir, como uma menininha mimada de 6 anos. As enfermeiras me pediram pra segurar os braços dela e assim eu fiz, tendo que observar a cara de ódio de Elena olhando para mim como se eu a tivesse traído.

Logo quando as enfermeiras saíram, Elena ficou me encarando, seu rosto contorcido de raiva.

– O que foi? — perguntei.

– Porque você ajudou elas a me furarem? — ela perguntou de volta. — Você, que é a pessoa que mais sabe do meu medo de agulhas, ajuda elas a me furarem.

– Eu quero que você fique bem. Pra você ficar bem, elas tem que saber o que você tem e, pra saber o que você tem, elas tem que analisar uma amostra de sangue.

Ela fez uma cara de desgosto pra mim.

– Que seja. Eu só quero sair logo daqui.

– Elas disseram que daqui a uma hora o exame tá pronto e você vai poder sair.

– Ótimo. Odeio esse lugar. — ela bufou e se encostou em mim.

– E eu sei disso. Prometo te tirar daqui logo que tudo acabar.

– Muito bem, senhor Salvatore. Ganhou um ponto extra. E sabe como pode ganhar outro?

– Hm?

– Me deixando dormir.

Ri, mas ela estava falando sério. Elena acabou adormecendo apoiada no meu ombro e, após uns 20 minutos de soneca, tive que acordá-la, já que a enfermeira estava voltando com os exames.

– E então? — ela apertou minha mão e perguntou à enfermeira. — O que eu tenho?

– A senhorita está grávida. — a enfermeira falou, sem expressão, enquanto eu e Elena engasgávamos.

– Você tá brincando, né? — Elena perguntou para a moça.

– Nunca falei mais sério em minha vida. — a moça respondeu.

Elena começou a chorar, enquanto a moça continuava parada lá, sem expressão. Abracei Elena e fiquei observando a enfermeira.

– Você não tem compaixão? Seja mais delicada.

Ela deu de ombros.

– Não é meu dever consolar. É dever de vocês, namorados irresponsáveis. Agora deixa eu tirar o soro e vocês podem ir pra casa.

Se fosse em qualquer outro momento, eu iria dizer que Elena não é minha namorada, mas não agora. Agora eu tenho certeza de que Elena quer ir pra casa. Ou talvez não, já que ela vai ter que ver a Kath se for. A enfermeira tirou o soro da Elena (pra uma pessoa mais bruta que uma pedra, ela tem mãos bem delicadas) e nos deixou ir.

Notas finais
TCHAUU