I Just Wanna Be Your Hero

9 Você quer ir pra Portland?


Notas iniciais
Oi, oi, oi, gente bonita!!! Primeiramente, boa noite e me desculpem as meninas pra quem eu disse que ia postar antes ou no dia da Páscoa. Viajar com gente que não mora com você no carro te obriga a conversar ao invés de escrever. Mas eu terminei esse capítulo. Ele ficou meio corrido, mas esse foi o objetivo, porque o próximo capítulo é num POV especial, que ninguém vai adivinhar. Mentira. Dá pra deduzir, só pelo final desse capítulo. E é meio óbvio. Prometo que vou caprichar mais no próximo. Beijos da Bob Esponja ☆ (POV Elena)

Entrei chorando no carro de Damon. Isso não podia estar acontecendo. Simplesmente não podia. Senti quando Damon passou seus braços pelos meus ombros e me aproximei dele. Senti que ele cheirava meu cabelo ao mesmo tempo em que uma das mãos passeava por ele.

– Eu nunca fiquei sem saber o que dizer quando você chorava. Acho que existe uma primeira vez pra tudo. — ele falou, após algum tempo apenas escutando meus soluços.

Tentei sorrir, mas não consegui.

– Damon, o que eu vou fazer? — perguntei, meio afundada em seu peito. Em qualquer outra ocasião, eu olharia em seus olhos, mas não hoje. Hoje eu não sei o que eu vou encontrar ao olhar para os seus olhos azuis. Simplesmente não sei. Assim como ele não sabe o que me dizer.

– Bem, eu acho que você devia contar pro Kai. Mesmo ele sendo a pessoa que eu mais odeio nessa Terra, eu acho que você devia falar com ele.

PUTA. QUE. PARIU.

Eu não tinha nem pensado no Kai até agora. Meu Deus do céu. O que ele ia fazer? Terminar comigo? Não seria horrível. Eu posso muito bem viver sem ele. Aquele desgraçado sem futuro nem me ligou depois que chegou em Portland. Assumir o bebê? Talvez. Pedir pra casar comigo? Deus me livre dessa pergunta. Eu nunca saberia o que responder. Mas contar pra ele realmente é a coisa certa a se fazer.

– Eu realmente vou fazer isso. Quanto tempo demora um vôo para Portland?

– Você não está pensando em ir contar pessoalmente, Leninha. Por favor me diga que não. — Damon parecia ser contra pegar um avião até Portland só pra contar pro Kai.

– Infelizmente é o que eu vou ter que fazer. Ele deve ter mudado de número quando chegou lá e não me ligou ainda.

– Uma semana sem falar com o Kai? Isso é uma espécie de recorde.

Bati no braço dele.

– Não. Não falei com ele enquanto ele estava no Canadá.

– Ainda bem que não. — Damon murmurou, mais para ele do que para mim, mas eu escutei.

– Porque?

– Porque o quê? — ele se fez de desentendido.

– Nada não. — deixei pra lá. Provavelmente era só ciúme por parte dele.

– Você realmente vai querer se abalar daqui pra Portland só pra falar com o Kai? Não é mais fácil pelo Skype, mensagem no Facebook, scrap no Orkut, um email, uma carta, pombo correio, anúncio no jornal ou qualquer outra coisa?

– Seria. Se eu soubesse ao menos o endereço dele. Ou se ele tivesse email privado, Facebook ou Orkut.

– Em que século ele vive?

Ri.

– Eu vou acabar indo lá mesmo. Talvez sexta feira depois do trabalho.

– Quer que eu vá junto? — ele perguntou, mas eu sabia que não era uma pergunta.

– Se você não se incomodar...

– Será um prazer. — ele deu um sorriso de lado.

– Ótimo. Vou comprar as passagens.

– E quanto à Katherine? O que você vai fazer?

– Eu simplesmente vou dizer e esperar qual vai ser a reação dela. E rezar pra não ser morta.

– Você espera que ela te bata? — ele levantou uma sobrancelha.

– Não. Eu tenho quase certeza de que ela vai ser a Katherine de sempre e eu vou sentir como se eu tivesse levado uma surra.

●●

A semana passou mais do que voando. Acabou que a Kath não fez nada quando eu contei. Ela só reagiu do jeito Katherine dela de ser, ou seja, com um "agora que a merda tá feita, eu sempre quis um sobrinho.". O Jer ficou na mesma de sempre. Ignorando enquanto estava com a Bonnie. Bonnie ficou arrasada, mas não tanto quanto o Jer por eu ter atrapalhado o namoro dele. Resumindo, todos ficaram chocados e a maioria disse que achavam que ia ser a Kath primeiro. Ainda bem que ela não estava por perto quando eles diziam isso. Ia ser uma treta grande se ela ouvisse qualquer coisa parecida com isso.

No fim dessa semana catastrófica, cá estou eu num avião com destino a Portland, para me encontrar com meu namorado e dizer para ele que ele vai ser pai. Claro que Damon está me acompanhando. Eu preciso de um amigo caso tudo dê errado com o Kai e ninguém melhor do que o Damon. Além de que eu não teria coragem de fazer isso sozinha. Eu provavelmente ia amarelar no meio do caminho e pegar um avião para casa logo que chegasse.

– Você quer mesmo fazer isso, Leninha? — ele perguntou, talvez pela décima vez nos cinco minutos desde que entramos no avião. Já tava começando a encher minha paciência.

– Não. — admiti.

– Então não vamos? — ele parecia esperançoso.

– Vamos. Eu não quero ir, mas eu preciso fazer isso, entende? — segurei sua mão e entrelacei meus dedos nos dele.

– Umhum. Só não queria que você levasse o dever acima do que você quer realmente. — ele murmurou.

Suspirei e encostei no ombro dele. A viagem não é curta, quase 3 horas. Pelo menos, eu posso dormir.

●●

Depois de passar a viagem quase toda dormindo, chegamos à Portland e ao hospital em que Kai trabalha. A meu pedido, Damon ficou no carro que alugamos. Ele chegou a insistir para ir, mas eu, pra manter a recente paz entre Damon e Kai, mandei que ele ficasse no carro.

Entrei no hospital, supondo que todos os hospitais teriam o mesmo estilo, a mesma organização, tudo bonitinho. Eu estava errada.

Pela porta que eu entrei, era a emergência. Ou seja, ossos quebrados, gente vomitando, acidentados... ugh. Passei quase correndo pelo corredor para minha ânsia de vômito não aumentar. Cheguei no posto da enfermaria já me segurando pra não botar tudo pra fora. Fui atendida por uma loira oxigenada simpática demais pro meu gosto, que mais parecia uma telefonista de que uma enfermeira.

– Boa tarde, como posso ajudá-la? — ela perguntou.

– Boa tarde, estou procurando pelo doutor Parker.

– É uma emergência? Ele está dando um intervalo.

– Eu vim de muito longe para falar com ele. Eu preciso falar com ele.

– É urgente?

– Sim. Eu só tenho hoje para falar com ele. Já estou saindo amanhã pela manhã.

A moça parecia meio desconfiada em me deixar falar com ele.

– Qual o nome da senhorita? — ela perguntou, como se eu tivesse todo o tempo do mundo. Ela puxou um formulário.

– Elena Gilbert. — bufei.

– Quem deseja ver? — ela pareceu um pouco mais interessada.

– O doutor Malachai Parker, meu namorado.

Pude sentir a enfermeira engolir uma risada.

– O que foi? — ela pareceu surpresa por eu perguntar isso.

– Não sabia que o nome dele era Malachai. — eu não confiava que tinha sido realmente isso, mas... bola pra frente.

– Aonde posso encontrá-lo?

– Pode entrar nessa segunda porta à esquerda. Ele vai estar lá, senhorita Gilbert.

Segui as instruções da loira oxigenada e entrei na segunda sala à esquerda. Logo vi uma cena horrível se desenrolar na minha frente. Kai estava no maior amasso com uma ruiva na sala de repouso dos funcionários.

– Kai?

Eu não consegui reconhecer minha própria voz. Saiu esganiçada e fora do tom normal. Ele se virou para mim e me olhou como se não acreditasse que eu estava lá, sua boca manchada do batom rosa fosforescente da ruiva.

– Elena? — sua voz saiu esganiçada. Não tanto quanto a minha, mas ainda assim, quase irreconhecível a meus ouvidos.

Saí da sala praticamente correndo e chorando, até que senti uma mão envolvendo meu pulso e me virando para ele. Só para me beijar depois de me virar. O que eu fiz? Dei um tapa na cara dele.

Notas finais
TCHAUUU