I Just Cant Stop Loving You
20 7 anos depois...
Notas iniciais
Como vão? ^^
Saudades minhas?? :P
Só quero dizer que houve uma pequena alteração: no capítulo anterior eu disse que a fic ia avaçar 6 anos, mas as coisas mudaram um pouco e passou a 7 :)
Espero que gostem ^^
AVISO! MUITO IMPORTANTE! TUDO O QUE ESTIVER A ITÁLICO QUER DIZER QUE AQUILO ESTÁ A SER TIDO EM LINGUAGEM GESTUAL OU QUE ESTÁ A SER TIDO ORALMENTE E EM LINGUAGEM GESTUAL AO MESMO TEMPO! VOCÊS VÃO PERCEBER AO LONGO DO CAPÍTULO.
7 Anos depois
[Bill]
- Milla! Despacha-te com seja o que for que estás a fazer aí em ima e desce com o teu irmão! – Chamei a minha filha, uma quinta vez nesta manhã.
Pois bem, passaram-se 7 anos. Nem dá para acreditar que eu e o Tom já estamos juntos á 14 anos! Que loucura.
Nós estamos bem um com o outro, mas o cansaço do trabalho e de ter que cuidar dos nossos filhos modificou-nos um bocado. Afinal, com 30 e 35 anos, as coisas já não são como antes…
Em relação aos nossos filhos:
A Milly é uma menina muito divertida, alegre, cheia de energias positivas e uma pequena diva, como eu e muito convencida, como o Tom. É muito inteligente, bem-educada e querida.
O Tobi, o meu bebé mais novo, é mais calmo, mais tímido, muito agarrado a mim. Quer sempre muita atenção, carinho, miminhos e amor. A minha pequena estrela. Ele continua surdo, mas foi diagnosticado que não é grave e que será possível fazer uma operação quando ele for mais crescido. Claro que seria impossível ele ir para a escola “normalmente”, por isso contratámos uma professora de linguagem gestual que se senta á frente do Tobi na escola e que lhe traduz a matéria toda. O Tom, a Milly e eu tivemos também que aprender a linguagem gestual para conseguirmos comunicar com o Tobi, que só sabia dizer algumas palavras e frases falando mesmo.
- Já estamos aqui, papá! – Ouvi a minha filha a gritar e a descer as escadas com o Tobi. Os meus filhos chamavam me de ‘papá’ enquanto ao Tom chamavam de ‘pai’, para haver distinção, já que somos os dois homens.
- Shh! Não grites, o pai ainda está a dormir. Então, prontos para ir para a escola? – Perguntei-lhes e eles assentiram. Fui buscar os seus casacos e ajudei-os a vestirem-nos, quando a Milly lembrou-se:
- Papá! Espera, esqueci-me do meu livro, volto já! – Falou correndo as escadas a cima.
- Despacha-te! Uff… aquela rapariga… - Falei e gesticulei para o Tobi, que riu. Pus-lhe o seu casaco, o seu gorro e certifiquei-me que as orelhas dele estavam bem tapadas, já que estamos no fim do Outono e todo o cuidado é pouco.
- Papá. – Chamou-me, e eu olhei para ele perguntando o que se passava. – Eu amo-te. – Falou um pouco torto e sorriu. Eu derreti com esta cena, era tão fofa de se ver.
- Eu também te amo. – Falei de vota e abracei-o. Ele passou os seus braços pelos meus ombros e deu-me um beijo na bochecha. Separámo-nos no momento em que a Milly desceu com o Tom atrás de si, que estava apenas com um robe e com uma cara de quem acabou de acordar.
- Milla Kaulitz Trümper, o que eu te falei sobre acordares o pai?
- Disseste para não gritar e não correr enquanto o pai dorme… — Falou arrependida.
- Está tudo bem Bill, ela apenas me queria dar um beijo de despedida. – Falou Tom.
- Mas eu queria que tu desancasses bem depois do trabalho e aproveitares a tua folga…
- Tudo bem Bill, eu depois volto a dormir quando vocês saírem. – O Tom estava a trabalhar na produção de um novo filme e chegava sempre tarde e cansado a casa. Eu estava a meio da produção da minha nova coleção de Inverno, e trabalhava que nem um louco.
- Tudo bem então. Vamos, já estamos atrasados para a escola. – Falei para os meus filhos.
O Tom ajoelhou-se para se despedir e eles abraçaram-no pelo pescoço.
- Xau pai. – Disseram os dois.
- Adeus. Portem-se bem, ok? – Eles assentiram.
- Então hoje vais busca-los á escola? – Perguntei.
- Sim, não te preocupes. Tenta vir mais cedo, ok? Já faz muito tempo que nós nos sentarmos os 4 na sala a fazer qualquer coisa juntos…
- Eu percebo Tom, mas é que eu tenho muito trabalho importante para fazer durante um dia só.
- Eu acho mas é que a Jéssica está te a subcarregar de propósito. – Falou por uma milésima vez.
- Tom, não comeces, ok? – Avisei-o. – Pronto, vamos embora. – Falei para as crianças. – Xau Tommy. – Dei um beijo de despedida.
- Xau amor.
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- Olá pessoal! Eu sei, estou atrasado, culpem a minha pequena diva. – Falei referindo-me á minha filha, quando cheguei ao meu escritório, passando pelos trabalhadores do local. – Eu sei, sou um péssimo diretor, chegando atrasado. – Brinquei e todos se riram. – Quem tiver novidades, dúvidas, sugestões, é só ir ao meu escritório.
Sentei-me a minha secretária e dei um sorriso para a foto do Tom com os nossos filhos ainda bebés nos braços. Fui interrompido do meu momento com alguém a bater á porta. Mandei entrar e apareceu a Jéssica com um monte de papelada na mão.
- Oi Bill.
- Por favor, diz-me que eu não vou ter que ler isso tudo. – Falei assustado.
- Nem tudo. – Ela separou o monte em dois. – Neste monte estão os papéis que não precisas ler, só assinar pois eu já os li por ti. Eu depois explico-te tudo o que está ai, e neste monte estão os papéis que eu não tive tempo de ler ou achei que não eram um bom negócio. – Eu não duvidava da Jess. Ela sabia do que eu gostava e confiava nela a 100%.
- Okay, obrigada. Mais alguma coisa?
- Sim, hoje tens 3 castings de modelos agendados e 4 entrevistas. Teoricamente é só, mas depois também tens que dar uma vista de olhos na pré-apresentação da nossa revista, dar uns ajustes nas roupas, etc. – Olhei para ela de boca aberta.
- Só podes estar a brincar! Só esta papeada vai demorar umas 3 horas! Cada casting demora sempre 1 hora, ao todo já são 6 horas. As quarto entrevistas vão demorar no mínimo 2 horas, com isso já são 8 horas. E eu ainda tenho que almoçar, mais 2 horas, e tu ainda queres que eu fique aqui na empresa para os ajustes? Jéssica, eu quero chegar a casa ás 5 da tarde! Hoje é a folga do Tom, e eu queria algum tempo em família…
- Desculpa Bill, mas eu achava que tu querias acabar com isto o mais rapidamente possível… — Fiquei a pensar por um momento. Sim, eu queria que isto tudo acabasse o mais rapidamente possível para estar com a minha família, mas eu estou-me a subcarregar imenso, e isto está a matar aos poucos a minha relação com o Tom. Há quanto tempo nós não fazemos sexo?
Suspirei.
- O que tenho marcado para amanhã?
- Nada, mas eu estava a pensar… — Cortei-a.
- Não! Não marques nada. Desmarca mas é 2 castings e duas entrevistas de hoje e marca para amanhã.
- Mas Bill…
- Não, eu quero sair daqui ás 17h e eu vou sair daqui ás 17h.
- Okay… — Ela saiu do meu escritório e eu comecei a preencher a enorme papelada que estava á minha frente.
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[Tom]
7 Anos que os meus filhos nasceram.
7 Anos que a minha vida mudou.
7 Anos que eu disse “não” á Jéssica.
7 Anos que ela faz de tudo para acabar a minha relação com o Bill.
7 Anos que Bill nem dá conta do que ela está a fazer.
Para mim é obvio que ela subcarrega o Bill com trabalho na sua empresa, e eu já tentei dizer isso ao Bill, mas ele está convencido que ela só está a fazer o seu trabalho e que eu ando a ver coisas.
Mas o que posso fazer?
Se o Bill tem a certeza de uma coisa, mais vale nem dizer nada contra isso.
Infelizmente, a nossa vida tem sido praticamente de como a Jess descreveu que seria. Nós andamos subcarregados de trabalho, ou então estamos muito preocupados com as crianças, o cão, etc., que pode se dizer que já não há nada entre nós os dois de íntimo já há muito tempo…
Já há muito tempo que não há romance entre nós, já faz tempo que tivemos uma conversa que não incluísse o trabalho ou as crianças, os beijos eram automáticos, tal como os abraços e as palavras como “amor”, “querido”, “lindo”… Não havia qualquer sentimento ou intenção nessas palavras, eram só… palavras!
Não que eu não o ame ou que ele não me ame a mim, mas é que… nada é como antes…
E eu não quero que aconteça o que a Jess disse que ia acontecer, portanto, eu tento acabar com esta parede invisível que há entre nós, sempre que tenho a oportunidade.
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Eram cinco da tarde. Estava a caminho da escola para buscar os meus filhos, e rezava para que Bill saísse mais cedo do trabalho.
Estacionei o carro e entrei rapidamente na escola sem que os paparazzi me vissem. Quando avistei os meus filhos abri um sorriso, mas quando, ao aproximar-me deles, percebi que eles estavam a chorar, o sorriso caiu.
- Pai… — Disseram ao mesmo tempo e a Milly correu para os meus braços.
- O que aconteceu?
- Pai, eu estava a chorar e quando o Tobi viu que eu estava a chorar perguntou porquê que eu estava a chorar e quando eu contei porquê que eu estava a chorar, ele começou a chorar também! – Respondeu a Milly.
- E porquê que estava a chorar?
- Eu estava a chorar porque uns rapazes mais velhos vieram ter comigo e disseram que não é suposto dois homens estarem juntos e era errado e que era contra a natureza e que homens não deviam engravidar e que tu e o papá eram aberrações e que era por vocês estarem juntos que eu era uma filha de aberrações e que era por isso que o meu irmão era deficiente e surdo, e que nós os 4 devíamos morrer no inferno!
Os meus olhos se arregalaram de espanto. Como é que uma criança pode dizer uma coisa assim? E o que mais me espantava é que a escola ia só até á 4ª classe! Como e que uma criança de 9 ou 10 anos pode dizer uma barbaridade dessas?
Abracei os meus filhos, sem saber o que dizer.
- Vamos para casa, ok? Falamos melhor em casa. – Eles assentiram e foram para casa.
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[Bill]
- Tom? Cheguei! Consegui sair mais cedo! – Gritei assim que abri a porta. Estava muito feliz por ter chegado a casa ás cinco e um quarto para ter um tempo com Tom e os meus filhos.
Achei estranho ninguém me ter respondido, e fui andando até chegar a sala, mas quando vi os meus filhos a chorar no colo de Tom, arregalei os olhos.
- O que aconteceu? – Os três olharam para mim e o Tobi foi a correr na minha direção.
- Papá! – Levantei-o e abracei-o. Sentei-me no sofá ao pé do Tom e ele explicou-me o que tinha acontecido.
- Oh meu deus… — Eu estava estupefacto. Como é que alguém conseguiu dizer uma coisa tão cruel aos meus aninhos? Os meus filhos são apenas duas crianças pequenas, não mereciam ouvir todas aquelas palavras. – O quê que tu lhes disseste?
- Eu não disse nada… chegámos só agora e eu não tive tempo de dizer nada. Nem sabia o que havia de dizer…
- Papá, porquê que não é suposto dois homens ficarem juntos?
Suspirei.
- Meus amores, dois homens juntos não é errado. Tal como não é errado duas mulheres estarem juntas. Acontece que as pessoas julgam umas ás outras para se parecerem superiores e criticam tudo o que acham de diferente. Muita gente não se apercebe, mas as pessoas devem se sentir bem com o que são e com quem estão. – Olhei para Tom e segurei-lhe a mão. – Eu e o pai amamo-nos muito, sentíamo-nos bem um com o outro, portanto decidimos ficar juntos. Como nós queríamos muito ter estas duas pestinhas para quem eu estou a olhar, – Brinquei e eles também se riram. – Fizemos de tudo para que isso acontecesse. Se eu não tivesse engravidado, vocês não estariam aqui… E sim, vocês são diferentes no sentido de terem dois pais e não uma mãe e um pai, mas NUNCA serão aberrações. Vocês são os nossos filhos, e nós amamos-vos. Isso é o que importa, ok? – Eles assentiram, e demos um abraço de família. – Agora, vocês sentem-se bem com o que são e com quem estão? – Eles assentiram. – Então, o melhor que podem fazer é ignorar todos aqueles que dizem o contrário, combinado? – Eles assentiram mais uma vez. – Agora, quem quer um gelado?
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Passámos o resto do dia em família, e eu tinha acabado de por os meus filhos a dormir.
- Pronto, eles já estão a dormir. – Falei assim que cheguei a quarto, mas estranhei por não ver o Tom. – Tom? Estás aqui?
- Estou no banheiro.
Entrei na casa de banho e deparei-me com o Tom dentro da nossa enorme banheira, cheia de espuma.
- Tom? O que estas a fazer? – Perguntei sorrindo, encostado á porta.
- A relaxar. Tu devias fazer o mesmo. Aposto que estás cansado depois de um dia de trabalho com a lerda da Jess.
- Tom! – Avisei-o, levantando o tom de voz.
- O quê? Vais me dizer que não é verdade? Não estás cansado? – Parei para pesar um bocado e depois falei:
- Sim, é verdade, estou mesmo cansado… Relaxar um bocado até me faria bem… — Comecei a despir-me até ficar de boxer. Senti-me um bocado exposto, já que já faz muito tempo desde que eu e o Tom tivemos algo íntimo. Decidi entrar na banheira com os boxers, e sentei-me no lado oposto de Tom.
- Bill, estás a brincar? – Perguntou rindo. – Desde quando é que tomas banho de boxer? – Eu ri também um bocado. – Tira. – Disse simplesmente. Eu fiquei um pouco incomodado, mas tirei-as debaixo da água.
- Contente? – Perguntei sorrindo.
- Muito. – Falou dando o seu sorriso malicioso, fazendo-me corar. – Anda para ao pé de mim. – Falou, abrindo espaço e eu aproximei-me abraçando-o pela cintura e pondo a minha cabeça do seu peito.
- Uhm… — Gemi levemente. – Tão bom estar assim contigo. – Ele concordou, colocando um braço no meu ombro e outro nos meus quadris, aproxima-nos ainda mais. Ficámos um pouco em silêncio, quando eu decidi falar. – Tom? O quê que tu pensas que nós devíamos fazer com os miúdos que insultaram os nossos filhos?
- Bill… — Suspirou. – Eu acho que o máximo que podemos fazer é ignorar…
- Ignorar? Ignorar Tom? Eles disseram que os nossos filhos eram aberrações por terem nascido de um homem! Bem, eu esperava que isso acontecesse, mas tão cedo? Eles só têm 6 anos, quase 7! Ainda bem que eles não levaram isso tão a peito… Imagina se eles tivessem acreditado em tudo o que aqueles rapazes disseram e nos odiassem? Não, eu não quero os meus filhos perto deles nunca mais.
- Podemos sempre mudá-los de escola. – Sugeriu, acariciando o meu cabelo.
- Qual é a lógica? Miúdos assim existem em todo lado… Não, eu não quero que a Milly e o Tobi andem a mudar de escola a cada 2 meses… O que achas de contratar-mos um professor para lhes dar aulas em casa?
- Bill, podemos não falar nos nossos filhos por uma vez? Não que eu não queira saber deles, mas já faz muito tempo desde que algo aconteceu entre nós. – Falou última parte a sussurrar e aproximando o seu rosto do meu. – Nós precisamos de relaxar, ok? – Começou a beijar o meu pescoço e eu soltei um gemido. Ele começou a beijar-me na boca e eu comecei a retribuir. Parámos para respirar, e voltámo-nos a beijar com mais intensidade.
Pus os meus braços á volta do seu pescoço e ele na minha cintura. Ficamos assim por mais uns minutos, quando comecei a senti-lo a massagear o meu rabo. Parei o beijo quando percebi aonde é que isto nos iá levar.
- Tom, espera. – Tentei empurra-lo. – Tom, não, para.
- Porquê? – Perguntou, finalmente largando-me.
- Tom, a Milly pode ouvir. E ainda por cima tenho que acordar cedo amanhã, e pelo que me lembre, tu também.
- Não Bill, ela não ouvirá. Nós vamos fazer pouco barulho. – Sussurrou no meu ouvido fazendo-me arrepiar. – Por favor Bill, nós estamos a precisar disto. Vais me dizer que também não queres? – Começou a lamber o meu ombro e eu derreti com esse toque. – Ok?
- Okay… — Sussurrei.
Ele começou a deslisar as mãos pelo meu corpo até ao meu rabo, mas desta vez inseriu um dedo com cuidado. Senti uma onda de prazer enorme e pedi por mais um dedo, enquanto começava a massagear o membro já meio ereto do Tom. Comecei a beijar o seu ombro, mas quando ele inseriu o 3 dedo sem avisar, gemi de dor e mordi-o.
Ele começou a fazer movimentos de vai e vem com os dedos e eu masturbava-o a mesmo ritmo.
Ele tirou os dedos e posicionou-me no seu colo, preparando-se para me penetrar quando…
- Papá? – Ouvimos o Tobi do outro lado da porta. Eu estava pronto para me levantar e ver o quê que o meu bebé queria, quando o Tom parou-me.
- Ignora Bill, pode ser que ele se vá embora.
- Tom! Eu não posso ignorá-lo, é o nosso filho que estamos a falar!
- Pai? Papá?
- Bill por favor! Nós estamos a precisar disto! – Ele parecia meio desesperado.
- Se estás assim tão necessitado, então bate uma! – Ele abriu a boca em choque com o que eu acabei de dizer. – Agora, deixa-me ir. – Saí da banheira, pus a minha boxer e vesti um roupão.
Abri a porta e vi o meu filho com lágrimas nos olhos. Apressei-me para o abraçar.
- O que aconteceu amor?
- Pesadelo. – Eu suspirei e levei-o para o seu quarto.
Quando ele voltou a dormir, voltei para o meu quarto e encontrei o Tom sentado na cama a vestir o seu pijama, com uma cara não muito agradável.
Passei por ele sem dizer nada e troquei-me para o meu pijama.
- Vais continuar assim por muito tempo? – Perguntei assim que me pus debaixo dos cobertores.
- O quê? Eu não acredito nisto Bill! Eu estou a tentar a salvar o nosso casamento e tu parece que foges á primeira oportunidade que aparece! – Falou com raiva, deitando-se também na cama.
- O que queres dizer com “salvar o nosso casamento”?
- Eu quero dizer que estou tentar voltar ao que o nosso relacionamento era antes. Nós estamos cada vez mais distantes um do outro. Tu podes não ter reparado, mas eu reparei! E estou a tentar fazer de tudo para voltar ao que eramos antes…
- Ah! E então decidiste que o sexo era a melhor opção? – Ri ironicamente. – Não pensas-te que talvez uns jantares e uns gestos românticos seriam o suficiente? – Ele ficou calado olhando para mim, sem saber o que dizer. – Pois… Bem me pareceu.
- Bill-
- Olha Tom, faz-me um favor e desliga a luz se faz favor. Estou muito cansado. – Falei virando-me de costas para ele.
- Ai é assim que vai ser? – Perguntou. – Ok, TUDO BEM! – Falou alto e desligou a luz muito irritado.
Suspirei e adormeci.
Notas finais
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