I Just Cant Stop Loving You
19 Capítulo 20
Notas iniciais
[Tom]
- Eu não percebo como isto aconteceu… — Falou o médico, olhando mais ma vez para as ecografias do Bill feitas durante a sua gravidez. – Não há nenhum sinal de anomalia, nem do outro bebé… — Suspirou, analisando outra vez a última ecografia tirada.
Já se tinham passado 3 dias desde que a Milly e o Tobi nasceram, e Bill ainda estava no hospital, pois ainda tinha várias dores e também porque ele queria que os médicos estivessem próximos, no caso de alguma coisa acontecer a ele ou aos nossos filhos.
Estávamos na sala no nosso médico a tentar entender porquê que não sabíamos da existência do Tobi até ele nascer, e porquê que ele era surdo.
- Mas porquê que isso aconteceu? Foi culpa minha? – Perguntou o Bill encolhido ao meu lado e bastante preocupado.
- Bem, eu posso dizer que os gémeos podem ser difíceis de detetar nas ecografias, principalmente se um for mais pequenino que o outro no caso do Tobi, e também porque eles podem ter o batimento do coração coordenado e por isso não foi possível detetar os dois batimentos distintos… Ao que parece houve uma falha com o seu cordão umbilical e por isso não recebeu as vitaminas e nutrientes suficientes que lhe eram necessários… Eu penso que foi por causa disso que as suas células auditivas falharam…
Bill afundou a sua cabeça nas suas mãos em sinal de desespero e eu não disse nada… Apenas abracei-o e aninhei-o nos meus braços.
- Não fiquem assim… Bill, não foi tua culpa… Coisas assim acontecem… E nós não devemos entrar em pânico. Nós ainda não sabemos se a surdez do Tobi é permanente, temporária, grave ou não…
- Se… se a surdez for permanente, existem tratamentos para curar isso? – Perguntou Bill.
- Existir existem, mas tudo vai depender do seu nível de surdez… — Bill abraçou-me com mais força ainda e suspirou pesado… — Eu vou fazer tudo o que for possível para que o seu nível não se desenvolta muito.
- Obrigada Doutor. – Levantei-me com o Bill e apertei a mão do médico e o Bill fez o mesmo.
Saímos da sala do médico, e fomos para o quarto de hospital do Bill, em silêncio.
Quando chegámos ao corredor que nos levaria lá, encontrámos a Jéssica sentada á porta do quarto do Bill, provavelmente á nossa espera. Quando nos viu, foi logo a correr para o Bill para abraçá-lo com muita força.
- Parabéns Bill! Estou tão contente por ti! Eu peço IMENSA desculpa por não ter aparecido antes, mas eu tive que trabalhar por ti, e sem ti aquela empresa é um desastre!
- Auch Jess… — Falou o Bill com dificuldade. – Cuidado, estás me a magoar… — Ela saiu do abraço e desculpou-se.
- Desculpa… Eu nem pensei nisso... Dores de pós-parto? – Ele assentiu. – Ok então. Olá Tom. – Cumprimentou-me e eu também a cumprimentei com a cabeça. – E então, onde está essa coisinha linda e fofa que esteve na tua barriga por 9 meses, chamada Milla Kaulitz Trümper? — Perguntou pela nossa filha. Olhei para o Bill e ele suspirou.
- Na verdade, são gémeos. – A Jéssica ficou pasma com a notícia. – Sim, ao que parece a Milly era maior que o Tobi e portanto não foi possível vê-lo nas ecografias.
- Oh meu Deus… Gémeos? Menino e menina?? Own que fofo! Onde estão, eu posso vê-los?
- Claro. – O Bill deu um pequeno sorriso e virou-se para mim. – Tommy, poderias trazê-los? Estou um pouco cansado…
- Tens a certeza Bill? – Ele assentiu. – Ok, eu trago-os. – Sorri e dei-lhe um selinho rápido.
Cheguei á sala onde estavam todos os bebés e pedi á enfermeira para me trazer os meus filhos. Quando os meus bebés apareceram no meu campo de visão, um sorriso apareceu na minha cara.
- Olá bebés mais lindos deste mundo. – Falei para eles numa voz fofinha e aguda. A Milly riu e o Tobi apenas sorriu.
- Vai precisar de ajuda para os levar ou consegue levar os dois ao mesmo tempo? – Perguntou a enfermeira que os estava a segurar.
- Eu levo-os. Não há problema. – Ela deu-me os meus filhos com cuidado, e eu comecei a andar a caminho do quarto do Bill. – E aí coisinhas lindas? Nós vamos ver a mamã! – Exclamei. – Estão felizes? – Olhei para a Milly e ela estava a sorrir radiante. Olhei para o Tobi e ele estava apenas com um sorriso pequeno na cara. Eu suspirei com pena dele.
Entrei do quarto do Bill e encontrei-o sentado num sofá muito fofo para não o magoar depois do parto, a conversar com a Jess. Ele sorriu assim que entrei e eu retribuí o sorriso. Eu sentei-me ao pé dele e ele agarrou no Tobi.
- Own… Eles são tão lindos… — Falou a Jess. – São tão parecidos contigo Bill! – Sorriu.
- É… mas têm os olhos do Tom. – Falou Bill sorrindo, brincando com a mãozinha do Tobi e olhando para a Milly que estava no meu colo.
- Posso pegar? – Perguntou e o Bill hesitou um pouco, mas acabou por assentir. Entregou-lhe o Tobi e ela começou a falar com ele numa voz de bebé. – Own! Vê lá se tu não és a coisinha mais linda e mais fofa que eu já vi em toda a minha vida. – Deu para perceber que o Tobi estava um pouco assustado por estar a ser segurado por ela, e fez uma careta que nos fez rir a todos.
- Acho que ele não gosta assim tanto de ti Jess. – Provoquei-a.
- Puff… Quem é que não gosta de mim? – Falou na brincadeira mas depois deu-me uma indireta bastante direta. – Toda a gente gosta deste corpinho lindo e cheio de curvas, até os gays ficam de boca aberta. – Deu-me um sorriso provocativo que apenas foi percebido por mim. Ela voltou a sua atenção ao Tobi e falou. – Tu podes não gostar de mim agora, mas garanto-te que quando cresceres não vais para de perguntar aos teus pais quando a tia Jess vem, ouviste? Ouviste sua coisinha linda? – Quando ela disse isso, o meu sorriso e o do Bill desapareceram logo das nossas caras.
- Erm... Jess… — Começou Bill — Ele é surdo… — Falou baixinho e triste. A Jess ficou com a boca aberta, e os seus olhos corriam de Bill, para mim e depois para o Tobi.
– Mas porquê? – O Bill explicou tudo sem muita emoção na voz sempre a olhar para o chão. Quando acabou a sua explicação, olhou para a Jess, que ainda estava em choque. Com os olhos cansados, Bill tirou o Tobi dos seus braços para o abraçar e para lhe dar um beijinho.
- A mama ama-te na mesma bebé. Não fiques triste ok? – Quando o Tobi percebeu que estava a se segurado pelo Bill, sorriu logo, o que arrancou um enorme sorriso da minha cara. Ele começou a enterrar a sua cara no peito dele e Bill falou. – Estás com fome amor? – Perguntou acariciando a sua cabeça. – Vamos comer então? Sim?
- Eu vou embora então para vos dar mais privacidade. – Falou Jess levantando-se e despedindo-se de Bill. – Poderiam me acompanhar? Este hospital é enorme e eu já não me lembro de onde é que vim. – Falou.
Eu fui acompanhá-la, já que o Bill ia alimentar os bebés. Saímos do hospital em silêncio, e quando chegámos ao carro dela, a mesma falou:
- Já viste Tom, a tua vida vai ser uma miséria daqui para a frente.
- O que queres dizer com isso? – Perguntei desconfiado.
- Hum. – Riu. – Bem, vejamos: toda a gente muda com a chegada de um bebé, no teu caso, dois, principalmente quando um é surdo. Tu e o Bill vão ter que alimentá-los, trocar-lhes as fraldas, dar-lhes atenção, carinho, amor… Vão ficar tão preocupados com os seus filhos, que nem vão ter tempo para vocês mesmos. Vão ficar cansados depois do trabalho, de cuidar dos vossos filhos, que nem vão ter paciência um para o outro. O sexo vai ser cada vez menos e com isso, as discussões vão ser cada vez mais. Isso vai-vos levar a traições, depois divórcio, e depois, a luta pela custódia dos vossos filhos, e conhecendo o Bill, ele vai fazer de tudo para ser o responsável por eles. Ele vai ficar com os vossos filhos, e tu vais vê-los apenas nos fim-de-semana, e vais viver sozinho para o resto da tua vida porque depois de isso tudo vais te arrepender de teres traído o Bill, vais querer voltar atrás mas o Bill não vai querer, pois já estará com alguém que ele goste, enquanto tu sofres de amores. – Olhei para ela em silêncio, pensando bem no assunto.
- Qual é a tua proposta então?
- Se tu não quiseres passar por tudo o que eu disse, eu proponho-te que o deixes agora. Proponho-te que o deixes e que fiques comigo, eu posso dar-te UM filho, normal e que não seja saído dum cu. – Fiquei em silêncio. Pensando bem, ela até tinha um pouco de razão… Será que devo aceitar?
Vendo a minha cara pensativa, ela riu um pouco e falou:
- Pensa o quanto quiseres Tomizinho e dá-me a resposta quando a tiveres. – E dito isso entrou no carro e saiu do parque de estacionamento.
Voltei para o hospital a pensar nas palavras da Jéssica. É claro que tudo o que ela disse não é algo que eu queira que aconteça… Mas eu amo o Bill! Eu quero ficar com ele!
A pergunta é, será que eu quero passar por tudo o que a Jéssica disse?
Quando sei por mim, já estava á porta do quarto do Bill. Olhei para lá para dentro pela pequena janela que havia na porta, e vi o Bill sentado na cama a alimentar o Tobi e a Milly a dormir no seu berço.
Entrei no quarto em silêncio e o Bill deu-me um pequeno sorriso. Sentei-me ao seu lado em silêncio, enquanto observava o Tobi a comer.
- É uma sensação tão estranha, parece que ele está a sugar tudo o que há dentro de mim, deve estar mesmo com fome. – Acariciou a cabecinha do Tobi. Olhou para mim, mas eu não disse nada. Ele suspirou.
Quando o Tobi acabou de comer, o Bill aninhou-o e pousou-o no berço ao pé da Milly. Eu continuei na cama sem dizer nada.
Bill ficou um tempo ao pé do berço a olhar para os nossos filhos, quando de repente, começou a chorar.
- Bill?! O que foi? – Fui até ele e abracei-o. Ele abraçou-me de volta com muita força e eu levei-o comigo ao colo para a cama. – Bill? – Limpei as suas lágrimas.
- Tom… — Falou baixo entre o choro. – Não nos deixes… Por favor!
- O quê?! – Perguntei abismado.
- Tu vais nos deixar, eu sei! Para começar, tu nem querias ter filhos se quer, e agora nós temos gémeos! E um é surdo! – Ele chorou ainda mais. – Quem é que quer uma família assim? – Nesse momento, ao vê-lo assim tão triste e desesperado, xinguei-me mentalmente por ter considerado a hipótese de deixar o Bill. Como é que eu pude pensar uma coisa dessas?! O Bill precisa de mim. – Não me deixes, por favor. Eu não vou conseguir criar dois filhos o mesmo tempo, sozinho.
- Bill! Eu não sei o que te fez pensar uma coisa dessas, mas eu nunca te vou deixar! Tu sabes muito bem que eu sempre quis ter filhos, só achava perigoso a gravidez masculina, mas eu estou super feliz com o resultado. Ambos sabemos que uma segunda gravidez para ti seria arriscada, portanto Deus foi muito generoso connosco e deu-nos gémeos, dois bebés lindos e saudáveis.
- Sim, mas…
- Mas nada Bill. Aconteça o que acontecer, eu vou lutar pela nossa família. Vou lutar por ti, pela Milly, e pelo Tobi. NÓS vamos lutar pelo Tobi. Vamos dar-lhe amor, carinho e atenção, tudo o que qualquer bebé pede. Ele vai ser tão feliz como as outras crianças e nada vai ser diferente, ok? – Ele olhava para mim ainda com lágrimas nos olhos, mas desta vez com um sorriso na cara. Ele abraçou-me mais uma vez e falou:
- Eu amo-te Tom. Amo-te tanto. – Eu sorri com as suas palavras.
- Também te amo. Muito.
Notas finais
Yeeeeeeeeeeeeyyyyyyyyyyyyyy!!! :D :D :D
Eu percebi que esta cena de atualizar 4 fics ao mesmo tempo é mesmo lixada, PORTANTO, vou me focar SÓ nesta fanfic :)
Porquê:
-> É a minha primeira Kaulitzcest e eu quero acabá-la :)
-> ... (cri cri)
*é só ... :/*
Okayyyy... as outras fics vão ficar em pausa. Peço desculpa ás leitoras que acompanham "O Capuchinho Vermelho", "Eu Sequestrei o Bill Kaulitz" e "O amor fala mais alto"... Quando esta fic acabar vou atualizá-las pela mesma ordem :)
Em relação a este capítulo:
Que cabra essa Jess não é?? E COMO é que o Tom pensou em aceitar a proposta?! Aff... -.- Mas o que interessa é que ele decidiu ficar com o Bill ^^ e tudo vai correr bem :D
...
ou será que não?
...
:P
Próximo capítulo: 6 ANOS depois
Peace out!
:*
♥ ♥ ♥
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